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Secretário de Saúde do Acre afirma que internação psiquiátrica será mantida apenas como último recurso

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Pedro Pascoal reforça compromisso com Lei da Reforma Psiquiátrica durante coletiva; novo modelo prioriza tratamento em liberdade com acompanhamento nas comunidades

Secretário Pedro Pascoal assegura que nenhum paciente ficará sem suporte durante reestruturação dos serviços psiquiátricos; política prioriza atendimento comunitário. Foto: cedida 

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (13), o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, reafirmou que a internação de pacientes psiquiátricos será mantida apenas como último recurso, seguindo rigorosamente os princípios da Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001). A declaração foi dada após questionamentos sobre o futuro do tratamento de pacientes que necessitam de longos períodos de internação.

Segundo o secretário, o novo modelo de atenção psicossocial adotado no estado prevê tratamento prioritariamente em liberdade, dentro das comunidades, com acompanhamento contínuo das equipes de saúde. “A lei antimanicomial fala sobre a internação como último recurso. Os pacientes psiquiátricos fazem tratamento com medicação oral, que poderia ser feita em casa. Então, a internação é a última alternativa”, explicou Pascoal, reforçando o compromisso com a política de desinstitucionalização no atendimento em saúde mental.

O titular da Sesacre destacou que o objetivo é esgotar todas as possibilidades de atendimento comunitário antes de optar pela internação. Isso inclui terapias individuais e em grupo, acompanhamento pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), acolhimento em unidades especializadas e atendimento emergencial em UPAs ou pelo Samu.

“Quando já esgotamos as terapias comunitárias, individuais e o apoio dentro dos Caps e das unidades de acolhimento, aí sim, no momento de necessidade, o paciente pode ser internado”, disse o secretário.

Pedro Pascoal ressaltou ainda que o Estado já dispõe de leitos de saúde mental em hospitais gerais, garantindo o atendimento em casos de crise sem depender exclusivamente do modelo hospitalar psiquiátrico.

“Hoje, no pronto-socorro, nós temos leitos de saúde mental. É nesse tipo de estrutura que o paciente será acolhido quando precisar de internação”, completou.

O secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, reforçou que o governo estadual implementará a política de atenção psicossocial de forma gradual, responsável e humanizada, garantindo que nenhum paciente fique sem o suporte necessário durante o processo de reestruturação da rede de saúde mental. O compromisso foi reafirmado após a defesa da internação psiquiátrica apenas como último recurso, em conformidade com a Lei da Reforma Psiquiátrica.

A transição para o novo modelo, que prioriza o tratamento em liberdade com acompanhamento contínuo nas comunidades, será realizada com cuidado para assegurar a continuidade do atendimento a todos os usuários do sistema. A declaração do secretário busca tranquilizar a população sobre a manutenção dos serviços durante a reorganização dos fluxos de cuidado em saúde mental no estado, alinhando-se aos princípios da política antimanicomial.

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“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar”, alertam deputados da base governista

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Insatisfação com articulação política e centralização de decisões em secretários acende sinal de alerta no Palácio; parlamentares cobram protagonismo da futura governadora

Deputados defendem que Mailza se antecipe para conversar com a base, individualmente, o mais rápido possível antes da janela de transferência do dia 4. Foto: captada 

A menos de duas semanas da posse da vice-governadora Mailza Assis (PP) no comando do Executivo estadual, marcada para 2 de abril, o clima nos corredores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) é de tensão e incerteza. Deputados da base do governo consultados extraoficialmente durante a sessão ordinária desta quarta-feira (18) revelaram um sentimento comum: Mailza precisa começar a dar sinais claros de que “ela manda” e que sua palavra terá poder efetivo, sob risco de não ter base política para negociar após a transição.

A avaliação é compartilhada por cerca de 17 parlamentares que integram a base aliada. Segundo relatos, a falta de destreza nas articulações políticas e a escolha do secretário de governo, Luiz Calixto, para ficar na linha de frente de demandas consideradas sensíveis têm gerado insatisfação crescente entre os deputados.

Outro ponto que tem pesado negativamente é o protagonismo do secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, que, na visão de integrantes da base, teria escolhido um candidato “para chamar de seu”: o secretário de Relações Institucionais e suplente de deputado Fábio Rueda. A percepção é que essa centralização afasta os parlamentares da interlocução direta com a futura chefe do Executivo.

