Acre
Senac Acre celebra formatura de 124 alunos do Novo Ensino Médio em Brasiléia e Epitaciolândia
O diretor regional do Senac Acre, Deywerson Galvão de Araújo, expressou o orgulho da instituição em oferecer formações que cumprem seu papel social e promovem uma educação inovadora para a qualificação da sociedade

O Senac Acre celebrou, na noite de quinta-feira, 27, a formatura de 124 alunos dos cursos técnicos ofertados pelo Novo Ensino Médio no município de Brasiléia e Epitaciolândia. Foto:
Na noite desta quinta-feira, 27, o Senac Acre realizou a cerimônia de formatura de 124 alunos dos cursos técnicos ofertados por meio do Novo Ensino Médio nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia. O evento, realizado na Igreja da Paz (Templo Central de Brasiléia), reuniu autoridades locais, gestores educacionais, familiares e convidados para celebrar a conquista dos formandos, que concluíram cursos técnicos em Administração, Recursos Humanos, Redes de Computadores e Informática.
A iniciativa faz parte de um programa que integra o ensino médio tradicional à formação técnica, proporcionando aos jovens novas oportunidades de qualificação profissional. Desde sua implementação, o programa já formou aproximadamente 800 alunos em todo o estado, fruto de uma parceria entre o Senac Acre e a Secretaria Estadual de Educação.

O diretor regional do Senac Acre, Deywerson Galvão de Araújo, destacou o orgulho da instituição em contribuir para a educação e a qualificação dos jovens
A solenidade contou com a presença de autoridades como o prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes de Souza, o vice-prefeito de Brasiléia, Amaral do Gelo, e o conselheiro da Federação do Comércio, José Luiz Revollo Junior, além de representantes da Secretaria de Educação e gestores escolares da região.
O diretor regional do Senac Acre, Deywerson Galvão de Araújo, destacou o orgulho da instituição em contribuir para a educação e a qualificação dos jovens. “Nos orgulhamos de poder ofertar cursos à sociedade, especialmente aos jovens do Novo Ensino Médio. Cumprimos nosso papel social e o compromisso de educar de forma inovadora, e continuaremos trabalhando para que esses alunos estejam cada vez mais qualificados,” afirmou.
A formatura simboliza não apenas a conclusão de uma etapa, mas também o início de novas oportunidades para os jovens, que agora estão mais preparados para ingressar no mercado de trabalho e contribuir para o desenvolvimento da região.
A coordenadora educacional do Núcleo de Educação Profissional do Senac em Brasiléia, Gildeia Oliveira Rodrigues Goulart, reforçou o impacto social dos cursos. “Através da educação profissional, transformamos vidas. Vimos a evolução desses alunos desde o primeiro dia e, hoje, entregamos 124 técnicos ao mercado, prontos para contribuir”, disse.
A formanda Lanna Gadelha, do curso Técnico em Recursos Humanos, demonstrou sua emoção ao relembrar a trajetória até a tão sonhada conclusão do curso. “Foi um pequeno passo, mas fundamental. O Senac me deu as ferramentas para seguir em frente. Hoje, vejo um futuro lindo pela frente”, reforçou.
Veja vídeo:
Imagens: Privilege Studio
Para o formando Diego Germano, do curso Técnico em Administração, a inclusão e o acolhimento proporcionados pela instituição foram fatores importantes para concluir o curso. “Como aluno da zona rural, nunca imaginei ter acesso a algo tão grandioso. O Senac me fez sentir parte da sociedade e visto pelo governo”, expressou.
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Secretário de Obras de Brasiléia vistoria ponte destruída por chuva no Ramal Santa Helena e promete reparo urgente
Estrutura no ramal Santa Helena (km 60 da BR-317), cedeu com volume de água; equipe técnica faz levantamento para resposta rápida e garantir tráfego rural

A expectativa é que os trabalhos de reconstrução ou substituição da ponte comecem assim que as condições do tempo permitirem, minimizando o isolamento das comunidades que dependem da passagem. Foto: captada
O secretário municipal de Obras, Transporte e Urbanismo de Brasiléia, Josué de Oliveira Elias, esteve na tarde desta terça-feira (27) no km 60 da BR-317, Ramal Santa Helena, para vistoriar uma ponte de madeira que desabou devido ao enorme volume de água das chuvas que atingiram a região de fronteira. Acompanhado de equipe técnica, ele realizou um levantamento dos danos e prometeu agir rapidamente para restabelecer o tráfego de moradores da zona rural.
A estrutura, que dá acesso a comunidades rurais, não resistiu à força da correnteza. A prefeitura afirmou que casos como esse são comuns no período chuvoso, mas destacou que está preparada para responder a emergências e garantir o direito de ir e vir da população.

