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Acre

Sebastião Viana pede aprovação de orçamento para 2016 na ALEAC – R$ 6 bilhões

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Com direito e pedido de carta branca para contrair novos empréstimos, Sebastião faz cortes nas verbas na segurança, saúde e Defensoria Pública, mas mantém inalterado o valor que gastará com publicidade em 2016

Do ac24horas.com

Os deputados estaduais devem aprovar nesta terça-feira (15) a Lei de Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2016. O governo do Acre prevê R$ 6.062.974.452,76 bilhões com as despesas com os órgãos públicos estaduais. Com direito a pedido de carta branca para contrair novos empréstimos sem passar perlo crivo do Poder Legislativo, o governador Sebastião Viana (PT) reajustou em 6,39% o bolo orçamentário em relação ao exercício atual que previa despesas na faixa de R$ R$ 5.698.452.954,69 bilhões.

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Mais uma vez, o petista fez questão de sinalizar com harmonia orçamentária entre os poderes. Sebastião Viana demonstrou satisfação com os trabalhos desempenhados pelos poderes legislativo e judiciário, concedendo reajustes de orçamento para Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual e Tribunal de Justiça do Acre. O repasse da Aleac sai de R$ 134 milhões para R$ 141 milhões. O aumento do duodécimo do TJ Acre será de pouco mais de R$ 2 milhões. O repasse do TJ saltou de R$ 211 milhões para mais de R$ 213 milhões.

O Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Acre também receberam um reforço financeiro. Apesar da crise afetar as finanças do Estado, O orçamento do MP foi reajustado em quase R$ 3 milhões. Em 2015, o MP recebeu pouco mais de R$ 107 milhões – para o exercício de 2016, a instituição vai contar com mais de R$ 110 milhões. O Tribunal de Contas, que é responsável pelo julgamento das contas da administração petista e das 22 prefeituras saiu de R$ 48 milhões para R$ 50,6 milhões. O TCE teve um reajuste de quase R$ 3 milhões.

Quem não tem nenhum motivo para comemorar é a Defensoria Pública do Acre. Os advogados do povo vão continuar amargando com a falta de estrutura e orçamento adequado, apesar de conquistarem a autonomia financeira. Em 2015, o defensor-geral recebeu a promessa que iria gerir um orçamento de R$ 28,1 milhões. Os defensores receberam ainda a promessa que a instituição terá o duodécimo fixado futuramente, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para 2016, a Defensoria contará com R$ 24,9 milhões – o orçamento encolheu.

Aparecendo nas estatísticas como uma das áreas mais criticadas do governo, a segurança pública vai continuar com investimentos em baixa. O repasse de Polícia Militar, Secretaria de Segurança, Polícia Civil e IAPEN caiu pelo terceiro ano consecutivo. Em 2014, o governo investiu R$ 91,9 milhões. Em 2015, R$ 85,6 milhões, um corte de R$ 6,3 milhões. Para 2016 as três pastas contarão com um orçamento de R$ 74,8 milhões – um corte de mais de R$ 10 milhões na gestão dos órgãos que cuidam da segurança dos acreanos nos 22 municípios.

Apesar das denuncias e reclamações dos usuários do sistema públicos de saúde do Acre, a área de saúde sofrerá com um novo corte nos repasses. Em 2104, o governo investiu R$ 371,7 milhões na Secretaria de Saúde (SESACRE) e Fundação Hospitalar do Acre (FUNDHACRE). Em 2015, os órgãos receberam um pequeno  reajuste  de R$ 98,5 milhões. Sesacre e Fundhacre receberam R$ 470,3 milhões. Para 2016 a notícia não é animadora, os recursos estão orçados em R$ 438,3 milhões – um corte de mais de R$ 31 milhões.

Apesar de fazer cortes nas áreas de segurança e saúde, Sebastião Viana continua preocupado com a divulgação de seus atos como governador. Ele não fez cortes na verba de mídia, mantendo o orçamento da Secretaria de Comunicação (SECOM) em R$ 14,4 milhões. Outra pasta que teve orçamento mantido foi a Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN), que foi usada para atrair votos nas peças publicitárias durante a campanha de reeleição de Viana. O orçamento da pasta que caiu de R$ 11 milhões em 2014 para R$ 9,1 milhões 2015 foi mantido.

O orçamento da Secretaria de Estado de Política para as Mulheres (SEPM), que em 2014, contou com R$ 4,9 milhões sofreu um corte de R$ 1,3 milhões em 2015 também permanecerá estagnado. A revolução industrial do Estado parece que vai ficar em segundo plano.  A Secretaria de Industria e Comércio (SEDENS), responsável por investimentos, como a ZPE e o projeto de piscicultura, que teve um corte R$ 21,5 milhões em 2015, quando o orçamento caiu de R$ 53,3 milhões para 31,7 milhões – contará apena com R$ 10,1 milhões em 2016.

