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Recebido pelo governador, Zico retorna ao Acre após 34 anos e inspira juventude em palestra sobre liderança e superação

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Governador recebeu Zico e falou da importância do esporte para a juventude. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Sob o tema “O papel do líder: desafios e oportunidades com quem entende de vitória”, Zico compartilhou experiências marcantes de sua trajetória no futebol, abordando questões como as derrotas podem se tornar oportunidades, a importância de liderar pelo exemplo e os desafios de promover o coletivo em uma sociedade cada vez mais individualista.

Com carisma e autenticidade, o ex-jogador emocionou o público ao relembrar como o esporte e o Flamengo moldaram sua vida, e reforçou seu compromisso em transmitir os aprendizados acumulados ao longo de décadas de dedicação aos gramados.

“Quero começar agradecendo a Deus e a todos que estão aqui presentes nesta palestra tão especial,” declarou o governador Gladson Camelí, ao abrir oficialmente o evento com o ídolo do futebol brasileiro, Zico. Vestindo uma camisa preta com o nome do craque estampado, Camelí destacou que aquele momento era de respeito e celebração.

Em meio ao público, o governador fez questão de mencionar a presença de seu filho Guilherme, flamenguista como ele. “Quem aqui é flamenguista, pessoal?”, brincou, arrancando aplausos e sorrisos da plateia.

O governador reforçou que, embora seja político e não jogador, reconhece o poder do esporte como ferramenta de transformação. Ele agradeceu à equipe de governo, especialmente aos secretários de Governo, Luiz Calixto, e de Esporte, Ney Amorim, além dos parlamentares que contribuíram para tornar possível a vinda de Zico ao Acre.

Gladson Camelí destacou que legado de Zico é exemplo. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Todos nós temos a capacidade de vencer e de mostrar ao Brasil o valor do nosso estado,” afirmou. Ele contou que havia comentado com Zico sobre a dimensão do país e o gesto de patriotismo que representa sua presença no Acre, vindo diretamente do Rio de Janeiro. “Isso mostra o líder que ele é, o verdadeiro nome do futebol brasileiro.”

Camelí pediu uma salva de palmas ao eterno camisa 10. “Vamos juntos homenagear esse grande ídolo que tanto inspira nossa juventude.”

Legado

Zico iniciou sua fala agradecendo ao governador, à vice-governadora Mailza e à equipe governamental pelo convite para retornar a Rio Branco. Ele destacou que já se passaram 35 anos desde sua última visita ao Acre e que ficou muito feliz com a receptividade calorosa que recebeu.

“É uma alegria enorme estar aqui novamente. Quero agradecer de coração a todos que tornaram esse momento possível,” disse.

Há 35 anos, Zico não visitava o Acre e voltou para dar palestra sobre liderança. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Ele expressou o desejo de que sua presença e os conteúdos preparados sobre sua trajetória possam contribuir de forma significativa para a vida de cada participante.

Zico também comentou que, ao longo de sua carreira, muitas pessoas foram fundamentais e deixaram marcas importantes em sua história. “Por onde a gente passa, é essencial deixar um legado,” afirmou. Ao final, emocionado com o carinho do público, ele reforçou sua gratidão: “Depois de tantas horas de viagem e de toda essa recepção, só posso dizer: muito obrigado.”

Exemplo de profissional e ser humano

O secretário de Governo, Luiz Calixto, iniciou sua fala destacando a importância de Zico como exemplo para a juventude.

“Estamos diante de um grande exemplo, não apenas de um jogador, mas de um cidadão disciplinado, que sempre trilhou o caminho do bem e soube inspirar gerações,” afirmou.

Ele ressaltou que esse é justamente o propósito da Secretaria de Governo sob a liderança do governador Gladson Camelí, que é levar inspiração e oportunidades aos bairros, municípios, seringais e periferias do Acre.

“Acreditamos que dentro de cada pessoa existe um líder que precisa ser despertado. Todos nós somos capazes de fazer mais, de ir além,” declarou.

Secretário Calixto diz que Zico é exemplo de superação e resistência. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Calixto fez um apelo para que a população deixe o comodismo de lado e se engaje na construção de um futuro melhor. “Queremos deixar para nossos filhos, netos e famílias um legado de superação, motivação e inspiração. A vida não é fácil, mas sem vontade de vencer, ela se torna ainda mais difícil.”

