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Acre

Projeto Cidadão realiza casamento coletivo em escola rural de Tarauacá

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Noventa e três casais oficializaram a união em mais uma edição do Projeto Cidadão, realizado nesta terça-feira, 2, desta vez na Escola 15 de Junho, BR-364, Km 18, no município de Tarauacá.

Celebrado pela juíza de Direito Ana Paula Saboya, e com as bênçãos do pastor Francisco Cunha e do padre Antonio Maria, a cerimônia foi realizada na quadra da escola, ornamentada carinhosamente pela comunidade.

A magistrada celebrante disse que seu sentimento é de dignidade, enquanto juíza e defensora da constituição, cujo um dos princípios é a dignidade humana, e que a ação social resgata a auto estima do cidadão.

“Gratificante ver nos olhos das pessoas o desejo de exercer seu papel de cidadão, conseguir documento, atendimento médico, jurídico e o casamento coletivo que é maravilhoso. Então, o Projeto Cidadão é de suma importância, pois o sentimento de cidadão está um pouco perdido e quando o Estado mostra e abraça as pessoas mostrando o quanto elas são importantes a sociedade fica com a auto estima melhor e esse trabalho nos estimula, nos instiga, e nos deixa certo que estamos no caminho que a missão está sendo cumprida”, finalizou a juíza Ana Paula Saboya.

Compuseram o dispositivo de honra a coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista, a juíza-auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Andrea Brito, a prefeita do município de Tarauacá Maria Lucinéia; representando o Ministério Público do Acre (MPAC), a promotora de Justiça Luana Diniz; representando a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE), a defensora Pública Danila Porto; a delegatária Priscila Bezerra, além de representantes do Poder Legislativo Municipal e Polícia Militar.

 

A coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista, em seu discurso, reforçou que “esta ação só é possível graças aos esforços e união de várias instituições parceiras”. Bem como, o convênio firmado com o Ministério da Justiça, fruto de proposta do Tribunal de Justiça que concorreu a um edital, sendo o Projeto Cidadão um dos selecionados.

Não escondendo a felicidade e sorrindo bastante, Francisco de Assis Braga Vieira (27 anos) e Iris Ferreira Machado (20 anos), que estão junto há 10 meses, souberam da oportunidade por uma rede social e já decidiram selar a união. Francisco é nascido na comunidade e mudou para a cidade, mas ele fala do privilégio de casar no primeiro casamento coletivo do Projeto Cidadão nesta escola. Iris fala que por não terem condições de pagar a taxa, o sentimento no dia do seu casamento é de “gratidão e felicidade, graças ao Projeto Cidadão”. Francisco solta um largo sorriso e diz “eu tô feliz”.

Como tradição, o casal mais jovem e o casal mais experiente ganham local de destaque. Representando o casal mais jovem Diego de Souza Ferreira (22 anos) e Karla Oliveira da Silva (17 anos). Já o casal mais experiente, juntos há 58 anos, foi Euclides dos Santos Nascimento (76 anos) e Geruza Maciel da Silva (73 anos).

*Serviços e parceiros*

Em paralelo ao casamento coletivo, as salas da escola foram ocupadas por serviços para a população. Entre os serviços oferecidos estão a emissão de RG, CPF, segundas vias de certidões de nascimento, atendimentos jurídicos, atendimentos de saúde com médicos,odontologista e testes rápidos.

Cumprimentando e agradecendo cada parceiro de sala em sala, a coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista, fez questão de ir ao encontro dos parceiros que são fundamentais. “É muito difícil fazer uma edição do Projeto Cidadão em locais mais distantes, mas é justamente com essa proposta de acesso a justiça e estar próximo do cidadão que o TJAC fez essa proposta ao Ministério da Justiça e foi bem acolhido, mas que não poderia ser realizado sem as instituições parceiras, sem a cooperação do Governo do Estado e dos Municípios”, concluiu.

Além de participar do casamento, Alisson Barbosa Morais e Maria de Fátima Lima de Souza, ambos com 19 anos, aproveitaram também outros serviços oferecidos, como inscrição no Auxílio Brasil, consulta médica, segunda via do documento de RG. Eles estão juntos há dois anos e oito meses e já tem uma filha de 2 anos, que estava fazendo aniversário no dia do casamento dos pais. Alisson trabalha numa serraria e um colega de serviço comentou sobre a oportunidade e não perdeu tempo. “Eu já tinha o sonho de casar, mas não tenho recursos, então com essa oportunidade eu aproveitei tanto para casar como utilizar os outros serviços”, disse Alisson.

Já Emerson de Oliveira Pereira, 16 anos, morador do Ramal Cachoeira, Projeto de Assentamento Tarauacá, para tirar sua primeira carteira de identidade, fez a viagem de uma hora de moto com seu pai, pelo ramal. Ele soube da oportunidade através de servidores da prefeitura que faziam um trabalho na comunidade. Para ele, a ação social é “importante, pois ajuda muito o pessoal da região”.

