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Pronto-socorro do AC tem mais de 20 profissionais afastados por Covid-19 ou com sintomas da doença

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Dos casos, seis testaram positivo para a doença até este sábado (18). Entre os profissionais, estão técnicos de enfermagem, enfermeiros e motorista.

Pronto-socorro do AC tem mais de 20 profissionais afastados por Covid-19 ou com sintomas da doença — Foto: Marcos Vicentti/Secom

Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

A administração do pronto-socorro de Rio Branco informou que 21 profissionais da unidade foram afastados dos cargos por estarem com Covid-19 ou com suspeita de terem contraído a doença. O número inclui técnicos de enfermagem, enfermeiros e motorista.

As informações foram repassadas pela gerente de Assistência do pronto-socorro, Mônica Nascimento. Segundo ela, dos profissionais, sete são do setor de clínica médica, que foi reservado para atendimento exclusivo de pacientes suspeitos e confirmados de Covid-19.

Os outro oito afastados são funcionários do centro cirúrgico da unidade. Até este sábado (18), ela disse que seis profissionais da unidade testaram positivo para a doença. Somente os que apresentaram sintomas passaram por exames, os assintomáticos, foram colocados em quarentena após contato com casos confirmados.

“A gente suspeita que a contaminação do primeiro caso não foi no hospital, porque até agora todos os pacientes que subiram para lá foram indetectáveis. E no centro cirúrgico também teve a confirmação de uma profissional e teve que afastar todo mundo por medidas preventivas. À medida que vai fazendo o exame e vai passando a quarentena, eles vão retornando à unidade”, disse a gerente.

No setor de clínica médica já chegaram a ser afastados 15 profissionais de uma vez após a primeira confirmação. Mas, oito profissionais retornaram aos postos de trabalho após quarentena. O setor tem cinco pacientes com sintomas da doença internados até este sábado (18).

Os profissionais estão sendo monitorados pela Vigilância de Saúde do município. “Eles que estão controlando, vendo a gravidade e a necessidade de vir ou não para o hospital. A gente também tem nosso núcleo do servidor, que está prestando esse apoio às pessoas que estão positivo para a doença”, afirmou.

A gerente ressalta que o afastamento acaba causando deficit de profissionais e a situação é preocupante.

“A gente está solicitando ajuda de outras unidades que tenham fluxo menor, por exemplo, municípios que possam ceder técnicos de enfermagem para trabalhar pelo menos nesse período, o Hospital das Clínicas que está com ambulatório fechado e sem fazer cirurgias eletivas e tem bastante técnico. Então, é o momento de se ajudar”, concluiu.

Covid-19 no Acre

O Acre chegou aos 163 casos de Covid-19 neste domingo (19), segundo o boletim da Secretaria de Saúde do estado (Sesacre). Foram 21 novos casos registrados em apenas em 24 horas. No sábado (18), eram 142 casos. O número de mortes permanece o mesmo, 6.

O vírus já circula em sete das 22 cidades do estado. O Acre tem 1.483 notificações, sendo que 1.084 foram descartadas, e 236 seguem em análise. O número de mortes pela doença permanece em 6, sendo que o resultado dos exames de óbito de mais 3 pessoas ainda deve confirmar o motivo da morte. O número de pessoas curadas segue em 58. No total, 17 pacientes estão hospitalizados.

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Acre registra 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025, aponta encontro no TCE

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Reunião discutiu aplicação da Política Estadual de Proteção a Órfãos do Feminicídio; quatro famílias já solicitaram auxílio financeiro previsto em lei

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. Foto: cedida 

O Acre registrou 111 crianças e adolescentes órfãos de feminicídio entre 2021 e 2025. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que reuniu representantes de órgãos públicos para discutir a aplicação da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral às Órfãs e Órfãos de Feminicídio.

A política foi criada pela Lei nº 4.065/2022 e prevê assistência a filhos de mulheres vítimas de feminicídio. Também houve definições de critérios para concessão de auxílio financeiro e organização do atendimento especializado.

Durante o encontro, a presidente do TCE-AC, Dulce Benício, afirmou que o Estado precisa garantir proteção às crianças afetadas pela violência. “A dor causada pelo feminicídio não se encerra no ato criminoso. Ela se prolonga na vida dos filhos que permanecem e que precisam do amparo do Estado. Nosso compromisso é assegurar que essa política pública se traduza em proteção concreta”, disse.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. A juíza Evelin Campos Cerqueira Bueno destacou a necessidade de atenção aos processos de guarda das crianças que perderam suas mães.

