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Urgente: Acre pode sofrer apagão de até 27 dias, alerta hidrelétrica Santo Antônio
A usina tem solicitado ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que seja autorizada a ampliar o volume de água em seu reservatório, de forma a manter uma diferença superior a 9 metros

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A hidrelétrica de Santo Antônio, quarta maior usina do País, que abastece a rede de energia elétrica do Acre, com capacidade de atender até 45 milhões de pessoas, corre risco de ficar 100% desligada por até 57 dias, ainda no primeiro semestre deste ano.
A paralisação da estrutura erguida nas águas do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), causaria um rombo bilionário nas contas de luz e levaria ao acionamento de usinas térmicas para recompor a carga. A situação foi alertada ao governo pela própria concessionária Santo Antônio Energia, dona da usina.
O Estadão teve acesso a um documento de caráter confidencial que a empresa levou ao Ministério de Minas e Energia (MME), durante uma reunião ocorrida com o comando da Pasta, no fim de janeiro. O objetivo era discutir as regras de operação impostas à hidrelétrica e o volume de água que Santo Antônio deve armazenar em seu reservatório.
No documento, a concessionária afirma, basicamente, que o volume de água determinado para passar por suas turbinas entre fevereiro e junho pode resultar no desligamento de todas as suas 50 máquinas, por causa da redução de queda da água. O projeto de Santo Antônio prevê uma queda mínima de 9 metros de altura entre a crista da água, na parte de cima da barragem (montante) e a margem que fica na parte de baixo da usina (jusante), para que as turbinas funcionem. Abaixo desse número, pode haver comprometimento mecânico de toda hidrelétrica.

Quarta maior do Brasil, hidrelétrica Santo Antônio vê risco de paralisação total. A situação foi alertada ao governo pela própria concessionária Santo Antônio Energia, dona da usina
A usina tem solicitado ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que seja autorizada a ampliar o volume de água em seu reservatório, de forma a manter uma diferença superior a 9 metros. Ocorre que isso ampliaria o nível do Rio Madeira acima da barragem, inundando uma área de 536 hectares de uma unidade de conservação, o Parque Nacional do Mapinguari, localizado nos Estados de Rondônia e Amazonas.
Ao listar os riscos, a concessionária chega a detalhar o prazo de 57 dias sem geração, dos quais 27 dias seriam de paralisação total e 30 dias para restabelecimento da usina, “em razão da restrição de queda mínima operativa e comprometimento das estruturas da usina, associada ao tempo para sua recomposição plena”.
A Santo Antônio alerta ainda para a interrupção do sistema de transposição de peixes, uma escada artificial onde algumas espécies simulam uma piracema, além do rompimento de estruturas usadas para conter a passagem de troncos carregados pelo rio.
Ao discorrer sobre os impactos na paralisação, a hidrelétrica chega a mencionar que haveria “aumento do risco de racionamento” no País, por causa da redução de energia ao sistema nacional, além de “custo adicional de R$ 1,39 bilhão para recompor o armazenamento”.
A reportagem apurou que a Santo Antônio Energia tem mantido diálogo com o Ibama, o MME e o ICMBio, na tentativa de se chegar a um novo acordo sobre o nível do reservatório. A ideia é incluir alguma mudança na licença de operação da usina.
Por meio de nota, a Santo Antônio Energia minimizou os alertas que fez ao governo. À reportagem, declarou que “tem por prática fornecer informações aos órgãos reguladores do setor sobre os vários cenários sobre as condições operativas da UHE Santo Antônio e os possíveis impactos no fornecimento de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN)”.
O MME e Ibama não se manifestaram.
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Polícia prende seis suspeitos de duplo homicídio no Belo Jardim, em Rio Branco
Principal alvo, Carlos Eduardo Lima Santos, o “Dudu”, é apontado como chefe de facção e responsável por planejar execuções na região
Após o duplo homicídio registrado na madrugada da última sexta-feira (27), na Rua 11 de Fevereiro, no bairro Belo Jardim 2, em Rio Branco, resultando na morte de Eduardo Mateus Leal, de 17 anos, conhecido como “Capetinha”, e Cleildson Quirino Lima, de 19 anos, conhecido como “Boladão”, as forças de segurança intensificaram as diligências com o objetivo de localizar e prender os autores dos homicídios.
De acordo com informações da polícia, “Boladão” e “Capetinha” pertenciam à mesma organização criminosa. Na madrugada de sexta, Capetinha teria sido obrigado a atrair Boladão para uma emboscada planejada por Carlos Eduardo Lima Santos, o “Dudu” , figura conhecida no meio policial por crimes bárbaros cometidos.
Perfil do principal suspeito
Apesar de ter apenas 25 anos, “Dudu” é temido no mundo do crime por envolvimento direto em várias mortes. Em 2016, ele foi apontado como o principal suspeito de esquartejar uma pessoa. Desde então, acumulou várias passagens pela polícia por:
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Porte ilegal de arma de fogo
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Corrupção de menores
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Desacato
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Roubo qualificado com emprego de arma de fogo
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Tortura
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Associação criminosa
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Vários homicídios