Absolutamente impensável a realização do Projeto Cidadão sem o apoio das parcerias. A contribuição de todas as instituições, seja a nível municipal, estadual ou federal são indispensáveis para execução desta ação social, que das 8h às 16h, alcançou o total de  1.991 atendimentos.

O Tribunal de Justiça agradece a cada parceiro que esteve presente nesta edição como Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Governo do Estado do Acre, através de sua Secretaria de Polícia Civil  – Instituto de Identificação, a Secretaria de Saúde  (Saúde Itinerante), a Secretaria de Estado de Assistência Social dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM), a Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC), e a Prefeitura Municipal de Tarauacá, por meio de suas Secretarias de Assistência Social, Saúde, Produção, Educação, Meio Ambiente; além da Câmara de Vereadores.

Ana Paula Batalha

Jornalista -Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC)

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Morre Gil Trotamundos, aventureiro acreano que deu três voltas ao mundo de bicicleta

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Faleceu nesta quarta-feira (31), aos 71 anos, em Rio Branco, Gilberto Bezerra de Farias, conhecido como Gil Trotamundos. Natural de Sena Madureira, ele se tornou um dos mais conhecidos ciclistas aventureiros do Brasil ao realizar três voltas ao mundo de bicicleta, percorrendo aproximadamente 500 mil quilômetros e visitando 142 países ao longo de mais de 45 anos de viagens.

Gil ganhou projeção internacional por suas jornadas sobre duas rodas, que lhe renderam reconhecimento no meio do cicloturismo e da aventura. Ao longo da carreira, publicou 12 livros em quatro idiomas e produziu 17 filmes, entre eles nove documentários sobre suas viagens — como a série Pedal da Liberdade — e outros oito voltados à história de seus antepassados no Acre.

Entre as homenagens recebidas, foi escolhido para conduzir a tocha olímpica em Rio Branco durante os Jogos Olímpicos de 2016 e também participou do revezamento da tocha nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

Em entrevistas, Gil relatava ter filhos em diferentes países, reflexo de sua vida itinerante ao redor do mundo. Nos últimos meses, enfrentava um câncer e havia se mudado para Santa Catarina em busca de tratamento e para tentar se estabelecer junto à família.

A morte de Gil Trotamundos encerra uma trajetória considerada histórica para o cicloturismo acreano e brasileiro, marcada por espírito aventureiro, produção cultural e promoção do Acre no exterior.

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Prefeitura de Rio Branco entrega Ponte do Caipora e garante mais segurança, mobilidade e dignidade à população

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A Prefeitura de Rio Branco entregou, na manhã desta quarta-feira (31), a nova Ponte do Caipora, uma obra histórica e muito aguardada pelos moradores da região. A entrega contou com a presença do prefeito Tião Bocalom, do vice-prefeito Alysson Bestene, do presidente da Câmara Municipal Joabe Lira, secretários municipais, lideranças comunitárias e moradores beneficiados.

A nova estrutura representa um avanço significativo para a mobilidade e a segurança da população, encerrando um longo período de isolamento enfrentado por centenas de famílias, especialmente durante o inverno amazônico, quando as cheias impediam o deslocamento e o acesso a serviços essenciais.

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Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Segundo o prefeito Tião Bocalom, a obra simboliza mais do que infraestrutura: representa liberdade, dignidade e cuidado com as pessoas.

“Até o ano passado, as comunidades daqui ficavam isoladas. Teve ano em que não tinha comida, porque ninguém conseguia sair. Agora, eles vão poder ir e vir com segurança. Essa ponte representa liberdade e dignidade para todo mundo. A prefeitura colocou quase dois milhões em contrapartida, porque nosso objetivo é cuidar bem do nosso povo”, destacou o prefeito.

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O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O vice-prefeito Alysson Bestene reforçou o impacto social da obra, ressaltando o compromisso da gestão municipal em atender quem mais precisa.

“É uma obra de grande impacto. Quando garantimos que as famílias possam se deslocar com tranquilidade e segurança, quem ganha é a comunidade. A prefeitura tem buscado chegar a quem mais precisa”, afirmou.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana.

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De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Cid Ferreira, a entrega da Ponte do Caipora integra um amplo programa de investimentos em infraestrutura rural e urbana. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Estamos concluindo cerca de 100 pontes de batisteca, e esta já é a sexta ponte de concreto desta gestão. É um compromisso com a infraestrutura e com a melhoria da vida da população”, explicou.

A ponte foi construída com recursos federais, somados à contrapartida da Prefeitura de Rio Branco. Para os moradores, a obra encerra décadas de dificuldades e garante acesso permanente a serviços como saúde, educação e abastecimento.

Ponte Raml Picarrera 7
Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Moradora do Projeto Moreno Maia há 28 anos, Claucilene Oliveira destacou a importância histórica da entrega.
“Essa ponte representa a nossa liberdade, o direito de ir e vir e a melhoria da qualidade de vida. Durante muitos anos, nas enchentes, ficávamos isolados e dependentes da ajuda do poder público. Agora esse problema não vai mais existir. É um sonho antigo dos moradores, aguardado por mais de 30 anos.”

