Conecte-se conosco

Acre

Segurança: mudança em sistema pode gerar mais lentidão

Publicado

em

Governo não renova contrato e empresa alega dívida milionária

Itaan Arruda (Foto: Agência de Notícias do Acre)

A CompNet, empresa que oferecia o Sistema Integrado de Gestão Operacional para os órgão de Segurança Pública, alega que o Governo do Acre não pagou R$ 1,2 milhão referentes a serviços prestados. De acordo com a empresa, são dívidas que remontam a 2014.

Além de não pagar a suposta dívida, o contrato não foi renovado a partir de 2016. Desses R$ 1,2 milhão, o Governo do Acre reconhece R$ 200 mil. A Secretaria de Estado de Segurança Pública encaminhou o problema para o departamento jurídico, que ainda não tornou público nenhum parecer técnico sobre a situação.

O interesse público em questão guarda relação com a agilidade na prestação de serviços na área de Segurança. Segundo a direção da empresa, em recente material divulgado para a imprensa, o Sigo “era responsável por toda a organização e celeridade dos procedimentos do efetivo da Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Sistema Penal, Perícia, Perícia, Centro de Comando e demais departamentos”.

O Governo do Acre anunciou a mudança de sistema de informação no fim de janeiro. Em reportagem divulgada na Agência de Notícias do Acre, o Governo do Estado justificou a mudança do Sigo para o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Governo Federal.

“Estamos saindo de uma base local de dados com informação da área de Segurança Pública para uma plataforma mais extensa. Também passamos a consumir dados de outros estados da federação, ampliando a área de pesquisa da inteligência policial e dinamizando os registros de notícia crime”, argumentou, na ocasião do anúncio da mudança, o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias.

Os representantes da CompNet alegam que já tentaram acordos com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e com a Secretaria de Estado de Fazenda, mas nada foi resolvido. Anunciam que vão judicializar o caso, denunciando, inclusive ao Ministério Público. “A nossa surpresa é que estávamos em processo de negociação com o governo, e ficamos sabendo da substituição pela imprensa”, diz a empresa.

O custo mensal do Sigo era, de acordo com o Governo, de R$ 75 mil. O aperfeiçoamento do sistema exigia investimentos em maquinários novos, condição impossível de ser atendida no atual cenário de crise. O Sinesp, justifica o Governo do Acre, é gratuito, com plataforma de informações mais amplas e ainda tem o suporte do Governo Federal.

O Governo do Acre deve formular uma nota explicativa sobre o problema ainda nesta segunda-feira.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Educação como antídoto: escolas do Acre viram linha de frente contra o Aedes aegypti

Publicado

em

Projeto “Todos contra o Aedes” transforma alunos e professores da rede pública em agentes de saúde e mobilização comunitária para conter dengue, zika e chikungunya

A rede pública de ensino do Acre assumiu um papel decisivo na luta contra as arboviroses. Com o projeto “Todos contra o Aedes aegypti”, escolas se tornaram centros de mobilização e aprendizado, unindo educação, ciência e cidadania no combate aos focos de dengue, zika e chikungunya. A iniciativa mostra, na prática, como o conhecimento pode salvar vidas e transformar hábitos.

Desenvolvido pelo Instituto Sapien, com financiamento do Ministério da Saúde e apoio da Sesacre, da Secretaria de Educação e Cultura (SEE) e do Governo do Acre, o projeto já alcança 15,4 mil alunos e 616 professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental em dez municípios. Com materiais pedagógicos interativos, jogos, vídeos educativos e atividades em campo, o programa ensina como identificar e eliminar criadouros do mosquito, levando o aprendizado para além da sala de aula — até as casas e comunidades.

O contexto reforça a urgência dessa ação. Somente no início de 2024, o Acre registrou 6.510 casos prováveis de dengue, sendo 1.174 confirmados, segundo balanço da Sesacre. A incidência chegou a 784,3 casos por 100 mil habitantes, com ocorrências em 21 dos 22 municípios. Diante desse cenário, intensificar ações de educação e prevenção tornou-se prioridade.

Nas escolas, professores são capacitados para tratar o tema de forma transversal, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As atividades integram ciência, cidadania e responsabilidade coletiva. Estudantes participam de rodas de conversa, produzem campanhas educativas, realizam vistorias e aprendem a orientar familiares e vizinhos sobre como eliminar criadouros.

Cada aluno se torna um multiplicador de informação, apto a identificar riscos e incentivar a mudança de comportamento. E pequenas mudanças como tampar reservatórios e eliminar água parada podem fazer uma diferença enorme, reduzindo significativamente a presença do Aedes.

