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Acidente na BR-116: Vítimas Fatais e Detalhes da Tragédia em Pelotas

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O Cenário da Tragédia: Acidente na BR-116 em Pelotas

Na manhã da sexta-feira, 2 de janeiro, a BR-116 foi palco de uma das mais graves tragédias rodoviárias recentes no Rio Grande do Sul. No quilômetro 491 da rodovia federal, no perímetro de Pelotas, na região sul do estado, uma violenta colisão frontal entre uma carreta e um ônibus da empresa Santa Silvana resultou em um cenário de destruição e luto. O impacto devastador deixou os veículos seriamente danificados, espalhando destroços pela pista e evidenciando a intensidade da força do choque, que ocorreu por volta das primeiras horas do dia.

O local do acidente, imediatamente após a colisão, tornou-se um ponto de intensa mobilização de equipes de resgate e autoridades. A gravidade da ocorrência levou ao bloqueio total da BR-116 em ambos os sentidos, medida essencial para a segurança das operações de salvamento e para a investigação pericial. Com a pista intransitável, longas filas de veículos se formaram em ambos os lados, enquanto bombeiros, socorristas e policiais rodoviários federais trabalhavam arduamente na remoção das vítimas e na coleta das primeiras informações sobre a dinâmica do ocorrido.

O cenário caótico, marcado pela presença de ambulâncias, viaturas de emergência e o ruído intermitente das sirenes, contrastava drasticamente com a paisagem normalmente tranquila da rodovia. Os primeiros levantamentos no local confirmaram a magnitude da tragédia: o ônibus, que havia partido de Pelotas com destino a São Lourenço do Sul, transportava dezenas de passageiros, dos quais 11 tiveram suas vidas ceifadas no impacto. Feridos foram prontamente socorridos e encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas, enquanto apenas cinco ocupantes do coletivo conseguiram sair ilesos, testemunhando o horror do acidente que paralisou a região e chocou o país. O motorista da carreta, por sua vez, sofreu apenas ferimentos leves e foi submetido a teste de etilômetro com resultado negativo.

Quem Eram as Vítimas: Identificação e Histórias Interrompidas

As onze vidas tragicamente perdidas no acidente envolvendo um ônibus e uma carreta na BR-116, em Pelotas, foram oficialmente identificadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Todos os falecidos eram passageiros do ônibus da empresa Santa Silvana, que havia partido de Pelotas com destino a São Lourenço do Sul. A tragédia, ocorrida na manhã de sexta-feira (2/1) no Km 491 da rodovia, chocou a região e revelou uma dolorosa perda de indivíduos com idades variando de 34 a 85 anos, cujas trajetórias foram abruptamente interrompidas.

Entre as vítimas fatais, destaca-se o motorista do coletivo, Luiz Anselmo da Silva, de 57 anos. Natural de São Lourenço do Sul, Luiz Anselmo teve seu velório realizado neste sábado (3/1) na capela da cidade, em um ambiente de profunda comoção. Sua morte sublinha o risco inerente às profissões de transporte e a vulnerabilidade de todos os que utilizam as estradas, deixando um vazio para seus familiares e para a comunidade que o conhecia.

A lista completa dos passageiros que perderam a vida inclui Carlos Roberto Blank, 34 anos; Luís Fernando Pinto Ramson, 47 anos; e Paulo Lages da Silva, 61 anos, todos de São Lourenço do Sul. De Pelotas, foram confirmadas as mortes de Dalvino Frank, 73 anos; Aida Weber, 72 anos; e Daizi Moraes Jalil Isa, 85 anos. Completam a dolorosa relação Neisa Jovelina Fernandes Ribeiro, 77 anos, de Bagé; Galileu da Silva Ribeiro, 70 anos, de Candiota; Jaqueline dos Santos Duarte, 47 anos, cuja naturalidade é Oriximiná, no Pará; e Vera Regina Foster de Souza, 52 anos, também natural de São Lourenço do Sul. Cada nome representa uma história, um projeto de vida e uma família enlutada, evidenciando a dimensão humana da catástrofe que abalou o sul do estado.

Resgate e Atendimento: Feridos e Ilesos Pós-Colisão

Após a violenta colisão envolvendo uma carreta e um ônibus da empresa Santa Silvana na BR-116, em Pelotas, equipes de resgate atuaram rapidamente no local do acidente, no Km 491, para prestar socorro às vítimas. A cena, que se configurava como uma das mais graves tragédias rodoviárias recentes na região, mobilizou efetivos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros. A prioridade inicial foi a retirada dos feridos das ferragens e o encaminhamento para atendimento médico urgente, com a pista totalmente bloqueada em ambos os sentidos para facilitar as operações.

Um total de doze pessoas foram socorridas com vida e imediatamente transportadas ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas. Entre os feridos, o motorista da carreta foi atendido no local e, apesar de ter sofrido apenas ferimentos leves, foi submetido ao teste do etilômetro, que resultou negativo, afastando a suspeita de embriaguez. A maioria dos passageiros do ônibus que sobreviveram apresentava diferentes graus de lesões, demandando cuidados intensivos. A complexidade do resgate foi agravada pela extensão dos danos aos veículos e pela dificuldade de acesso às vítimas.

