Acre
Sebastião Viana gastou quase um milhão de reais com diárias, viagens e eventos
Jairo Carioca – Reportagem Especial/ac24horas
A gastança com as benesses do governador Sebastião Viana desmonta seu discurso de economia de cada centavo para honrar os compromissos com os servidores públicos até o final do ano. A Casa Civil comandada pela “dama de ferro” Marcia Regina – autora da tese de que o Acre é modelo sustentável para o mundo – é uma das que mais gasta no governo petista no Acre, em média, R$ 317 mil por mês para atender despesas com carros, voos executivos, almoços e jantares nos melhores restaurantes, internet e telefones ilimitados. Em maio deste ano, essas despesas autorizadas pelo Palácio Rio Branco ultrapassaram a cifra de meio milhão de reais (R$ 575 mil). Apenas setores como educação, saúde e segurança pública que têm repasses federais garantidos gastam mais do que a Casa Civil. Nos primeiros oito meses desse ano, o governador Sebastião Viana aplicou 53% a mais em sua estrutura de gabinete (R$ 2.536.295) do que em investimentos autorizados para agricultura e pecuária (R$ 1.040.911). E olha que somos modelo em desenvolvimento sustentável. Isso é apenas a parte visível da farra com o dinheiro do contribuinte. O governo tem despesas que atendem também o funcionalismo do segundo e terceiro escalão, além dos poderes Judiciário e Legislativo. Entre as demais secretarias, a Seaprof derrama dinheiro pelo ralo quando o assunto é diárias. Foram R$ 239 mil desembolsados com essa rubrica até o mês de agosto. Tudo leva crer que técnicos do setor aderiram à campanha lançada pela Secretaria de Turismo: #partiuAcre!
Governador viaja muito e gasta muito
O surpreendente nesta pesquisa não é a quantidade de viagens feitas por Sebastião Viana, acumulando vinte em apenas oito meses de seu segundo mandato, até porque sabe-se que a maioria delas foi para tratar de assuntos de interesse do estado, em Brasília, para onde o petista acreano embarcou quatorze vezes. A necessidade de viajar para tratar de acordos que visam o desenvolvimento econômico é compreensível. O que não é compreensível é como a Casa Civil conseguiu gastar em um ano de crise, quase um milhão de reais com viagens e eventos.
Dos R$ 2.536.295 de despesas feitas nos primeiros oito meses deste ano pela Casa Civil, cerca de 40% foram empenhados e pagos para duas empresas: a AFA Hotéis e Turismo e a Kampa Viagens, Serviços e Eventos. Outras duas, o Restaurante Tempero no Norte e o Restaurante Inácios completam essa fatia com participações bem menores no bolo.
Enquanto muitos empresários de setores importantes como a Construção Civil vêm reclamando da falta de repasses do governo por mais de três meses, a Kampa tem em média, generosos R$ 77 mil pagos todos os meses pela Casa Civil. Foram R$ 616 mil destinados a essa empresa. Outros R$ 276 mil foram pagos a AFA Hotéis e Turismo. Somados os recursos quase chegam à cifra de um milhão de reais.
A Casa Civil sabe, ou deveria saber, que a Kampa Viagens, Serviços e Eventos esteve envolvida no escândalo conhecido como UTI no Ar que desviou comprovadamente dos cofres públicos, no apagar das luzes do ex-governador Binho Marques (PT), mais de 1 milhão de reais através de um consórcio com outras duas empresas do mesmo ramo. Esse fato foi amplamente investigado pela Procuradoria Geral do Estado.
Procurada, a assessoria de imprensa do governo não deu resposta. Marcia Regina, embarcou para Brasília onde foi tratar da situação dos haitianos e manter audiência no Ministério Público de Trabalho. Na agenda, está incluída ainda, uma visita ao escritório de projetos do Rio de Janeiro.
Não é somente com relação aos seus negócios com a Kampa que o governo prefere manter silêncio. Em janeiro deste ano, um decreto governamental tornou a casa do governador Sebastião Viana, localizada no Conjunto Ipê e da vice-governadora Nazaré Araújo, como residências oficiais. Embora a publicação tenha determinado a Casa Civil como órgão responsável pelas medidas necessárias para manutenção dos ambientes não está disponível no Portal da Transparência quanto o estado gasta mensalmente para bancar as duas residências. Segundo a Procuradoria Geral do Estado, entre as obrigações do poder público estão à manutenção das casas, pagamento de empregados, quitação da conta de luz e compras para a promoção de Cofre Break e jantares oficiais.
