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Terceirizados da saúde em Rio Branco denunciam atrasos de salário; Sesacre diz que pagamentos estão regulares
Empresa Maia Pimentel Serviços e Consultoria presta serviços de limpeza para a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) e ao Centro Especializado em Reabilitação (CER III). Segundo a empresa, Sesacre atrasou o repasse. Ao g1, órgão e Fundhacre confirmaram que todos os pagamentos à empresa citada estão devidamente regulares.

Ao serem questionados se o atraso se deu por conta da demora do repasse da Sesacre, a empresa não respondeu. Sobre já ter ficado 3 meses com atraso, a empresa afirmou que nunca aconteceu. Foto: assessoria
Funcionários da empresa Maia Pimentel Serviços e Consultoria, onde trabalham terceirizados na limpeza da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) e do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), denunciam constantes atrasos de salário da empresa. De acordo com eles, todos os meses, o salário que deveria ter sido pago no 5º dia útil, atrasa por semanas.
Ainda segundo os funcionários, nesta segunda-feira (18), mais de 10 dias após a data correta, apenas os que trabalham na Fundhacre receberam, com atraso na última sexta-feira (15). A empresa disse aos empregados que o atraso ocorreu por falta de repasse da Sesacre.
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) sobre a situação. Em nota, a Sesacre e a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) afirmaram que todos os pagamentos à empresa citada estão devidamente regulares.
“Além disso, informam que foi feito contato com a gestão da empresa que informou, por sua vez, já ter realizado o devido repasse a todos os funcionários”, complementou.
Ainda conforme a denúncia dos trabalhadores, há muitas pessoas que passam necessidade por conta dos atrasos no salário. Os funcionários afirmaram que já passaram até 3 meses sem receber. “Estamos com luz atrasada, aluguel atrasado e a desculpa deles é que estão esperando pela Sesacre, que eles não fizeram o repasse do valor”, disse um dos denunciantes que pediu para não ser identificado.
Outro funcionário, que também não quis se identificar, reforçou que a terceirizada joga o problema para a Sesacre e a Sesacre responde que já fez o repasse. “Aí nós ficamos esperando e nada de eles resolverem isso. A gente entra em contato com a Sesacre, e eles falam que já fizeram o repasse, que é a empresa que não faz o pagamento, fica nessa confusão. Aí quem fica sofrendo são os próprios funcionários, que precisam pagar suas contas”, lamentou ele.

Funcionários de empresa de limpeza reclamam de atrasos de pagamento. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
Empresa se posiciona
A reportagem entrou em contato com a empresa, alvo das denúncias. Pelo WhatsApp, uma pessoa que não se identificou afirmou que as denúncias são inverídicas, porém confirmou o atraso. “Foi só um pequeno atraso que teve e receberam o salário do mês. Nós não estamos com o salário atrasado, nem vale a alimentação atrasado da Fundação, não. O salário de lá está em dia”, disse.
De acordo com a empresa, quando o repasse é feito pelo órgão [Sesacre], logo é repassado para os funcionários. “Não ficamos aguardando com dinheiro na conta. Caiu, é feito o repasse no dia que cai”, disseram na mensagem.
Ao serem questionados se o atraso se deu por conta da demora do repasse da Sesacre, a empresa não respondeu. Sobre já ter ficado 3 meses com atraso, a empresa afirmou que nunca aconteceu.
Outra reclamação dos funcionários é de que a empresa não está depositando corretamente o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mesmo descontando mensalmente de seus salários. A empresa não respondeu a essa pergunta. A empresa ainda informou que o pagamento do CER III será feito nesta segunda (18), até às 18h.
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Bombeiros resgatam cavalo vítima de maus-tratos que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco
Animal circulava na pista oferecendo risco a motoristas e foi levado ao quartel; corporação pede ajuda para identificar tutor e acolhe voluntários para tratamento veterinário

Corpo de Bombeiros resgata cavalo com sinais de maus-tratos na Estrada do Amapá e pede apoio da população para denunciar o agressor. Foto: captada
Uma equipe do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite de quarta-feira (18), um cavalo que estava solto na Estrada do Amapá, em Rio Branco, em situação de risco e com sinais de maus-tratos.
De acordo com o tenente Eduardo, da Guarnição de Salvamento, a prioridade foi evitar acidentes.
“O animal estava na pista, oferecendo perigo aos veículos e aos condutores. A primeira ação da guarnição é preservar a vida e evitar sinistros”, explicou.
Durante o atendimento, os militares constataram que o cavalo apresentava sinais evidentes de maus-tratos. Após o resgate, ele foi encaminhado às dependências do batalhão, onde permanece sob cuidados provisórios.
A corporação agora pede a colaboração da população para identificar o tutor do animal. “Quem souber quem é o responsável, que nos procure e denuncie. Precisamos localizar o tutor”, reforçou o tenente.
Além disso, o Corpo de Bombeiros faz um apelo por voluntários, especialmente médicos veterinários, que possam auxiliar no tratamento e recuperação do cavalo. Interessados em ajudar podem entrar em contato com o 2º Batalhão.
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Com 90% dos serviços concluídos, Prefeitura prevê entrega do elevado Mamedio Bittar para 20 de março: “Novo cartão-postal de Rio Branco
O prefeito Bocalom destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais

Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou Bocalom. Foto: cedida
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final.
“Sem dúvida nenhuma, a gente sabe que tivemos problemas seríssimos nessa obra. Foi entrega de aço que demorou demais, indústrias que vieram do Rio de Janeiro, a questão da chuva, muita chuva no mês de dezembro e janeiro. Tudo contribuiu para atrasar a entrega. Mas agora a informação que eu tenho da empresa é que até o dia 20 nós vamos ter tudo isso pronto”, afirmou.
O prefeito destacou que os trabalhos estão em estágio avançado, com pintura da estrutura metálica, instalação da iluminação, construção dos lagos na parte inferior e início da colocação das placas laterais.
“Eu acredito que, se Deus quiser, dia 20 de março a gente vai ter essa bela obra, que está marcando a nova estrutura da nossa cidade. Tenho certeza absoluta que o povo de Rio Branco vai continuar se orgulhando do nosso trabalho, principalmente nessa parte de infraestrutura”, declarou.

Tião Bocalom, realizou na manhã desta quinta-feira, 19, uma visita técnica ao elevado Mamedio Bittar, localizado na Avenida Ceará. Foto: captada
O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a importância estratégica do elevado para a mobilidade urbana. Segundo ele, o trecho da Avenida Ceará concentra grande fluxo de veículos, especialmente por conta das universidades e de prédios públicos instalados na região.
“Já já a gente vai poder entregar para a população. Aqui tínhamos em torno de 20 a 25 minutos de trânsito paralisado por causa do fluxo. Essa decisão foi tomada para dar fluidez ao trânsito, baseada em estudos sobre o crescimento da cidade”, explicou.
Bestene também destacou que o viaduto vai além da mobilidade e se tornará um novo cartão-postal da capital, com valorização cultural por meio de grafites e intervenções artísticas de artistas locais. “Não é só uma obra de aço e concreto. É um marco cultural que resgata a identidade da cidade”, pontuou.

A agenda contou ainda com a presença do vice-prefeito Alysson Bestene. Durante a vistoria, o gestor reconheceu que a obra enfrentou atrasos, mas garantiu que o cronograma está na fase final. Foto: cedida
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Com tema sobre desigualdade social, Campanha da Fraternidade 2026 é lançada no Acre: ‘Conversão pessoal e social’
Lema escolhido foi ‘Ele veio morar entre nós’ (João 1:14), a fim de despertar a igreja e a sociedade para o déficit habitacional no Brasil. Campanha foi lançada nesta quarta-feira (18)

Em Rio Branco, o anúncio da campanha aconteceu na Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Foto: Aline Pontes
Por Pâmela Celina
Quando o verbo faz moradia, a dignidade humana torna-se missão. É essa a direção que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer seguir e levar aos fiéis católicos na Campanha da Fraternidade 2026 que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós”.
Em Rio Branco, o anúncio da campanha ocorreu nesta quarta-feira (18) na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da capital.
De acordo com a Igreja Católica, a proposta ‘busca promover uma profunda reflexão sobre o direito à moradia digna como um bem essencial para todas as pessoas e como compromisso de fé e cidadania’.
Conforme o bispo Dom Joaquín Pertiñez, bispo da Diocese de Rio Branco, a campanha, realizada há mais de seis décadas, se inicia junto ao período da Quaresma e traz pautas comunitárias e sociais, cujas práticas devem ecoar durante todo o ano.
“A campanha convida a reconhecer que a presença de Deus se manifesta na vida concreta da humanidade, especialmente na realidade de tantos que ainda vivem sem casa, em condições precárias ou em territórios marcados pela desigualdade social”, destacou.
O principal ponto abordado pela campanha, como aponta Dom Joaquín, está nos dados da realidade habitacional brasileira.
O objetivo central da Campanha da Fraternidade 2026 é, justamente, despertar tanto a igreja como a sociedade para o déficit habitacional que o país enfrenta. Além disso, busca incentivar também ações, debates e iniciativas que promovam o acesso à moradia, à terra e ao trabalho como direitos fundamentais.
Os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2026 são:
- Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.
- Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.
- Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
- Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.
- Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
- Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Texto base da Campanha da Fraternidade 2026 apresenta seis objetivos específicos. Foto: Aline Pontes

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