Em meio ao cenário de devastação, apenas cinco dos ocupantes do ônibus conseguiram sair ilesos do veículo, um número reduzido diante da quantidade total de passageiros e da violência do impacto. A operação de resgate e atendimento foi coordenada para otimizar o transporte dos feridos, garantindo que chegassem às unidades de saúde com a maior brevidade possível. O trabalho conjunto das forças de segurança e saúde foi crucial para minimizar o impacto da tragédia sobre os sobreviventes, embora o balanço de vítimas fatais tenha se elevado consideravelmente, confirmando a gravidade do sinistro.

Investigação em Andamento: Causas e Responsabilidades

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou uma minuciosa investigação para apurar as causas e determinar as responsabilidades pelo trágico acidente na BR-116, em Pelotas, que resultou na morte de 11 pessoas e deixou 12 feridos. As equipes de perícia técnica estiveram no quilômetro 491 da rodovia desde a madrugada de sexta-feira, coletando vestígios, realizando levantamentos topográficos e análises forenses para reconstruir a dinâmica da colisão frontal entre a carreta e o ônibus da empresa Santa Silvana.

Os peritos examinam detalhadamente as condições dos veículos envolvidos, buscando indícios de falha mecânica, mau funcionamento de sistemas de freios ou problemas na estrutura. O tacógrafo do ônibus, um equipamento vital para registrar velocidade e tempo de condução, será crucial para a análise. Da mesma forma, a carreta terá seus sistemas verificados. Um ponto relevante já esclarecido é que o motorista da carreta, que sofreu ferimentos leves, passou pelo teste do etilômetro com resultado negativo, afastando a hipótese de embriaguez. No entanto, outras variáveis como excesso de velocidade, imprudência, fadiga, distração ou condições da pista permanecem sob rigorosa averiguação para ambos os condutores, incluindo o motorista do ônibus, Luiz Anselmo da Silva, que está entre as vítimas fatais.

Além da análise técnica, a investigação se debruça sobre os depoimentos de testemunhas oculares e dos sobreviventes feridos que puderam fornecer informações. A Polícia Civil já iniciou a fase de oitiva de envolvidos e familiares das vítimas. O objetivo final é estabelecer a sequência exata dos eventos que levaram à tragédia e imputar as devidas responsabilidades criminais e civis. A complexidade do cenário e o número elevado de vítimas exigem tempo e detalhamento, com as autoridades indicando que o inquérito deverá prosseguir por semanas até a apresentação de um relatório conclusivo, essencial para a justiça e para a prevenção de futuros acidentes.

Impacto na Comunidade e Medidas de Apoio

A tragédia na BR-116 gerou profunda consternação e luto nas comunidades de Pelotas e São Lourenço do Sul, cidades diretamente afetadas pela perda de 11 vidas. A notícia do acidente, que envolveu um ônibus que fazia a rota entre os dois municípios, espalhou-se rapidamente, chocando familiares, amigos e moradores. Muitas das vítimas eram residentes locais, o que amplifica o sentimento de perda coletiva e cria uma atmosfera de pesar palpável. A identificação dos corpos, incluindo a do motorista do ônibus, Luiz Anselmo da Silva, cujas homenagens já se iniciaram, trouxe uma dolorosa confirmação da extensão do desastre, mergulhando as famílias em um sofrimento imensurável e as cidades em um período de luto oficial e solidariedade.

Em resposta a essa catástrofe, diversas iniciativas de apoio estão sendo mobilizadas para mitigar o sofrimento das vítimas e seus entes queridos. As prefeituras de Pelotas e São Lourenço do Sul, em conjunto com órgãos assistenciais e de saúde, estão coordenando a oferta de suporte psicológico e social. Equipes especializadas estão à disposição para acompanhar os familiares das vítimas fatais e os 12 feridos hospitalizados, oferecendo escuta qualificada e amparo em um momento de extrema vulnerabilidade. A solidariedade da população também se manifesta em campanhas de doação, como as de sangue para os hospitais que atendem os feridos, e em arrecadação de fundos para auxiliar nas despesas funerárias e de recuperação.

Além do apoio direto às vítimas, a comunidade reflete sobre a segurança nas estradas e as possíveis causas da tragédia. As autoridades competentes, incluindo a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal, intensificam as investigações para esclarecer os detalhes do ocorrido, buscando respostas que possam prevenir futuros acidentes. O impacto na BR-116, com o bloqueio da via e os transtornos no tráfego, também ressaltou a fragilidade das conexões regionais. A mobilização se estende à empresa Santa Silvana, que opera a linha afetada, e a outras entidades de transporte, que reavaliarão protocolos de segurança em um esforço conjunto para restabelecer a confiança e garantir a segurança dos passageiros.

