Brasil
Acre tem participação destacada no Exporta Mais Brasil Cooperativas, que acontece em Salvador
A presença do Acre reforça a força econômica da bioeconomia amazônica e o avanço do estado na pauta exportadora de produtos sustentáveis da floresta

O estado do Acre participa, desde esta quarta-feira (10) e até sexta-feira (12), da edição especial do Exporta Mais Brasil – Cooperativas 2025, promovida pela ApexBrasil, Sebrae, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Governo da Bahia, em Salvador (BA). O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todo o país e 30 compradores internacionais de 22 países, em uma programação voltada à expansão do cooperativismo brasileiro no comércio exterior, incluindo mentorias, capacitações e rodadas de negócios.
A delegação acreana integra o evento com representantes de cooperativas de diversas cadeias produtivas, apoiados institucionalmente pela ApexBrasil, Sebrae e MDA. A presença do Acre reforça a força econômica da bioeconomia amazônica e o avanço do estado na pauta exportadora de produtos sustentáveis da floresta.
A cerimônia oficial ocorreu nesta quinta-feira (11), no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA), com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, entre outras autoridades.

Jorge Viana destaca mudança histórica na inserção internacional das cooperativas
Durante a abertura, o presidente da ApexBrasil destacou o compromisso do governo federal com o fortalecimento do cooperativismo e o salto histórico que o setor começa a vivenciar no comércio exterior:
“O governo do presidente Lula incentiva as exportações, e a Apex, que é a agência brasileira responsável por promover o que o Brasil tem de melhor na exportação e na atração de investimentos, criou o programa Exporta Mais. Esse programa já vendeu quase um bilhão de reais. Já trouxemos mais de 450 compradores do mundo inteiro, e aqui na Bahia estamos fazendo um grande encontro de cooperativas, firmando cooperações e convênios para dividir a história das cooperativas entre um antes e um depois.
Estou falando de exportações: 450 cooperativas serão incluídas no programa no próximo ano. Firmamos aqui o compromisso de qualificar 200 delas para que possam ser certificadas para exportar, e outras 250 vamos levar para o mundo. Isso já começou. Nesta semana trouxemos 30 compradores de 22 países, que vão se reunir com as cooperativas, conhecer os produtos e firmar contratos. Normalmente, já saímos com compromissos de venda. Vamos esperar as próximas rodadas para verificar o volume final, mas asseguro que muitas cooperativas sairão daqui com contratos encaminhados”.
Viana também reforçou a articulação internacional da ApexBrasil:
“A Apex tem escritórios em vários países e mobilizamos essas unidades para identificar compradores. Aqui temos representantes de grandes redes de varejo e atacado de diversos países, todos na Bahia para conhecer e comprar produtos que vêm das cooperativas e da agricultura familiar”.

Cooperar para Exportar
Na cerimônia, foi lançado o programa Cooperar, Crescer e Exportar, que prevê a qualificação de mais de 200 cooperativas pelo PEIEX Agro, 125 mentorias especializadas e 250 vagas exclusivas para ações de promoção internacional promovidas pela ApexBrasil a partir de 2026.
Delegação acreana leva diversidade e força produtiva da Amazônia
O Acre é representado por cooperativas das cadeias da castanha, café, farinha, frutas nativas, mel, proteína animal, artesanato e bioeconomia, setores que têm se consolidado como pilares das exportações sustentáveis da região. Entre as cooperativas presentes estão Cooperacre, Coopercafé, Coopercintra, Cooperxapuri, Coopaf, Acreverde, Coopermóveis, Açaí Coop Feijó, Cooperfarinha, entre outras.
A diversidade demonstra o fortalecimento da economia florestal acreana e a capacidade crescente das cooperativas de se inserirem competitivamente no mercado internacional.

Valdemiro Rocha: “O Acre vive um novo ciclo no cooperativismo e estamos preparados para chegar mais longe”
O presidente do Sistema OCB/AC, Valdemiro Rocha, que acompanha a delegação em Salvador, ressaltou o momento estratégico e fez um agradecimento especial à ApexBrasil:
“O Acre vive um novo ciclo no cooperativismo. Hoje estamos diante de compradores do mundo inteiro apresentando produtos que nascem da floresta e geram renda para milhares de famílias. Essa participação reafirma que nossas cooperativas estão preparadas para dar novos passos, conquistar mercados internacionais e fortalecer ainda mais a economia regional.
Quero agradecer especialmente ao presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, por acreditar nas cooperativas acreanas e por abrir portas para que possamos chegar mais longe. O trabalho da Apex tem sido fundamental para transformar potencial em resultados concretos para o Acre e para todo o cooperativismo brasileiro”.

