Acre
Rio Acre sobe um metro nas últimas 24 horas e e mede 11,07m neste domingo (21)

Foto: Jardy Lopes/ac24horas
A Defesa Civil Municipal de Rio Branco divulgou, na manhã deste domingo (21), um novo boletim informando que o nível do Rio Acre chegou a 11,07 metros na medição realizada às 5h14, confirmando uma elevação significativa nas últimas horas na capital acreana.
De acordo com dados divulgados ao longo dos últimos dias, o aumento do nível do rio ocorreu de forma gradual, porém contínua. Na manhã de sábado (20), às 5h21, o Rio Acre marcava 10,06 metros. Em menos de 24 horas, o rio acumulou uma elevação de pouco mais de um metro, mesmo sem registro de chuvas em Rio Branco.
O boletim mais recente também aponta que não houve precipitação nas últimas 24 horas, com acumulado de 0,00 milímetro, indicando que a elevação pode estar associada ao volume de chuvas ocorridas nas cabeceiras do rio ou em municípios situados a montante da capital.
Apesar da subida, o nível do Rio Acre segue abaixo das cotas de risco. A cota de alerta em Rio Branco é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordamento é de 14,00 metros. Ainda assim, a Defesa Civil mantém o monitoramento constante diante do aumento registrado nas últimas horas.
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Rio Juruá atinge 14,15 metros em Cruzeiro do Sul e afeta mais de 28 mil pessoas
Defesa Civil já acolheu 233 pessoas em seis abrigos; sétimo ponto de apoio começa a funcionar neste sábado (4); prefeito Zequinha Lima acompanha ações de assistência


Nos locais onde as famílias permanecem em casa a prefeitura, com os parceiros, entrega água mineral nas casas
Cheia no Juruá atinge 33 bairros, comunidades e vilas; prefeitura amplia rede de abrigos
Com assessoria
Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá atingiu neste sábado (4) a marca de 14,15 metros e já afeta mais de 28 mil pessoas, distribuídas em 7.087 famílias de 33 bairros, comunidades e vilas.
A Prefeitura, por meio da Defesa Civil e com apoio de parceiros, já encaminhou 233 pessoas, de 50 famílias, para seis abrigos instalados em escolas das redes municipal e estadual. Ainda neste sábado, a Escola Municipal Terezinha Saavedra passou a funcionar como o sétimo abrigo aberto pela gestão municipal.

A gestão municipal e Defesa Civil segue em alerta, mantendo o monitoramento constante do nível do rio
Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral
As famílias acolhidas recebem atendimento social e de saúde, além de kits de limpeza e higiene. Também são oferecidas três refeições diárias, e cada família ocupa uma sala de aula nas unidades de ensino. Nas áreas onde as famílias permanecem em suas residências, a prefeitura, em conjunto com parceiros, realiza a distribuição de água mineral.


Nos abrigos, a Prefeitura oferece um ambiente digno e acolhedor. As famílias estão instaladas em salas de aula
O prefeito Zequinha Lima acompanha de perto as ações de apoio às famílias atingidas.
“Estamos acompanhando tudo de perto e dando todo o suporte necessário às famílias atingidas. Nossa equipe está no rio, nas ruas, nos bairros e também nas áreas mais afetadas, garantindo assistência, remoção segura e acolhimento digno nos abrigos. Mesmo nas regiões onde a água ainda não invadiu completamente as casas, muitas famílias já enfrentam a falta de energia e água, e, por isso, estamos levando suporte com água tratada. Nosso compromisso é não deixar ninguém desassistido”, destacou.


Equipes destacam a rapidez da elevação do nível do rio nas últimas semanas e reforçou o compromisso em garantir a segurança da população. Foto: captadas
As escolas utilizadas como abrigo são:
- Escola Municipal Rita de Cássia
- Escola Municipal Corazita Negreiros
- Escola Municipal Padre Arnoud
- Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo
- Escola Estadual Madre Adelgundes Becker
- Escola Municipal Marcelino Champagnat
- Escola Municipal Terezinha Saavedra
Em anos anteriores, o Rio Juruá também registrou níveis elevados: em 2017, atingiu 14,24 metros; já em 2021, chegou a 14,36 metros.





