Acre
Solenidade marca os 35 anos do Sebrae e reforça compromisso com o empreendedorismo no Acre
Durante o evento, foi lançada a Medalha Dr. Luiz Saraiva Correia
Nesta quinta-feira, 12 de março, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae) promoveu uma solenidade em comemoração aos seus 35 anos de atuação no estado. O evento contou com a presença de autoridades, ex-presidentes e ex-diretores, além do atual corpo técnico da instituição.
O Sebrae carrega consigo o orgulho de atuar nos 22 municípios do Acre, fortalecendo os pequenos negócios e incentivando o empreendedorismo. Além do apoio aos mais de 47 mil pequenos negócios, a instituição atua junto ao poder público em busca de políticas públicas que melhorem o ambiente de negócios.
Leandro Domingos, primeiro superintendente do Sebrae no Acre, em 1991, destacou que a criação do Sebrae no Acre foi marcada por desafios e persistência. “Empreender naquele período exigia coragem, pois predominava uma grande carência de capacitações. O Sebrae nasceu com o propósito de apoiar quem empreende e isso significa apoiar sonhos. Quero parabenizar a instituição por seus 35 anos de história, trabalho e resultados”.
Em suas saudações, o presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae, Assuero Veronez, destacou sua satisfação em presidir a instituição e prestar esta homenagem aos presentes. “Sendo conduzido da forma que têm sido ao longo desses anos e, especialmente, tendo a missão nobre que tem, de apoiar e promover os pequenos negócios, o Sebrae torna-se um pilar fundamental para que o Acre alcance o desenvolvimento. Parabéns a todos que fizeram parte do Sebrae e continuam fazendo”, pontuou.
Honrarias
Durante a solenidade, foi lançada a Medalha de Honra ao Mérito Dr. Luiz Saraiva Correia, inspirada em sua trajetória de integridade e dedicação como presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, no período de 2011 a 2014. A honraria simboliza o reconhecimento público a personalidades e instituições que apoiam e contribuem para o fortalecimento dos pequenos negócios do Acre.
Entre os homenageados estiveram autoridades e lideranças que contribuem para o desenvolvimento do estado, como o governador Gladson Camelí, o deputado federal José Luis Tchê, o secretário de Estado da Fazenda, José Amarísio Freitas, o chefe-geral da Embrapa Acre, Bruno Pena e o diretor-presidente da Energisa Acre, Ricardo Xavier.
Empresários de destaque na sociedade acreana foram homenageados: Adem Araújo (Grupo Arasuper), Carlos Taborga (Fórum de Economia Solidária), Tancredo Lima de Souza, in memoriam (Bazar Chefe), Ricardo Leite (Uninorte).
Representantes da imprensa acreana receberam a honraria: Phellipe Daou Júnior (Rede Amazônica), Roberto Moura, in memoriam (TV Gazeta), Narciso Mendes (TV Rio Branco), Pedro Neves (Ecoacre), Roberto Vaz (AC24Horas) e Silvio Martinello (A Gazeta).
Durante a solenidade, foram condecorados ex-presidentes do Conselho Deliberativo Estadual (CDE): José Severiano, Bruno Cotta, João César Dotto, Carlos Sasai, Jurilande Aragão e José Adriano; além de ex-presidentes do Conselho Fiscal: Antônio Leônidas Neto, Eliene Sampaio, Wilson Isquierdo, Vandré da Costa Prado e Maurício Prado (in memoriam).
As honrarias também foram entregues a ex-dirigentes da instituição e a seus representantes.
Ex-superintendentes: Leandro Domingos, Jorge Tomás, George Pinheiro (in memoriam), Orlando Sabino, João Fecury e Mâncio Cordeiro.
Ex-diretores técnicos: Adalberto Carvalho, Tristão Cavalcante, Elizabeth Monteiro e Lauro Santos.
Ex-diretores de Administração e Finanças: Sérgio Rony, Rosa Nakamura, Kleber Campos e Francinei Santos.
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Acre
Polícia Civil localiza corpo enterrado em Rio Branco após três meses de investigação; vítima pode ser jovem desaparecido em dezembro
Cães farejadores do Corpo de Bombeiros foram fundamentais para encontrar local exato do enterro; exames periciais devem confirmar identidade

O corpo foi exumado pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima. Foto: captada
A Polícia Civil do Acre (PCAC) localizou, na manhã desta sexta-feira (13), um corpo enterrado em uma área de mata em Rio Branco, após três meses de investigações. De acordo com a corporação, o corpo pode ser de Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025.
O trabalho foi conduzido pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que desde o registro do desaparecimento investigava o caso, realizando levantamentos de informações e varreduras em áreas apontadas durante o curso da investigação. O trabalho persistente das equipes resultou na localização do ponto onde o corpo havia sido ocultado.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
Ação integrada
No local, atuaram de forma integrada equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e da Perícia Técnica. O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno.