A vice-governadora Mailza Assis iniciou sua fala celebrando a presença de Zico no Acre. “Este é um grande evento. Estamos muito felizes em receber esse jogador extraordinário, que há décadas já admirávamos como um exemplo para o nosso país,” declarou.

Ela contou que foi questionada sobre a importância de Zico naquele momento e respondeu com firmeza: “Não se trata apenas de um jogador. Zico é um grande homem, um exemplo de liderança em um país que ama o futebol, que valoriza o esporte. E em um estado como o nosso, que está em busca de investimentos e de resgatar o orgulho da juventude e das crianças por meio do esporte, a presença dele é simbólica.”

Mailza destacou que o esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social e que Zico representa isso com excelência.

“Ele fez o Brasil vibrar, chorar, e nos trouxe grandes conquistas, tanto pelo Flamengo, que é o time da maioria dos acreanos, quanto pelas seleções brasileiras.”

Vice-governadora relembrou que o craque já fez o Brasil vibrar e se emocionar. Foto: Neto Lucena/Secom

Ela reforçou que momentos como aquele devem ser valorizados, pois são oportunidades de aprendizado e inspiração. “Zico é um líder, e nós precisamos de líderes experientes e exemplares para tomar decisões difíceis e continuar avançando no nosso estado.”

A vice-governadora afirmou que levaria consigo os ensinamentos compartilhados durante a palestra. “Quero guardar tudo o que for dito aqui como guia para muitas decisões que ainda teremos de tomar na política. Muito obrigada pela presença de todos.”

Emoção e admiração

Durante a palestra ministrada por Zico, o torcedor Railton da Rocha não conteve a emoção ao relembrar momentos marcantes da carreira do craque. “É espetacular, assim, sem palavras”, declarou, visivelmente tocado. Ele contou que, inicialmente, achou que a palestra poderia ser cansativa, mas se surpreendeu com a leveza e profundidade do conteúdo. “Quando ele começou a falar, eu fiquei arrepiado, lembrando do tempo que ele jogava”.

Railton Rocha disse que realizou o sonho de ver o ídolo de perto. Tácita Muniz/Secom

Ele acompanha a trajetória de Zico desde 1977 e guarda na memória momentos históricos, como o gol de 1978, que, segundo ele, foi transmitido pela primeira vez na televisão. “A única vez que eu chorei pelo futebol foi em 1982, quando a seleção foi desclassificada da Copa do Mundo. Eu tinha 12 anos”, relembrou.

Apesar das tristezas, o torcedor destacou as alegrias que vieram depois, como a conquista da Copa Libertadores e diversos campeonatos. Para ele, Zico representa mais do que talento em campo. “Ele é um exemplo de vida, um exemplo dentro e fora de campo, como pai, como esposo”, afirmou.

Além da emoção, Railton também ressaltou o impacto da palestra na sua visão sobre liderança. “O jeito como ele compartilha as experiências, como líder dentro do campo e como exemplo para os filhos, mostra que é possível seguir a carreira no futebol sem abrir mão dos estudos”, disse. Ele lamentou não ter sido sorteado para tirar uma foto com o ídolo, mas celebrou a oportunidade de vê-lo de perto: “Estar aqui ouvindo e vendo o Zico de perto é espetacular, espetacular mesmo.”

Wilidher Oliveira da Mota, à direita, foi um dos 30 sorteados para estar com o ídolo para fazer uma foto. Tácita Muniz/Secom

‘Só faltava o Zico’

Joaquim Freitas destacou o privilégio de ver o ídolo de perto. “Acompanho o Zico desde quando ele era jogador. Já vi quase tudo na minha vida, só faltava o Zico”, disse, com brilho nos olhos.

Para ele, a palestra foi mais do que uma retrospectiva da carreira do craque, foi uma lição de vida. Ele se emocionou ao ouvir Zico contar que pensou em desistir do futebol após não ser convocado para a seleção. “Na vida da gente, quantas vezes a gente tropeça e quer desistir? Mas tem que erguer a cabeça sempre”, refletiu.

Outro torcedor que viveu um momento inesquecível foi Wilidher Oliveira da Mota. Ele foi um dos 30 sorteados para conhecer Zico no camarim, e descreveu o encontro como a realização de um sonho. “É o meu ídolo. Tive a sorte de ver uma final de Libertadores e agora vi pessoalmente. Já estou realizado”, afirmou.

