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Quem é o verdadeiro campeão brasileiro de 1987? PGR reacende o debate

Quando chegou o fim da partida entre Flamengo e Internacional no dia 13 de dezembro de 1987, em jogo válido pela final da Copa União, o placar agregado de 2×1 para o time carioca apresentava ao Brasil o campeão brasileiro da temporada de 87. Paralelo a isso, em 7 de fevereiro de 1988, o Sport vencia por 1×0 o Guarani (SP) e também ganhava o direito de se intitular campeão nacional daquele ano. A questão é que os clubes estavam em grupos diferentes.
Quase 40 anos depois, a polêmica sobre quem é o verdadeiro campeão de 87 ainda está no ar. Na última quarta-feira (18/2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu um parecer que reacendeu o debate. O procurador-geral Paulo Gonet se posicionou favorável ao Flamengo na ação movida pelo rubro-negro carioca que pede que o clube seja declarado campeão daquele ano, ao lado do Sport.
O que diz a PGR?
- O MPF afirma que uma decisão judicial antiga, que deu o título ao time pernambucano, nunca proibiu que outro clube também fosse premiado.
- Para a PGR, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem liberdade para organizar seus títulos e reconhecer méritos históricos, e declarar dois campeões não desobedece o que a Justiça decidiu no passado.
- A disputa judicial começou logo após o campeonato de 1987, quando houve uma confusão sobre as regras da competição. O Sport entrou na justiça em 1988 pedindo o reconhecimento como grande campeão daquele ano.
- Anos depois o Leão garantiu o reconhecimento.
- Em 2011, a CBF tentou oficializar o título para os dois clubes, mas a Justiça barrou a ideia na época, alegando que o Sport deveria ser o único vencedor.
- Em novo entendimento, Gonet alega que a proibição foi um exagero, pois a decisão original de décadas atrás não exigia que o título fosse exclusivo de apenas um time.
Em 2017, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ministro Marco Aurélio Mello (aposentado) que julgou inviável o recurso do Flamengo contra a decisão judicial que proclamou o Sport como único campeão brasileiro de 1987. Agora, o rubro-negro carioca busca recorrer na Corte, alegando que o entendimento está errado.
A Turma entendeu que a decisão da Justiça de Pernambuco transitou em julgado em 1999 e não poderia ser modificada posteriormente.
Para a bacharel em direito pela Universidade de Brasília (UnB), Déborah Evelyn Lopes, a Justiça não está analisando se um gol ou um impedimento foi válido ou não, mas sim a validade jurídica de um regulamento que foi alterado com o campeonato em curso.
Entenda o que causou a confusão
Em 1987, a CBF passava por grave econômica e institucional e se declarou incapaz de realizar o campeonato brasileiro daquele ano. Tendo em vista esse cenário, os treze principais clubes do Brasil — conhecido como “Clube dos 13″— com medo de não ter calendário resolveram organizar o próprio campeonato.
A Copa União reuniu 16 times para a competição (que era o Clube dos 13 mais 3 convidados). No entanto, o regulamento do campeonato brasileito de 1986, chamado à época de Copa Brasil, dizia que a primeira divisão teria que ter 28 clubes. Os times que ficaram “fora da festa” foram reclamar com a CBF, que voltou atrás e resolveu tomar as rédeas do campeonato brasileiro de 87.
Tentando resolver a situação, a entidade separou os times em dois módulos. Quem jogou a Copa União estava no Módulo Verde e quem jogou o campeonato da CBF se encontrava no Módulo Amarelo. A entidade defendia que o verdadeiro campeão brasileiro sairia de um quadrangular final entre os 2 melhores times do Módulo Verde e Amarelo.
No entanto, os times da Copa União recusaram o modelo da CBF e entendiam que o verdadeiro vencedor nacional sairia do campeão do “Módulo Verde”.
Os finalistas da Copa União foram Flamengo e Internacional, que se recusaram a jogar o quadrangular final com o Sport e o Guarani. No duelo, entre o Bugre e o Leão, o rubro-negro pernambucano saiu vencendor e se consagrou campeão brasileiro.
Já na Copa União o Flamengo se saiu melhor contra o Internacional.
