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Tirar CNH sem autoescola: entenda as novas regras e o processo para novos condutores
Resolução publicada no Diário Oficial da União terá validade imediata, podendo reduzir custos no processo de habilitação; medida segue tendência de desburocratização

A medida ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) para começar a valer. Foto: internet
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) a resolução que acaba com a obrigatoriedade de realizar aulas em autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida, que ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) para entrar em vigor, representa uma mudança significativa no processo de habilitação de condutores no Brasil.
Entrada em vigor:
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Validade imediata após publicação no DOU
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Período de vacatio legis de 45 dias caso não haja data específica no texto
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Implementação gradual pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans)
A medida permite que candidatos à habilitação optem por ensino particular com instrutores credenciados, além da modalidade tradicional de autoescolas. O objetivo é reduzir custos e desburocratizar o processo, mantendo os requisitos de conhecimento e proficiência nos exames teórico e prático.
A resolução faz parte de um pacote de modernização do sistema de trânsito brasileiro e atende a demandas antigas por maior flexibilidade na formação de condutores. Especialistas destacam que a qualidade da formação continuará sendo assegurada pelos rigorosos exames do Detran.
Os Detrans estaduais terão um prazo para se adaptarem à nova regulamentação, que pode variar conforme a estrutura e os recursos de cada unidade federativa. A expectativa é que a medida beneficie principalmente candidatos de baixa renda e residentes em áreas com menor oferta de autoescolas.
Veja como fica:
Aulas teóricas
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Não terão mais carga horária mínima.
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Poderão ser feitas online, de forma gratuita, pelo site do Ministério dos Transportes.
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Autoescolas ainda podem oferecer o curso para quem preferir.
Aulas práticas
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A carga horária mínima cai de 20 horas para apenas duas horas.
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Podem ser feitas com:
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Instrutores autônomos credenciados; ou
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Autoescolas tradicionais.
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O aluno poderá usar o próprio carro, desde que o veículo esteja regular e dentro das normas do Código de Trânsito Brasileiro.
Para dar aulas práticas sem vínculo com autoescolas, o instrutor precisa:
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Ter mais de 21 anos e CNH válida há pelo menos dois anos;
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Não ter cometido infração gravíssima nos últimos 60 dias;
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Ter ensino médio completo;
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Possuir formação específica em pedagogia de trânsito;
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Ser aprovado em curso e avaliação do órgão de trânsito;
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Registrar aulas e presença do aluno;
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Utilizar veículo identificado e dentro dos limites de fabricação (12 anos para carros e 8 anos para motos).
A lista de instrutores habilitados ficará disponível no site do Ministério dos Transportes e no aplicativo Carteira Digital de Trânsito.
Provas continuam obrigatórias
Mesmo com o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas, as provas teórica e prática continuam sendo exigidas, além das etapas presenciais:
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Exame médico,
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Cadastro biométrico,
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Prova teórica,
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Prova prática.
CNH pode ficar até 70% mais barata
Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo é reduzir custos e facilitar o acesso à habilitação. Hoje, o processo custa entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, dependendo do estado.
Com o novo modelo, a expectativa é que o valor total caia em até 70%. O governo afirma que cerca de 20 milhões de pessoas dirigem sem carteira no país, principalmente por não conseguirem pagar as taxas e cursos das autoescolas.
“O Brasil tem milhões de pessoas que querem dirigir, mas não conseguem pagar. Estamos modernizando o sistema, ampliando o acesso e mantendo a segurança”, afirmou o ministro Renan Filho.
O que muda efetivamente:
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Fim da obrigatoriedade de frequentar autoescolas credenciadas
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Possibilidade de contratar instrutores independentes credenciados pelo Detran
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Liberdade para agendar aulas práticas diretamente com profissionais autorizados
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Redução potencial de custos, eliminando taxas administrativas das autoescolas
O que NÃO muda:
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Exames obrigatórios (médico, psicológico, teórico e prático)
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Requisitos documentais básicos (identidade, CPF, comprovante de residência)
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Idade mínima para cada categoria de habilitação
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Carga horária mínima de aulas teóricas e práticas
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Padrões de avaliação dos exames do Detran
Novo processo simplificado:
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Cadastro no Detran e pagamento de taxas
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Realização de exames médico e psicológico
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Aulas teóricas (podem ser feitas por plataformas online credenciadas)
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Prova teórica no Detran
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Aulas práticas com instrutor independente credenciado
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Exame prático com avaliador do Detran
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Emissão da CNH após aprovação em todas as etapas
Vantagens do novo sistema:
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Redução de custos estimada em 30-50%
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Flexibilidade de horários para aulas práticas
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Possibilidade de escolher instrutores com melhor avaliação
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Desburocratização do processo
Cuidados necessários:
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Verificar credenciamento do instrutor no Detran estadual
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Exigir comprovação de experiência e qualificação do profissional
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Confirmar que o veículo de instrução atende aos requisitos legais
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Manter comprovantes de todas as aulas realizadas
A implementação será gradual, com os Detrans estaduais adaptando seus sistemas nos próximos meses. A medida representa a maior mudança no processo de habilitação brasileiro nas últimas décadas, democratizando o acesso à CNH enquanto mantém os padrões de segurança no trânsito.
Risco de judicialização
O setor de autoescolas tenta barrar a nova regra no Supremo Tribunal Federal (STF) e também na Câmara dos Deputados. De acordo com o presidente da Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto), Ygor Valença, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) entrará com uma ação nesta terça-feira (2/12) no STF.
Além disso, o setor pretende apresentar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) na Câmara para suspender os efeitos da resolução, caso ela seja publicada.
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Mega-Sena 2969 pode pagar prêmio de R$ 144 milhões nesta quinta-feira

