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Acre

Produtores de peixe do Alto Acre podem levar calote de até R$ 200 mil

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Produtores tentaram várias ser atendidos no complexo - Foto: Gleilson Miranda/Secom

Produtores tentaram várias ser atendidos no complexo – Foto: Gleilson Miranda/Secom

Alexandre Lima

Alguns dos produtores de peixes da regional do Alto Acre estão preocupados com a chegada de fim de ano, sem ter muito o que comemorar. Segundo foi denunciado, estes estariam trabalhando a cerca de seis meses fornecendo peixes para o Complexo Industrial Peixes da Amazônia S/A, sem receber.

Um dos produtores, esteve essa semana para mais uma tentativa de receber sua produção, que pode ultrapassar a cifra de R$ 40 mil reais. Segundo ele, tem produtores que pode chegar a R$ 80 mil de prejuízo, uma vez que ninguém da empresa, tem uma data definida para realizar o pagamento.

Notas fiscais de um dos produtores mostram grandes valores que já deveriam ter sido pagos desde setembro.

Notas fiscais de um dos produtores mostram grandes valores que já deveriam ter sido pagos desde setembro.

Denuncia ainda que, a empresa vem até o local para pegar os peixes e os levam para Rio Branco, sem que saibam quantas toneladas é coletada. Somente quando chegam no frigorífico realizam a pesagem e repassam aos produtores, que podem estar sendo lesados.

Informam ainda que esses caminhões com placas brancas, podem estar circulando pelas estradas do Acre, com peso três vezes acima do normal sem que sejam fiscalizados, estragando ainda mais as BR’s.

Em Maio de 2015, o complexo reuniu o ex-presidente Lula e atual presidente da Bolívia, senadores e políticos do Brasil e do Acre, como o governador Sebastião Viana, onde mostraram um estado produtivo e conhecer o projeto desenvolvido por meio de parceria público-privado-comunitária, consolidando um exemplo de dinamismo econômico e desenvolvimento para o Brasil e a América do Sul.

Em maio de 2015, o complexo recebeu presidente da Bolívia, Evo Morales, do ex-presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva, senadores e políticos do Acre e do Brasil no complexo - Foto: Agência Acre

Em maio de 2015, o complexo recebeu presidente da Bolívia, Evo Morales, do ex-presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva, senadores e políticos do Acre e do Brasil no complexo – Foto: Agência Acre

Todos que repassaram sua produção a empresa, receberam notas fiscais, como já tivessem recebido o dinheiro e alguns terão que declarar ao fisco. Destacar ainda que, a Peixes da Amazônia recebe a produção não só do Acre, mas do estado vizinho de Rondônia, e que podem estar inadimplentes com esses produtores.

Segundo foi informado pela mídia, somente em 2015, a empresa vendeu cerca de 600 toneladas de peixe despachados para vários estado do Brasil. Neste ano que se finda, a produção esperada seria o dobro, gerando milhões de reais em contratos como Grupo Pão de Açúcar, em São Paulo.

O jornal oaltoacre.com tentou contado com três pessoas ligadas diretamente com a direção administrativa e financeira da Peixes da Amazônia. O primeiro identificado apenas como ‘Tony’ (99912-**65), Ricardo (99957-**59) e Fábio (99971-**93), mas não obteve sucesso e nem retornaram as ligações.

Quase R$ 20 milhões foram investidos no complexo que pode está aplicando calote nos produtores do Acre - Foto: Agência Acre

Quase R$ 20 milhões foram investidos no complexo que pode está aplicando calote nos produtores do Acre – Foto: Agência Acre

Um quarto número, de uma pessoa identificada como Fagundes (99971-**63) atendeu e que trabalha para a empresa, foi pedido que conversasse com um dos diretores para que falasse sobre o assunto.

Fagundes retornou a ligação meia hora depois, agradecendo o contato e disse que algum dos citados iria ligar para falar sobre o caso. Passado uma semana, ninguém retornou.

Centenas de toneladas de peixe foram fornecidos ao complexo, mas não foram pagos - Foto/divulgação

Centenas de toneladas de peixe foram fornecidos ao complexo, mas não foram pagos – Foto/divulgação

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Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre

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Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”

Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.

O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.

Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.

A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.

Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.

Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.

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62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli

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O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.

De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.

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Acre

“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco

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Documentário Sementes de Resistência valoriza participação feminina na Transacreana

Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos

O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.

Mulheres agricultoras são as personagens do documentário Sementes de Resistência

A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.

O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.

Roda de conversa durante a gravação do documentário Sementes de Resistência

Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.

Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.

Professora Rosana Cavalcante desenvolveu seu projeto de pós-doc na Transacreana

O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.

Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)

Fotos: Neto Lucena/Secom

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