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Acre

Surto de raiva mata três cavalos em Candeias do Jamari (RO); Idaron alerta produtores rurais

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Doença foi confirmada após exames em animal morto; órgãos sanitários monitoram propriedades em raio de 12 km para evitar propagação

Três cavalos morreram infectados pelo vírus da raiva animal no Ramal São Pedro, zona rural de Candeias do Jamari (RO). O caso foi identificado após um produtor rural observar sintomas da doença em um dos equinos e acionar a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron).

Ao chegar ao local, técnicos da Idaron isolaram um cavalo de aproximadamente três anos que apresentava sinais da infecção. O animal não resistiu e morreu em pouco tempo. Exames realizados no sistema nervoso central confirmaram a presença do vírus no mesmo dia.

Diante da confirmação, a Idaron iniciou um plano de contingência, vistoriando propriedades em um raio de 12 quilômetros para conter o avanço da doença. O governo estadual reforçou a orientação para que produtores notifiquem imediatamente a agência ao identificar sintomas de raiva ou mordidas de morcegos em animais, a fim de evitar novos casos.

A raiva animal é uma doença fatal e de notificação obrigatória, exigindo medidas rápidas para proteger rebanhos e saúde pública.

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Acre

Rio Acre recua, mas segue acima da cota de alerta em Brasileia

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Nível caiu de 10,36 para 10,14 metros nesta sexta-feira, mas Defesa Civil mantém monitoramento

O nível do rio Acre apresentou leve recuo em Brasileia na medição do meio-dia desta sexta-feira (16), conforme dados divulgados pela Defesa Civil do município. De acordo com a atualização oficial, às 12h o manancial foi aferido em 10,14 metros, abaixo do registrado às 7h, quando havia atingido 10,36 metros.

Apesar da redução, o rio permanece acima da cota de alerta em Brasileia, estabelecida em 9,40 metros. A cota de transbordamento segue fixada em 11,40 metros.

Segundo a Defesa Civil, a diminuição no nível indica um sinal pontual de estabilização, mas o cenário ainda inspira atenção. As equipes seguem com o monitoramento contínuo do rio Acre, acompanhando a evolução das águas ao longo do dia e avaliando possíveis riscos às áreas ribeirinhas.

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Fundo Partidário distribuiu R$ 1,126 bilhão a 19 legendas em 2025; multas eleitorais somaram mais R$ 102 milhões

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Os recursos são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em doze partes iguais, que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações

Valor total repassado supera R$ 1,2 bilhão; recursos são uma das principais fontes de financiamento público das agremiações políticas. Foto: art

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, conhecido como Fundo Partidário, distribuiu R$ 1.126.071.496,13 a diretórios nacionais de 19 legendas em 2025. Além desse montante, também foram repassados R$ 102.572.513,68 em multas eleitorais arrecadadas no ano passado, totalizando mais de R$ 1,2 bilhão em recursos públicos destinados aos partidos.

O Fundo Partidário é uma das principais fontes de financiamento das agremiações políticas, utilizado para custear despesas de manutenção e atividades permanentes. Os valores são definidos com base em critérios como representação no Congresso e desempenho eleitoral, conforme legislação vigente.

Os repasses ocorrem periodicamente e são geridos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também fiscaliza a aplicação dos recursos. O montante de 2025 inclui apenas os repasses do fundo e das multas, não englobando outros mecanismos de financiamento, como o Fundo Eleitoral.

As cinco siglas que obtiveram os maiores repasses em 2025 foram:
  • Partido Liberal (PL) – R$ 192.154.880,51 (dotação orçamentária) e R$ 16.490.214,20 (multas);
  • Partido dos Trabalhadores (PT) – R$ 140.467.359,38 (dotação orçamentária) e R$ 12.385.725,59 (multas);
  • União Brasil (União) – R$ 107.132.974,30 (dotação orçamentária) e R$ 9.770.581,07 (multas);
  • Republicanos – R$ 87.704.125,46 (dotação orçamentária) e R$ 7.492.158,80 (multas); e
  • Partido Social Democrático (PSD) – R$ 84.183.150,69 (dotação orçamentária) e R$ 7.167.516,69 (multas).
As legendas que menos receberam do Fundo em 2025 foram:
  • Partido Verde (PV) – R$ 11.810.471,56 (dotação orçamentária) e R$ 1.064.957,71 (multas);
  • Rede Sustentabilidade (Rede) – R$ 12.106.608,60 (dotação orçamentária) e R$ 1.065.035,66 (multas); e
  • Cidadania – R$ 14.939.832,96 (dotação orçamentária) e R$ 1.657.153,44 (multas).

A forma de distribuição desses valores entre os diretórios municipais, estaduais e nacional é definida no estatuto de cada partido. Na página sobre o Fundo Partidário no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é possível verificar a distribuição mensal para cada sigla.

Duodécimos

Em 2025, tiveram direito aos duodécimos as seguintes agremiações políticas: Avante, Cidadania, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Liberal (PL), Podemos (Pode), Progressistas (PP), Partido Renovação Democrática (PRD), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Social Democrático (PSD), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade (Rede), Republicanos, Solidariedade e União Brasil (União).

Outras dez legendas com estatutos registrados no TSE não receberam recursos do Fundo Partidário por não terem atingido a cláusula de desempenho prevista na Constituição Federal de 1988 (CF/88): Agir, Democrata Cristã (DC), Mobilização Nacional (Mobiliza), Partido Novo (Novo), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Operária (PCO), O Democrata, Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Unidade Popular (UP).

Fundo Partidário

Criado em 1965 pela Lei nº 4.740 e previsto na Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos), o Fundo é composto de dotações orçamentárias da União, arrecadação com multas, aplicação de penalidades e doações, entre outras fontes financeiras.

Os recursos são repassados mensalmente às siglas, em forma de duodécimos (divisão de um valor em doze partes iguais, que correspondem a cada mês do ano), para o custeio de despesas cotidianas das agremiações, como pagamento de salários de funcionários, contas de água e luz, passagens aéreas e aluguéis, por exemplo.

Divisão entre as legendas

De acordo com a legislação em vigor, a divisão do Fundo Partidário entre as siglas é feita da seguinte forma: 95% do total do Fundo é distribuído aos partidos na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. O restante (5%) é repartido igualmente entre todas as legendas que atendam aos requisitos constitucionais de acesso aos recursos.

Segundo o parágrafo 3º do artigo 17 da CF/88, somente terão direito a recursos do Fundo os partidos políticos que alternativamente:

  • obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% dos votos válidos em cada uma delas; ou
  • tiverem elegido pelo menos 15 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.

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Acre

Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia

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Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.

De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.

No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.

O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.

Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.

O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.

A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.

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