“O debate gira em torno da autonomia da CBF em reconhecer administrativamente títulos, algo que a PGR agora defende ser um direito da entidade, independentemente de decisões judiciais anteriores sobre o cruzamento de módulos”, explica Deborah.
Após novo parecer da PGR, o Sport publicou uma nota nas redes sociais no qual afirma estar acompanhando com “serenidade” os novos desdobramentos sobre o brasileiro de 1987. O clube pernambucano detalha que o mérito da matéria já foi amplamente analisado e decidido.
Na leitura do advogado Mauricio Corrêa da Veiga, apenas uma decisão definitiva do STF sobre a ação rescisória é capaz de encerrar o debate judicial, pois envolve diretamente a preservação, ou não, da coisa julgada. “O Judiciário não está reapreciando a decisão de um campeonato que foi decidida em campo, mas analisando se há fundamento jurídico suficiente para rescindir uma decisão definitiva. São planos distintos: autonomia desportiva de um lado; coisa julgada e seus limites, de outro”, explica.
STF
Dentre os diversos recursos sobre o caso 87 no STF, o último analisado foi em 2024, quando o ministro Flávio Dino considerou inviável um recurso da CBF contra a decisão do Tribunal Regional da 5ª Região (TRF-5) que declarou o Sport como único campeão brasileiro de futebol de 1987.
“O argumento do Flamengo, agora reforçado pela PGR, é que uma decisão judicial que declara o Sport campeão não impede que a CBF, no exercício de sua autonomia privada, também reconheça o Flamengo. O imbróglio persiste porque o Direito Desportivo brasileiro amadureceu muito desde a década de 80, e o STF agora está sendo provocado a decidir se a autonomia da CBF se sobrepõe ou não aos limites daquela sentença antiga”, entende a advogada Deborah Lopes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Aumento do diesel nas distribuidoras começa a valer neste sábado

O aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel nas distribuidoras começa a valer em todo o país a partir deste sábado (15/3), em meio à alta do petróleo no mercado internacional e à preocupação com os impactos da escalada do combustível sobre a inflação e os custos de transporte no Brasil.
A elevação ocorre após semanas de forte volatilidade nos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e pela possibilidade de interrupções no fluxo da commodity no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
No Brasil, o diesel tem peso relevante na economia por ser o principal combustível utilizado no transporte rodoviário de cargas. , mudanças no preço do combustível tendem a se espalhar rapidamente por diversos setores produtivos.
Especialistas apontam que a alta do diesel pode pressionar o custo do frete e acabar sendo repassada ao preço final de produtos, principalmente alimentos, bens industriais e mercadorias de consumo básico.
Impacto na inflação
A alta do diesel também levanta preocupações sobre os efeitos sobre a inflação. Isso porque o combustível faz parte do grupo de preços administrados que influenciam diretamente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país.
Além do impacto direto nos combustíveis, o diesel tem forte efeito indireto sobre os preços, já que o transporte de cargas Brasil afora depende majoritariamente de rodovias.
Com isso, aumentos no combustível podem gerar um efeito em cadeia sobre a economia, pressionando custos logísticos e elevando o preço de produtos ao consumidor final.
Entenda a situação no Oriente Médio
- As tensões aumentaram após confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, ampliando o risco de um conflito mais amplo na região;
- A crise tem preocupado mercados globais porque envolve o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo;
- O risco de interrupção no fluxo da commodity levou à forte alta nas cotações internacionais do petróleo, que voltaram a se aproximar ou superar os US$ 100 por barril;
- A alta do petróleo pressiona os preços de combustíveis e pode gerar efeitos em cadeia na economia mundial, elevando custos de transporte e pressionando a inflação em diversos países;
- Como os combustíveis seguem a dinâmica do mercado internacional, a escalada da crise no Oriente Médio pode influenciar decisões de preços no país e impactar diretamente itens como diesel e gasolina.
Medidas do governo para conter impactos
Diante da pressão sobre os preços, o governo federal anunciou um conjunto de medidas para tentar reduzir o impacto do aumento do diesel no país.
Entre as iniciativas está a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, tributos federais que incidem sobre o combustível. A expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o preço nas refinarias.