A área de infraestrutura, responsável por programas como o Ruas do Povo, que tinha como objetivo asfaltar todas as ruas de todas as cidades do Acre também sofreu um corte de R$ 82 milhões. O orçamento da Secretaria de Obras (SEOP, Departamento de Estradas e Rodagens, Hidrovias e Aeroportuária do Acre (Deracre) e Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (DEPASA) que juntas administravam em 2014, um orçamento de R$ 588,3 milhões caiu para pouco mais de R$ 448,5 2015 – agora cai para R$ 366,5 milhões.

Quem também está em baixa é o secretário Francisco Nepomuceno (o homem do ‘não’). A Secretaria de Articulação Institucional (SAI), que é apontada como a pasta usada para acomodar os aliados políticos da Frente Popular Acre (FPA) continua perdendo espaço. Em 2014, a SAI contou com R$ 3,1 milhões – caiu para R$ 1,9 milhão em 2015 – em 2015 – Carioca perde mais R$ 100 mil. Apesar de algumas pastas perderem espaço e recursos, outras se consolidaram e receberão mais investimentos, como é o caso da Secretaria de Estado de Extensão agroflorestal e produção Familiar (Seaprof), que sai de para R$ 38,1 milhões para R$ 60 milhões em 2015.

Segundo o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), os recursos para reajuste dos repasses do poderes e das principais pastas da administração Sebastião Viana, serão garantidos com recursos próprios, além de repasses de convênios, operações de crédito, SUS, FUNDEB e receitas previdenciárias. A LOA prevê que o governo do Acre vai gastar com a administração da máquina pública R$ 6.062.974.452,76. Os deputados apresentaram emenda para modificar o artigo 12 e 20 que foi classificado pelos oposicionistas como uma carta branca para o governador contrair novos empréstimo sem a autorização da Aleac.

Os orçamento da Secretaria de Educação e Esportes será de R$ 845,2 milhões. Outros dados que chamam atenção são os gastos do Estado com as empresas que passam pelo processo de liquidação desde a administração do ex-governador Binho Marques. Sebastião Viana mantém repasses generosos para empresas como Acredata que receberá R$ 7,5 milhões – Codisacre R$ 2,7 milhões – Cila R$ 1,1 milhão. Segundo informações de bastidores, as estatais em liquidação estariam sendo usadas para acomodar aliados em cargos comissionados.

Apesar das peças de mídia do governo do Acre sempre apontarem que o Acre é um estado em franco desenvolvimento, servindo de modelo para outros estados brasileiros e até mesmo para países desenvolvidos, a peça da Lei Orçamentária Anual aponta para um dependência acentuada por recursos dos repasses constitucionais do governo federal. O bolo do orçamento é fermentado com R$ 3.519.364.306,17 de recursos próprios (impostos estaduais) e R$ 2.543.610.146,59 de outras fontes federais, ou seja, quase 50% dos orçamento depende da boa vontade de quem ocupar o executivo federal.

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Acre

Educação como antídoto: escolas do Acre viram linha de frente contra o Aedes aegypti

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Projeto “Todos contra o Aedes” transforma alunos e professores da rede pública em agentes de saúde e mobilização comunitária para conter dengue, zika e chikungunya

A rede pública de ensino do Acre assumiu um papel decisivo na luta contra as arboviroses. Com o projeto “Todos contra o Aedes aegypti”, escolas se tornaram centros de mobilização e aprendizado, unindo educação, ciência e cidadania no combate aos focos de dengue, zika e chikungunya. A iniciativa mostra, na prática, como o conhecimento pode salvar vidas e transformar hábitos.

Desenvolvido pelo Instituto Sapien, com financiamento do Ministério da Saúde e apoio da Sesacre, da Secretaria de Educação e Cultura (SEE) e do Governo do Acre, o projeto já alcança 15,4 mil alunos e 616 professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental em dez municípios. Com materiais pedagógicos interativos, jogos, vídeos educativos e atividades em campo, o programa ensina como identificar e eliminar criadouros do mosquito, levando o aprendizado para além da sala de aula — até as casas e comunidades.

O contexto reforça a urgência dessa ação. Somente no início de 2024, o Acre registrou 6.510 casos prováveis de dengue, sendo 1.174 confirmados, segundo balanço da Sesacre. A incidência chegou a 784,3 casos por 100 mil habitantes, com ocorrências em 21 dos 22 municípios. Diante desse cenário, intensificar ações de educação e prevenção tornou-se prioridade.

Nas escolas, professores são capacitados para tratar o tema de forma transversal, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As atividades integram ciência, cidadania e responsabilidade coletiva. Estudantes participam de rodas de conversa, produzem campanhas educativas, realizam vistorias e aprendem a orientar familiares e vizinhos sobre como eliminar criadouros.