Wilidher também ressaltou o impacto da palestra, especialmente a mensagem de perseverança. “É um exemplo de pessoa, não só como atleta, mas como ser humano. Uma pessoa maravilhosamente incrível.”

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Acre

Ambulatório de endometriose no Acre atendeu mais de 160 mulheres em menos de um ano e traduz compromisso público com o bem-estar das mulheres

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“A parte mais difícil é lidar com os sintomas. É preciso um esforço extra para conviver com as dores e com a dificuldade de manter um estilo de vida que ajude a amenizar tudo isso”, relata Beatriz Mendonça, de 23 anos. Seu depoimento traduz a realidade de muitas mulheres que enfrentam a endometriose — uma condição ginecológica inflamatória e crônica caracterizada pelo crescimento do tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina.

Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose, o que reforça a importância de dar visibilidade ao tema. Neste 13 de março, é celebrado o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, data que integra o “Março Amarelo”, mês dedicado à conscientização sobre a doença.

Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina. Foto: cedida

Pensando nas mulheres que enfrentam essa condição, a Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina.

Como parte desse compromisso, em abril do ano passado, o governo do Acre inaugurou um ambulatório exclusivo para diagnóstico e tratamento da doença. A iniciativa representa um avanço significativo na política estadual de atenção à saúde da mulher, garantindo acolhimento e cuidado especializado a quem mais precisa.

De abril do ano passado até fevereiro deste ano, o ambulatório realizou 162 atendimentos a mulheres que convivem com a endometriose, uma condição frequentemente subdiagnosticada ou identificada tardiamente.

Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose. Foto: internet

‘Doença invisível’

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva em todo o mundo, o que representa mais de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS oferece atendimento integral às pacientes com a doença e registrou um aumento de 30% nos diagnósticos na Atenção Primária, passando de 115.131 atendimentos em 2022 para 144.971 em 2024. Somente nos dois últimos anos (2023 e 2024), foram realizados mais de 260 mil atendimentos.

Na Atenção Especializada, o SUS contabilizou um crescimento de 70% nos atendimentos por endometriose, que saltaram de 31.729 em 2022 para 53.793 em 2024. Entre 2023 e 2024, foram registrados 85,5 mil atendimentos. Também houve aumento de 32% nas internações, passando de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024. No mesmo período (2023 e 2024), o total chegou a 34,3 mil internações.

Beatriz buscou atendimento especializado privado e comemora os avanços do debate sobre a doença nos últimos anos. Foto: cedida

Ampliação do diálogo

Beatriz de Souza Mendonça descobriu a endometriose aos 21 anos, mantendo sua rotina de exames em dia, já que sua mãe também convive com a doença. Assim como acontece com muitas mulheres, o primeiro desafio foi obter o diagnóstico.

“Só fui descobrir que tinha mesmo quando procurei uma médica diferente, que solicitou uma ressonância magnética. Um dos sintomas que mais me afeta é a fadiga e o cansaço constante. Mesmo com exames mostrando vitaminas e hormônios equilibrados, ainda sinto muita indisposição”, relata.

O depoimento da jovem escancara a realidade de milhares de mulheres que convivem com dores incapacitantes e de difícil compreensão. O impacto não se limita à saúde física: muitas vezes atinge também a vida social e profissional.

“A endometriose, por ser uma doença crônica e dolorosa, traz efeitos psicológicos que nem sempre são considerados. A dor e o cansaço excessivo afetam o emocional e, consequentemente, a vida social e afetiva. Muitas vezes não tenho disposição para ver meus amigos; às vezes as dores surgem de repente e tudo que eu quero é deitar na minha cama”, desabafa.

Equidade

Beatriz recorreu ao atendimento privado para conseguir um diagnóstico mais rápido, mas a realidade de muitas mulheres é diferente: há pacientes que esperam mais de sete anos por respostas, tornando o processo ainda mais doloroso e desgastante.

É nesse ponto que o poder público atua para ampliar o acesso e garantir que o serviço chegue ao maior número possível de mulheres.

“Acho que a ampliação do atendimento especializado pelo SUS é essencial. O tratamento da endometriose deve ser encarado como prioridade, tanto pela quantidade de pessoas que sofrem com ela quanto pelo impacto profundo que causa na vida dessas mulheres”, reforça.

