Estado aparece com aumento de hospitalizações nas últimas semanas, enquanto maioria do país apresenta queda; Norte tem sazonalidade intensa no período chuvoso
Os dados do levantamento mostram que o estado acreano permanece classificado fora da zona de segurança e que, nas últimas duas semanas. Foto: captada
O Acre continua com aumento nas hospitalizações por influenza A, de acordo com o primeiro boletim de 2026 do InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. O relatório, referente à semana epidemiológica 53 (28/12/2025 a 3/1/2026), indica que o estado está fora da zona de segurança para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e, nas últimas duas semanas, apresentou nível de atividade acima do considerado seguro.
Nas seis semanas analisadas, o Acre não registrou sinal de queda nas internações, diferentemente da maioria dos estados brasileiros, que já mostram estabilidade ou redução nos casos. Na região Norte, Rondônia é o único classificado em alerta, enquanto Amazonas e Acre seguem com tendência de crescimento.
Segundo a Fiocruz, a sazonalidade das síndromes respiratórias na região é intensa no período chuvoso, com maior circulação viral. No país, a influenza A respondeu por 21,9% dos casos positivos de SRAG nas últimas quatro semanas, atrás apenas do rinovírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, falta de ar e dor de garganta.
Fiocruz aponta maior incidência de SRAG em crianças e mortalidade concentrada em idosos
O mais recente boletim da Fiocruz mantém o padrão observado no Acre ao longo de 2025: a incidência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade segue concentrada em idosos. Tanto a influenza A quanto a Covid-19 apresentam alto risco de evolução para quadros graves nessas faixas etárias.
Entre outros vírus em circulação, como rinovírus e metapneumovírus, o impacto das internações continua mais forte no público infantil. Em outubro de 2025, o estado já aparecia com tendência de crescimento nas hospitalizações por SRAG, com destaque para a circulação de vírus respiratórios entre crianças e adolescentes.
Em julho do ano passado, a Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência diante do aumento expressivo de casos e óbitos por SRAG, pressionando especialmente os leitos pediátricos. A vacinação contra a gripe segue sendo a principal estratégia para reduzir casos graves e mortes, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
No caso da influenza A e da Covid-19, tanto crianças quanto pessoas mais velhas apresentam maior risco de evolução para quadros graves. Foto: captada
O fortalecimento da Defesa Civil Municipal tornou-se uma das marcas da atual gestão da Prefeitura de Rio Branco. Ao relembrar a trajetória de organização do órgão, o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom destacou que a estruturação da unidade não foi apenas uma decisão administrativa, mas uma missão pautada na experiência prática e no compromisso inegociável com a segurança da população.
A sensibilidade para a importância de uma Defesa Civil atuante surgiu ainda em 2005. Naquele ano, diante de uma crise de queimadas sem precedentes que atingiu o estado, o atual gestor, então prefeito no interior, foi o único a decretar situação de emergência, mesmo enfrentando resistências políticas à época. A decisão permitiu a chegada de reforços, como o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, e resultou na preservação da histórica Fazenda Bonal, salvando centenas de hectares de seringueiras e pupunha, além de proteger a economia e o meio ambiente da região.
Desafios e Transformações
Ao assumir a gestão da capital, o cenário encontrado era de uma Defesa Civil que existia apenas formalmente. “Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. Para liderar esse processo de transformação, a gestão investiu na valorização técnica do órgão, com a atuação do coordenador municipal da Defesa Civil, tenete-coronel Cláudio Falcão, cuja trajetória de dedicação foi fundamental para estruturar e consolidar a unidade.
Atualmente, a Defesa Civil de Rio Branco conta com equipes capacitadas, logística de resposta rápida, estrutura adequada e foco permanente na prevenção e no monitoramento de riscos, o que tem garantido maior eficiência no atendimento à população em momentos de emergência.
“Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O principal indicador desse trabalho é a preservação de vidas. Mesmo diante de eventos climáticos severos e enchentes históricas registradas nos últimos anos, Rio Branco mantém um dado expressivo em comparação a outros centros urbanos do país: zero óbitos decorrentes de desastres naturais.
“Estou muito feliz de ver um grupo de pessoas comprometidas em salvar vidas. Em qualquer lugar do Brasil, eventos dessa magnitude costumam registrar óbitos, mas aqui não tivemos nenhum. Isso é fruto de uma Defesa Civil preparada e que trabalha com foco na prevenção”, ressaltou o prefeito.
Integração e Reconhecimento Nacional
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a atuação integrada da gestão municipal foi determinante para garantir o atendimento às famílias atingidas pelas enchentes, incluindo o acolhimento daquelas que precisaram ser encaminhadas para o abrigo público instalado pela Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a ação conjunta da Prefeitura foi essencial para garantir o atendimento e o acolhimento das famílias afetadas pelas enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Defesa Civil é fundamental. Nenhuma prefeitura, especialmente de capital, pode funcionar sem uma Defesa Civil estruturada. Mas isso só acontece com o apoio direto do chefe do Executivo. Em Rio Branco, temos o respaldo do prefeito Tião Bocalom para avançar cada vez mais, seja com equipamentos, viaturas, estrutura física ou capacitação. A Defesa Civil do município cresceu exponencialmente nas duas gestões e hoje é referência, com reconhecimento nacional e até internacional”, destacou Falcão.
Com uma estrutura sólida e em constante aprimoramento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma que a Defesa Civil é mais do que um órgão de resposta a emergências: é um instrumento essencial de proteção à vida e de apoio direto ao cidadão nos momentos de maior vulnerabilidade.
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