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Acre registrou duas quedas de aeronaves com superlotação em menos de três meses
Avião que caiu no Rio Tarauacá nesta segunda-feira (20) tem capacidade para transportar duas pessoas, sendo o piloto e um passageiro. Contudo, no momento da queda havia três pessoas. Em março, uma aeronave caiu em Manoel Urbano com sete pessoas, mas tinha capacidade para apenas quatro.

Avião de pequeno porte cai no Rio Tarauacá, no interior do Acre, com três pessoas – Foto: Reprodução
Em menos de três meses, mais um avião de pequeno porte com superlotação caiu no Acre. Na segunda-feira (20), a aeronave Cessna Aircraft 150H, fabricado em 1968, caiu no Rio Tarauacá, na região do Tarauacá/Envira, com três pessoas abordo: o piloto, um copiloto e um passageiro. No entanto, este não foi o primeiro que ocorreu este ano, já que em março, um monomotor caiu em Manoel Urbano, também no interior, e matou duas pessoas.
O primeiro acidente do ano ocorreu em 18 de março. A aeronave estava irregular, tinha capacidade para transportar, no máximo, quatro pessoas, e levava sete no momento da queda.
Nesta segunda situação, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil(Anac), a aeronave tem capacidade para transportar duas pessoas, mas levava três. A situação do avião é considerada regular.

Onde a aeronave caiu fica a duas horas de distância da área urbana. Na tarde desta segunda (20), bombeiros e populares retiraram a aeronave da água.
No entanto, de acordo com informação da Anac, a aeronave não tem autorização para fazer táxi aéreo. Não há informação se era esse tipo de voo que era feito no momento da queda, que ocorreu próximo à Fazenda Santa Luzia. Ninguém morreu e o governo do estado publicou uma nota afirmando que está prestando o apoio necessário aos feridos.
As informações são de que a aeronave saiu de Jordão, uma das cidades isoladas do estado, em direção à Tarauacá. Uma guarnição dos bombeiros foi para o local ajudar no resgate das vítimas, que começaram a ser retiradas da água pelos barqueiros.
O local onde a aeronave caiu fica a duas horas de distância da área urbana. Na tarde desta segunda, bombeiros e populares retiraram a aeronave da água.
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra mergulhadores dos bombeiros e alguns moradores ajudando na remoção. Em contato com o comando do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, o tenente R. Cavalcante informou que aguardava o retorno da equipe do local do acidente para saber mais informações sobre o ocorrido.
As informações completas devem ser inseridas em um relatório.

Avião foi retirado da água com ajuda de populares – Foto: Arquivo pessoal
Passageiro ferido
A reportagem apurou que apenas o passageiro do avião, Genésio Rodrigues de Olinda, quebrou o nariz e está internado no Hospital Dr. Sansão Gomes. Ele será transferido para Cruzeiro do Sul, cidade vizinha, para tratamento médico. A informação foi confirmada pela equipe da unidade de saúde onde o avião caiu.
Após dois meses, a biomédica Amélia Cristina Rocha, 28 anos, e Valdir Roney Mendes, de 59 anos, passaeira e piloto do avião, seguem internados na Unidade de Terapia Intensiva se recuperando dos ferimentos em Manaus.
Em outubro do ano passado, um avião de pequeno porte explodiu ao cair próximo à pista do Aeroporto Internacional de Rio Branco. Todas as 12 pessoas a bordo morreram. Parte dos passageiros estava viajando para receber tratamento médico. O voo decolou de Rio Branco às 7h20 com destino a Envira, no Amazonas. O avião tinha capacidade para levar 14 pessoas

Um avião de pequeno porte explodiu ao cair próximo à pista do Aeroporto Internacional de Rio Branco, na manhã deste domingo (29). Segundo o Governo do Estado do Acre, todas as 12 pessoas a bordo morreram. Foto: Arquivo Pessoal
Ainda segundo o hospital, o estado de saúde do paciente é estável e a transferência está agendada para esta terça-feira (21) para Cruzeiro do Sul. O meio de transporte usado ainda não está definido.
O médico plantonista deve acionar um médico de Cruzeiro do Sul para decidirem qual a melhor maneira para o paciente ser transferido.
Acidente em Manoel Urbano
Sete pessoas estavam a bordo da aeronave que caiu após decolar, incluindo o piloto, sendo quatro homens e três mulheres. Eles seguiam para a cidade de Santa Rosa do Purus, distante 150 km do município de onde decolaram. Sidney Estuardo Hoyle Vega, comerciante peruano, morreu no acidente. Nove dias depois, Suanne Camelo morreu em Manaus (AM).

