Acre
Projeto ‘Promotor por um Dia’ é lançado no Alto Acre
O projeto ‘Promotor por um Dia’, idealizado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), foi lançado na cidade de Brasileia, na região do Alto Acre, nesta segunda-feira (9). A finalidade da atividade é formar cidadãos mais conscientes de seus direitos e deveres. A cidade de Brasileia fica distante 234 km da capital Rio Branco e faz fronteira com a Bolívia. Desenvolvida, inicialmente, na capital, a iniciativa passou a ser realizada no interior do estado. A atividade foi lançada recentemente nas cidades de Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.
A coordenadora do Núcleo de Ensino da Rede Estadual de Educação de Brasileia, Leda Santiago salientou que o projeto foi lançado em hora adequada para a juventude conhecer as leis.
“Na escola é fundamental esse projeto, pois temos alunos que enveredam pelo caminho errado achando que nunca serão punidos. E ainda há aqueles que acham que o caminho mais fácil é o das drogas ou do crime. Com esse projeto esperamos uma nova consciência, será uma semente para que os nossos alunos possam entender que oportunidades existem, basta que a gente escolha o caminho certo. Estamos felizes com o lançamento do projeto aqui em Brasileia”, salientou.
Em Brasileia, a escola que deve ser beneficiada ainda será definida, mas por regra do projeto, devem participar alunos do 6º ao 9º ano e do ensino médio.
A diretora Cleide Bezerra Torres disse que ficou feliz com a iniciativa “ Somos gratos ao MP por essa iniciativa. Nossa escola, a Fontenele de Castro precisa e muito desse tipo de ação. Muitos alunos nossos, vem da zona rural e chegam na cidade não sabem como lidar com a liberdade que tem e escolhem muitas vezes o caminho do álcool, das drogas e da violência. Queremos mudar isso “ disse ela.
A coordenadora administrativa da unidade do MPAC em Brasileia, promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro Teixeira salientou que, os adolescentes conhecendo as atribuições do Ministério Público podem despertar objetivos de vida.
“É uma semente lançada. A finalidade é aproximar os adolescentes do Ministério Público e mostrar que há o lado certo e lado errado e que, o segundo, causa sérios danos. Para o projeto, visualizo uma importância grande de levar aos adolescentes lições de cidadania. Esperamos que os adolescentes despertem metas e objetivos para a vida deles”, comentou.
O procurador-geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto disse ser uma satisfação grande lançar o projeto na região de fronteira por entender ser uma lição de cidadania.
“Estamos oferecendo dentro do Ministério Público uma aula de cidadania para os adolescentes. Mostramos que, por mais difícil que seja o caminho da correção, é o melhor caminho a ser seguido”, disse.
Participaram da solenidade, o secretário-geral do MPAC, promotor de Justiça Celso Jerônimo de Souza; o presidente da Associação dos membros do Ministério Público do Acre (Ampac), promotor de Justiça Francisco Maia Guedes; o promotor Ildon Maximiano Peres Neto; além dos representantes das secretarias Estadual e Municipal de Ensino e servidores do MPAC.
O projeto
O Promotor por um dia é um projeto criado em 2011 e voltado para as escolas situadas em bairros carentes e violentos. O projeto pretende estabelecer uma nova forma de relação entre o MPAC e essa classe estudantil. Com o Promotor por um dia, a instituição quer facilitar o acesso dos alunos a noções e conceitos de cidadania, por meio do conhecimento da missão do MPAC em defesa dos direitos sociais. O projeto pretende ser um elo para que os jovens reconheçam que o crime não compensa e que quem transgride recebe sim, punição.
Por meio do ‘Promotor por um dia’, estudantes de escolas públicas acompanham de perto o dia a dia da instituição e a rotina de seus membros, fazem uma visita às instalações, participam de atividades e palestras sobre cidadania e, depois, são desafiados a escrever uma redação sobre o que viram e aprenderam. O vencedor recebe prêmio e também acompanha um promotor de Justiça por um dia, inclusive em audiências e júri.
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Acre
Prefeitura de Assis Brasil inicia atividades do SCFV com momento de acolhimento e alegria
A Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou no dia 17 de março de 2026 o início das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), reunindo crianças e adolescentes em um momento especial de acolhimento, integração e muita alegria.
A programação foi marcada por diversas atividades recreativas, garantindo diversão e interação entre os participantes. Durante o dia, as crianças e adolescentes aproveitaram brinquedos, participaram de um animado banho de piscina e saborearam um delicioso lanche preparado com muito carinho pela equipe organizadora.
Cada detalhe foi pensado para oferecer um ambiente acolhedor, seguro e repleto de boas energias, promovendo não apenas o lazer, mas também o fortalecimento dos vínculos sociais e familiares.
Mais do que um momento de diversão, o início das atividades do SCFV reafirma o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento social, emocional e pessoal de cada participante. A iniciativa contribui diretamente para a construção de valores, convivência em grupo e formação cidadã.
A Prefeitura de Assis Brasil segue investindo em ações que promovem inclusão, cuidado e oportunidades, desejando que esta seja uma jornada cheia de aprendizados, conquistas e momentos inesquecíveis para todas as crianças e adolescentes atendidos.
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Governo debate fortalecimento de políticas migratórias com organismo internacional
O governo do Acre avançou nas tratativas para fortalecer as parcerias voltadas à política migratória durante reunião, nesta terça-feira, 17, com representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) que apoia a gestão de fluxos migratórios em 175 países.

