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Procurador-geral visita Promotorias de Justiça do Alto Acre

Nesta terça-feira, 24, o procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento visitou as Promotorias de Justiça de Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil buscando ampliar o diálogo da Administração Superior do Ministério Público do Acre com membros e servidores, além fazer um levantamento das principais demandas das unidades ministeriais que ficam localizadas na Regional do Alto Acre.
As visitas foram acompanhadas pelo procurador-geral adjunto para Assuntos Jurídicos, Celso Jerônimo de Souza, pelo secretário-geral do MPAC, Glaucio Oshiro, pelo coordenador do Gaeco, Bernardo Albano, além de integrantes das Diretorias de Administração e de Planejamento e Gestão Estratégica.

A comitiva foi recebida pelos promotores de Justiça Pauliane Mezabarba e Juleandro Martins no edifício que abriga as Promotorias de Justiça de Brasileia e Epitaciolândia. No encontro foram apresentadas algumas reivindicações para melhorar o fluxo e as rotinas de trabalho, ocasião em que o procurador-geral também fez um relato sobre as ações implementadas em diversas áreas de sua gestão.

“É importante vir aqui para ouvir cada um de vocês e para conhecer de perto as necessidades, como também fazer uma prestação de contas das nossas ações. Tivemos muitas conquistas, como o aumento do duodécimo do MPAC este ano, o que vai nos permitir avançar ainda mais em diversas áreas da gestão e da atuação institucional. Também passamos por momentos difíceis no Brasil e no Acre, mas temos a certeza de que o MPAC cumpriu com rapidez e eficiência a sua missão constitucional de defesa da democracia e da ordem jurídica”, disse.
Também integrou a agenda uma exposição feita pela diretora de Planejamento Vângela do Nascimento sobre os novos instrumentos de gestão e planejamento adotados pelo MPAC e que integram um conjunto de inovações na área, como por exemplo, a ferramenta de Business Intelligence (BI), que permite a membros e servidores o acesso a dados institucionais de forma fácil e interativa. A novidade garante uma melhor análise das informações reunidas em um hotsite, podendo ser acessadas a qualquer momento e auxiliar o membro do MPAC em sua atuação.
Durante a visita, o coordenador do Gaeco também apresentou ferramentas tecnológicas para realização de pesquisas em fontes abertas.
Vistoria às obras da nova sede de Assis Brasil
Ainda no Alto Acre, o procurador-geral vistoriou as obras da Promotoria de Justiça de Assis Brasil, que tiveram início há sete meses e agora estão em fase de conclusão.
“As novas instalações seguem o padrão de acessibilidade e sustentabilidade, e representam a concretização do sonho de ter uma sede própria do MPAC no município, o que vai melhorar as condições de trabalho de membros e servidores, como também o trabalho que prestamos à sociedade”, comentou.
A nova sede está sendo construída em um terreno doado pela Prefeitura de Assis Brasil, sendo financiada com recursos de emenda parlamentar no valor de R$ 600 mil de autoria do senador eleito Alan Rick quando exerceu o mandato de deputado federal.
Kelly Souza- Agência de Notícias do MPAC
Foto: Tiago TelesProcurador-geral visita Promotorias de Justiça do Alto Acre
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Violência doméstica cresce 27% no Acre nos dois primeiros meses de 2026
Rio Branco concentra quase metade dos casos; Estado registra 1.152 ocorrências de janeiro a fevereiro
O Acre iniciou 2026 com aumento significativo nos casos de violência doméstica. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 1.152 ocorrências, segundo dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre. O número representa alta de 27,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 905 casos.
Janeiro liderou o registro de ocorrências, com 592 casos, enquanto fevereiro apresentou leve redução, com 560 notificações. Apesar da diminuição, os números ainda mostram a gravidade e a persistência do problema.
A capital, Rio Branco, concentra quase metade dos casos, totalizando 565, o que equivale a 49,05% do total estadual. Na sequência estão Cruzeiro do Sul (110 casos), Sena Madureira (71), Tarauacá (51) e Feijó (47).
Outros municípios também registraram números significativos, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Já cidades menores, como Jordão e Santa Rosa do Purus, tiveram seis casos cada, enquanto Assis Brasil e Rodrigues Alves registraram sete ocorrências.
O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção, acompanhamento e proteção às vítimas de violência doméstica em todo o estado.