Fonte: https://www.metropoles.com

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Motoristas são flagrados pela PRF a mais de 150 km/h na BR-060. Vídeo

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Reprodução/PRF-GO
Em Goiás, PRF flagra motoristas a mais de 150 km/h durante Operação Carnaval 2026.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram neste sábado (14/2) veículos a mais de 150 km/h na BR-060, em Goiás. Os registros foram feitos no primeiro dia de trabalho da Operação Carnaval 2026, que fiscalizará rodovias de todo o país até o próximo dia 18/2.

Segundo a PRF, os maiores registros de velocidade foram observados no km 50 da BR-060, que fica próximo de Anápolis (GO). A verificação ocorreu por meio de radares móveis.

Policiais rodoviários federais classificaram as ocorrências como um “festival de velocidade”. De acordo com a corporação, todos os motoristas que foram “flagrados acima do limite permitido serão autuados”.

A Polícia Rodoviária Federal também cobrou “prudência” dos motoristas e alertou que a fiscalização das rodovias será “intensificada durante todo o feriado prolongado em todas as BRs que cortam o estado de Goiás”.

Operação Carnaval

A Operação Carnaval 2026 começou nessa sexta-feira (13/2). Até a próxima quarta (18/2), agentes da PRF vão intensificar o monitoramento e a fiscalização nas rodovias federais.

“A PRF trabalha com a expectativa de grande movimento nos corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados no Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou a corporação.

Em 2025, mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia foram aplicados pela PRF nas rodovias do país. A fiscalização resultou na autuação de mais de 9 mil motoristas e foram notificados 43 mil pessoas por recusarem o teste do etilômetro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Tragédia em Itumbiara: cartas falsas de mãe circulam nas redes sociais

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Reprodução/Rede sociais
imagem colorida de pai e filhos, mortos em itumbiara (GO)

Em meio à repercussão do caso que chocou Itumbiara, em Goiás, cartas falsas atribuídas a Sarah Tinoco Araújo começaram a circular nas redes sociais. A mulher é mãe das crianças mortas pelo pai, o secretário Thales Machado. As mensagens, escritas em tom emocional, não foram divulgadas oficialmente pela família.

Os textos falsos são apresentados como desabafo da mãe das crianças, relatando dor e saudade. No entanto, fontes na prefeitura da cidade confirmaram ao Metrópoles que os relatos não foram escritos por Sarah, que até o momento não se manifestou publicamente.

As cartas foram publicadas em perfis falsos atribuídos a Sarah criados nas redes sociais.

O caso

O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Cravalho (HMMC), mas não resistiu. Já Benício Araújo, de 8 anos, estava internado em estado gravíssimo, mas morreu na tarde dessa sexta-feira (13/2). 

Em carta de despedida, publicada numa rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos pelo crime, afirmou que enfrentava dificuldades no casamento e relatou ter descoberto uma suposta traição da esposa. A mãe dos garotos estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia familiar.

Horas antes de atirar contra os filhos e tirar a própria vida, Thales fez publicação com declarações de amor. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vorcaro disse que foi cobrado por repasses a resort ligado a Toffoli

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Sam Pancher/ Metrópoles
resort tayaya

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria relatado, em diálogos obtidos pela Polícia Federal, cobranças de repasses ao resort Tayayá, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria autorizado transferências de R$ 35 milhões ao empreendimento, que tinha a Maridt, uma empresa da família de Toffoli, como sócia.

Nas conversas extraídas pela PF, ainda de acordo com o jornal, o banqueiro teria cobrado do seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realização de transferências ao Tayayá. No diálogo, que ocorrido em maio de 2024, Daniel Vorcaro teria dito que estava em uma “situação ruim” e que Zettel precisava resolver os pagamentos.

“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, afirmou Vorcaro. Na sequência, Fabiano Zettel respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro ou Zettel.

A Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio, tinha participação societária no resort Tayayá. Segundo investigadores da PF, o negócio também contava com a participação de fundos ligados ao Master.

Toffoli afirmou, por meio de nota nesta semana, que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 — depois das mensagens obtidas pela PF e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. O magistrado também negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.

Segundo a reportagem, pagamentos ao resort voltam a ser mencionados em outras ocasiões. Em uma delas, Zettel apresenta uma lista de pagamentos para aprovação de Vorcaro, indicando entre os beneficiários “Tayaya – 15” — classificado por agentes da PF como uma referência a R$ 15 milhões.

O dono do Banco Master teria ordenado ao cunhado que toda a lista fosse paga naquele mesmo dia.

Em outra menção, já em agosto de 2024, Vorcaro teria voltado a cobrar de Fabiano Zettel repasses ao resort: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”.

Zettel teria respondido que havia feito o pagamento, e o banqueiro teria questionado novamente: “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”.

O cunhado de Daniel Vorcaro, que, segundo a PF, é um de seus operadores financeiros teria afirmado que os valores estavam no “fundo dono do Tayayá”. “Transfiro as cotas dele”, acrescentou.

Na sequência, ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro teria pedido um levantamento dos aportes feitos ao resort Tayayá: “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

De acordo com o jornal, as mensagens constam de um relatório enviado pela PF ao Supremo nesta semana junto ao pedido de afastamento de Dias Toffoli do caso Master. O material está em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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