Acre
Vice-governadora Mailza participa de ação de cidadania voltada às mulheres no Palácio Rio Branco
Com colaboração de Carolina Torres
Mulheres acreanas foram protagonistas de uma grande mobilização de cidadania promovida pelo governo do Estado, em frente ao Palácio Rio Branco, na capital acreana. A vice-governadora Mailza Assis participou da ação Março Delas: Acre pelas Mulheres, iniciativa que reuniu diversos órgãos públicos para oferecer serviços, atendimentos e orientações voltadas especialmente ao público feminino.

A ação foi realizada pelas secretarias de Estado da Mulher (Semulher) e de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com diversos outros órgãos e pastas de governo.
Durante a agenda, Mailza destacou que a ação representa um esforço conjunto do Estado para fortalecer a rede de proteção e ampliar oportunidades para as mulheres.
“Esse é um momento de cuidado, acolhimento e respeito. Como secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, reforço que nosso compromisso é garantir que cada mulher acreana tenha acesso aos seus direitos, aos serviços públicos e às oportunidades necessárias para viver com dignidade e segurança”, afirmou.

A ação integrou a programação do Março Delas, campanha do governo estadual voltada à valorização das mulheres e à ampliação do acesso a serviços essenciais. Ao longo da programação, diversas instituições garantiram atendimentos nas áreas de cidadania, assistência social, saúde, segurança e orientação jurídica.
Entre os momentos institucionais da agenda, foi realizada a assinatura de um termo aditivo ao acordo de cooperação técnica entre a SEASDH e o Instituto Federal do Acre (Ifac), reforçando a parceria para o desenvolvimento de ações voltadas à qualificação profissional, inclusão social e fortalecimento de políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade, com atenção especial às mulheres.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, também ressaltou a importância da integração entre as instituições para fortalecer as políticas públicas voltadas ao público feminino.
“Quando o Estado se une para oferecer serviços e informação, estamos ampliando caminhos para que as mulheres tenham mais autonomia, proteção e voz na sociedade. Esse trabalho integrado fortalece a rede de apoio e reafirma que as mulheres não estão sozinhas”, destacou.
Na área de cidadania e assistência social, coordenada pela SEASDH, foram ofertados serviços como emissão de documentos, atendimento do Bolsa Família, orientações do Centro de Direitos Humanos e distribuição de peças por meio do Guarda-Roupa Social.

Joana D’arc do Nascimento, moradora do município de Bujari e empreendedora há seis anos, participou do evento ao lado da filha como integrante do Movimento de Mulheres Camponesas – Construindo o Bem Viver. As duas atuam na comercialização de produtos alimentícios regionais, como salgados e sucos naturais, e aproveitaram a programação para apresentar e vender seus produtos pela primeira vez em um evento desse porte.
“Nosso trabalho começou com a produção de sucos naturais, 100% feitos da fruta. A gente aproveita muito o período de safra, compra as frutas da época e prepara os sucos. Com o tempo, fomos ampliando e começamos também a produzir salgados. Esse trabalho tem sustentado nossa família e também tem incentivado muitas mulheres e outras pessoas a empreender e buscar uma renda por meio daquilo que sabem fazer”, contou.

Mailza também enfatizou que iniciativas como essa contribuem para fortalecer o protagonismo feminino e ampliar o reconhecimento do papel das mulheres na construção da sociedade.
“As mulheres são protagonistas em todos os espaços na família, no trabalho, na politica e nas comunidades. Nosso dever é garantir respeito, atenção e oportunidades para que cada mulher possa desenvolver seu potencial e ocupar os espaços que desejar. Quando valorizamos as mulheres, estamos fortalecendo toda a sociedade”, afirmou a vice-governadora

Já na área da saúde, ações conduzidas pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) garantiram atendimentos clínicos e ginecológicos, além de suporte de ambulância e serviços especializados. Durante a programação também foram entregues perucas destinadas a mulheres em tratamento oncológico, além do anúncio da ordem de serviço para implantação da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), fortalecendo a rede de atendimento especializado no estado.
A Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb) também participou da programação com a entrega de chaves de unidades habitacionais do programa Pró-Moradia e de títulos definitivos de regularização fundiária. As entregas priorizaram mulheres, especialmente mães solo e chefes de família, reforçando o papel da política habitacional como instrumento de segurança, autonomia e dignidade.

Dona Alcinete Flores esperava por uma casa há 13 anos e agora está com a chave da casa própria na mão. “Não tenho palavras, é a realização de um sonho, agradeço muito à vice-governadora,e ao governador por esse momento”, falou.
A Semulher foi a responsável pela certificação de participantes da oficina de customização de camisetas, iniciativa voltada ao incentivo ao empreendedorismo e à geração de renda entre mulheres.
Além disso, ações de proteção às mulheres também foram realizadas com a participação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Patrulha Maria da Penha e Defensoria Pública, ampliando o acesso a orientações e medidas de proteção.

Maria de Jesus Santos de Souza, moradora do bairro Canaã e funcionária pública, também participou da ação e aproveitou os serviços oferecidos pelo Guarda-Roupa Social.
“Eu achei muito boa a iniciativa da nossa governadora. Na verdade, vim porque trabalho na Fundação Hospitalar da Polícia Militar e fomos convidados para participar. Aproveitamos a oportunidade para entrar aqui e escolher uma peça do guarda-roupa social. As roupas são muito boas, gostei muito”, relatou.

