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Xapuri completa 117 anos de história e resistência

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Xapuri, conhecida como “a princesinha do Acre”, completa 117 anos de elevação à cidade nesta terça-feira, 22. Distante 180 quilômetros da capital Rio Branco, o município foi palco de luta e história. Berço da Revolução Acreana e símbolo da sustentabilidade é conhecida mundialmente por ser a terra do líder seringueiro Chico Mendes.

A Paróquia São Sebastião é um dos principais pontos turísticos de Xapuri. Foto: Alice Leão.

Durante o Ciclo da Borracha tornou-se uma das principais zonas comerciais do Acre.  Ocupado por autoridades bolivianas, no dia 6 de agosto de 1903, o povoado foi tomado pelas tropas do coronel Plácido de Castro, marcando o início da última e vitoriosa etapa da Revolução Acreana, que culminou com a anexação do Acre ao Brasil.

O município tornou-se conhecido mesmo pela luta em prol da preservação ambiental, tendo como ícone um de seus filhos mais ilustres, o ambientalista Chico Mendes. Na década de 1980 a cidade foi cenário do movimento de resistência dos seringueiros em defesa dos seringais nativos da região.

O Túnel das seringueiras embeleza a entrada da cidade. Foto: Alice Leão.

Conheça os principais pontos turísticos da cidade:

Rua do Comércio

É a área mais antiga da cidade. Nela ficavam localizadas as grandes casas comerciais do Alto Acre. Durante o apogeu da borracha era lá que aconteciam as transações comerciais de mercadorias procedentes de Manaus, Belém, Estados Unidos e Europa. À sua frente ancoravam os navios, gaiolas, vapores e chatas (embarcações) abarrotados de mercadorias, que chegavam para abastecer os seringais da região.

Casa de Chico Mendes

A Casa de Chico Mendes é o local onde residia e foi assassinado o líder seringueiro, por lutar contra o desmatamento. Em 22 de dezembro de 1988, foi morto com um tiro de escopeta no peito, na frente da esposa e dos dois filhos, aos 44 anos.

Casa de Chico Mendes em Xapuri. Fotos: Alice Leão.

Chico Mendes defendeu os povos da floresta nas décadas de 1970 e 1980 e tornou-se um símbolo da resistência e da preservação ambiental.

Paróquia São Sebastião

Construída na década de 50, foi projetada pelos padres Felipe Gallerane e Carlos Zucchini. Seu principal acervo é a imagem de São Sebastião, trazida da Itália e doada à igreja pelo Dr. Epaminondas Jácome, em 1915.

A Igreja Católica, em Xapuri, teve suas origens na devoção dos primeiros nordestinos que chegaram nessas terras. Na época, as condições precárias faziam com que o sofrimento das pessoas crescesse a cada dia. A única esperança era buscar refúgio na proteção divina. Foi dessa situação que surgiu a devoção a São Sebastião na cidade.

Interior da Paróquia São Sebastião, em Xapuri. Foto: Alice Leão.

Praça São Sebastião

A Praça São Sebastião está situada à margem do Rio Acre, em frente à foz do Xapuri, um dos seus maiores afluentes. Nela encontra-se a estátua de São Sebastião, padroeiro do município. O lugar é bem arborizado e bastante utilizado pelos visitantes para visualização dos rios.

Cooperacre – Cooperativa de Produtos do Acre

No local onde antigamente funcionava a Fundação Chico Mendes, está instalada uma das filiais da Cooperativa de Produtos do Acre (Cooperacre). Lá são vendidos produtos regionais, como castanha do Brasil “in natura” empacotada à vácuo, castanha cristalizada, polpas de frutas regionais e outros.

Produtos produzidos no Acre são vendidos na Cooperacre. Foto: Alice Leão.

Obras e Investimentos

O governo do Estado reconhece a importância da cidade e vem realizando grandes obras e investimentos que beneficiam a população xapuriense.

Governador assina Ordem de Serviço para a construção da ponte. Foto: Diego Gurgel

A principal delas foi a assinatura da Ordem de Serviço para a construção da tão sonhada Ponte da Sibéria, no dia 5 de março. A obra está orçada em mais de R$ 40 milhões, com mais de R$ 15 milhões em recursos próprios e R$ 25 milhões frutos de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

No mesmo dia foi assinada a ordem de serviço para a construção do cercamento do aeródromo do município, no valor de R$ 1,3 milhão. No total, os investimentos alcançam o valor de R$ 42 milhões.

O objetivo é a melhoria da trafegabilidade, escoamento rural, entre outras atividades na região contemplada, com abrangência populacional aproximada de 19.596 pessoas.

Outro significativo investimento para o município é a construção da sede própria da Defensoria Pública Estadual. O prédio, orçado em R$ 378,6 mil, está em fase de conclusão. O espaço de 180 metros quadrados contará com recepção, duas salas para defensores públicos, sala de assessoria, banheiros sociais, copa, despensa, depósito e garagem.

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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