Cotidiano
A violência no Acre ainda é um problema a ser resolvido pelo Governo

Coluna do Nelson Liano Jr.
A sensação de segurança ainda não é uma realidade para a maioria dos acreanos. Sobretudo na Capital a criminalidade está descontrolada. Os assassinatos, grande parte de jovens, continua assolando a cidade e enlutando centenas de famílias. Evidentemente que o atual Governo tem apenas sete meses de trabalho. Mas pelas promessas feitas dava pra se imaginar que a situação estaria melhor.
Mesmo porque não acredito que essa onda de violência irá terminar num passe de mágica. Afinal não se está lidando com criminosos comuns. A verdade é que ao longo do tempo houve organização de grupos interessados na precariedade de vigilância das fronteiras do Acre com o Peru e a Bolívia e o Estado acabou se tornando um corredor de tráfico. Não será fácil desbaratar as facções que se instalaram por aqui. Na minha opinião, só mesmo um serviço de inteligência muito apurado para começar a mudar as coisas.
Ousadia sem limites
A tentativa de roubar o carro do presidente do Tribunal de Justiça Francisco Djalma em frente a um restaurante de elite em Rio Branco mostra que não apenas os “pobres” podem ser vitimas da violência. Na ação de três bandidos um deles foi morto pelos seguranças do Desembargador. Agora, a cena nos remete a uma ousadia sem limites.
Grupo de fronteira
A Polícia do Acre não está parada. Começa operar em setembro o Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON) com o comando do Coronel Ulysses. Integrado por policiais militares e civis as operações do GEFRON pretendem inibir o tráfico de drogas. Serão realizadas ações inesperadamente em diferentes regiões dos mais de dois mil quilômetros de fronteiras entre o Acre o Peru e a Bolívia.
Correndo atrás
Também nesta semana o governador Gladson Cameli (Progressistas) se encontrou com o Ministro da Justiça Sérgio Moro. Foi pedir liberação de recursos para aparelhar melhor as policias do Acre. Mas pelo quadro que estamos vendo a ajuda do Governo Federal deve ser urgente. A cada dia que passa mais jovens estão morrendo e a sociedade acuada em suas casas com medo de ir pra rua.
Desgaste político
Quem assumiu a liderança da segurança na atual gestão foi o vice Major Rocha (PSDB). Por isso, deve ser o maior interessado em reverter esse quadro caótico no setor. Mas apenas números não vão resolver a questão. É preciso que a paz e a tranquilidade seja realmente sentida pela população. A hora de discursos já passou e serão precisos ações consequentes para que a sociedade acreana possa se sentir segura novamente.
Intervenção Federal
Pelo menos dois membros da Bancada Federal do Acre levantaram a hipótese de uma intervenção na segurança do Acre. A deputada federal Perpétua Almeida (PC do B) e o senador Sérgio Petecão (PSD) ventilaram a presença de forças federais para auxiliar o Estado a combater a criminalidade descontrolada. Se não tiver outro caminho não vejo nada demais.
Afinal o Acre faz parte do Brasil e a responsabilidade é também do Governo Federal. Ainda mais que a droga que passa por aqui acaba provocando violência em outros estados brasileiros. Portanto, a realidade que se vive hoje das organizações criminosas não está localizada. Se apenas o Acre fosse o problema seria fácil de resolver. Mas trata-se de uma rede que coloca em risco a segurança nacional como um todo.
Consequências econômicas
A violência poderá interferir na economia do Acre. Qual empresa irá se instalar por aqui pra gerar os empregos necessários sem uma segurança funcionando a contento? Fica difícil. Portanto, se apresentou qual deve ser a prioridade do atual Governo. As ações policiais precisam ser acompanhadas de inciativas sociais que deem perspectivas ao jovens acreanos de uma vida melhor.
Sem oportunidades muitos são presas fáceis das facções que oferecem aquilo que o Estado não está dando. Os territórios dominados pela criminalidade precisam ser retomados pelo poder público. Não é possível que o comando de muitos bairros na Capital e no interior continuem nas mãos de facções. As forças de segurança sabem quais são os territórios dominados e se não tiverem capacidade de fogo realmente precisam pedir ajuda às forças nacionais.
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OAB dos Médicos: residência é caminho para resolver baixo desempenho, diz secretário do Ministério da Saúde