Cada aluno se torna um multiplicador de informação, apto a identificar riscos e incentivar a mudança de comportamento. E pequenas mudanças como tampar reservatórios e eliminar água parada podem fazer uma diferença enorme, reduzindo significativamente a presença do Aedes.

O projeto também investe em monitoramento e avaliação de resultados, para medir impactos e aperfeiçoar metodologias. O modelo aplicado no Acre tem potencial para inspirar outras regiões do país, mostrando que educação e saúde são aliadas estratégicas na prevenção de doenças e na construção de comunidades mais conscientes.

No Instagram @todoscontraoaedesaegypti.

O convite é claro: a luta contra o Aedes começa em cada casa — e a transformação começa com a educação.

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Acre é o 6º em infraestrutura no Norte e 26º no país, aponta Ranking de Competitividade 2025

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Estudo aponta baixo investimento, destinação inadequada de recursos e deficiências regulatórias como entraves; setor é o 3º pilar mais importante do índice

O levantamento reforça que a fragilidade na infraestrutura segue como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento econômico no país. Foto: captada 

O Acre ocupa a 6ª posição entre os estados da Região Norte e figura na 26ª colocação no ranking nacional de infraestrutura, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O estudo aponta que a fragilidade em áreas como malha rodoviária, fornecimento de energia, telecomunicações, saneamento básico e transporte aéreo segue como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento econômico no estado.

O levantamento atribui a posição a fatores como baixo volume de investimentos, destinação inadequada de recursos públicos e deficiências regulatórias, que impactam a capacidade de crescimento local. A infraestrutura é o terceiro pilar mais relevante da avaliação, com peso de 11,4% no índice geral, analisando indicadores de acesso, qualidade e custo dos serviços.

O estudo reforça que, mesmo quando os sistemas estão presentes, muitos operam em condições inadequadas ou com custos elevados, o que afeta tanto a população quanto o setor produtivo. A situação reflete desafios que vão desde a ausência de estrutura essencial até a precariedade dos serviços ofertados, limitando a competitividade do estado no cenário nacional.

Peso da infraestrutura no ranking:
  • Terceiro pilar mais relevante, com 11,4% de influência no índice geral;

  • Indicadores analisados: Malha rodoviária, fornecimento de energia, telecomunicações, saneamento básico e transporte aéreo;

  • Critérios: Acesso, qualidade e custo dos serviços.

Principais gargalos no Acre:
  • Rodovias: BR-364 e AC-40 em estado crítico, com trechos interditados e alto custo logístico;

  • Energia: Altos preços e falhas frequentes no fornecimento, especialmente no interior;

  • Saneamento: Menos de 30% da população tem acesso à coleta de esgoto;

  • Telecomunicações: Cobertura irregular de internet em comunidades rurais.

A infraestrutura precária eleva o custo de produção, desestimula investimentos privados e prejudica a competitividade de setores como o agronegócio e o turismo.

O estado fica à frente apenas do Amapá (27º) no Norte, mas abaixo de Rondônia (21º), Amazonas (22º) e Pará (23º).

A posição 26ª no país reflete um problema crônico: o estado não consegue atrair investimentos significativos justamente por carecer das condições básicas (estradas, energia, comunicação) que seriam necessárias para alavancá-los – um círculo vicioso que exige intervenção estratégica e parcerias com a União.

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Corpo é encontrado boiando no Rio Acre dentro de saco amarrado, na zona rural de Rio Branco

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Vítima ainda não identificada foi localizada por morador da região; Polícia Civil investiga o caso como homicídio

O Corpo de Bombeiros Militar do Acre resgatou, na noite desta terça-feira (3), o corpo de um homem ainda não identificado, encontrado boiando no Rio Acre, nas proximidades do Ramal da Usina, na zona rural de Rio Branco.

De acordo com informações preliminares, um morador da região navegava pelo rio em uma canoa quando percebeu um volume sendo levado pela correnteza. Ao se aproximar para verificar, constatou que se tratava de um corpo humano enrolado e amarrado dentro de um saco.

Diante da situação, o colono acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros. Uma guarnição do Pelotão Náutico foi deslocada até o local e realizou o resgate do cadáver, que estava amarrado próximo a uma embarcação, aguardando a retirada pela equipe especializada.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e realizou o recolhimento do corpo, que foi encaminhado à sede do órgão, no bairro da Base, onde passará por exames periciais. Segundo as autoridades, a vítima aparenta ser um homem com idade estimada entre 60 e 70 anos e será submetida a procedimentos de papiloscopia para identificação.

Inicialmente, não foram constatados sinais aparentes de violência. No entanto, a Polícia Civil trata o caso como homicídio, devido ao fato de o corpo ter sido ensacado e amarrado antes de ser lançado no rio.

As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.

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