A Caixa Econômica sorteia, nesta quinta-feira (5/2), o concurso 2669 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 144 milhões.
O sorteio será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 20h.
No último sorteio, realizado na terça-feira (3/2), ninguém acertou os seis números e o prêmio acumulou. 82 apostas acertaram cinco dezenas e os sortudos vão receber prêmios a partir de R$ 52 mil.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (3/2), em decisão cautelar, a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob controle do próprio povo originário e cumpra exigências ambientais, sociais e legais.
A medida atende a um pedido dos Cinta Larga, que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia, e estabelece prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.
A ação foi apresentada ao STF em outubro pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição. A lei prevê a participação das comunidades indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.
Na decisão, Dino considerou que a ausência de uma lei específica desde 1988 contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e a intensificação da violência em terras indígenas. Para o ministro, a omissão estatal criou um cenário em que a mineração ocorre de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com graves danos ambientais.
Segundo o magistrado, a decisão busca romper um ciclo histórico em que a exploração ilegal gera destruição ambiental e pobreza, enquanto os povos indígenas permanecem excluídos dos benefícios econômicos. “Não é compatível com a Constituição manter um modelo em que sobram aos indígenas apenas os danos e a violência”, afirmou.
Prazo para editar nova lei
Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou prazo de dois anos para a edição de uma lei que regulamente a exploração mineral em terras indígenas. Caso o Legislativo não cumpra o prazo, as regras provisórias estabelecidas pelo STF seguirão em vigor.
A autorização concedida pelo Supremo, entretanto, é limitada e condicionada.
A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também será exigido licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas.
A decisão assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade. Os recursos deverão ser destinados prioritariamente à proteção territorial, à recuperação ambiental e a projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.
A aplicação dos valores ficará sob fiscalização de órgãos federais, como Funai, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério Público Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Corpo encontrado no Rio Acre é identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos
Vítima estava envolta em lona, levantando suspeita de desova; polícia investiga morte e aguarda laudo do IML

Segundo o 2º sargento Carvalho, responsável pela operação, um ribeirinho avistou o corpo próximo à margem do rio e acionou imediatamente o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros. Foto: captada
O corpo resgatado do Rio Acre na noite de terça-feira (3), na região do Panorama, em Rio Branco, foi identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos. A vítima foi localizada por um ribeirinho e retirada da água pelo Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros.
Segundo o 2º sargento Carvalho, que comandou a operação, o corpo estava enrolado em uma lona — detalhe que levanta suspeita de desova. Adevaldo usava uma camiseta de jogador de basquete e não apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte ocorreu poucas horas antes do resgate.
Após o isolamento da área, a perícia realizou os primeiros levantamentos no bairro da Base, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão a causa da morte. O caso foi assumido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos. O atendimento inicial foi feito pela Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil.

O corpo de Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos, foi encontrado boiando às margens do Rio Acre, na noite da última terça-feira,3, na região do Panorama, em Rio Branco. Foto: captada

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