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Sistema de alerta da Defesa Civil será testado no Centro-Oeste sábado

Moradores do Distrito Federal e de mais 12 municípios dos três estados da região Centro-Oeste receberão em caráter de teste, neste sábado (27), a partir das 15 horas (horário de Brasília), alertas de emergência demonstrativos da Defesa Civil sobre riscos de desastres naturais de grande perigo.

A meta do teste da ferramenta Defesa Civil Alerta (DCA) é simular o aviso às pessoas que estejam em localidades com risco iminente, por exemplo, de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais e chuvas de granizo, entre outros, para possam adotar medidas de proteção.
Além de Brasília e regiões administrativas do Distrito Federal, os seguintes municípios estão na lista para receber alertas simulados sobre a iminência de risco de desastres naturais:
· Goiânia, Itumbiara, Formosa e Cidade de Goiás, em Goiás;
· Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul;
· Cuiabá, Rondonópolis, Tangará da Serra e Rio Branco, em Mato Grosso.
Os alertas serão sonoros e/ou visuais enviados a todos os aparelhos celulares das localidades em teste, conectados à rede móvel de tecnologia 4G ou 5G. A comunicação de riscos será feita na língua portuguesa, inicialmente.
Como funciona
O dispositivo Defesa Civil Alerta usa tecnologia de transmissão via telefonia celular e o serviço é gratuito. Não é necessário cadastro prévio do usuário para receber as mensagens de alerta. Os smartphones lançados a partir de 2020 são compatíveis com a ferramenta. Por padrão, os aparelhos estão habilitados.
Por isso, o usuário não precisa alterar qualquer configuração no próprio celular para receber as mensagens enviadas.
O recurso funciona independente do pacote de dados móveis. O alerta aparecerá na tela do aparelho sobreposto a qualquer conteúdo que esteja sendo acessado no celular, mesmo que o usuário esteja usando internet, vendo vídeos ou ouvindo música ou com o aparelho no modo silencioso.
Porém, se o celular estiver somente conectado no Wi-Fi, o alerta não será recebido, porque é necessário estar conectado à rede móvel 4G ou 5G.
Para pessoas com dificuldades visuais, além do alerta sonoro, existe uma funcionalidade no celular que permite a leitura do alerta.
Prevenção de desastres
O Defesa Civil Alerta moderniza o sistema de prevenção de desastres do país e complementa os envios de alertas por outros meios, que não serão substituídos: SMS, TV por assinatura, Whatsapp, Telegram e Google Public Alerts.
A depender da gravidade do alerta, o sistema também poderá emitir um sinal sonoro similar a uma sirene.
O conteúdo dos alertas e o momento de envio dos conteúdos são de responsabilidade dos departamentos de defesas civis de estados e municípios.
Não haverá cobrança para o recebimento de alertas de emergência. Desta forma, qualquer contato recebido em nome de prestadora ou instituição solicitando o pagamento de valores representa uma tentativa de golpe.
Sistema testado
O Defesa Civil Alerta (DCA) foi desenvolvido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com suporte técnico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e participação do Ministério das Comunicações (MCom), Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR), operadoras de telefonia móvel e defesas civis estaduais e municipais.
A implantação do DCA foi feita em fases. Os primeiros alertas do Defesa Civil Alerta (DCA) foram emitidos em agosto de 2024, na etapa piloto realizada em 11 municípios das regiões Sul e Sudeste. A partir de 4 de dezembro de 2024, todos os estados dessas regiões estavam aptos a utilizar a tecnologia.
Em junho deste ano, após capacitações realizadas entre março e abril, os nove estados do Nordeste também passaram a contar com o sistema. O envio de alerta de demonstração foi feito em 14 de junho, com início oficial da operação em 18 de junho.
As regiões Norte, Centro-Oeste e o Distrito Federal já tiveram seus agentes estaduais de defesa civil capacitados em maio e junho passado.
Este mês, o serviço será habilitado no Norte do Brasil.
Por fim, com a etapa de teste na região Centro-Oeste, o Defesa Civil Alerta estará disponível, efetivamente, às populações do Centro-Oeste, no mês de outubro de 2025.
Os testes deste sábado concluirão a nacionalização da nova ferramenta da Defesa Civil Nacional para desastres de grande perigo.
Dúvidas
Saiba mais sobre a ferramenta Defesa Civil Alerta no site do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Em caso de dúvidas sobre os sistemas de alerta de desastres, é possível entrar em contato com a Anatel por meio dos canais de atendimento disponíveis (telefone 1331 ou pelo Anatel Consumidor – Portal da Agência ou com os órgãos competentes de defesa civil do Distrito Federal, estado ou município.
Outro tipo de alerta
Se o usuário de celular também quiser receber alertas de emergência via WhatsApp é necessário se cadastrar pelo telefone (61) 2034-4611 ou pelo link, e, em seguida, interagir com o chatbot (robô de atendimento), enviando um “Oi”.
Após essa primeira interação, o usuário poderá compartilhar sua localização atual ou escolher qualquer outra do seu interesse e, dessa forma, receber as mensagens encaminhadas pelos órgãos de defesa civil locais.
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Correios retomam atendimento em Porto Walter após quatro meses fechados
Agência voltou a funcionar na quinta-feira (19); único acesso da população a serviços postais, unidade havia sido interrompida por “questões de ordem interna” em setembro de 2025