“Não queremos atravessadores”

Deputados defendem que Mailza se antecipe e converse individualmente com a base o mais rápido possível, antes do encerramento da janela partidária, em 4 de abril. O temor é que, sem uma postura mais firme e direta da vice-governadora, o governo perca capacidade de negociação e sofra debandadas ainda maiores — como as já protagonizadas por Eduardo Ribeiro (PSD) e, mais recentemente, por Tadeu Hassem (Republicanos) e sua irmã, a ex-prefeita Fernanda Hassem.

“Se Mailza não tomar as rédeas antes do dia 4, não vai ter base para negociar. Muita gente cogita isso só por falta de uma palavra mais firme da vice. Os deputados não estão querendo atravessador na relação para evitar ruídos”, disparou um parlamentar de alta influência na base governista.

Articulação frágil

A insatisfação ocorre em um momento em que Mailza ainda não assumiu formalmente o governo — o que acontecerá em 2 de abril, com a renúncia de Gladson Cameli, que deixará o cargo para disputar o Senado. Até lá, as conversas com a base têm sido conduzidas de forma protocolar, e a falta de definições claras sobre o futuro da gestão e das alianças eleitorais acirra os ânimos.

Aliados apontam que Mailza tem perfil reservado, mas ressaltam que o momento exige protagonismo. A expectativa é que, a partir de janeiro, a vice-governadora intensifique agendas públicas e articulações, mas, até agora, os sinais práticos de comando ainda são considerados tímidos.

Enquanto isso, o tabuleiro político segue em movimento, com lideranças avaliando seus destinos e a base governista à espera de um comando efetivo. A palavra final, como repetem os deputados, precisa vir de Mailza — e rápido.

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Semulher promove palestra sobre crescimento profissional e liderança feminina

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O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), realiza no dia 19, às 14h, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Rio Branco, a palestra “Os degraus ocultos da carreira feminina: vieses inconscientes, barreiras invisíveis e mindset de crescimento”, ministrada pela advogada e empreendedora Nara Pinski.

Nara Pinski ministra palestra sobre os desafios da carreira feminina no dia 19. Foto: Divulgação/Semulher

A atividade integra a programação do movimento “Março Delas: Acre pelas mulheres” e tem como objetivo promover reflexões sobre os desafios que ainda impactam a trajetória profissional das mulheres, como preconceitos estruturais, barreiras invisíveis no ambiente de trabalho e a importância do desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento.

Com mais de 20 anos de atuação em mentorias, consultorias e palestras voltadas ao empreendedorismo feminino, Nara Pinski compartilhará experiências e estratégias para fortalecer a presença feminina em espaços de liderança, incentivar o protagonismo das mulheres e ampliar oportunidades no mercado de trabalho.

A iniciativa busca criar um espaço de diálogo, aprendizado e troca de experiências, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, da liderança e da participação das mulheres nos diferentes setores da sociedade.

As inscrições são limitadas e seguem abertas. As pessoas interessadas podem se inscrever por meio do link disponível no perfil oficial da Semulher no Instagram (@semulherac).

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Idaf suspende exigência de vacina contra influenza equina para emissão de GTA no Acre

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Medida temporária atende recomendação federal diante da falta de imunizantes no país

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) decidiu suspender temporariamente a exigência de comprovação de vacinação contra influenza equina para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em todo o estado. A portaria foi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial do Estado (DOE).

A decisão ocorre após recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária, que identificou um desabastecimento nacional crítico de vacinas contra a doença. Segundo o órgão federal, a falta do imunizante tem dificultado o cumprimento da exigência sanitária por parte de produtores e organizadores de eventos agropecuários.

Com a suspensão, criadores e transportadores de equídeos, como cavalos, jumentos e mulas, ficam temporariamente dispensados de apresentar o comprovante de vacinação para obter a GTA, documento obrigatório para o transporte dos animais.

Apesar da flexibilização, o Idaf reforçou que permanecem válidas todas as demais exigências sanitárias previstas na legislação, e orienta que produtores continuem adotando medidas de prevenção e controle.

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