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Thiago Brennand: empresário acusado de agredir modelo é solto após pagar fiança

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Vídeo registrou agressão a modelo em academia; expectativa da polícia é que ele retorne ao Brasil até janeiro

O empresário Thiago Brennand

O empresário Thiago Brennand Reprodução/Facebook

O empresário e herdeiro Thiago Brennand, de 42 anos, preso nesta quinta-feira (13) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pagou fiança e responderá em liberdade ao processo de extradição. Ele é réu no Brasil por agredir uma modelo dentro de uma academia em São Paulo.

A informação foi confirmada ao R7 pela delegada Ivalda Oliveira Aleixo, da Divisão de Capturas, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), de São Paulo, que participou da prisão do milionário.

“Foi arbitrada a fiança pelo Judiciário de lá para que ele responda ao processo de extradição em liberdade”, diz. A extradição ainda pode levar algum tempo, e a expectativa é que ocorra entre novembro e janeiro, em razão da parte burocrática.

Com os documentos, é autorizada a extradição. “Tenho a convição de que conseguiremos agilizar esse processo, porque é de interesse nosso, por conta do deboche que ele fez com a Justiça”, disse a delegada. De acordo com ela, alguns eventos previstos para o fim do ano, como o recesso judiciário, podem influenciar no curso do processo.

Processo

Brennand deixou o Brasil no dia 4 de setembro. Como ele não chegou a ser ouvido pela Justiça, quando retornar ao país ele será interrogado por um juiz, pelo Ministério Público e por advogados de defesa. “Será o momento em que ele poderá compor eventuais provas em sua defesa”, explica Ivalda.

A polícia espera que a partir de agora outras vítimas passem a denunciá-lo. “Já temos conhecimento de outras vítimas que começam a se sentir encorajadas”, afirmou Ivalda. Com isso, outros processos podem ter início. “Para cada processo, cabe uma decisão judicial, uma condenação ou um mandado de prisão preventivo”, diz a delegada. No caso da agressão da modelo Helena Gomes, os advogados de Brennand entraram com habeas corpus, mas foi negado.

A delegada lembra ainda que, quando Brennand deixou o país, ela chegou a se sentir frustrada. “Na minha cabeça de delegada e cidadã veio a frustração. No outro dia, a informação é que ele voltaria. Mas não acreditei, e isso foi bom porque deu o ensejo para o mandado de prisão. É uma satisfação profissional e pessoal, porque ele trata as mulheres como objetos.”

O empresário estava foragido desde o dia 27 de setembro. A PF, que representa o Brasil na Interpol, reforçou o trabalho em conjunto com as autoridades policiais dos Emirados Árabes para localizar e prender o empresário, acusado de lesão corporal, tentativa de feminicídio e corrupção de menores.

“A prisão se deu em razão da difusão vermelha e dos contatos realizados pela Polícia Federal, em especial da recém-criada Adidância da PF na Jordânia, para o cumprimento da medida em Abu Dhabi. O detido, agora, permanecerá em Abu Dhabi aguardando os trâmites relativos ao processo de extradição”, informou a PF.

Agressão

A modelo Helena Gomes, agredida pelo empresário em uma academia paulistana, disse ao R7 que se sente aliviada após a prisão de Brennand. “Não consigo pensar nem um minuto no Thiago. Assim que recebi a notícia, comecei a receber mensagens de vítimas, e foram tão profundas. Não tem como pensar nele”, revelou.

Emocionada, Helena diz que recebeu áudios de mulheres que não tiveram coragem de seguir com a denúncia. “Muitas não têm condição financeira para lutar. Meu pensamento vai para essas pessoas. Se eu tinha algum propósito nessa história, é para essas pessoas”, disse.

A vítima disse ainda que foi informada sobre a prisão de Brennand no início da manhã desta sexta-feira (14). “Não estou feliz pelo que está acontecendo com ele, estou aliviada pelas pessoas. Meu caso não foi nada perto do delas”, afirmou. “Me sinto orgulhosa de representar essas mulheres.”

Acusações

Thiago Brennand é acusado de lesão corporal, tentativa de feminicídio e corrupção de menores. A prisão preventiva foi decretada no dia 27 de setembro pela 6ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após ele não retornar ao país nem entregar o passaporte.

A prisão ocorreu após contatos realizados pela Polícia Federal, em especial da recém-criada Adidância da PF na Jordânia, para o cumprimento da medida em Abu Dhabi. Brennand permanecerá nos Emirados Árabes aguardando os trâmites relativos ao processo de extradição.

De acordo com comunicado, a PF destacou que “já localizou e prendeu mais de 50 foragidos internacionais no Brasil e mais de 70 brasileiros que tentaram fugir do país, no exterior, no ano de 2022”.

Empresário se dizia perseguido

No domingo (9), o empresário milionário publicou vídeos na internet em que se diz “perseguido” e “vítima de uma cruzada midiática”. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo no dia 27 de setembro, acusado de agredir a modelo Alliny Helena Gomes em uma academia localizada em um shopping de São Paulo.

Os vídeos foram publicados por Brennand e apagados na segunda-feira (10). Nas publicações, ele critica a imprensa, o Ministério Público de São Paulo, a ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur e a advogada Dora Cavalcanti. Além disso, o empresário reprova as denúncias contra ele, mas, ao mesmo tempo, afirma: “Não prejudicam minha biografia”.

Em outro momento do vídeo, ele se dizia tranquilo e chegou a negar que estivesse fugindo da Justiça brasileira. “Estou absolutamente tranquilo, não estou fugindo”, afirma. “Vamos ver se uma pessoa como eu, politicamente perseguida, se o mundo civilizado percebe ou cai na balela da imprensa.”