O empresário peruano Sidney Estuardo Hoyle Vega, de 73 anos, que morreu na queda do avião Cessna Skyline 182 em Manoel Urbano, interior do Acre. Foto: Arquivo pessoal
Além da superlotação, a aeronave não tinha autorização para atuar como táxi aéreo. O avião caiu logo após a decolagem, a 1 quilômetro da cabeceira da pista, e estava a caminho de Santa Rosa do Purus, distante 150 km do município onde ocorreu o acidente.
As investigações continuam em busca de respostas que levem às causas do acidente aéreo. A apuração é feita pela Polícia Civil de Manoel Urbano e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O serviço de táxi aéreo consiste em transportar passageiros a curta distância, como é o caso destas viagens intermunicipais. Desse modo, cada passageiro paga uma quantia pela passagem e, quando alcançar a quantidade máxima de pessoas na lotação, o voo sai rumo ao destino final. Como Santa Rosa do Purus é um dos municípios isolados do estado, os meios de acesso são apenas por barco ou avião.
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Elzinha Mendonça defende proteção absoluta à infância e denuncia avanço da violência doméstica no Acre
Vereadora cobra rigor na proteção de crianças, celebra 94 anos do voto feminino e reforça compromisso com políticas públicas para mulheres
Em um discurso marcado por firmeza e defesa dos direitos humanos, a vereadora Elzinha Mendoça utilizou a tribuna na sessão do dia 24 de fevereiro para tratar de temas sensíveis e urgentes: a proteção à infância, o combate à violência contra a mulher e a valorização da participação feminina na política.
Proteção à infância e combate ao abuso
A parlamentar expressou indignação diante de decisão judicial envolvendo caso de estupro de vulnerável, reforçando que crianças devem ser protegidas de forma absoluta.
“Quando o tema envolve criança não existe relativização possível: criança não consente, criança não escolhe, criança precisa ser protegida”, afirmou.
Elzinha destacou que a Constituição assegura prioridade absoluta à infância e que essa garantia deve prevalecer acima de qualquer interpretação que fragilize a proteção.
“A prioridade absoluta significa acima de qualquer interpretação que fragilize essa proteção… o que ecoa na sociedade é a insegurança para crianças”, declarou.
A vereadora também chamou atenção para os índices preocupantes no Estado. “O estado do Acre está entre os cinco estados com maior taxa de estupro de vulnerável no país… precisamos fortalecer as políticas públicas com seriedade.”
Encerrando o tema, reforçou: “Criança não é adulta em miniatura, criança é prioridade absoluta e nisso não pode haver divisão ideológica, isso é humanidade.”
94 anos do voto feminino
Elzinha Mendoça também celebrou os 94 anos da conquista do voto feminino no Brasil, marco histórico ocorrido em 24 de fevereiro de 1932.
“Quando a mulher se movimenta, toda a sociedade se movimenta com ela”, pontuou.
“Não foi um presente, não foi nada dado de mão beijada, foi muita luta, muita resistência e muito enfrentamento… ocupar a política é honrar aquelas que lutaram antes de nós.”
Para ela, a data deve representar mais que memória histórica: “Que esse dia 24 de fevereiro não seja apenas uma lembrança, mas que ele represente um chamado à responsabilidade.”
Alerta sobre violência doméstica no pós-Carnaval
Outro ponto central do pronunciamento foi a divulgação de dados da Polícia Civil sobre violência doméstica durante o período carnavalesco no Acre.
“Somente no período do carnaval foram registrados 56 casos de violência doméstica e 41 pedidos de medidas protetivas”, destacou.
Elzinha criticou a naturalização da agressão contra mulheres. “O que deveria ser celebração virou medo e dor… parece que ficou naturalizada a agressão contra a mulher.”
“Violência doméstica não é problema privado, é problema social, é responsabilidade do poder público”, afirmou.
Em referência às homenagens do mês de março, fez um alerta: “Muitas vezes, por trás dessas flores, vem a violência e muitas mulheres se calam por medo.”
Encerrando sua fala, reafirmou: “Serei sempre a voz daquelas que precisarem de mim. Abaixo a violência sempre!”
Atuação legislativa e solenidades
A vereadora também cobrou a tramitação e votação de um pacote de leis apresentado por ela no ano anterior, voltado à proteção integral de crianças e adolescentes.
Foi anunciado ainda que Elzinha Mendoça conduzirá, ao lado da vereadora Lucilene, sessão solene no dia 9 de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher, com homenagens às mulheres de Rio Branco.
A Câmara Municipal de Rio Branco segue acompanhando as pautas relacionadas à proteção da infância, enfrentamento à violência doméstica e valorização da participação feminina na vida pública.
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Justiça mantém condenação do Estado do Acre e fixa indenização de R$ 50 mil à família de jovem que morreu sob custódia policial
Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, morreu em novembro de 2014 após ser liberado do hospital e retornar à Delegacia de Flagrantes; decisão reconhece falha no atendimento médico
A Justiça do Acre manteve a condenação por danos morais contra o Estado do Acre e determinou o pagamento de R$ 50 mil à família de Orlair da Silva Cavalcante, de 21 anos, que morreu após passar mal dentro da Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, em novembro de 2014. Cabe recurso da decisão.
Segundo o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a decisão foi mantida em segunda instância e reconheceu falha no atendimento médico prestado ao jovem enquanto ele estava sob custódia policial.
De acordo com o processo, Orlair apresentou sinais de traumatismo craniano após sofrer uma queda antes da prisão. Ele chegou a ser atendido duas vezes no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), mas foi liberado sem permanecer em observação.
Horas depois, já de volta à delegacia, ele não resistiu e morreu em decorrência de hemorragia intracraniana. De acordo com a ação, movida pelos pais do jovem, o filho morreu por negligência médica e omissão. Eles pediram indenização por danos morais e materiais, incluindo despesas com funeral e pensão mensal.
Decisão judicial
Na decisão de primeira instância, a Justiça afastou a existência de erro médico direto, mas entendeu que houve falha no serviço ao não manter o paciente em observação, o que teria reduzido as chances de recuperação. Por isso, a condenação ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais.
O pedido de pensão para a família foi negado por falta de comprovação de dependência econômica.
Recurso do Estado
O Estado recorreu em 1ª instância, alegando que não teve responsabilidade pela morte e sustentou que o próprio jovem teria dado causa às lesões ao cair do telhado e resistir à prisão.
Apesar disso, a Justiça considerou que, ao assumir a custódia, o poder público passa a ser responsável pela integridade física do preso e que houve falha ao liberar o paciente sem acompanhamento adequado diante do quadro clínico.
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Acidente envolvendo três veículos é registrado na BR-364 entre Sena Madureira e Rio Branco

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