Ginecologista Fernanda Bardi está à frente do atendimento. Foto: Luanna Lins/Fundhacre

Cirurgias futuras

A ginecologista Fernanda Bardi, responsável pelo atendimento no ambulatório, explica que as pacientes são acompanhadas semanalmente e, aquelas que necessitam de intervenção cirúrgica, entram em uma fila específica.

“Nas próximas semanas vamos iniciar as cirurgias de endometriose pelo SUS. O tratamento cirúrgico adequado é realizado por via minimamente invasiva, seja videolaparoscópica ou robótica. A videolaparoscópica já está disponível na Fundação Hospitalar e, futuramente, teremos também a robótica. Assim, poderemos tratar cada vez mais mulheres que sofrem com dor pélvica crônica, dor menstrual, dor durante a relação sexual e infertilidade”, esclarece.

No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento.

“O tratamento clínico começa já no ambulatório, com prescrição de medicamentos, encaminhamento para fisioterapia pélvica e acompanhamento com coloproctologista, quando indicado”, acrescenta.

Sinais de alerta

Entre os principais sintomas da endometriose estão: cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais ou urinárias com padrão cíclico.

Para ter acesso ao Ambulatório de Endometriose da Fundação Hospitalar, a paciente deve primeiro procurar à atenção básica nas UBS, onde o médico fará o encaminhamento para a Fundação Hospitalar, referenciando-a para o ambulatório.

No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento. Foto: cedida

Saiba o que o SUS já oferece

Na rede pública de saúde, as mulheres contam com tratamento clínico e cirúrgico.

No primeiro caso, é ofertada terapia hormonal, como o uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados (COCs) e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Vale destacar que as mulheres também contam com acompanhamento multidisciplinar.

Nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário; a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos; e a histerectomia, que consiste na remoção do útero, sendo recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.

Nas mulheres que têm a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias.

Para Beatriz, que luta contra a doença há anos, a ampliação desse atendimento cobre uma necessidade que garante dignidade à mulher que precisa viver com a condição.

“Espero que futuramente se amplie o diálogo e conscientização sobre a endometriose porque é uma doença que afeta muitas mulheres, que às vezes nem chegam a receber o diagnóstico. Também tenho esperança que haja um aumento no número de pesquisas e que seja possível melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa doença”, relata.

Principais Avanços e Propostas Legislativas:

Conscientização: A Lei 14.324/2022 visa informar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento;

Licença Menstrual/Trabalho (PL 1.919/2025): Em tramitação, propõe licença de até 3 dias por mês para estudantes com dores graves, e projetos similares buscam garantir direitos trabalhistas.

Prioridade e Acesso (PL 762/2025): Busca garantir atendimento rápido no SUS e início do tratamento em até 30 dias após diagnóstico. PL ainda está em andamento na Câmara Federal.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Prefeitura de Rio Branco conclui instalação da fábrica de leite de soja para reforçar segurança alimentar

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A Prefeitura de Rio Branco concluiu nesta semana, a instalação dos equipamentos da fábrica de leite de soja, que será utilizada para fortalecer a segurança alimentar de crianças da rede municipal de ensino e de famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas no Cadastro único, atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do município. A expectativa da gestão municipal é ampliar o acesso a um alimento nutritivo e de qualidade para estudantes e famílias assistidas por programas sociais.

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O prefeito visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. (Foto: Val Fernandes/Secom)

Na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. O gestor relembrou que a proposta da chamada “vaca mecânica” chegou a ser questionada por parte da população. De acordo com Bocalom, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Quando eu falava da vaca mecânica, muita gente fazia gozação porque não conhecia o projeto. Hoje mostramos, na prática, o que sempre defendemos. Essa estrutura vai produzir leite de soja enriquecido, garantindo segurança alimentar para nossas crianças, idosos e pessoas acamadas que precisam de uma alimentação adequada”, afirmou.

Atendimento as famílias vulneráveis

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“Nossa equipe vai fazer um levantamento nos oito CRAS para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência”, destacou o secretário. (Foto: Val Fernandes/Secom)

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, explicou que a produção da fábrica poderá chegar a 200 litros de leite de soja por hora.

Segundo ele, o alimento será distribuído prioritariamente para famílias em situação de vulnerabilidade social, cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital.

“Nós temos cerca de 45 mil crianças em Rio Branco inscritas no Cadastro Único. Nossa equipe técnica vai fazer um levantamento nos oito CRAS do município para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência e centros de atendimento”, destacou o secretário.