Quem bancou a viagem de Sebastião Viana em busca de tecnologia na Terra Santa é outro mistério guardado a sete chaves pelo Palácio Rio Branco. Essas e outras despesas secretas que, não são publicadas no Portal de Transparência, deixam todos de orelha em pé. Até onde vai a gastança do governo? Quem paga as viagens feitas por Sebastião Viana no avião modelo Cessna Caravan quando ele se desloca ao interior do estado?
Até o mês de agosto o governador do Acre recebeu R$ 30.510 em diárias. Somados aos dias em que acompanhou a comitiva de empresários e deputados pela Europa e no Oriente Médio, Sebastião ficou praticamente 40 dias fora do estado.
Investimentos em Agricultura e Pecuária foi 53% menor do que os de benesses do governador
No Estado que, segundo a chefe da Casa Civil, Marcia Regina, é modelo em desenvolvimento sustentável, os investimentos para manutenção do gabinete do governador são maiores do que os disponibilizados para o setor agrícola e de pecuária. Pelo menos é isso que fica claro quando analisamos o pagamento de despesas da Casa Civil e da Secretaria de Agricultura e Pecuária (SEAP). O investimento no setor de produção é 53% menor.
O Estado desembolsou R$ 1.040.911 para o setor. Nos dois primeiros meses do ano, nenhum centavo foi investido na SEAP que tem à frente, uma das pessoas de extrema confiança do Palácio Rio Branco, José Carlos Reis da Silva, que foi remanejado da Secretaria de Pequenos Negócios para administrar sabe-se lá o que.
Entre as despesas disponibilizadas no Portal de Transparência para a Secretaria de Agricultura e Pecuária, não existem, com recursos próprios, nenhum investimento em programas específicos, e sim, o pagamento de diárias, suprimentos de fundo, fornecedores e prestadores de serviços.
BIRD, BNDES e Governo Federal bancam praticamente tudo na SEAPROF
A reportagem teve o cuidado de pesquisar os investimentos feitos através da Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Famíliar (SEAPROF) – um outro braço – do setor agrícola dentro da gigantesca estrutura de governo. Quando observamos um total de R$ 8.220.525 investidos em oito meses analisados, até pensamos que estamos em um estado como o Matro Grosso, maior produtor de grãos do país, porém, desse montante um total de R$ 2.626.025 é oriundo dos empréstimos feitos pelo governo do Acre com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) em contratos através do ProAcre.
O Banco Internacional paga quase tudo na SEAPROF, inclusive consultoria, um total de R$ 186.831 foi desembolsado com essa finalidade. Outros R$ 2.205.930 do orçamento de R$ 8,2 milhões da SEAPROF, foram de convênios entre o Ministério de Desenvolvimento Social e o Ministério de Desenvolvimento Agropecuário, recursos do governo federal.
Assim como a Casa Civil a SEAPROF não tem poupado caneta para liberar recursos próprios no pagamento de diárias. Em oito meses, o setor investiu R$ 239.585 nesse elemento de despesa. O BIRD também paga diárias. O montante é tão grande, que não foi possível separar quais foram pagas com recursos de empréstimos e quais tem recursos próprios envolvidos. Tem servidor que recebeu R$ 3.348 em diárias em um único pagamento para realizar treinamento com técnicos em escritórios da SEAPROF no PDSA Fase II.
MEU DOCE MEL – Nesse derrame de dinheiro do contribuinte com o pagamento de diárias é possível ver alguns apadrinhados do Palácio Rio Branco beneficiados. Um deles, Anselmo Forneck, recebeu em um dos pagamentos de diárias, R$ 2.753. Ex-gerente do Ibama, no Acre, Forneck tem dado treinamento no interior sobre meliponicultura. Ele garante que o estado está numa situação privilegiada em relação à oferta do serviço ambiental gerado pelas abelhas.
OS RESULTADOS POSITIVOS – Nem tudo foi gastança. As sucessivas viagens de Sebastião Viana à Brasília tiveram resultados positivos. A SEAPROF adquiriu junto ao MDA e MDS cinco tratores agrícolas de 85 cv, 04 caminhões com carroceria e 11 motores a diesel potencia 18 HP. Qual mágica o governo fará para atender com toda essa estrutura cerca de 40 mil produtores rurais? Bem, talvez o porta voz oficial do Palácio Branco – cargo ressuscitado na nova estrutura de governo – possa vir a público explicar.
