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Acre

Promotora sugere boicote à prática de preços abusivos no AC

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MP-AC vai apurar aumento excessivo no gás, alimentos e combustíveis.
Comportamento do consumidor influencia no mercado, diz promotora.

Francisca Brito, do Procon e promotora Alessandra Marques falaram em coletiva (Foto: Rayssa Natani/ G1)

Francisca Brito, do Procon e promotora Alessandra Marques falaram em coletiva (Foto: Rayssa Natani/ G1)

 G1/AC

O Ministério Público do Acre abriu procedimentos investigatórios para apurar denúncias de consumidores relacionadas a supostas práticas de preços abusivos no estado, sobretudo, depois que a BR-364 foi tomada pelas águas do Rio Madeira, em Rondônia. O foco da investigação está nos combustíveis, no gás de cozinha e alguns produtos alimentícios. A promotora de Justiça de Defesa do Consumidor Alessandra Marques, em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (12), sugeriu o boicote como uma forma de defesa.

“O boicote é uma prática de consumo extremamente normal em países de primeiro mundo.  Nas redes sociais, tem um movimento da sociedade civil denominado ‘Boicota Rio Branco’, e a sociedade pode e deve contribuir, informando o local em que há produtos mais baratos, ou onde o preço subiu do dia para noite”, afirma.

Ela ressaltou a influência do comportamento do consumidor no mercado. “Esse é um momento muito importante para que não só os órgãos de fiscalização verifiquem o que está acontecendo, mas que os consumidores demonstrem maturidade diante de uma situação atípica”, disse, se referindo a cheia do Rio Madeira e fechamento da BR-364, causando a dificuldade no transporte de alguns produtos para o Acre, o que gerou o medo do desabastecimento, levando muitos consumidores a comprar em excesso.

“Eu, por exemplo, já ouvi gente dizendo que fez compra no supermercado para cinco meses. Sinto dizer, mas nós estamos contribuindo para que o preço aumente, porque a regra do capitalismo é esse: se eu tenho uma demanda excessiva e não tenho produto suficiente, o preço vai aumentar”, alertou.

Investigação
Para conduzir a investigação sobre a alta de preços no estado, o MPE deve trabalhar em parceria com o Procon. “Vamos às ruas verificar in loco e constatar se há realmente uma prática abusiva ou um aumento injustificável. O aumento pode existir,  mas só é livre se for justificável”, explica  a chefe de fiscalização do Procon, Francisca Brito.

“Queremos deixar claro que nenhum desses três produtos que serão investigados sofrem tabelamento, portanto, eles seguem a lei de livre concorrência. O limite para a prática de preços é a abusividade ou o aumento injustificável. Eles têm que ser detalhados muito criteriosamente”, finaliza a promotora Alessandra.

Os procedimentos investigatórios têm um prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para serem concluídos.

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Acre

Nível do Rio Acre recua em Rio Branco, mas segue acima da cota de alerta

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Mesmo com queda nas últimas horas, manancial ainda preocupa autoridades; volume de chuva foi baixo nas últimas 24h

O nível do Rio Acre apresentou redução na manhã desta quinta-feira (2), em Rio Branco, mas ainda permanece acima da cota de alerta, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal.

De acordo com os dados, às 6h o rio marcou 13,79 metros, indicando queda em relação às medições anteriores. Já às 9h, o nível baixou para 13,70 metros, mantendo a tendência de recuo ao longo da manhã.

Apesar da diminuição, o manancial segue acima da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A cota de transbordo é de 14 metros, o que mantém o cenário de atenção para possíveis elevações.

Nas últimas 24 horas, o volume de chuva registrado na capital acreana foi de 1,20 milímetros, considerado baixo e que contribui para a redução gradual do nível do rio.

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Acre

Páscoa: operação fiscaliza preços e combate abusos ao consumidor no Acre

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O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon) deflagrou, na segunda-feira (30), em todo o estado, a Operação de Páscoa, ação de fiscalização voltada ao período comemorativo, quando cresce a procura por pescados, chocolates e outros produtos típicos da data.

A operação tem como foco o monitoramento dos preços praticados no mercado, a identificação de variações abusivas e o cumprimento das normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC), com ênfase na transparência das informações e na correta precificação.

Os estabelecimentos visitados receberam notificações recomendatórias com orientações para prevenção de práticas abusivas e publicidade enganosa. O chefe do setor de fiscalização do Procon, John Lynneker Rodrigues, ressaltou o caráter educativo da ação. “Nosso trabalho é garantir que o consumidor tenha acesso a informações claras e preços justos, especialmente em períodos sazonais como a Páscoa, quando há maior demanda por determinados produtos. A atuação do Procon busca prevenir abusos e fortalecer a confiança no mercado.”

O gerente de um supermercado visitado na capital, Aludson Pereira, avaliou positivamente a presença dos fiscais. “A fiscalização é fundamental para demonstrar que os preços praticados seguem critérios baseados nos custos de aquisição. Esse acompanhamento também proporciona mais transparência e segurança ao consumidor, que passa a ter a garantia de estar pagando um valor justo”, declarou. A operação segue até o fim do período que antecede a data comemorativa.

Para consumo consciente na Páscoa, o Procon orienta os consumidores a planejar as compras com lista e orçamento definidos; pesquisar preços em diferentes estabelecimentos; avaliar custo-benefício além da marca ou embalagem; conferir validade, composição e peso líquido dos produtos; evitar parcelamentos desnecessários; optar por chocolates em barras, kits ou produtos artesanais; combinar limites de gastos com presentes entre familiares e amigos; e comprar apenas o necessário para evitar desperdício.

Denúncias, consultas e reclamações podem ser feitas pelos telefones (68) 3223-7000 ou 151, pelo e-mail [email protected], pela plataforma consumidor.gov.br ou pelos formulários digitais no site Meu Ac.gov.br, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30.​​​​​​​​​​​​​​​​

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Acre

Hotel deve ser indenizado por falha na instalação de sistema fotovoltaico

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As irregularidades técnicas do equipamento instalado geraram prejuízo ao consumidor, que teve seus direitos garantidos com a imposição de indenização por danos morais e materiais

A 2ª Câmara Cível deu provimento ao pedido de um hotel para que a empresa de energia solar e a distribuidora de energia fossem responsabilizadas pelo atraso na instalação e pelo mau funcionamento do sistema fotovoltaico. A decisão foi publicada na edição nº 7.988 do Diário da Justiça (pág. 5), desta quarta-feira, 1º de abril.

De acordo com as cláusulas do contrato, o prazo para execução dos serviços era de 70 dias e o sistema de compensação geraria 5.000 kWh/mês. Além da extrapolação do prazo, nos dois primeiros meses o sistema apresentou desempenho inferior ao contratado, variando de 679 a 2.513 kWh/mês.

No 1º grau, a sentença tinha condenado as demandadas ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. Contudo, o hotel recorreu para que os danos materiais também fossem incluídos. Deste modo, as perdas e danos emergentes do inadimplemento contratual foram avaliados à luz do Código de Defesa do Consumidor.

Ao analisar o mérito, a relatora do processo, desembargadora Waldirene Cordeiro, assinalou que o dano material ficou evidenciado pelo pagamento simultâneo do financiamento do sistema e das faturas de energia elétrica durante o período em que o equipamento não operava adequadamente, bem como pelos gastos extras que foram necessários para a correção da falha técnica e foram comprovados nos autos. Portanto, estes também devem ser indenizados, decidiu o colegiado por unanimidade.

Apelação Cível nº 0711563-74.2022.8.01.0001

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