Pasta de Felipe Proenço quer aumentar número de vagas e bolsas para residência médica
Valter Campanato/Agência Brasil – arquivo
Felipe Proenço aposta em capacitação dos médicos recém-formados na residência para garantir eficiência dos profissionais
A residência médica é apontada como o principal caminho para qualificar profissionais que apresentaram baixo desempenho nas avaliações do MEC (Ministério da Educação). A avaliação é do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.
Em entrevista exclusiva ao R7 Planalto, Proenço comentou o cenário da formação médica no Brasil após a realização do Enamed (Exame de Avaliação da Formação Médica) — chamado também de OAB dos Médicos, conhecido como a “OAB dos Médicos”. Os dados divulgados mostram que quatro em cada dez estudantes de medicina de instituições privadas não atingiram a nota mínima de proficiência.
Isso significa que esses estudantes acertaram menos de 60% das 100 questões da prova, aplicada no segundo semestre do ano passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Segundo Proenço, mesmo sem alcançar a nota mínima, a legislação atual permite que o médico recém-formado exerça a profissão. “Por isso, a gente avalia que a residência médica é o grande caminho para enfrentar essa questão”, afirmou.
Apesar disso, o déficit de vagas de residência preocupa o Ministério da Saúde. “Em 2023, cerca de 32 mil estudantes concluíram o curso de medicina. Já em 2024, havia vagas de residência para apenas 16 mil desses novos médicos”, explicou.
Proenço acrescentou que essa falta de vagas ajuda a explicar a alta procura pelo Enamed no ano passado. “Dos mais de 89 mil inscritos, 39 mil eram concluintes do curso de medicina, enquanto outros 49 mil já eram médicos formados que buscavam uma vaga na residência médica”, disse.
Falta de investimento
Para o secretário, o problema está ligado à falta de investimentos em anos anteriores. Ele lembrou que a Lei do Mais Médicos, de 2013, previa a universalização das vagas de residência médica, com uma vaga para cada egresso do curso de medicina. No entanto, essa regra foi revogada em 2019, com a criação da lei do Médicos pelo Brasil.
Segundo Proenço, a mudança reduziu o número de vagas, já que deixou de existir a exigência de que novos cursos de medicina criassem vagas de residência equivalentes ao número de formandos. “Isso não foi fiscalizado. Muitos desses cursos, além de terem notas insatisfatórias, oferecem poucas vagas de residência para seus próprios egressos”, afirmou.
Ao R7 Planalto, Proenço adiantou que o Ministério da Saúde estuda a criação de até 5 mil novas bolsas de residência médica. “O atual governo retomou o investimento nessa área, abriu mais mil bolsas em 2024 e outras 3 mil em 2025. Agora, estamos avaliando a possibilidade de criar pelo menos 5 mil novas vagas, para reduzir esse desequilíbrio”, concluiu.
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Rivera “desiste” e New City é campeão Estadual de 2025

Foto FEAB: Grandes partidas marcaram o Campeonato Estadual
A fase final do Campeonato Estadual de 2025 foi cheia de “imprevistos” e nesta sexta, 30, o filme acabou se repetindo. Os Dirigentes do Rivera, de Tarauacá, comunicaram a Federação Acreana de Basquete(FEAB) a falta de condições para se deslocar até Rio Branco e desta maneira a equipe não poderia jogar a final do Campeonato Estadual, no masculino. A decisão estava programada Neste sábado, 31, a partir das 13 horas, no ginásio do IFAC, e o New City fica com o título sem entrar em quadra.
Final no feminino
AAB e ABMAC decidem o título do Campeonato Estadual, no feminino. As duas equipes entram em quadra sem favoritismo e devem realizar uma final equilibrada.
Torneios programados
A FEAB vai promover torneios de 3 pontos, agilidade e enterradas durante a programação deste sábado, no IFAC.
“Tínhamos pensando em uma grande programação e vamos promover mesmo com a ausência do Rivera. O New City fará um amistoso contra a seleção do campeonato para podermos fechar a temporada de 2025”, declarou o diretor técnico da FEAB, professor Manieldem Távora.
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Wanderson Jordão é seleção da 6ª rodada do Paulistão A2

Foto arquivo pessoal: Wanderson Jordão vive grande fase no Monte Azul
O acreano Wanderson Jordão pegou a seleção da 6ª rodada do Campeonato Paulista da A2. O atacante disputa a competição pelo Monte Azul em seis jogos, marcou um gol e deu duas assistências.
“Fui seleção em três das seis rodadas da competição. Venho trabalhando duro e o nosso objetivo é tentar o acesso. O campeonato é muito disputado, mas temos um time capaz de lutar pelos objetivos”, declarou o atacante acreano.
Mais duas temporadas
Wanderson Jordão vive grande e acabou de renovar seu vínculo com o Monte Azul por mais duas temporadas.
“A nossa estrutura é excelente e podemos trabalhar com muita tranquilidade. Tenho uma identificação com o clube e a torcida e isso acabou facilitando a renovação do contrato”, afirmou Wanderson Jordão

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