A decisão judicial de determinar a prisão preventiva atendeu ao pedido do Ministério Público de São Paulo e se deu após Brennand não ter se apresentado no prazo de dez dias determinado anteriormente pela Justiça, que se encerrou no dia 23 de setembro. Após o caso de agressão, o empresário deixou o país rumo aos Emirados Árabes.

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Motoristas são flagrados pela PRF a mais de 150 km/h na BR-060. Vídeo

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Reprodução/PRF-GO
Em Goiás, PRF flagra motoristas a mais de 150 km/h durante Operação Carnaval 2026.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram neste sábado (14/2) veículos a mais de 150 km/h na BR-060, em Goiás. Os registros foram feitos no primeiro dia de trabalho da Operação Carnaval 2026, que fiscalizará rodovias de todo o país até o próximo dia 18/2.

Segundo a PRF, os maiores registros de velocidade foram observados no km 50 da BR-060, que fica próximo de Anápolis (GO). A verificação ocorreu por meio de radares móveis.

Policiais rodoviários federais classificaram as ocorrências como um “festival de velocidade”. De acordo com a corporação, todos os motoristas que foram “flagrados acima do limite permitido serão autuados”.

A Polícia Rodoviária Federal também cobrou “prudência” dos motoristas e alertou que a fiscalização das rodovias será “intensificada durante todo o feriado prolongado em todas as BRs que cortam o estado de Goiás”.

Operação Carnaval

A Operação Carnaval 2026 começou nessa sexta-feira (13/2). Até a próxima quarta (18/2), agentes da PRF vão intensificar o monitoramento e a fiscalização nas rodovias federais.

“A PRF trabalha com a expectativa de grande movimento nos corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados no Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou a corporação.

Em 2025, mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia foram aplicados pela PRF nas rodovias do país. A fiscalização resultou na autuação de mais de 9 mil motoristas e foram notificados 43 mil pessoas por recusarem o teste do etilômetro.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Tragédia em Itumbiara: cartas falsas de mãe circulam nas redes sociais

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Reprodução/Rede sociais
imagem colorida de pai e filhos, mortos em itumbiara (GO)

Em meio à repercussão do caso que chocou Itumbiara, em Goiás, cartas falsas atribuídas a Sarah Tinoco Araújo começaram a circular nas redes sociais. A mulher é mãe das crianças mortas pelo pai, o secretário Thales Machado. As mensagens, escritas em tom emocional, não foram divulgadas oficialmente pela família.

Os textos falsos são apresentados como desabafo da mãe das crianças, relatando dor e saudade. No entanto, fontes na prefeitura da cidade confirmaram ao Metrópoles que os relatos não foram escritos por Sarah, que até o momento não se manifestou publicamente.

As cartas foram publicadas em perfis falsos atribuídos a Sarah criados nas redes sociais.

O caso

O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Cravalho (HMMC), mas não resistiu. Já Benício Araújo, de 8 anos, estava internado em estado gravíssimo, mas morreu na tarde dessa sexta-feira (13/2). 

Em carta de despedida, publicada numa rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos pelo crime, afirmou que enfrentava dificuldades no casamento e relatou ter descoberto uma suposta traição da esposa. A mãe dos garotos estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia familiar.

Horas antes de atirar contra os filhos e tirar a própria vida, Thales fez publicação com declarações de amor. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vorcaro disse que foi cobrado por repasses a resort ligado a Toffoli

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Sam Pancher/ Metrópoles
resort tayaya

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria relatado, em diálogos obtidos pela Polícia Federal, cobranças de repasses ao resort Tayayá, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria autorizado transferências de R$ 35 milhões ao empreendimento, que tinha a Maridt, uma empresa da família de Toffoli, como sócia.

Nas conversas extraídas pela PF, ainda de acordo com o jornal, o banqueiro teria cobrado do seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realização de transferências ao Tayayá. No diálogo, que ocorrido em maio de 2024, Daniel Vorcaro teria dito que estava em uma “situação ruim” e que Zettel precisava resolver os pagamentos.

“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, afirmou Vorcaro. Na sequência, Fabiano Zettel respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro ou Zettel.

A Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio, tinha participação societária no resort Tayayá. Segundo investigadores da PF, o negócio também contava com a participação de fundos ligados ao Master.

Toffoli afirmou, por meio de nota nesta semana, que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 — depois das mensagens obtidas pela PF e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. O magistrado também negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.

Segundo a reportagem, pagamentos ao resort voltam a ser mencionados em outras ocasiões. Em uma delas, Zettel apresenta uma lista de pagamentos para aprovação de Vorcaro, indicando entre os beneficiários “Tayaya – 15” — classificado por agentes da PF como uma referência a R$ 15 milhões.

O dono do Banco Master teria ordenado ao cunhado que toda a lista fosse paga naquele mesmo dia.

Em outra menção, já em agosto de 2024, Vorcaro teria voltado a cobrar de Fabiano Zettel repasses ao resort: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”.

Zettel teria respondido que havia feito o pagamento, e o banqueiro teria questionado novamente: “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”.

O cunhado de Daniel Vorcaro, que, segundo a PF, é um de seus operadores financeiros teria afirmado que os valores estavam no “fundo dono do Tayayá”. “Transfiro as cotas dele”, acrescentou.

Na sequência, ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro teria pedido um levantamento dos aportes feitos ao resort Tayayá: “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

De acordo com o jornal, as mensagens constam de um relatório enviado pela PF ao Supremo nesta semana junto ao pedido de afastamento de Dias Toffoli do caso Master. O material está em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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