As atividades fazem parte da celebração pelos 120 anos de existência da Justiça no Acre e os 60 anos de instalação do TJAC
O município de Sena Madureira sediou em 1908, o primeiro Tribunal de Apelação do Território Federal, que foi extinto em 1917. Nesta quarta-feira, 3, depois de 107 anos, foi realizada uma sessão do Pleno Jurisdicional do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
Antes, foi entregue a obra de revitalização do Fórum Desembargador Vieira Ferreira, com a inauguração da Sala de Memória, seguida de uma Sessão Solene com as condecorações de autoridades, servidoras (es) e magistradas (os) com a Outorga da Ordem do Mérito Judiciário. Por fim, a Corte de Justiça realizou a sessão do Pleno.
As atividades fazem parte da celebração pelos 120 anos de existência da Justiça no Acre e os 60 anos de instalação do TJAC.
A Corte de Justiça esteve composta pela presidente do tribunal, desembargadora Regina Ferrari, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Samoel Evangelista, a decana da Corte, Eva Evangelista, o diretor da Escola do Poder Judiciário, desembargador Elcio Mendes, além da desembargadora Waldirene Cordeiro e dos desembargadores Roberto Barros, Francisco Djalma e Nonato Maia, e de forma virtual, a desembargadora Denise Bonfim. Representando o Ministério Público Estadual, o procurador de Justiça Celso Jerônimo.
Participaram da sessão solene, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), Rodrigo Aiache, o presidente da Associação dos Magistrados do Acre, Gilberto Matos, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e a deputada Federal, Meire Serafim. Representando o governo do Acre, o delegado de Polícia Civil Thiago Parente, e a presidente da Câmara Municipal de Sena Madureira, vereadora Ivoneide Bernardino.
Os magistrados Caíque Cirano (diretor do Foro), Fábio Farias, Eder Viegas, Elielton Zanoli, também prestigiaram a solenidade e a sessão, junto às servidoras e servidores, e convidados.
O desembargador aposentado, jornalista e historiador Arquilau de Castro Melo foi responsável por apresentar uma rica apresentação sobre a histórica sobre a Comarca de Sena Madureira.
Celebração
Depois do hasteamento dos pavilhões, descerramento da placa e abertura para visitação da Sala de Memória, a presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, ressaltou na sessão solene realizada no Tribunal do Júri, ser este um momento especial, que vai além de entrega de reforma e homenagens, mas de celebração da história do Judiciário acreano.
“Ao olharmos para o passado, lembramos com respeito e gratidão que esta cidade foi o berço do primeiro Tribunal de Apelação do Território do Acre, um marco crucial na evolução do nosso sistema judicial. Hoje, 107 anos da extinção do Tribunal de Apelação de Sena Madureira, realizamos uma Sessão do Pleno do Tribunal de Justiça nessa Comarca, honrando essa herança histórica”, disse Ferrari.
A desembargadora também ressaltou que a Sala de Memória inaugurada, “se torna não apenas um espaço físico, mas um elo vivo com o passado, um testemunho das lutas e conquistas daqueles que vieram antes de nós. É um lugar onde as histórias de juízes, advogados, servidores e cidadãos se entrelaçam, formando o tecido que sustenta a justiça e a ordem em nossa sociedade”.
A presidente falou das condecorações às pessoas que contribuíram com a Justiça, e das melhorias que a administração tem buscado ampliar na infraestrutura do Poder Judiciário, proporcionando melhores condições de trabalho e melhor atendimento aos cidadãos.
A decana da Corte, desembargadora Eva Evangelista, que foi a primeira juíza de Direito a atuar no município, também se pronunciou sobre a emoção ao prestigiar esse novo momento.
“Somos vidas e mãos entrelaçadas. Toda essa história contada hoje, ela foi um pouco de cada um. Homenageio aos juízes que aqui passaram. Como o hino de Sena Madureira fala das águas caudalosas do rio Iaco, eu quero deixar aqui esse canto de esperança e paz”, ressaltou Eva Evangelista.
Homenagens
Instituída pela Resolução 283/2022, a Ordem do Mérito Judiciário, é destinada a conferir aos que, por mérito pessoal ou profissional, ações ou benemerência, tenham se tornado merecedores do reconhecimento do Poder Judiciário do Estado do Acre.
A Comissão de Honraria e Mérito aprovou a concessão da honraria na Ordem do Mérito Judiciário, no grau Grã-Cruz, ao desembargador aposentado, Pedro Ranzi.
No grau Grande Oficial, foram condecorados à ex-governadora do Acre, Iolanda Lima, ao servidor Esmerindo Sales da Costa (admissão em 1970), e à servidora Maria de Lourdes Diniz da Cruz (admissão em 1987).
In memoriam, também no grau Grande Oficial, foi aprovada a concessão da honraria ao advogado Ulisses Dávila Modesto, e a primeira escrivã da Comarca (janeiro de 1969), Zely Alves Sales Costa.
Com a trajetória profissional com atuação no município, o desembargador Pedro Ranzi agradeceu pelo reconhecimento. “Eu volto à Sena Madureira, onde sou cidadão de Sena Madureira, recebi com muita honra esse título. Aqui militei como magistrado, fiquei 35 anos no Tribunal de Justiça e me sinto recompensado por esse gesto de tanta galhardia e saberei honrar. Agradeço aos meus pares que aprovaram o meu nome para este momento no grande município de Sena Madureira, que nos honrou e nos honra com a luta de seu povo”, frisou.
A servidora Maria de Lourdes, que não sabia que seria condecorada, foi aplaudida pelos colegas. Emocionada, ela também agradeceu pelo reconhecimento
Revitalização
A obra de reforma do fórum de Sena Madureira teve um investimento de R$ 620 mil, recebendo toda uma readequação na entrada, ganhando duas guaritas de atendimento de informações-protocolo e de segurança, bem como rampa de acessibilidade na entrada principal e no estacionamento, que também teve fechamento da sua área, antes totalmente aberto.
Climatização, manutenção na rede elétrica, lógica, reformas das celas, torneiras de pressão de acordo com o Plano de Logística Sustentável, padronização do Júri, identidade visual e a criação da Sala de Memória.
Toda as benfeitorias na infraestrutura do fórum faz parte de uma série de obras que a administração do TJAC vem fazendo nas Comarcas, com intuito de continuar melhorando suas estruturas para o trabalho desenvolvido pelos servidores e magistrados, como também para o atendimento ao cidadão.
Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.
Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.
Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.
Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.
A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.
A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.
A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.
“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.
“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.
A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.
“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”
Mais investimentos em infraestrutura rural
Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.
O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.
Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.
Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.
“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.
“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.
Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais
Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada
A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.
Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.
A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.
Problemas recentes:
Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;
Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;
Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.
A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada
Impactos no tráfego:
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.
Prejuízos econômicos:
Aumento no consumo de combustível;
Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;
Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.
Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.
A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.
O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.
A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.
O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada
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