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De acordo com o gestor, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. (Foto: Val Fernandes/Secom)

Início da produção

Com a instalação dos equipamentos já concluída, a prefeitura aguarda apenas a aquisição da matéria-prima para iniciar a produção.

A previsão é que a fábrica comece a operar plenamente até o final do mês de março. A expectativa da administração municipal é que a nova estrutura fortaleça as políticas públicas de assistência social e amplie o acesso a alimentos nutritivos para a população em situação de vulnerabilidade em Rio Branco.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Adolescente faz ensaio em cemitério para homenagear pai que morreu de câncer em Rio Branco: ‘Lidar com a dor’

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Por Renato Menezes

A celebração dos 15 anos da estudante Miriam Hadassa Freitas da Costa ganhou um significado diferente neste ano, em Rio Branco. Para homenagear o pai, que morreu em 2024, a adolescente decidiu fazer um ensaio fotográfico dentro do cemitério onde ele está enterrado.

Sebastião Mendes da Costa tinha 65 anos, era tenente-coronel e ficou conhecido no Acre por ser fundador e primeiro comandante da Companhia de Operações Especiais (COE). Ele morreu no dia 26 de outubro de 2024, vítima de câncer de estômago, oito meses após receber o diagnóstico.

O aniversário de Miriam foi no dia 25 de fevereiro, a mesma data em que o pai também comemorava mais um ano de vida. A festa, portanto, ocorreu três dias depois, com a exibição dos registros fotográficos e vídeos feitos no dia 13 do mesmo mês.

A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal

A ideia, segundo a adolescente, surgiu após ver nas redes sociais uma homenagem semelhante feita por outra jovem. “Quando eu vi as fotos, tive a certeza que era isso o que eu queria para poder homenagear o meu pai, pois eu e ele fazíamos aniversário no mesmo dia”, falou.

A mãe de Miriam, Luana Freitas de Souza Costa, de 32 anos, complementou que a família sempre celebrou a data de forma conjunta. “Durante toda a vida, a gente sempre comemorou o aniversário deles dois juntos. Era uma festa muito grande, para muita gente, porque o pai dela era uma pessoa muito conhecida e muito querida”, contou.

Foco nos detalhes

A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Entre os elementos escolhidos estão as cores presentes nas fotos e objetos simbólicos.

“O azul representa a tranquilidade e a confiança dele, e o branco porque era a sua cor favorita e também porque significa paz. O urso simboliza o afeto, a segurança e as memórias da minha infância com ele”, frisou.

Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal

Para Miriam, fazer o ensaio justamente no cemitério despertou nela um sentimento diferente do que as pessoas poderiam imaginar.

“Me trouxe um sentimento de tranquilidade, pois eu sabia que era a melhor forma de trazer a essência do meu pai. O cemitério é o melhor lugar para fazer as pessoas refletirem sobre a vida. É muito importante saber que a pessoa nunca morre quando sempre é lembrada pelas boas memórias do tempo em que se encontrava conosco”, completou.

A valsa

Um dos momentos mais aguardados das festas de debutante é a tradicional valsa com o pai. Miriam diz que sempre sonhou com esse momento, mas precisou ressignificá-lo após a morte dele.

Durante a cerimônia, as imagens do ensaio foram exibidas pouco antes da valsa da adolescente que dançou sozinha segurando um ursinho e uma borboleta azul, símbolos escolhidos para representar a presença do pai.

“A vida tinha outros planos e eu não pude realizar esse momento. Mas, mesmo assim, eu não queria deixar passar em branco esse significado tão especial e, por isso, fiz questão das fotos”, acrescentou.

Miriam Hadassa e o pai, Sebastião Costa, comemorando juntos o primeiro ano da menina em Rio Branco. Foto: Arquivo pessoal

O luto

Para lidar com a dor da perda, a família tem buscado seguir a rotina e se concentrar em outras atividades. Segundo a mãe, Miriam tem se dedicado aos estudos. “A gente aprende a lidar com a dor. O luto não é passageiro, ele é eterno. Eles sempre tiveram uma conexão muito linda”, disse.

As fotos da homenagem chamaram atenção nas redes sociais e entre conhecidos da família. Para a jovem, a mensagem por trás das fotos é simples, mas profunda.

“O que eu quero que as pessoas sintam ao ver as fotos é que o amor de um pai nunca morre, apenas muda de forma e segue brilhando nos olhos de sua filha”, finalizou.

Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal

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