O projeto também investe em monitoramento e avaliação de resultados, para medir impactos e aperfeiçoar metodologias. O modelo aplicado no Acre tem potencial para inspirar outras regiões do país, mostrando que educação e saúde são aliadas estratégicas na prevenção de doenças e na construção de comunidades mais conscientes.

No Instagram @todoscontraoaedesaegypti.

O convite é claro: a luta contra o Aedes começa em cada casa — e a transformação começa com a educação.

Comentários

Continue lendo

Acre

Acre é o 6º em infraestrutura no Norte e 26º no país, aponta Ranking de Competitividade 2025

Publicado

em

Estudo aponta baixo investimento, destinação inadequada de recursos e deficiências regulatórias como entraves; setor é o 3º pilar mais importante do índice

O levantamento reforça que a fragilidade na infraestrutura segue como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento econômico no país. Foto: captada 

O Acre ocupa a 6ª posição entre os estados da Região Norte e figura na 26ª colocação no ranking nacional de infraestrutura, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O estudo aponta que a fragilidade em áreas como malha rodoviária, fornecimento de energia, telecomunicações, saneamento básico e transporte aéreo segue como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento econômico no estado.

O levantamento atribui a posição a fatores como baixo volume de investimentos, destinação inadequada de recursos públicos e deficiências regulatórias, que impactam a capacidade de crescimento local. A infraestrutura é o terceiro pilar mais relevante da avaliação, com peso de 11,4% no índice geral, analisando indicadores de acesso, qualidade e custo dos serviços.

O estudo reforça que, mesmo quando os sistemas estão presentes, muitos operam em condições inadequadas ou com custos elevados, o que afeta tanto a população quanto o setor produtivo. A situação reflete desafios que vão desde a ausência de estrutura essencial até a precariedade dos serviços ofertados, limitando a competitividade do estado no cenário nacional.

Peso da infraestrutura no ranking:
  • Terceiro pilar mais relevante, com 11,4% de influência no índice geral;

  • Indicadores analisados: Malha rodoviária, fornecimento de energia, telecomunicações, saneamento básico e transporte aéreo;

  • Critérios: Acesso, qualidade e custo dos serviços.

Principais gargalos no Acre:
  • Rodovias: BR-364 e AC-40 em estado crítico, com trechos interditados e alto custo logístico;

  • Energia: Altos preços e falhas frequentes no fornecimento, especialmente no interior;

  • Saneamento: Menos de 30% da população tem acesso à coleta de esgoto;

  • Telecomunicações: Cobertura irregular de internet em comunidades rurais.

A infraestrutura precária eleva o custo de produção, desestimula investimentos privados e prejudica a competitividade de setores como o agronegócio e o turismo.

O estado fica à frente apenas do Amapá (27º) no Norte, mas abaixo de Rondônia (21º), Amazonas (22º) e Pará (23º).

A posição 26ª no país reflete um problema crônico: o estado não consegue atrair investimentos significativos justamente por carecer das condições básicas (estradas, energia, comunicação) que seriam necessárias para alavancá-los – um círculo vicioso que exige intervenção estratégica e parcerias com a União.

Comentários

Continue lendo

Acre

Corpo é encontrado boiando no Rio Acre dentro de saco amarrado, na zona rural de Rio Branco

Publicado

em

Vítima ainda não identificada foi localizada por morador da região; Polícia Civil investiga o caso como homicídio

O Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite desta terça-feira (3), o corpo de um homem ainda não identificado, encontrado boiando no Rio Acre, nas proximidades do Ramal da Usina, na zona rural de Rio Branco.

De acordo com informações preliminares, um morador da região navegava pelo rio em uma canoa quando percebeu um volume sendo levado pela correnteza. Ao se aproximar para verificar, constatou que se tratava de um corpo humano enrolado e amarrado dentro de um saco.

Diante da situação, o colono acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros. Uma guarnição do Pelotão Náutico foi deslocada até o local e realizou o resgate do cadáver, que estava amarrado próximo a uma embarcação, aguardando a retirada pela equipe especializada.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e realizou o recolhimento do corpo, que foi encaminhado à sede do órgão, no bairro da Base, onde passará por exames periciais. Segundo as autoridades, a vítima aparenta ser um homem com idade estimada entre 60 e 70 anos e será submetida a procedimentos de papiloscopia para identificação.

Inicialmente, não foram constatados sinais aparentes de violência. No entanto, a Polícia Civil trata o caso como homicídio, devido ao fato de o corpo ter sido ensacado e amarrado antes de ser lançado no rio.

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

Comentários

Continue lendo