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Brasil

Saboia volta ao trabalho no dia 1º de outubro, diz Itamaraty

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Diplomata organizou operação que trouxe senador da Bolívia ao Brasil.
Nesta quinta, Saboia encaminhou pedido para retomar atividades.

Eduardo SaboiaDa redação, com G1

O diplomata Eduardo Saboia vai voltar ao trabalho no dia 1º de outubro, informou o Itamaraty.  Nesta quinta-feira (12) Saboia entrou com um pedido no ministério para retomar as atividades, segundo informou seu advogado, Ophir Cavalcante Júnior. Saboia foi transferido do posto que ocupava na embaixada  brasileira na Bolívia após ter admitido que organizou a operação que trouxe ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado havia mais de um ano na representação brasileira em La Paz.

O caso criou um desconforto diplomático entre os dois países, já que não havia autorização do governo boliviano para Molina deixar a embaixada em La Paz,  e culminou na saída do então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Após o episódio, Saboia, que era encarregado de negócios da embaixada na Bolívia, foi transferido para a para a Secretaria de Estado, que tem sede em Brasília. Uma sindicância interna foi aberta no Itamaraty para apurar o envolvimento de Saboia na vinda ao país do senador boliviano.

Desde então, ele não vem exercendo atividades de diplomata, segundo Cavalcante. O Itamaraty informou que Saboia estava em trânsito (período variável de adaptação quando um servidor é transferido).

Um depoimento que o diplomata daria nesta quinta pela manhã no ministério sobre o caso foi cancelado pelo próprio Itamaraty. A suspensão se deu após o advogado de Saboia requerer todos os documentos, como e-mails e notas, trocados entre o ministério e a embaixada em La Paz. “Esses documentos são essenciais para a defesa dele”, afirmou Cavalcante Junior.

Não há prazo para um novo depoimento nem para quando esses documentos serão entregues.

A comissão que investiga o caso no Itamaraty é formada por dois embaixadores e um servidor da Corregedoria Geral da União (CGU). Se condenado, Saboia pode receber punições que vão desde uma advertência à demissão do ministério. Se inocentado, ainda não se estabeleceu onde ele voltará a exercer as atividades.

Histórico
Até agosto, Saboia era o encarregado de negócios da embaixada do Brasil em La Paz e responsável por supervisionar Molina dentro do prédio. No dia 22 do mês passado, o diplomata transportou Molina de carro de La Paz, passando pelas cidades de Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba, ao Brasil, com chegada em Corumbá (MS). O caso criou uma crise diplomática entre os dois países e culminou na saída do então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Segundo o senador boliviano durante depoimento na Justiça Federal em Brasília nesta quarta (11), ele refugiou-se na embaixada a pedido de familiares após temer ser assassinado por narcotraficantes que teriam ligação com integrantes do governo de Evo Morales. Molina estava num quarto de 16 metros quadrados há 455 dias.

“Não fazia exercício, já não podia me concentrar, havia perdido peso. Havia entrado em depressão, fruto desse processo. Reduziram minhas visitas a uma filha que tenho de cerca de um ano, um advogado e um ajudante que me levava frutas”, ressaltou.

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Brasil

Governo vai propor isenção de energia para até 60 milhões de pessoas

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal deve enviar ao Congresso Nacional, ainda neste semestre, um projeto de lei de reforma do setor elétrico brasileiro. Entre as propostas, está a ampliação da tarifa social, que hoje oferece descontos no pagamento da conta de energia para indígenas, quilombolas, idosos que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC) e famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal com renda até meio salário único.

A ideia é que haja uma isenção de pagamento de tarifa de energia elétrica para essas populações caso elas consumam até 80 kWh por mês, o que chegaria a 60 milhões de pessoas no país.

Atualmente, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas, enquanto os idosos com BPC e as famílias do CadÚnico têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja menor que 220kWh.

“Mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros serão beneficiados com a gratuidade de energia do consumo até 80 gigawatt por mês. Isso representa o consumo de uma família que tem uma geladeira, um chuveiro elétrico, ferro de passar, carregador de celular, televisão, lâmpadas para seis cômodos”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em evento no Rio de Janeiro.

O ministro não explicou sobre o que será feito em relação aos descontos escalonados que hoje são aplicados para consumos até 220 kWh. Segundo ele, a ideia é subsidiar a política através da correção de “distorções internas do setor”.

“Se você vê o projeto como um todo, você vai ver que estamos fazendo ali uma completa e possível justiça tarifária, corrigindo as distorções dentro do setor. E isso não impacta praticamente o restante dos consumidores”.

Uma das distorções, de acordo com Silveira, é o pagamento sobre a segurança energética.

“O pobre paga mais que o rico na questão, em especial, da segurança energética, para se pagar Angra 1 e 2 e as térmicas. Só o pobre paga. Boa parte do mercado livre não paga por essa segurança energética ou paga pouco. Então, estamos reequilibrando essa questão do pagamento por parte do pobre, do mercado regulado e da classe média”.

Outra proposta do projeto de lei, que deverá ser encaminhada à Casa Civil da Presidência ainda este mês é dar mais liberdade de escolha para o consumidor, inclusive residencial, em relação à origem da energia que ele irá consumir.

“O cara vai poder comprar energia como compra em Portugal ou na Espanha. Ele escolhe a fonte energética que ele quer comprar, pelo celular. Ele vai poder escolher a fonte, o preço e ele vai poder pagar da forma que ele quiser. Pode pagar tanto através da distribuidora quanto pode emitir um boleto direto ou pagar pela internet”

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Brasil

Casa Branca esclarece que tarifas sobre a China chegam a 145%

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REUTERS

Produtos vindos da China para os Estados Unidos agora estão sujeitos a uma tarifa de pelo menos 145%, esclareceu a Casa Branca nesta quinta-feira (10).

A tarifa “recíproca” de 125% anunciada pelo presidente Donald Trump sobre a China na quarta-feira se soma à tarifa de 20% que já estava em vigor.
Não estava claro na quarta-feira se as tarifas eram aditivas. A Casa Branca afirmou na quinta-feira que sim.
Trump vinculou essa tarifa de 20% à imigração ilegal e ao fluxo de fentanil para os EUA, nos quais ele acusa a China de ter um papel.
Além disso, Trump também aumentou as tarifas sobre produtos com preço inferior a US$ 800 vindos da China para 120% a partir de 2 de maio.

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Brasil

Maior apreensão de cocaína em 15 anos no Tocantins: 565 kg escondidos em caminhão de melancias

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Operação conjunta prende 5 suspeitos de tráfico internacional e apreende armas e dinheiro; droga teria entrado no país por via aérea

Em uma das maiores operações contra o narcotráfico no Norte do país, a Polícia Federal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) apreenderam 565 kg de cocaína escondidos em um caminhão que transportava melancias. A ação ocorreu nesta quarta-feira (9) em Fátima do Sul, região central do Tocantins.

De acordo com as investigações, a droga teria entrado no Brasil por via aérea antes de ser ocultada na carga de frutas. Além da cocaína – maior apreensão do tipo no estado em 15 anos -, os agentes encontraram:
• Dinheiro em espécie
• Veículos usados na logística do tráfico
• 5 armas de fogo (incluindo pistolas e carabinas com numeração raspada)

Cinco suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Superintendência da PF em Palmas. Eles responderão por tráfico internacional, associação ao tráfico e posse ilegal de armas, com penas que podem somar mais de 47 anos de prisão. A identidade dos envolvidos não foi divulgada.

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