O encontro reuniu o secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac), Fabio Rueda, a secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos, Amanda Vasconcelos, e representantes da OIM no Brasil.
A reunião teve como principal objetivo discutir novas formas de cooperações entre o governo e a OIM para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao acolhimento, à assistência e à integração de migrantes que chegam ao Acre.

Desde 2010, o estado tem sido porta de entrada para diferentes correntes migratórias, incluindo haitianos, venezuelanos e cidadãos de outras nacionalidades que utilizam rotas terrestres para ingressar no Brasil. Neste período, o Acre estruturou respostas emergenciais e políticas de acolhimento. Atualmente, as cidades de Assis Brasil, Epitaciolândia e Rio Branco contam com abrigos temporários para receber os estrangeiros.
Durante o encontro, o secretário Fabio Rueda destacou a importância da articulação para o enfrentamento do tema. “O Acre tem uma experiência acumulada muito significativa na recepção de migrantes, mas é fundamental fortalecer parcerias com organismos internacionais como a OIM. Essa cooperação amplia nossa capacidade de resposta e garante mais dignidade no atendimento a essas pessoas”, afirmou.

A secretária adjunta Amanda Vasconcelos reforçou o compromisso do Estado com ações voltadas a ajuda humanitária. “Estamos trabalhando para consolidar uma rede de atendimento que assegure direitos e promova a inclusão social dos migrantes. O apoio técnico e institucional da OIM é essencial para avançarmos nesse processo com mais eficiência e sensibilidade”, pontuou.

O oficial nacional de projetos da OIM, Eugênio Guimarães, destacou que o órgão atua no Acre desde 2024. “Queremos potencializar e agregar os serviços que já estão sendo realizados no estado. A parceria com o governo do Estado é de suma importância nesse processo e queremos trazer novas experiências exitosas que estão sendo aplicadas pelo mundo nesta área de mobilidade humana”, declarou.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Força-tarefa familiar garante aprovação de pais e filhos em concurso da Educação e vaga em curso de medicina
Há conquistas que transformam o indivíduo. Outras, mais raras e silenciosas, reescrevem o destino de uma família inteira. Quando o governo do Acre publicou a lista de aprovados no último concurso público da Educação, a sala de estar de Telmo e Marlete Costa, em Rio Branco, virou o palco de um evento estatisticamente improvável: quatro membros da mesma unidade familiar viram seus nomes no Diário Oficial.

