Acre
Sem acordo, servidores da Ufac decidem manter greve
Grevistas querem ser recebidos por ministério da Educação.
Greve já dura quase três meses.
G1
Os professores e técnicos da Universidade Federal do Acre (Ufac) já completaram quase três meses em greve e não há previsão para que essa situação mude. Segundo o primeiro-secretário da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), Moisés Lobão, em assembleia realizada, nesta terça-feira (18), a categoria decidiu rejeitar a proposta de voltar ao trabalho na próxima segunda-feira (24) e manter a paralisação por tempo indeterminado.
“Continuamos no processo de forçar o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, a receber a categoria. Em quase três meses de greve, até hoje só fomos recebidos por assessores do ministério. O ministro não nos recebeu, e estamos enviando várias solicitações para que ele se reúna com o comando de greve, porque isso é uma falta de respeito com os professores e técnicos das universidades”, diz.
O primeiro-secretário afirma que essa não é uma luta somente por questão salarial, mas sim pelo “caráter público” das universidades. Segundo Lobão, a universidade nunca esteve tão ameaçada como agora, por causa de cortes no orçamento e outras medidas que segundo ele, estariam fazendo com que a instituição fosse “privatizada”.
Além a pauta nacional, no Acre, os servidores pedem ainda a melhoria nas condições de trabalho. “Infelizmente a intransigência é tanto do governo federal como da reitoria da Ufac. Diante das nossas reivindicações, a reitoria apenas nos retornou um documento com uma resposta bastante vazia dizendo que a gestão cumpria com todas as normas. Mas, na verdade o que estamos colocando são os problemas que ocorrem internamente e que precisam, a partir do diálogo, serem resolvidos”, finaliza.
Entenda o caso
Os professores da Ufac aderiram ao movimento nacional e deflagraram greve no dia 29 de maio, no campus de Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. Dentre as reivindicações, a categoria pede melhores condições de trabalho e valorização salarial. Os docentes são contra o risco da contratação de profissionais terceirizados e defendem a autonomia da instituição.
Em nota, o Ministério da Educação, que em nota diz que “está aberto ao diálogo com todas as entidades representativas dos docentes e técnicos administrativos das instituições federais”.
O órgão salienta ainda que “tem acompanhado a mesa de negociação salarial com as entidades representativas e o Ministério do Planejamento”. O MEC finaliza a nota dizendo que “em 2015 docentes e técnicos administrativos das instituições federais já tiveram reajuste por conta do acordo de 2012”.
O MEC diz ainda que o Ministério do Planejamento é quem está responsável pelas negociações salariais.
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Acre
Gladson diz não poder “impedir” candidatura de Bocalom ao governo do Acre e reafirma apoio a Mailza Assis
Governador diz que não pode impedir possível candidatura do prefeito Tião Bocalom, mas defende “chapa forte” com a vice-governadora

Governador reafirma apoio à vice-governadora Mailza Assis para sucessão estadual e defende união da direita nas eleições de 2026. Foto: captada
O governador Gladson Camelí (Progressistas) reafirmou seu apoio à candidatura da vice-governadora Mailza Assis (Progressistas) ao governo do Acre em 2026, em meio ao cenário político que envolve a possível disputa do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL). Em entrevista à imprensa acreana, Camelí também confirmou sua pré-candidatura ao Senado.
Camelí comentou a movimentação de Bocalom, que deve se afastar da prefeitura em fevereiro — e não em abril, como a maior parte dos gestores com intenção eleitoral. O governador afirmou que não pode interferir na decisão do prefeito, mas destacou que trabalha para montar “uma chapa forte” com Mailza como candidata ao Palácio Rio Branco.
“Eu não tenho como impedir Bocalom de ser candidato, mas tenho que montar minha chapa. O que posso afirmar é que sou pré-candidato ao Senado e que Mailza é, sem nenhuma dúvida, a minha candidata ao Governo, e pronto”, declarou Camelí.
O governador também defendeu a união da direita como caminho viável para a sucessão estadual. “A união da direita seria ideal, mas não posso impedir ninguém de ser candidato. É a democracia que defendo até o último minuto”, concluiu.
Em meio à movimentação política para as eleições do próximo ano, o governador destacou que, embora não possa interferir na decisão de Bocalom, segue trabalhando para formar uma “chapa forte” com Mailza. Ele também confirmou na entrevista sua própria pré-candidatura ao Senado.
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Acre
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Acre
Governo federal libera R$ 2,3 milhões ao Acre para combater praga que ameaça plantações de cacau
Convênio com o Idaf visa conter a monilíase, doença considerada uma das mais graves para a cacauicultura na Amazônia; ações de vigilância e erradicação serão intensificadas

Doença é uma das principais ameaças à cacauicultura na Amazônia; recursos serão usados em vigilância, prevenção, contenção e ações emergenciais até abril de 2027. Foto: captada
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) celebraram um convênio de R$ 2.331.839,15 para o enfrentamento da monilíase do cacau, doença considerada uma das maiores ameaças à cacauicultura na região amazônica. Do total, R$ 2.261.883,98 serão transferidos pela União, e o estado terá contrapartida de R$ 69.955,17.
O acordo, publicado no Diário Oficial da União, visa atender ações emergenciais de prevenção, vigilância, contenção e erradicação do fungo Moniliophthora roreri, causador da doença. Os recursos serão aplicados em despesas correntes e de capital, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.
O convênio foi assinado em 31 de dezembro de 2025 e terá vigência até 1º de abril de 2027. A medida reforça a atuação integrada entre os governos federal e estadual para conter a praga e preservar a cadeia produtiva do cacau no Acre.
Detalhes do convênio:
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Valor total: R$ 2.331.839,15
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Recursos federais: R$ 2.261.883,98 (97% do total)
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Contrapartida do Idaf: R$ 69.955,17
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Vigência: 31/12/2025 a 01/04/2027
Ações previstas:
Os recursos serão aplicados em vigilância fitossanitária, prevenção, contenção e erradicação da doença, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.
Contexto da praga:
A monilíase do cacau ainda não foi registrada no Brasil, mas já avança em países vizinhos como Peru e Colômbia. Se introduzida, pode destruir até 90% da produção de cacau e cupuaçu, afetando pequenos agricultores e a economia regional.
Medidas emergenciais:
O convênio permitirá ao Idaf:
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Reforçar barreiras fitossanitárias nas fronteiras;
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Realizar inspeções e coletas em propriedades rurais;
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Capacitar técnicos e produtores para identificação precoce;
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Adquirir equipamentos para diagnóstico e controle.
O Idaf deverá apresentar um plano operacional detalhando as ações por município. Enquanto isso, a fiscalização em portos, aeroportos e estradas será intensificada para evitar a entrada do fungo no território acreano.
A detecção precoce é considerada crucial: caso a praga entre no Brasil, o Acre seria uma das primeiras rotas de entrada, devido à sua fronteira com o Peru – país onde a doença já está presente.



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