O Rio está com 14,15 metros neste sábado, 4, e já afeta mais de 28 mil pessoas de 7.087 famílias em 33 bairros, comunidades e vilas de Cruzeiro do Sul. Foto: captada
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Mãe contesta versão da PM e afirma que criança de 7 anos pegou chocolate sem pagar em supermercado
Meninos ficaram mais de duas horas na delegacia; ECA não prevê condução de crianças a unidades policiais; empresa nega má conduta e diz que adolescente foi o responsável pelo furto

Por conta do caso, a mulher afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por constrangimentos
Criança de 7 anos e irmão de 13 são levados à delegacia por chocolate de R$ 4,49; mãe reclama
A mãe do menino de 7 anos que foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla) junto com o irmão, de 13, após denúncia de furto de chocolate em um supermercado na última terça-feira (31), em Rio Branco, contou que os filhos ficaram mais de duas horas na unidade até serem liberados. A identidade da mulher não será divulgada para preservar as crianças. Além disso, ela afirmou que precisou esperar a troca de plantão na unidade para poder levar os filhos embora.
A mulher contesta a versão inicial da Polícia Militar (PM-AC). Segundo ela, não foi o adolescente quem furtou o produto, mas sim a criança de 7 anos, que pegou o doce após o irmão ter feito uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.
Posição da empresa e da PM
A empresa negou suposta má conduta e se colocou à disposição das autoridades. “A empresa reafirma seu compromisso com o respeito, a dignidade e a inclusão, e lamenta a tentativa de difamar sua imagem com informações que não encontram respaldo nos fatos apurados até aqui”, enfatiza a publicação.
Conforme a Polícia Militar, funcionários do estabelecimento perceberam, por meio do monitoramento de segurança, que o adolescente consumiu o item sem pagar. Em nota divulgada na quinta-feira (2), a corporação voltou a afirmar que o adolescente foi o responsável pelo furto e destacou que todos os protocolos legais foram seguidos.
O que diz o ECA
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica possíveis infrações cometidas por adolescentes como ato infracional, não como crime. Além disso, o código não prevê condução de crianças a delegacias. O caso segue sendo discutido nos meios jurídicos e de defesa dos direitos da infância.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica possíveis infrações cometidas por adolescentes como ato infracional, não como crime. Foto: captada
Contudo, a mulher contesta essa versão e alega que, na verdade, foi a criança de 7 anos quem pegou o doce após o irmão, de 13, fazer uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.
“Quando eu cheguei lá, as crianças já estavam detidas. Soube de uma pessoa lá no local que eles [filhos] estavam na mesma sala que os outros presos estavam. Antes, o policial já tinha dito para mim que eles estavam lá dentro, e que seriam liberados no intervalo de troca de delegado”, relatou.
A mulher ouviu do filho mais velho que, após serem abordados por seguranças do supermercado por conta do chocolate, um cliente que estava no local se ofereceu para pagar pelo doce e resolver a situação, mas que os funcionários não aceitaram.
“Ele fala que disseram: ‘Você é um neguinho sem vergonha, deixe de mentira, isso é costume de vocês fazerem isso no mercado’. Meu filho nunca tinha pegado nada de ninguém, foi a primeira vez que ele fez isso. Eu não tô passando a mão, porque sei que o que ele fez foi errado, pegou o chocolate, foi roubo, isso tá errado”, denunciou.
Por conta do caso, a mulher também afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por temer constrangimentos. Ela procurou auxílio jurídico e pretende pedir, na Justiça, as imagens da abordagem aos filhos no supermercado.
“Eu já entrei com ação, já fui com a advogada, que vai entrar com ação, porque pelo que tá passando, uma criança de sete anos não vai poder ficar sem estudar, e ele não quer mais ir pra escola. Não quer de jeito nenhum”, disse.

A mãe do menino de 7 anos que foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla) junto ao irmão, de 13, após denúncia de furto de chocolate. Foto: captada
Contudo, a mulher contesta essa versão e alega que, na verdade, foi a criança de 7 anos quem pegou o doce após o irmão, de 13, fazer uma compra no valor de R$ 12,64 na loja. O chocolate que não estava na compra tinha valor de R$ 4,49.
“Quando eu cheguei lá, as crianças já estavam detidas. Soube de uma pessoa lá no local que eles [filhos] estavam na mesma sala que os outros presos estavam. Antes, o policial já tinha dito para mim que eles estavam lá dentro, e que seriam liberados no intervalo de troca de delegado”, relatou.
A mulher ouviu do filho mais velho que, após serem abordados por seguranças do supermercado por conta do chocolate, um cliente que estava no local se ofereceu para pagar pelo doce e resolver a situação, mas que os funcionários não aceitaram.