Vitrine nacional para negócios internacionais
As cooperativas acreanas participam de rodadas de negócios com compradores de mais de 20 países, trilhas de aprendizagem sobre estratégias de exportação, atendimentos técnicos, mentorias especializadas e encontros temáticos sobre empreendedorismo feminino e inclusão produtiva.
Os setores contemplados incluem cacau e chocolate, café, castanha, frutas e açaí, mel, cachaça, artesanato, proteína animal e produtos agroindustriais.
Segundo a ApexBrasil, o programa Exporta Mais Brasil já realizou 41 edições desde 2023, conectando mais de 1.400 empresas brasileiras a 441 compradores internacionais e gerando expectativa de negócios superior a R$ 900 milhões, números que devem crescer com a edição dedicada às cooperativas.

Participantes do Acre no Exporta Mais Brasil Cooperativas 2025
A delegação acreana é formada por representantes de 11 cooperativas, com atuação em diferentes ramos de atuação e cadeias produtivas, são elas:
COOPERACRE
- Kássio Almada Nobre
Açaí Coop Feijó
- Julia Graciela de Sousa Gomes
Coopel
- Ezequiel Rodrigues de Oliveira
Coopaf – Polo Geraldo Fleming
- Jonisete de Lima Mendes
COPASFSE
- Nilva da Cunha de Lima
Coopercafé
- Francisco Romualdo da Silva
- Aldeni Lima Menezes
- Erion Macie de Macedo
- Carlos Ramalho de Oliveira
- Jonas Lima
Coopercintra
- Queline Gomes de Souza
Cooperxapuri
- José de Souza Araújo (José Filhão)
Sicredi Biomas
- Odemir Romano Bechlin
Sicoob Credisul
- Murilo de Souza Alonso
Sicoob CrediSul – Regional Cruzeiro do Sul
- Patrik Bruno Queiroz Pinheiro
COOPERPARQUET
- Joelma Brasil
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Ré por injúria racial, advogada argentina diz que não teve intenção

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, ré por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voltou a se pronunciar sobre o caso. Em entrevista ao programa El Trece TV, da Argentina, ela afirmou que não teve intenção de cometer racismo e disse que não imaginava a repercussão do episódio.
Segundo Páez, a situação ocorreu em um “momento emocional”. “Nunca tive a intenção de discriminar, muito menos de ser racista. Nunca. Foi uma reação emocional. Jamais imaginei a gravidade de tudo aquilo e do que veio depois — o medo de sair na rua, de que algo pudesse me acontecer”, declarou.
Entenda o caso
- O episódio aconteceu em 14 de janeiro, após uma discussão entre a turista e o gerente do estabelecimento, motivada, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), por um suposto erro no pagamento da conta.
- Imagens registradas no local mostram Agostina Páez dirigindo ofensas a um funcionário do bar, utilizando o termo “mono” (macaco, em espanhol), além de gestos que simulam um primata.
- Em depoimento à polícia, a argentina alegou que se tratava apenas de “uma brincadeira” com amigas e afirmou não saber que os gestos e as palavras configuravam crime no Brasil. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a influenciadora fazendo os gestos enquanto é repreendida por pessoas que a acompanham.
- Na última sexta-feira (6/2), a Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura da advogada, que havia sido presa horas antes, em Vargem Pequena, na zona oeste da capital fluminense, após o cumprimento de mandado judicial.
- A decisão foi da 37ª Vara Criminal, a mesma que havia decretado a prisão preventiva. Apesar da soltura, Agostina Páez segue em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, está proibida de deixar o Brasil e deve cumprir medidas cautelares enquanto responde ao processo.
Críticas à polícia e pedido para voltar à Argentina
Durante a entrevista, Páez criticou a atuação de um policial brasileiro envolvido no caso. Segundo ela, um dos agentes teria dificultado o andamento do processo.
“Há um em particular que me fez sofrer durante todo esse tempo. Ele coloca obstáculos, faz coisas que não deveria fazer”, afirmou.
A advogada disse ainda que deseja retornar à Argentina e acompanhar o processo à distância. Segundo ela, a defesa solicitou as imagens completas das câmeras de segurança do bar, mas recebeu apenas parte do material inicialmente.
Páez também afirmou que está sendo alvo de um julgamento público antecipado, antes de qualquer decisão judicial, e que novas denúncias surgidas após o episódio fariam parte de uma tentativa de construção de uma imagem negativa.
O caso segue sob investigação da PCERJ e tramita na Justiça fluminense. A defesa sustenta que não houve intenção discriminatória, enquanto o Ministério Público (MPRJ) mantém a acusação de injúria racial, com base nas imagens e nos relatos das vítimas.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Estado se reúne com Banco Interamericano de Desenvolvimento para tratar sobre avanços na gestão e sustentabilidade fiscais
O Profisco 3 terá um investimento de 35,2 milhões de dólares, que gira em torno de mais de R$ 180 milhões, e tem a proposta de ser o pilar da modernização fiscal e financeira do Estado

