Acre
Acúmulo de balseiros forçou deslocamento das pilastras centrais da ponte
Apesar do DNIT tentar esconder os danos nos pilares de sustentação da na obra da ponte do Abunã, no encontro dos rios Madeira e Abunã, em Rondônia, a verdade veio à tona e A TRIBUNA revela com exclusividade a extensão dos problemas causados pela forte correnteza associada a balseiros na região.
No bloco de quatro pilares, que divide uma margem da outra, está o problema mais grave. Um dos blocos que concreto está inclinado para a parte interna. São quatro pontas, onde a estrutura metálica está á mostra. Numa delas, a força da correnteza empurrou a estrutura, entortando a base, o que compromete o projeto.
No canteiro de obras, a reportagem tentou contato com o engenheiro da empresa ARLESTE Construções LTDA, responsável pelo projeto, mas um operário informou que ele não estava no local.
Orçado em R$ 128 milhões de reais, o projeto original pode sofrer uma reformulação com o problema causado pelo acúmulo de balseiros e retardar todo o cronograma. A ponte terá 1.084 metros com 25 bases de pilastras de apoio. É justamente essa obra de fundação que pode estar comprometida.
Especialista aponta possível erro de cálculo
Um engenheiro que atuou no projeto e que pediu para não ter o nome publicado, analisou o problema causado pelos balseiros e fez observações pertinentes. Segundo o especialista, o engenheiro projetista, talvez por desconhecer as peculiaridades da região, falhou na construção dos blocos.
Segundo o profissional, o projeto deixou as colunas muito próximas, o que facilita o acúmulo de balseiros nos blocos, o que faz aumentar a pressão da água, como está constatado nas fotografias que ilustram esta reportagem.
Ainda segundo esse engenheiro, somente no período de seca(vazante) será possível avaliar a situação. Para ele, uma das medidas a serem adotadas para corrigir o erro, seria a implantação de uma “cortina”, nos moldes da que foi aplicada na ponte do rio caeté, na BR 364, em Sena Madureira, onde foi detectado o mesmo problema durante a construção.
Marinha não divulgou resultado de investigação
Em agosto de 2015, a Delegacia da Capitania dos Portos, em Porto Velho, abriu investigação para apurar uma denúncia de sabotagem á obra da ponte. Segundo a denúncia, dois rebocadores da empresa RONDONAVE Navegações, que atua na travessia de veículos na Ponta do Abunã, teriam atingido propositalmente as pilastras da ponte. Segundo registros da própria Marinha, os incidentes teriam ocorrido na madrugada dos dias 16 e 28 de julho.
Sob a responsabilidade do capitão de Corveta Félix Carlos Júnior, a investigação foi concluída noventa dias depois, mas até hoje a marinha não tornou público o resultado dessa apuração.
Neste novo problema, o DNIT evita falar sobre o assunto. O superintendente para Acre e Rondônia, Sérgio Augusto Mamanny foi procurado para dar uma versão sobre o caso, mas não atendeu nem retornou as ligações.
Por meio da assessoria de imprensa, informou que o responsável pelo projeto aquático é o engenheiro Alan Lacerda, que também não foi encontrado para se posicionar.
Fonte: A Tribuna
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Acre
Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard
Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira
Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.
Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.
Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.
Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
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Acre
MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó
Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).
De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.
Alterações no CAR
O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.
A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.
Prazo, esclarecimento e documentos
Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.
O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.
O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.
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Acre
Dupla é presa após assalto a loja no centro de Tarauacá
Suspeitos usaram simulacros de arma e faca para ameaçar vítimas; celulares e dinheiro foram recuperados
Dois homens foram presos na tarde desta terça-feira (10) após realizarem um assalto em uma loja no centro de Tarauacá.
Segundo a Polícia Militar do Acre, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em determinado momento, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no estabelecimento utilizando simulacros de arma de fogo e uma faca.
Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas pela região e conseguiram localizar e prender os suspeitos, identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.
Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e a quantia de R$ 874 em dinheiro levada durante o assalto. Também foram apreendidos os simulacros de pistola e uma faca tipo peixeira utilizados na ação.
A dupla foi encaminhada à Polícia Civil do Acre em Tarauacá, onde foi apresentada à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.












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