A polícia informou ainda que todos os detidos possuem passagens pelo sistema Judiciário por vários crimes, incluindo tráfico de drogas e homicídios. Foto: captada
Operação policial
A Polícia Militar realizou vários cercos na região do Segundo Distrito. Por volta das 16h, uma denúncia anônima ao Centro de Operações da PM (COPOM) indicava que um veículo de cor branca estaria com indivíduos suspeitos nas proximidades do Ramal da Usina. Várias guarnições se dirigiram ao local, mas uma equipe da Força Tática do 2º Batalhão optou por permanecer no bairro Belo Jardim 1, ciente das táticas criminosas de desviar a atenção com denúncias falsas.
Prisões
Em patrulhamento pelo Ramal Canteiro do São José, os militares observaram um veículo modelo Renault Logan com 6 ocupantes. Foi dada ordem de parada. No interior estavam:
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Lucas Rodrigues Pereira, 18 anos, conhecido como “Palhaço do Inferno”
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Thiago Levy da Silva Santos, 24 anos
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Maikon Freitas Araújo, 27 anos
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Kalliu Monteiro da Silva, 29 anos
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Ryan Gabriel Santiago da Silva, 18 anos, conhecido como “RN”
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Carlos Eduardo Lima Santos, 25 anos, o “Dudu”
Apreensões
Na busca veicular, foram localizados:
Armas de fogo:
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Pistola Taurus G3 Touro 9mm com numeração raspada
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Pistola G2C 9mm
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Pistola PT 58 .380
Munições:
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56 munições de pistola calibre 9mm intactas
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10 munições de pistola calibre .380
Além disso, no bagageiro do carro, a polícia encontrou 9 cestas básicas. De acordo com os militares, os sacolões são utilizados para distribuir em residências do bairro que ajudam os acusados a fugirem do cerco policial.
Investigações
Para a polícia, o armamento foi utilizado para matar Cleildson e Eduardo, apontados como membros de facção rival e suspeitos de participarem diretamente de vários homicídios em Rio Branco.
A polícia informou ainda que todos os detidos possuem passagens pelo sistema Judiciário por vários crimes, incluindo tráfico de drogas e homicídios.
Condução
Diante do flagrante, os detidos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia Central de Flagrantes (Defla) para as providências cabíveis.

Por volta das 16 horas, uma ligação através de denúncia anônima ao Centro de Operações da PM (COPOM) indicava que um veículo de cor branca estaria com indivíduos suspeitos nas proximidades do Ramal da Usina. Foto: captada
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Ataque de onça mata sete bezerros na região do Projeto Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul
Imagens divulgadas por um pecuarista do ramal Tico, na região do Projeto Santa Luzia, zona rural de Cruzeiro do Sul, mostram o que restou da carcaça de um animal supostamente devorado por uma onça na última quinta-feira.
De acordo com relatos de moradores, pelo menos sete bezerros já teriam sido mortos e devolvidos pelo felino nos últimos dias.
No local, também foram identificadas pegadas do animal, o que reforça a suspeita de ataque por onça.
Após os ataques, pecuaristas da região demonstram preocupação com a possibilidade de novas ocorrências, o que pode gerar ainda mais prejuízos com a perda de bovinos.
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Sem casos no Acre, país segue em emergência por gripe aviária
Por Wanglézio Braga – acremais
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 896, prorrogando por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária. A medida tem caráter preventivo e busca manter a capacidade de resposta rápida diante de possíveis novos focos da doença. A prorrogação do estado de emergência zoossanitária reforça o alerta nacional contra a gripe aviária no Brasil.
Apesar de não haver registros da doença no Acre até o momento, o estado segue inserido nas ações de monitoramento e prevenção conduzidas em âmbito nacional. A estratégia envolve integração entre órgãos federais, estaduais e municipais, além de entidades parceiras.
Segundo dados atualizados, o Brasil já contabiliza 188 focos da doença, sendo a grande maioria em aves silvestres. Também foram registrados casos em aves de subsistência e um foco em produção comercial. O avanço da gripe aviária em aves silvestres mantém o país em estado de atenção constante, especialmente pelo risco de disseminação.
A prorrogação da medida permite ao governo federal mobilizar recursos, intensificar ações de contenção e fortalecer a articulação institucional. O objetivo é garantir rapidez na resposta a novos casos e evitar impactos na produção avícola brasileira, setor estratégico para a economia nacional.


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