Outra ação anunciada foi a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores de diesel, com o objetivo de compensar parte dos custos e estimular que eventuais reduções sejam repassadas ao longo da cadeia de distribuição.
Para compensar a perda de arrecadação gerada pela redução de tributos, o governo também anunciou a criação de uma taxa sobre a exportação de petróleo bruto.
A medida busca equilibrar as contas públicas ao mesmo tempo em que tenta amortecer o impacto do aumento do combustível sobre consumidores e empresas.
Em coletiva de imprensa na última sexta-feira (13/3), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, avaliou que que o aumento do diesel às distribuidoras seria de R$ 0,70 se não fosse o pacote anunciado pelo governo.
Diesel tem efeito amplo na economia
O diesel é um dos combustíveis com maior capacidade de gerar efeitos sobre a economia brasileira.
Além de abastecer caminhões e veículos de transporte de carga, o combustível também é utilizado em máquinas agrícolas, transporte público e diversos segmentos da atividade industrial.
Por isso, variações no preço do diesel costumam ser acompanhadas de perto por analistas e autoridades econômicas, especialmente em momentos de pressão inflacionária.
Nos próximos meses, o comportamento dos preços do combustível deve depender principalmente da evolução do mercado internacional de petróleo e do cenário geopolítico global.
Caso as tensões no Oriente Médio se intensifiquem ou o barril permaneça em patamares elevados por mais tempo, analistas avaliam que novos reajustes nos combustíveis podem ocorrer, ampliando os desafios para o controle da inflação no país.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Rio Branco empata com Galvez e finalista será decidido no 2º jogo

Foto Sueli Rodrigues: Thiago Dunha e Juan Patrocínio em um duelo de camisas 10
Rio Branco e Galvez empataram por 1 a 1 no primeiro jogo das semifinais do Campeonato Estadual Sicredi de 2026 neste sábado, 14, no Tonicão. Saulo fez o gol do Estrelão e Diego anotou para o Galvez.
Bem disputada
Rio Branco e Galvez realizaram uma partida bem disputada desde o início. O atacante Caíque, de cabeça, mandou no travessão na melhor chance do Imperador no primeiro tempo.
No início da segunda etapa, Patrocínio fez o passe e Diego marcou, 1 a 0 Galvez.
Ulisses Torres tornou o Rio Branco mais ofensivo com as entradas de Negueba e Dheryke.
Depois da cobrança de falta, Matheus Reis cabeceou e no rebote do travessão Saulo empatou.
Segunda partida
Galvez e Rio Branco disputam a segunda partida da semifinal na quarta, 18, às 17 horas, no Tonicão. O Imperador tem a vantagem do empate para ser finalista.
Fala, Ulisses!
“Poderíamos ter aproveitado melhor os espaços. Vamos realizar os ajustes necessários para poder tentar vencer a segunda partida”, disse o técnico do Rio Branco, Ulisses Torres.
Deixamos escapar
Para Maurício Carneiro, o Galvez deixou a classificação escapar e o objetivo era definir no primeiro jogo.
“O Rio Branco tem uma camisa pesada. Trabalhamos para garantir a vaga na final e, agora, é treinar para o segundo jogo”, afirmou o comandante do Imperador.
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11ª Copinha Arasuper vai ter 6 jogos para fechar 1ª fase
A 11ª Copinha Arasuper de Futsal vai ter 6 partidas neste domingo, 15, e os confrontos irão finalizar a primeira fase da competição. Os jogos da categoria Sub-10 são valendo classificações e no Sub-12 e 14, os resultados definirão os duelos da segunda fase.
“São jogos importantes por vários aspectos. Tivemos a primeira fase com muitos e felizmente vamos fechar sem nenhum WO”, comentou o coordenador da Copinha, Auzemir Martins.
Partidas do Sub-14
Botafogo x Furacão do Norte
PSC x Bangu
Sub-12
Camisa 11 x Meninos da Vila
Barcelona do Calafate x Santa Cruz
Sub-10
Bombeiros Mirim x Escola Galvez
Flamenguinho x Botafogo
Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES


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