“O encaminhamento é priorizar os processos de guarda e fortalecer a rede de proteção para garantir acompanhamento dessas crianças”, afirmou.

 

Auxílio financeiro e dados estaduais

Segundo a Secretaria de Estado da Mulher, responsável pela execução da política pública, quatro solicitações de famílias já foram registradas para concessão do auxílio financeiro previsto na lei. Os pedidos estão em análise.

De acordo com dados apresentados na reunião, o Brasil registra em média quatro feminicídios por dia. No Acre, a média é de um caso por mês.

As instituições também discutiram a ampliação da articulação com prefeituras para fortalecer a rede de proteção nos municípios e garantir o acesso das crianças e adolescentes aos serviços previstos na política estadual.

A reunião contou com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e secretarias do governo estadual. Foto: captada 

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Ministro André Mendonça nega habeas corpus e mantém preso ex-presidente do PP Jovem no Acre

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Hélio do Nascimento Bezerra Júnior foi preso em abril de 2025 na Operação Renitência, que investiga tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e associação criminosa

A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado. Foto: arquivo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior, ex-presidente do PP Jovem no Acre. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3) e mantém o investigado em prisão preventiva.

Hélio foi preso pela Polícia Federal em abril de 2025 durante o avanço das investigações da Operação Renitência, que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em atividades criminosas no estado.

De acordo com as autoridades, o esquema investigado teria ligação com tráfico internacional de drogas e armas, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigadores também buscam esclarecer como os recursos obtidos de forma ilegal eram inseridos novamente na economia formal.

No pedido apresentado ao Supremo, a defesa pretendia derrubar uma decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que já havia determinado a manutenção da prisão do investigado.

Hélio do Nascimento Bezerra Júnior permanece detido à disposição da Justiça Federal. Foto: arquivo

Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça entendeu que não há base jurídica para o STF rever a decisão monocrática de um ministro de tribunal superior, salvo em situações excepcionais em que fique comprovada ilegalidade evidente. Com esse entendimento, o magistrado decidiu não dar prosseguimento ao habeas corpus, mantendo válida a determinação de prisão preventiva.

A prisão de Hélio Bezerra ganhou repercussão no meio político acreano por ele ter atuado como dirigente da juventude de um partido político no estado.

Até o momento da publicação desta reportagem, a defesa de Hélio do Nascimento Bezerra Júnior não havia se manifestado publicamente sobre a decisão do STF. O espaço segue aberto caso a defesa deseje se manifestar.

Durante a vistoria em um dos carros na época, foi encontrado um carregador de fuzil com 27 munições calibre .222 Remington (5.56 mm) e mais 19 munições do mesmo tipo, armazenadas separadamente. Foto: arquivo

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PRF flagra caminhão sem silenciador e com ocupantes na carroceria durante fiscalização em Feijó

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Veículo trafegava na BR-364 com ruído acima do permitido e pessoas em partes externas, configurando infrações de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora

Os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases. Foto: captada

Durante patrulhamento de rotina no km 490 da BR-364, no município de Feijó, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou um caminhão M.Benz/L 1313, de cor azul, que apresentava diversas irregularidades.

Segundo a corporação, o veículo trafegava com duas pessoas posicionadas em partes externas da carroceria, expondo os ocupantes a risco iminente de acidentes. Além disso, o caminhão emitia ruídos muito acima dos limites permitidos, o que chamou a atenção da equipe e motivou a interceptação para uma fiscalização mais detalhada.

Durante a inspeção, os policiais verificaram que o caminhão estava sem o silenciador no sistema de escapamento. A ausência do equipamento impede o controle adequado dos níveis de ruído e da emissão de gases, configurando infração de trânsito e possível crime ambiental por poluição sonora.

A conduta foi inicialmente enquadrada com base no artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, que trata de causar poluição em níveis que possam resultar em danos à saúde humana.

A PRF reforçou que o uso do silenciador é obrigatório, conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito, sendo essencial para reduzir impactos ambientais e riscos à saúde, como danos auditivos causados pela exposição prolongada a ruídos excessivos.

O caso será encaminhado ao Ministério Público Estadual e aos órgãos ambientais competentes para apuração das responsabilidades administrativas e criminais. Os dados pessoais dos envolvidos não foram divulgados.

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