O corpo enterrado em uma área de mata que pode pertencer ao nacional Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025, em Rio Branco. Foto: captada
Os cães farejadores conseguiram identificar vestígios humanos no terreno, permitindo a delimitação precisa da área para escavação e resgate. O corpo foi encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima, por meio de análises de vestígios biológicos e exames periciais.
As investigações seguem em andamento na Delegacia de Homicídios com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar criminalmente os envolvidos no caso.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
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Trabalhadores são sequestrados e executados em área de mata na Cidade do Povo
Adolescente de 17 anos, que tinha autismo, e jovem de 22 foram levados por criminosos após entrega de tijolos; polícia investiga possível relação com disputa entre facções
Os jovens executados a tiros na noite da última quinta-feira (12), em uma área de mata nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada na Rua Geraldo Leite, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, foram identificados como Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Souza, de 22 anos. O adolescente Gustavo possuía Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com informações da polícia, as vítimas trabalhavam em uma cerâmica e haviam ido realizar a entrega de tijolos em uma obra, acompanhadas de outros dois funcionários. Ao chegarem ao local, os quatro trabalhadores teriam sido abordados por integrantes de uma facção criminosa.
Ainda segundo a investigação inicial, os criminosos teriam descoberto que o irmão de Daniel supostamente integra uma organização criminosa rival. Durante a abordagem, os suspeitos teriam verificado os celulares das vítimas e encontrado imagens consideradas comprometedoras. Diante disso, decidiram levar Gustavo e Daniel para serem executados.
Os outros dois trabalhadores foram liberados pelos criminosos e deixaram o bairro às pressas, temendo também serem mortos.
As vítimas foram levadas para uma área de mata localizada aos fundos da estação de tratamento de esgoto do bairro, onde foram executadas com vários disparos de arma de fogo, inclusive na região da cabeça.
Policiais militares do 2º Batalhão estiveram no local, isolaram a área e acionaram a equipe da perícia criminal para os procedimentos de investigação. Após a conclusão dos trabalhos periciais, os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.
Familiares do adolescente Gustavo informaram que ele possuía Transtorno do Espectro Autista, fazia uso de medicação controlada e sonhava em melhorar de vida. Segundo parentes, o jovem era órfão de pai e ajudava no sustento da família.
O duplo homicídio, com características de execução, já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do caso.
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Bloqueio na Ponte Internacional entre Cobija e Brasiléia é suspenso temporariamente após negociação
Manifestação por reivindicações trabalhistas durou poucas horas; ministro boliviano deve chegar a Cobija no final da tarde para reunião

Representantes dos trabalhadores aguardam a chegada do ministro da Economia da Bolívia para tentar um acordo que evite a interdição. Foto: captada
Trabalhadores do Serviço Departamental de Estradas (Sedcam) e servidores municipais iniciaram, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (13), o bloqueio parcial da Ponte Internacional que liga a cidade de Cobija, na Bolívia, a Brasiléia, no Acre. A paralisação foi convocada pela central sindical departamental em apoio às reivindicações da categoria.
De acordo com informações dos manifestantes, o protesto exigia a presença do Ministério da Economia e Finanças Públicas da Bolívia para negociar diretamente com os trabalhadores e buscar uma solução para o conflito laboral.
Suspensão temporária
Após poucas horas de bloqueio, houve uma reunião com representantes do governo federal boliviano. Fontes informaram que ficou acertada a presença do ministro, que se encontrava em La Paz, com previsão de chegada a Cobija depois das 17h (horário boliviano). Diante do compromisso, os manifestantes decidiram suspender temporariamente a paralisação.

A mobilização, segundo os trabalhadores, é uma forma de pressionar o governo boliviano a apresentar uma solução para o problema. Foto: captada
O bloqueio, ainda que breve, afetou a circulação de pessoas e veículos na principal rota de integração entre os dois países na região. A ponte é crucial para o comércio e o trânsito de trabalhadores, turistas, estudantes, comércio e viajantes entre Brasil e Bolívia no extremo oeste do Acre.
Um dirigente sindical, que preferiu não ser identificado, afirmou que a mobilização será retomada caso não haja avanços concretos no diálogo. “O bloqueio será montado novamente e será mantido por tempo indeterminado enquanto não houver um acordo que atenda às demandas dos trabalhadores afetados”, declarou.

Tensão trabalhista
A paralisação ocorre em meio a um cenário de instabilidade trabalhista no município. No final de fevereiro, a prefeita de Cobija, Ana Lucía Reis, foi detida ao desembarcar na cidade em decorrência de denúncias relacionadas ao não pagamento de benefícios sociais a trabalhadores municipais.
Na ocasião, o secretário de Planejamento do município explicou que as dívidas correspondem a benefícios sociais de gestões anteriores e que a prefeita enfrentava seis ordens de apreensão, sendo a maior delas uma demanda de 6 milhões de bolivianos por parte do sindicato de trabalhadores municipalistas.
A categoria aguarda agora a chegada do ministro para a reunião prevista no final da tarde desta sexta-feira, dia 13, que pode definir os rumos do movimento.
A Ponte Internacional que liga Cobija a Brasiléia é uma via crucial para o comércio e o trânsito de pessoas na fronteira. Autoridades brasileiras acompanham a situação e devem orientar viajantes sobre rotas alternativas enquanto perdurar o bloqueio.

Servidores aguardam chegada do ministro da Economia boliviano para tentar acordo e evitar interdição por tempo indeterminado. Foto: captada






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