O secretário municipal Josué Elias, vistoriou o local acompanhado de uma equipe técnica para planejar o reparo emergencial da estrutura, essencial para o tráfego de moradores rurais e extrativistas. Foto: captada
A região do Alto Acre tem registrado chuvas intensas nas últimas semanas, afetando estradas e pontes em vários municípios. A previsão é de que os trabalhos de reparo sejam iniciados assim que as condições do tempo permitirem.
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Produtores de castanha do Acre enfrentam barreiras para exportar para Bolívia e Peru por exigências fitossanitárias
Legislação federal sobre certificação travou envio do produto; estoques acumulam e prejuízos atingem toda a cadeia extrativista no estado

Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação. Foto: captada
Produtores de castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) no Acre estão com dificuldades para exportar o produto para países vizinhos, como Bolívia e Peru, devido a exigências de certificação fitossanitária previstas na legislação federal. A situação tem gerado acúmulo de estoques, redução na comercialização e prejuízos financeiros para comunidades extrativistas e cooperativas que dependem da venda internacional.
A falta de alinhamento entre os protocolos brasileiros e os requisitos dos países compradores tem sido apontada como principal entrave. Enquanto não há solução, produtores veem o produto perder valor de mercado e a safra ficar retida. O problema afeta especialmente a região do Alto Acre e regiões produtoras próximas à fronteira, onde a exportação para a Bolívia e o Peru e uma das principais rotas de escoamento.
Autoridades estaduais e representantes do setor buscam diálogo com o Ministério da Agricultura para flexibilizar ou adequar os trâmites, mas ainda não há previsão de normalização. A castanha é um dos produtos extrativistas mais importantes da economia acreana, gerando renda para milhares de famílias.
Diante do impasse, as comunidades extrativistas, os produtores foram recebidos pelo superintendente do MAPA no Acre, Paulo Felipe Teixeira Santos Trindade, em busca de diálogo e esclarecimentos. Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação.

A situação tem provocado acúmulo de estoques e prejuízos financeiros, impactando diretamente toda a cadeia produtiva ligada ao extrativismo no estado. Foto: captada
O extrativista e produtor Said Fahrat, em entrevista à jornalista Anne Nascimento, explicou que, apenas em sua propriedade, há aproximadamente 15 mil latas de castanha estocadas, sem possibilidade de comercialização na fronteira do acre com Bolívia e Peru. O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal, conforme estabelece a Portaria nº 177/2021, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A norma define procedimentos rigorosos para garantir a segurança fitossanitária dos produtos exportados, incluindo inspeções visuais e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo país importador. Na prática, porém, produtores afirmam que essas exigências têm dificultado o envio da castanha, que é um produto in natura e possui casca de origem vegetal.
“Já faz cerca de dois anos que estão exigindo que não tenha nem uma formiga. Castanha é madeira, a casca é madeira, e sempre aparece formiga. Isso acaba travando tudo”, relata o produtor, que atua no setor há mais de 40 anos.
Segundo ele, os países compradores não demonstram a mesma preocupação. “A Bolívia e o Peru aceitam o produto. Eles fazem a limpeza lá, tiram a sujeira, e isso não causa problema nenhum. Mesmo assim, a gente não consegue exportar”, afirma.
Disse mais.“A gente precisa vender. Tem muita gente com castanha parada, e toda a cadeia produtiva do Acre está sendo afetada”, destaca Farhat. Ele também alerta para os riscos econômicos da manutenção do cenário atual. “Se não for legalmente, há o risco de contrabando, e ninguém quer isso”, finaliza Said.

O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal. Foto: captada
A produção de castanha-do-brasil é um dos destaques do extrativismo do Acre.
Os cinco principais municípios produtores de castanha são:
- Xapuri (21%);
- Brasiléia (17%);
- Rio Branco (17%);
- Sena Madureira (15%);
- Epitaciolândia (11%).
A região do Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.
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Polícia Civil prende em Rio Branco acusado de ser “executor” de facção criminosa que se escondia em obra de influenciadora digital
Homem atuava como operário em construção no bairro Bom Sucesso; é suspeito de tortura por encomenda e violência a mando de organização criminosa
O Disfarce no Canteiro de Obras, foi descoberto após investigação da Polícia Civil. A prisão ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Foto: captadaUm homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado como executor de alta periculosidade de uma organização criminosa que atua no Acre, foi preso na tarde desta terça-feira (27) no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Ele estava trabalhando como operário na construção da casa de uma influenciadora digital local, tentando se esconder sob a identidade de trabalhador comum.
A operação foi realizada pela Delegacia-Geral de Manoel Urbano com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, G. S. S. é suspeito de cometer tortura por encomenda e atos violentos a mando da facção, além de integrar esquemas de execução e intimidação em Rio Branco e no interior.
A influenciadora, cujo nome não foi divulgado, não teria conhecimento do histórico do operário. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais.

O criminoso se passava por um trabalhador comum sob a supervisão de um mestre de obras, tentando evitar qualquer comportamento que levantasse suspeitas entre os colegas de trabalho. Foto: captada










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