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O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O morador Pedro de Souza Marcial também celebrou a conquista.

“Essa ponte representa um bem muito grande pra nós. A gente ficava ilhado, tinha época que não tinha nada em casa porque não dava pra ir à cidade. O Bocalom está de parabéns. É um bem precioso pra toda a vida.”

Mais investimentos em infraestrutura rural

Ainda nesta quarta-feira, o prefeito Tião Bocalom e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. A obra beneficia diretamente moradores e produtores rurais, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo a economia local.

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O prefeito e sua equipe seguiram para o Ramal Piçarreira, na região do Calafate, onde foi entregue mais uma ponte construída integralmente com recursos próprios do município. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O último dia do ano foi dedicado à entrega de obras. Estivemos na ponte do Caipora, uma obra notável, e agora entregamos outra bela ponte no Ramal Piçarreira. Essa era uma reivindicação de mais de vinte ou trinta anos.

Investimos recursos próprios, mostrando que a prefeitura tem capacidade de realizar. Isso é apoio direto aos trabalhadores e produtores rurais que colocam alimento na mesa da nossa população”, concluiu o prefeito.

Com essas ações, a Prefeitura de Rio Branco reafirma seu compromisso com o desenvolvimento, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, especialmente nas áreas que por décadas conviveram com o isolamento e a falta de infraestrutura.

Ponte Calafate 5
“Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”, disse Joabe. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Presidente da Câmara Joabe Lira que acompanhou o prefeito nas agendas, ressaltou o memento especial para os moradores da zona rural.

“Um dia especial, o último do ano, 31 de dezembro. Estamos encerrando o ano, e não há melhor maneira de celebrar do que entregando obras. Isso demonstra o compromisso e a dedicação do prefeito, que também compartilhamos na Câmara, com a população de Rio Branco. Nada melhor do que concluir o ano, em um dia de feriado, trabalhando e mostrando nosso compromisso com a população”.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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BR-364 segue em condições críticas e prolonga viagem de Rio Branco ao Vale do Juruá em até 16 horas

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Chuvas agravaram crateras, erosões e deslizamentos; trechos entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó são os mais afetados. DNIT e PRF atuam em interdições parciais

Ao longo de 2025, a rodovia acumulou reclamações por más condições de trafegabilidade, e as fortes chuvas das últimas semanas pioraram ainda mais o cenário. Foto: captada 

A BR-364, única ligação terrestre entre o Vale do Juruá e a capital Rio Branco, permanece em situação crítica e continua gerando preocupação entre moradores, motoristas e transportadores. Em 2025, a rodovia foi alvo de constantes críticas devido às más condições e, com as fortes chuvas recentes, o cenário piorou: crateras, erosões e deslizamentos têm tornado trechos intrafegáveis, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó.

Nas últimas semanas, um trecho próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, foi parcialmente interditado após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé. Equipes do DNIT e da PRF atuam no local para controlar o tráfego e reduzir riscos. Motoristas relatam que o percurso de aproximadamente 635 quilômetros, que antes levava de sete a oito horas, agora pode durar de 12 a 16 horas, causando aumento no consumo de combustível, desgaste mecânico e elevação dos custos de frete.

A rodovia segue essencial para o abastecimento e a economia regional, mas a precariedade estrutural impacta diretamente a mobilidade, a segurança e a rotina dos moradores do Juruá.

Problemas recentes:
  • Interdição parcial próximo à Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, após o asfalto ceder com o transbordamento de um igarapé;

  • Crateras, erosões e deslizamentos de pista em vários trechos, especialmente entre Sena Madureira, Manoel Urbano e Feijó;

  • Atuação conjunta do DNIT e da PRF para controle do tráfego e redução de riscos.

A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país. Foto: captada 

Impactos no tráfego:

O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas.

Prejuízos econômicos:
  • Aumento no consumo de combustível;

  • Desgaste acelerado de pneus, suspensão e componentes mecânicos;

  • Elevação dos custos de frete e manutenção, impactando o abastecimento e a economia regional.

Motoristas relatam que a viagem se tornou “lenta e perigosa”, exigindo atenção constante para não danificar os veículos. Muitos evitam viajar à noite devido à falta de sinalização e iluminação em trechos críticos.

A BR-364 é vital para o isolado Vale do Juruá, sendo a única via para transporte de mercadorias, acesso a saúde, educação e outros serviços na capital. A situação precária já havia sido apontada pela CNT como uma das piores do país.

O DNIT afirma que está monitorando os pontos críticos e realizando intervenções emergenciais, mas obras de recuperação estrutural ainda não têm data para início. Enquanto isso, a população local cobra uma solução definitiva para o problema crônico da rodovia.

A deterioração da BR-364 reflete a vulnerabilidade logística do Acre e escancara a dependência de uma única via para integração regional – cenário que se agrava a cada temporada de chuvas.

O percurso de 635 km, que antes levava 7 a 8 horas, agora pode durar 12 a 16 horas ou mais, devido às manobras para evitar buracos e às condições climáticas. Foto: captada 

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