Marlete atua como professora de Educação Especial, enquanto Telmo e o caçula, Kaique, garantiram vagas como apoio administrativo. O filho mais velho, Brenno, foi aprovado como professor de geografia. Além das posses no Estado, Kaique comemora a aprovação no curso de medicina em três universidades, incluindo a Federal do Acre (Ufac).
A rotina até as aprovações exigiu disciplina. Telmo e Marlete dividiam o cansaço do trabalho formal com a gestão da casa e os cadernos. “Chegávamos todos exaustos. Cada um ia para o seu quarto, trancava a porta e ia estudar”, relembra Marlete.
As ausências em festas de família e os fins de semana dedicados aos livros moldaram o padrão de trabalho absorvido por Kaique, que cursou todo o ensino médio na rede estadual, incorporou a rotina dos pais e chegou a manter dez horas diárias de resolução de questões. “Eu chegava em casa e via meu pai e minha mãe estudando. O que eu ia fazer? Eu tinha que estudar também”, relata o jovem.
O redesenho do mapa familiar
A dinâmica de estudos, segundo o filho mais velho, transformou o que poderia ser pressão em propósito coletivo. “A nossa união foi o gás para conquistarmos nossos objetivos”, resume. Fruto do ensino público, Brenno agora retorna às salas de aula da rede estadual para retribuir o investimento. “O que me levou a escolher a docência foi a vontade de contribuir na formação de outras pessoas, assim como os meus professores fizeram comigo”, afirma.

Para o novo professor de geografia, a mudança de vida da família ilustra, na prática, o conceito de transformação do espaço e da sociedade. “A geografia não é estática, é o resultado das relações sociais, econômicas e culturais que se transformam com o tempo. A educação pública abriu portas, porque redesenhou o mapa socioeconômico da nossa família. Hoje, temos mais oportunidades e uma visão de futuro ampliada. A rede e as políticas públicas nos ajudaram a chegar ao nosso objetivo”, avalia.
Equidade na educação especial
Também para Marlete, a aprovação tem um significado direto na prestação de serviço à população, agora que atua na linha de frente da Educação Especial, área prioritária da gestão pública. Para atender os mais de 142 mil estudantes matriculados na rede estadual, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) opera em 598 escolas e garantir que esses espaços sejam acessíveis para alunos com deficiência exige investimento contínuo.
Atualmente, mais de 11 mil alunos são assistidos na Educação Especial em todo o estado. Para fortalecer esse atendimento, o governo do Acre, na gestão de Gladson Camelí e Mailza Assis, realizou o primeiro concurso público para professores efetivos da área. “A educação transforma vidas e realiza sonhos. Educamos pelo exemplo. Quando somos o exemplo, não precisamos dizer muita coisa; eles simplesmente se espelham”, afirma a professora.
Base na rede pública

A jornada de Kaique evidencia o papel do ensino público do estado. Lotado na Escola Terezinha Miguéis enquanto aguarda o início do curso superior, credita sua formação à escola estadual.
“A educação pública do Acre vem melhorando cada vez mais. Criei uma base muito grande na rede pública, o que me permitiu aprofundar os conhecimentos depois. O segredo era me envolver de fato com o conteúdo e ter um objetivo muito específico”, analisa.
O titular da SEE, Aberson Carvalho, destaca que a trajetória da família referenda as diretrizes do planejamento da gestão. “A presença das ações da pasta no chão da escola se dá exatamente por meio de histórias assim. Quando vemos uma família inteira ingressar no serviço público por meio de concurso e simultaneamente celebrar a aprovação de um aluno oriundo da nossa rede em medicina, temos a consolidação do nosso objetivo. É o resultado concreto das ações estruturantes que estamos realizando”, explica o gestor.
Com a estabilidade alcançada e o caçula encaminhado para um dos cursos mais concorridos do país, a família agora recalcula a rota. Os planos de trocar de carro ou comprar uma casa nova já estão na mesa, mas o foco imediato é dar suporte ao futuro médico.

A experiência deixou lições práticas sobre o acompanhamento escolar. Telmo resume a vivência com um recado direto para os pais da nova geração: “O conhecimento é o caminho e isso ninguém tira do seu filho. Aproxime-se dele, oriente, instrua. Seja parceiro da escola, e a boa colheita vem”.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE



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