Outros municípios também registraram números relevantes, como Brasiléia (45), Xapuri (41) e Senador Guiomard (38). Foto: arquivo
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Sem prisões, mortes de trabalhadores na Cidade do Povo seguem sem respostas
Família cobra justiça após quase duas semanas do crime que matou dois jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco
Duas semanas após as mortes de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22, ainda não há presos pelo crime ocorrido no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.
A família de Daniel informou à imprensa que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que os familiares cobram justiça e vivem à espera de respostas. A reportagem não conseguiu contato com parentes de Gustavo.
Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação, mas, até o momento, nenhuma prisão foi realizada.
“Até agora estamos sem saber de nada. O meu primo nunca participou de nada errado. Tiraram o sonho dele, que era trabalhar para construir a casa e dar um teto para a filha, que chama por ele todos os dias”, relatou a prima, emocionada.
De acordo com ela, Daniel não conhecia o outro jovem morto. As vítimas teriam tido os celulares acessados pelos criminosos, que buscavam supostos indícios de ligação com facções rivais.
“Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune”, acrescentou.

A família de Daniel relatou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil. Uma prima dele, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a família quer justiça pela morte do rapaz. Foto: captada
Dinâmica do crime
Daniel e Gustavo trabalhavam em uma cerâmica e foram até o conjunto habitacional realizar a entrega de tijolos em um canteiro de obras, acompanhados de outros trabalhadores.
Durante a ação, criminosos abordaram o grupo, renderam as vítimas e sequestraram quatro pessoas. Elas foram levadas até uma área próxima à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), onde os suspeitos verificaram os celulares em busca de possíveis vínculos com facções.
Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao identificarem supostos indícios, os criminosos executaram dois dos trabalhadores no local.
A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou as mortes.
Ainda conforme a investigação, câmeras de segurança próximas ao local foram destruídas pelos autores do crime, o que dificulta o avanço das apurações.

Gustavo Bezerra (es.) e Daniel Dourado (dir.) entregavam tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo quando foram mortos. Foto: captadas
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Suspeito de feminicídio segue foragido mais de três meses após crime no Acre
Homem monitorado por tornozeleira teve prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado pelas autoridades
O presidiário Antônio José Barbosa Pinto, de 54 anos, continua foragido mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança.
Segundo as investigações, o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica quando cometeu o feminicídio contra Maria da Conceição Ferreira da Silva, de 46 anos.

Antônio José Barbosa Pinto é procurado pela polícia como principal suspeito de assassinar a companheira, Maria da Conceição Ferreira da Silva. Foto: captada
A prisão preventiva foi determinada no último dia 14 de dezembro de 2025, um dia após o crime. No entanto, passados mais de três meses, Antônio José segue sendo procurado.
De acordo com o histórico criminal, ele já possuía condenações por homicídio e tentativa de assassinato. Em 17 de dezembro de 2014, matou o diarista Manoel Amorim da Silva, de 50 anos, na zona rural do município de Manoel Urbano.

De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha. Foto: captada
Segundo a Polícia Civil, com base em perícia preliminar evidenciada pela rigidez do corpo da vítima, Maria da Conceição foi morta entre as 3h30/4h30 e o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica às 4h37, horário apontado pelo Sistema de Monitoramento Penitenciário.
De acordo com o inquérito policial, Maria da Conceição foi encontrada morta dentro de casa pela filha por volta das 12h20 do sábado (13). Segundo relato policial, a jovem havia ido ao local para comemorar o aniversário da mãe.
Ao chegar à residência, a jovem percebeu o portão e a porta dos fundos abertos. No quarto, encontrou a mãe caída ao lado da cama, de bruços e com sangue no local, conforme descreve o relatório policial. Próximo ao corpo havia uma faca, apontada como a arma usada no crime.
A perícia inicial indicou que a vítima sofreu cerca de cinco golpes de faca na região do tórax. Ainda segundo os autos, câmeras de segurança da residência foram desligadas antes do crime.
“O desligamento das câmeras indica premeditação. O rompimento da tornozeleira minutos após a estimativa da morte indica fuga e consciência da ilicitude”, apontou a representação da Polícia Civil ao pedir a prisão preventiva do suspeito.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, e, até o momento, ele não foi localizado pelas forças de segurança. Foto: captada
A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181 ou 190.

Maria da Conceição era viúva e mantinha um relacionamento com Antônio José, que era irmão do falecido marido da vítima. Vizinhos relataram à polícia episódios de agressividade por parte do suspeito. Foto: captada

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