O governo do Acre conseguiu cadastrar 28 mil propriedades no cadastro ambiental obrigatório. A maior parte das propriedades cadastradas no Acre (97%) têm até quatro módulos fiscais, ou seja, são pequenos proprietários que dependem quase que exclusivamente de políticas de incentivo.
OUTRO LADO
No dia 15 de setembro a assessoria de imprensa do governador recebeu e-mail solicitando informações a cerca dos fatos relatados. Jannice Dantas, jornalista que atendeu a reportagem até a última sexta-feira (18) respondeu pelo whatsapp que não conseguiu falar com a chefe da Casa Civil, Marcia Regina. Até a edição desse material não foi enviada nenhuma resposta à redação.
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Inmet emite dois alertas de chuvas intensas para o Acre até sábado
Avisos variam entre perigo potencial e perigo, com previsão de ventos de até 100 km/h e risco de transtornos em diversas regiões do estado

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IR: Receita abre consulta sobre novo lote residual de restituições

A Receita Federal abriu, nesta sexta-feira (20/2), a consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) referente a fevereiro de 2026.
Ao todo, estão neste lote 204.824 restituições. Elas se referem a contribuintes prioritários e não prioritários, com o valor total de R$ 578.974.901,07.
O valor estará disponível no dia 27 de fevereiro. Do total, R$ 337.697.578,81 serão destinados a:
- contribuintes com prioridade legal, que são idosos acima de 80 anos (6.632 restituições);
- idosos entre 60 e 79 anos (39.290 restituições);
- pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave (3.264 restituições); e
- contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (10.735 restituições).
Também há no lote residual 127.585 restituições que são destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal. Esse grupo faz jus à prioridade por ter utilizado a Declaração Pré-Preenchida e/ou optado por receber via Pix.
Também integram o lote residual 17.318 restituições destinadas a contribuintes que não são prioritários.
Onde consultar:
Acessar www.gov.br/receitafederal, clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “consultar minha restituição”.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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IBGE: desemprego recua em 6 estados no 4º trimestre de 2025

As taxas anuais de desemprego recuaram no quarto trimestre de 2025 em seis estados, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20/2).
Os recuos foram verificados nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nas outras unidades da Federação (UFs), houve estabilidade, conforme o IBGE.
As maiores taxas de desocupação foram verificadas em Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%). Por outro lado, as menores foram apuradas em Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).
Recorde
Os dados do IBGE também revelaram que as taxas anuais de desemprego de 20 unidades da Federação (UFs) em 2025 são as menores da série histórica.
Veja a relação das taxas anuais de desocupação em 2025:
- Mato Grosso (2,2%)
- Santa Catarina (2,3%)
- Mato Grosso do Sul (3,0%)
- Rondônia (3,3%)
- Espírito Santo (3,3%)
- Paraná (3,6%)
- Rio Grande do Sul (4,0%)
- Minas Gerais (4,6%)
- Goiás (4,6%)
- Tocantins (4,7%)
- São Paulo (5,0%)
- Roraima (5,1%)
- Paraíba (6,0%)
- Ceará (6,5%)
- Acre (6,6%)
- Pará (6,8%)
- Maranhão (6,8%)
- Distrito Federal (7,5%)
- Rio de Janeiro (7,6%)
- Amapá (7,9%)
- Sergipe (7,9%)
- Rio Grande do Norte (8,1%)
- Alagoas (8,3%)
- Amazonas (8,4%)
- Pernambuco (8,7%)
- Bahia (8,7%)
- Piauí (9,3%)
Escolaridade e sexo
A taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (5,1%) para brancos (4,0%) e acima para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%). Em relação ao sexo, o índice foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no 4° trimestre de 2025.
Os dados do IBGE revelam que as pessoas com ensino médio incompleto tiveram a maior taxa de desocupação: 8,7%. Já entre as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,7%).
Subocupadas
As pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada, que formam a taxa composta de subutilização, representaram 13,4% da amostra. Piauí (27,8%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (25,4%) e Alagoas (25,1%). As menores foram verificadas em Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (5,9%) e Mato Grosso (6,1%).
O percentual das pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego, teve os maiores índices nos estados do Maranhão (9,1%), Alagoas (8,0%) e Piauí (7,3%) e os menores estavam em Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Mato Grosso do Sul (0,6%). A taxa de informalidade para o Brasil fechou o quarto trimestre em 37,6% da população ocupada.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL



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