Acre
Taxistas do Alto Acre fecham AC-40 em protesto contra taxas abusivas e multa de R$ 2,3 mil
Por Cherlivan Cavalcante
Na manhã desta terça-feira (7), um grupo de taxistas das cidades que compõem a região do Alto Acre interditaram a rodovia AC-40, que liga a capital Rio Branco aos municípios da fronteira. A manifestação ocorre na rotatória que fica próximo ao Parque de Exposições Marechal Castelo Branco. A principal reivindicação da categoria é contra as taxas cobrada pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac).
Participam do protesto taxistas de Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Capixaba, Senador Guiomard, Bujari, Xapuri, Acrelândia e Plácido de Castro
De acordo com os manifestantes, só os pedestres poderão transitar no local. Eles alegam que as taxas de imposto sindical e seguro para passageiros, cobradas pelo governo, são abusivas.
Segundo o taxista Valdemir, além das taxas, a Ageac quer que os taxistas emitam passagem com RG e CPF. “Nos dias de hoje ninguém quer passar a documentação para ninguém”, afirmou.
O representante dos taxistas de Epitaciolândia, Fernando Alves, relatou que caso a Ageac encontre os taxistas na estrada sem os pagamentos dessas documentações, eles são multado em R$ 2,3 mil, caso estejam sem os comprovantes de pagamentos.
“Só queremos trabalhar honestamente e o governador juntamente com a Ageac não estão nos dando esse direito nos cobrando taxas abusivas”.
Outra reclamação relatada pelos taxistas são que eles não podem buscar os passageiros em casa na capital acreana.
Jorge, taxista de Epitaciolândia, denunciou que os policiais do Batalhão de Trânsito, “eles deram cinco minutos para os taxistas abandonarem a manifestação, caso o contrário eles usariam de forças maiores”. Finalizou
Foi organizada uma comissão dos taxistas para participar de uma reunião com os deputados na Aleac.
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.












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