Porto Walter é um dos municípios isolados no Acre e as únicas opões de deslocamento são por via aérea ou fluvial quando o nível dos rios permite navegação. Foto: captada
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) retomou os atendimentos da agência de Porto Walter, no interior do Acre, após a unidade ficar fechada por quatro meses. O serviço é o único acesso da população aos serviços de postagem e recebimento de encomendas.
A estatal informou que os atendimentos recomeçaram na última quinta-feira (19). O serviço havia sido interrompido em 13 de setembro do ano passado, por “questões de ordem interna”, segundo o órgão à época.
Quando a agência foi fechada, a estatal disse em nota que a única alternativa era a população buscar atendimento nos municípios vizinhos, como Cruzeiro do Sul, distante cerca de 70 quilômetros. Porto Walter é um dos municípios isolados no Acre e as únicas opções de deslocamento são por via aérea ou fluvial quando o nível dos rios permite navegação.
À época, os Correios ainda disseram que estavam atuando para restabelecer o funcionamento da unidade “o mais breve possível”, mas ainda não tinham uma data estipulada para o retorno dos serviços na região.
Movimento e localização
A unidade em Porto Walter registra uma média mensal de quase 900 objetos, entre postagens e entregas internas, segundo os Correios. Com o retorno dos atendimentos, a agência segue funcionando no mesmo endereço: Rua Projetada, nº 20, no Centro do município.
Porto Walter fica localizada às margens do Rio Juruá, e tem pouco mais de 10,7 mil habitantes. O município, junto de Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus, está entre os mais isolados do estado por não terem acesso terrestre.
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Leilão vai ampliar cobertura 5G para mais de 15 mil pessoas em 6 municípios do Acre, diz ministério
Edital foi lançado neste mês e tem foco em áreas rurais e rodovias. Somente na BR-364, expectativa é de que 471,6 km que atualmente não possuem cobertura passem a ter sinal

Leilão da faixa de 700 MHz vai permitir ampliar cobertura 5G e 4G no estado. Foto: Victor Lebre/g1
Por Victor Lebre
Um novo leilão de faixas de internet e telefonia móvel no Acre, que vai ocorrer em abril, pretende ampliar o acesso aos serviços com tecnologia 5G a mais de 15 mil pessoas em seis municípios do Acre, segundo dados do Ministério das Comunicações.
Segundo a pasta, o edital foi lançado este mês e tem foco em áreas rurais e rodovias que percorrem o estado. Somente na BR-364, a expectativa é de que 471,6 km que atualmente não possuem cobertura passem a ter sinal.
A licitação corresponde à faixa de 700 MHz, que vai permitir ampliar tanto a cobertura de 5G quanto do 4G, que segue operante no país. Conforme o governo federal, a liberação desta faixa foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o aproveitamento das frequências, abrindo espaço para a expansão dos serviços móveis.
“Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, declarou o ministro Frederico de Siqueira Filho.
Os municípios contemplados pelo edital são:
- Cruzeiro do Sul;
- Marechal Thaumaturgo;
- Porto Acre;
- Rio Branco;
- Rodrigues Alves e
- Senador Guiomard.
Já os trechos da BR-364 que passarão a ter cobertura, conforme a licitação, compreende as cidades de Acrelândia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá.
O espectro de 700 MHz será dividido em blocos regionais, sendo que cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
Segundo o ministério, o processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.

Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G. Foto: Wagner Magalhães/Arte G1
Cobertura
Mais de três anos após a ativação da tecnologia 5G, esta modalidade de conexão chega a menos da metade da população do Acre, com cobertura de 46%. As informações constam em um painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), baseado em dados de estações licenciadas das operadoras.
Com apenas três operadoras em atuação no estado, o alcance da tecnologia também fica abaixo da metade considerando o total de domicílios: 47,5%. Além disso, apenas sete dos 22 municípios acreanos têm cobertura.
Os índices deixam o estado abaixo da média nacional, que é de 65% da população com acesso ao 5G, acima da meta de 57,6% até 2027. Além disso, a cobertura chega a 67,3% dos domicílios do país.
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Justiça nega liberdade a suspeito de matar homem a tiros no Parque da Maternidade em Rio Branco
Defesa de Rony Cley de Souza Figueiredo entrou com pedido de revogação da prisão preventiva do cliente, alegando que ele é pai de duas crianças e deficiente. Contudo, juiz negou pedido e afirmou que fatores não justificam o crime

Roni Cley de Souza Figueiredo, de 48 anos, foi preso no dia 6 de janeiro, suspeito de atirar em Alan Victor da Silva, de 30 anos. Foto: Cedida
Por Walace Gomes
A Justiça do Acre negou o pedido de anulação da prisão preventiva do mecânico Rony Cley de Souza Figueiredo, suspeito de matar Alan Victor da Silva, de 30 anos em 6 de janeiro deste ano, no Canal da Maternidade em Rio Branco.
O segundo suspeito, Acir Thomas, responde ao processo em liberdade, visto que, segundo a decisão, o homem é proprietário de uma oficina mecânica, local onde poderá ser encontrado para novos interrogatórios sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. Conforme o processo, o crime foi motivado pela suspeita de que Alan teria roubado uma televisão.
A vítima ficou gravemente ferida, recebeu os primeiros atendimentos no local e precisou ser levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto Socorro da capital, onde acabou morrendo.
A defesa de Rony alegou que o suspeito é réu primário e pai de dois filhos menores de idade. Ainda segundo o advogado, o mecânico também possui deficiência visual em um dos olhos, o que demanda cuidados especiais. Com isso, o advogado pediu a fixação de medidas cautelares ao invés de prisão.
Na decisão, o juiz Fábio Alexandre Costa de Farias ressaltou que o fato de o suspeito ter filhos e ser deficiente não o autoriza cometer crimes. O magistrado citou ainda que o delito aconteceu à luz do dia e próximo ao Terminal Urbano, um dos pontos mais movimentados da capital, o que demonstra risco à ordem pública.
Ainda segundo o magistrado, a defesa não comprovou que Rony seja o único responsável pelo cuidado dos filhos, ou que sua condição de saúde o impeça de continuar recluso.
O mecânico foi preso em flagrante no mesmo dia do crime e está detido no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.
Relembre o caso
Alan Victor da Silva, de 30 anos, caminhava no Canal da Maternidade no dia 6 de janeiro quando foi abordado. Os dois disparos atingiram o pescoço e as costas. A vítima ficou gravemente e ainda chegou a ser socorrido, porém, morreu menos de 24 horas após o ataque.
De acordo com a denúncia, Acir teria descido do veículo com uma espingarda e feito dois disparos que atingiram Alan. À época, a denúncia foi feita pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Na época, de acordo com a Polícia Civil, durante o interrogatório, Rony confessou a participação no crime. Assim, ele e Acir Tomaz viraram réus pela morte do homem.

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