Intenção das tratativas é seguir avançando na modernização da gestão e sustentabilidade fiscais. Foto: Aleff Matos/Sefaz
Diante do atual cenário macroeconômico nacional e estadual e da crescente necessidade de implementar modernizações na gestão fiscal, financeira e patrimonial na esfera pública, bem como de integrar o fisco estadual com outros níveis de governo e aprimorar o ambiente de negócios, o governo do Acre segue avançando em modernização da gestão e da sustentabilidade fiscais.
Na tarde desta segunda-feira, 9, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) se reuniu com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em uma reunião virtual de engajamento do Programa de Apoio à Gestão Fiscal (Profisco III/AC).
A intenção é modernizar e consolidar a gestão e a sustentabilidade fiscais no estado, com um plano alinhado às diretrizes do governo, simplificando serviços ao contribuinte e tornando o governo mais digital.
Dando ênfase ao caráter sociobioeconômico no desenvolvimento sustentável implementado pelo governo do Estado, a agenda também contou com a presença da Companhia de Desenvolvimento e Serviços Ambientais (CDSA).
“Isso implica adaptar a Sefaz às exigências da nova Reforma Tributária sobre o Consumo (RTC), impulsionar a transformação digital, além de garantir eficiência administrativa e sustentabilidade fiscal”, disse o diretor de Governança Estratégica da Sefaz, Adriano Magalhães.
O Profisco 3 terá um investimento de 35,2 milhões de dólares, que gira em torno de mais de R$ 180 milhões, e tem a proposta de ser o pilar da modernização fiscal e financeira do Estado.
“Os investimentos em modernização visam, sobretudo, proteger os interesses da população e do Estado, alinhados às propostas do banco [BID], possibilitando a otimização do gasto público e contribuindo para a simplificação de procedimentos, facilitando a vida do cidadão, do contribuinte”, afirmou o gestor.
Apoio do BID
Na área fiscal, os estados brasileiros têm contado com o apoio do BID, a fim de promover o crescimento econômico e reduzir a desigualdade e a pobreza. Nesse sentido, a instituição financeira tem apoiado o fortalecimento das finanças públicas no Brasil por mais de 20 anos, com programas fiscais. O primeiro programa foi direcionado à modernização da Receita Federal, finalizado em 1995. Agora, nos estados, ele apoia o terceiro ciclo de modernização fiscal, com o Profisco.

Proposta é que o Profisco se torne o pilar da modernização fiscal e financeira do Estado. Foto: internet
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PF registra apreensão recorde de R$ 9,5 bilhões do crime organizado

A Polícia Federal fechou o ano de 2025 com R$ 9,5 bilhões em bens apreendidos de organizações criminosas. A informação consta do balanço de ações apresentado pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (10/2), e foi classificado como um “recorde” para a coorporação.
Rodrigues afirmou que o valor, que ainda pode aumentar com a consolidação de novos dados da PF, corresponde ao que foi “encontrado e retirado do crime organizado”. Segundo ele, o montante compreende apreensões de dinheiro em espécie, imóveis, aeronaves e veículos.
Em coletiva de imprensa, o diretor da PF classificou o resultado como um “recorde”. Nos últimos anos, de acordo com Andrei Rodrigues, o total confiscado do crime organizado ficou entre R$ 1 bilhão e R$ 6 bilhões.
“Isso é dinheiro encontrado e retirado do crime organizado. A gente vem numa crescente, num grande esforço de enfrentar o crime organizado. Para tirar poder do crime organizado, tem que enfrentar o poder econômico”, afirmou.
Andrei Rodrigues também saiu em defesa da integração de forças de segurança — uma das bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta avançar, no Congresso, com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria mecanismos para ampliar a colaboração entre as polícias.
Um dos exemplos de integração, segundo Rodrigues, é o avanço de investigações da PF sobre fraudes financeiras no Banco Master. O diretor da PF atribuiu o avanço no caso à “coragem” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em compartilhar informações com a corporação.
Em outro momento, Andrei Rodrigues também apresentou dados da participação da PF em Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), outro modelo de integração adotados pela Polícia Federal. Em 2025, foram 253 operações das Ficcos e mais de R$ 169 milhões em apreensões.
“A integração é prática. Nós estamos no dia a dia exercitando esse processo. Isso anda e funciona, e os resultados estão aí”, afirmou Rodrigues.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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