Para ela, iniciativas voltadas exclusivamente ao público feminino são importantes para fortalecer e valorizar as mulheres. “Com certeza as mulheres precisam ter esse momento só para elas. É muito importante e muito bonito o que o governo está fazendo pelas mulheres”, destacou.

A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, estava no evento e falou do protagonismo da mulher indígena nos dias de hoje. “Conseguimos nosso espaço e hoje somos mulheres mais fortes, estamos à frente de importantes pastas e no cenário geral, tanto político como em diversos outros setores, então, não é apenas esse dia, esse mês, são todos os dias”, afirmou.

Iluminação do Palácio Rio Branco
A programação foi encerrada com um momento simbólico de valorização das mulheres: o acendimento das luzes do Palácio Rio Branco. A iluminação especial marcou uma homenagem às mulheres acreanas e reforçou a importância da luta por igualdade, respeito e garantia de direitos.
Realizado nas escadarias do palácio, o ato representou o reconhecimento da força feminina e da contribuição das mulheres para o desenvolvimento do Acre, além de reforçar o compromisso do governo do Estado em fortalecer políticas públicas voltadas à proteção, autonomia e valorização das mulheres em todo o território acreano.

Na oportunidade, houve apresentação musical com a cantora Iana Sarquis, apresentação de dança de carimbó e o grupo de funcional de mulheres da Polícia Militar também fez uma atividade.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO
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Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas e fortalece debate sobre futuro do movimento junino no Acre
Por Dry Alves
Representantes de quadrilhas juninas de municípios do Alto Acre participaram, neste fim de semana, da Escuta Regional do Alto Acre, etapa do 1º Fórum Estadual do Movimento Junino, realizada no Centro Cultural Sebastião Dantas, em Brasiléia. O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos para o fortalecimento do São João acreano.
A atividade faz parte de um ciclo de escutas que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ouvir diretamente as quadrilhas e coletivos culturais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas, organização do movimento e perspectivas para o crescimento das festas juninas no Acre.
Durante o encontro, participaram representantes de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, entre eles integrantes das quadrilhas Junina Tradição e Arriba Saia, que apresentaram sugestões e compartilharam experiências sobre a realidade do movimento junino no interior.
Segundo a presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Lene dos Santos, o momento foi marcado por contribuições importantes para o futuro do segmento.
“A respeito da escuta do Alto Acre, foi uma riqueza de experiências. Mesmo com a participação de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, os integrantes contribuíram muito falando sobre como está o nosso movimento e sobre as necessidades que ainda existem”, destacou.
Lene ressaltou ainda que, apesar do apoio cultural existente nos municípios da região, os grupos apontaram a necessidade de mudanças em alguns critérios e parâmetros utilizados nas competições.
“Eles trouxeram muitas ideias e também falaram sobre mudanças que precisam acontecer nos parâmetros de julgamento. Foi um diálogo muito rico, porque mostra que o movimento está pensando no seu próprio crescimento”, explicou.

O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos/Foto: Cedida
Entre as sugestões apresentadas durante a escuta, uma proposta ganhou destaque entre os participantes: a realização do Festival Estadual de Quadrilhas de forma rotativa nos municípios, e não apenas na capital.
“Uma das ideias que apareceu tanto no Baixo Acre quanto agora no Alto Acre é que o estadual seja rotativo, que aconteça também nos municípios. Isso mostra como o movimento está se organizando e pensando em crescer em todas as regiões”, afirmou.
A presidente da Liquajac também destacou o espírito de cooperação entre os grupos juninos da região, que buscam fortalecer o movimento coletivamente.
“Eu percebi uma coisa muito rica: os grupos se ajudam mutuamente para crescer e chegar bem preparados para o estadual. O sonho de muitos deles também é chegar ao nacional, e isso fortalece ainda mais o movimento”, disse.
Outro ponto levantado durante o encontro foi o alto custo das produções juninas, especialmente figurinos e cenários, que exigem investimentos cada vez maiores.
“Hoje estamos em um patamar muito alto em relação aos figurinos e às produções, mas os custos são muito elevados. O poder público ainda não chegou nem perto de uma média de sustentabilidade que ajude a manter esse nível através de projetos ou políticas de apoio”, ressaltou.
A próxima etapa do fórum já tem data marcada. A Escuta Regional do Purus, que reúne representantes de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira, será realizada nos dias 13 e 14 de março, em Sena Madureira, com programação das 18h às 22h e das 8h às 19h.
Para Lene dos Santos, o fórum tem se mostrado fundamental para identificar desafios e construir soluções coletivas para o futuro das quadrilhas juninas no estado.
“Essas escutas são importantes porque fazem a gente refletir. Às vezes achamos que está tudo certo, mas quando ouvimos os grupos percebemos que ainda há muitas coisas para melhorar. Tenho certeza de que esse fórum vai trazer mudanças positivas para o crescimento de todo o movimento junino”, concluiu.
O 1º Fórum Estadual do Movimento Junino conta com apoio institucional do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), e é contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura).






















































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