Valor do chocolate que teria sido pego pela criança e comprovante de pagamento da compra feita pelo adolescente. Foto: Arquivo cedido/Reprodução
“Ele fala que disseram: ‘Você é um neguinho sem vergonha, deixe de mentira, isso é costume de vocês fazerem isso no mercado’. Meu filho nunca tinha pegado nada de ninguém, foi a primeira vez que ele fez isso. Eu não tô passando a mão, porque sei que o que ele fez foi errado, pegou o chocolate, foi roubo, isso tá errado”, denunciou.
Por conta do caso, a mulher também afirmou que a criança está assustada e que não quer ir à escola por temer constrangimentos. Ela procurou auxílio jurídico e pretende pedir, na Justiça, as imagens da abordagem aos filhos no supermercado.
“Eu já entrei com ação, já fui com a advogada, que vai entrar com ação, porque pelo que tá passando, uma criança de sete anos não vai poder ficar sem estudar, e ele não quer mais ir pra escola. Não quer de jeito nenhum”, disse.

Nota da empresa
A Empresa informa que tomou conhecimento das alegações divulgadas e rechaça, de forma categórica, qualquer imputação de conduta racista, ofensiva ou discriminatória por parte de seus colaboradores.
Diante da gravidade do tema, a empresa instaurou imediatamente procedimento interno de apuração e, até o presente momento, não foi constatada qualquer evidência que confirme as acusações suscitadas.
Ressalta, ainda, que a atuação da equipe ocorreu dentro dos protocolos internos, com acionamento das autoridades competentes em razão de os menores estarem desacompanhados de responsáveis, sempre com foco na proteção e no encaminhamento adequado da situação.
A empresa reafirma seu compromisso com o respeito, a dignidade e a inclusão, e lamenta a tentativa de difamar sua imagem com informações que não encontram respaldo nos fatos apurados até aqui.
Reforçamos que seguimos à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários, certos de que os fatos serão devidamente apurados.
A Direção

Nota da Polícia Militar
A Polícia Militar do Estado do Acre informa que, na tarde do dia 31 de março de 2026, foi acionada via COPOM para atender a uma ocorrência de furto em um estabelecimento comercial localizado na Estrada do Calafate, em Rio Branco.
No local, a guarnição constatou que um adolescente havia sido detido por seguranças do supermercado após subtrair um produto alimentício (chocolate), conforme registrado no boletim de ocorrência . O adolescente estava acompanhado de uma criança, posteriormente identificada como tendo 7 anos de idade.
Diante da situação, e considerando que não havia responsável presente no momento, a equipe policial realizou contato com o COPOM, sendo informada de que a delegacia especializada encontrava-se fechada. Assim, foi orientada a condução do adolescente à Delegacia de Flagrantes (DEFLA).
Ressalta-se que a criança não era autora de ato infracional. Por esse motivo, a guarnição realizou tentativas de contato com seus responsáveis, inicialmente sem êxito, a fim de evitar que ela permanecesse desacompanhada. Diante disso, a criança foi levada junto aos policiais militares até a delegacia de flagrantes, onde permaneceu sob acompanhamento até que fosse possível o contato com a responsável legal.
Na unidade policial, a criança permaneceu em área restrita aos policiais militares, destinada à confecção de registros e procedimentos administrativos, não sendo colocada em contato com pessoas detidas ou em situação de custódia. Durante todo o período, a criança não foi tratada como autora de infração nem submetida a qualquer condição semelhante à de detidos.
Posteriormente, foi possível estabelecer contato com a responsável legal, que compareceu à delegacia, ocasião em que a criança lhe foi devidamente entregue. Quanto ao adolescente, este foi apresentado à autoridade policial competente, que adotou as providências de responsabilidade da Polícia Judiciária.
A Polícia Militar informa, ainda, que as circunstâncias do atendimento serão apuradas internamente, a fim de assegurar a legalidade dos procedimentos adotados.
Polícia Militar do Estado do Acre
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Acre terá sábado de tempo instável com chuva a qualquer hora, aponta previsão

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