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Privados de liberdade da Penitenciária Villa Busch iniciam inscrições para cursos de educação e carreiras profissionais

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O centro prisional de Villa Busch marca um importante avanço no sistema penitenciário de Pando, está será a primeira vez que a direção esta oferecendo aos reclusos a oportunidade de ingressar em uma carreira universitária

Essa iniciativa no centro prisional de Villa Busch será a primeira vez que os reclusos entram em uma carreira universitária, como parte do processo de reabilitação e reinserção socio-laboral em Pando. Foto: cedida

Os internos da Penitenciária Villa Busch, localizada no estado de Pando, deram um importante passo em busca de novas oportunidades de educação e capacitação profissional. Através de um programa de reintegração social, os detentos estão se inscrevendo para ingressar em diversos cursos acadêmicos e técnicos, com destaque para a carreira universitária de Direito. Além disso, serão oferecidos cursos de nível primário, médio e técnico, como corte de cabelo, confeitaria, horticultura, gastronomia e artesanato, entre outros.

De acordo com a diretora do regime penitenciário da unidade, Perla Galindo, as inscrições para o centro de educação alternativa já foram abertas, com a participação de diversos professores que irão atuar no ensino de disciplinas do ensino fundamental e médio. “Além das oportunidades de educação básica e técnica, também estaremos oferecendo o curso superior de Direito para aqueles que buscam seguir uma carreira acadêmica”, afirmou Galindo.

Esse tipo de iniciativa visa não apenas fornecer uma educação formal aos privados de liberdade, mas também promover o desenvolvimento de habilidades que possam facilitar a reintegração social e profissional dos detentos após o cumprimento da pena. A oferta de cursos técnicos é uma oportunidade para que os internos adquiram competências práticas que podem ser aplicadas no mercado de trabalho, ajudando na redução da reincidência criminal e promovendo uma inclusão social mais efetiva.

Através de um programa de reintegração social, os detentos estão se inscrevendo para ingressar em diversos cursos acadêmicos e técnicos, com destaque para a carreira universitária de Direito

A medida tem sido vista como um passo importante para transformar as penitenciárias em centros de educação e reabilitação, além de ser uma alternativa para aqueles que desejam melhorar sua qualidade de vida e perspectivas futuras.

O centro prisional de Villa Busch marca um importante avanço no sistema penitenciário de Pando, está será a primeira vez que a direção esta oferecendo aos reclusos a oportunidade de ingressar em uma carreira universitária. Este projeto faz parte de um esforço contínuo para promover a reabilitação e reintegração dos detentos à sociedade, proporcionando-lhes uma chance de transformar suas vidas por meio da educação.

Esta ação, visa não apenas a educação, mas também a capacitação profissional e o desenvolvimento profissional que possam ser úteis no mercado de trabalho após a prisão, representa um avanço significativo na humanização do sistema prisional. Entre os requisitos incluem o diploma de bacharel e documentos pessoais, como cartão de identidade, certidão de nascimento, entre outros.

“Nos próximos dias será inaugurado a carreira acadêmica e esta será a primeira vez que isso acontecerá em Pando, será uma das conquistas da gestão, nesse momento nos cursos pré-universitários tem 30 pessoas, destas mais de 10 são mulheres. Também fortalecemos as prisões produtivas, programa nacional”, destacou diretora Galindo.

Nos últimos dois anos, os privados de liberdade estão tomando consciência e começando a estudar mais, trabalha-se na parte de segurança e muda-se a mentalidade para que tenham em conta a reinserção e possam ocupar o seu tempo no trabalho e no estudo.

Esta ação, visa não apenas a educação, mas também a capacitação profissional e o desenvolvimento de habilidades que possam ser úteis no mercado de trabalho após a prisão, representa um avanço significativo na humanização do sistema prisional

Dados atuais da Penitenciária Villa Busch 

Cumprindo pena, hoje tem 770 pessoas, situação que preocupa a direção, porque está tendo um aumento da população de privados de liberdade.

No ano 2000, a penitenciária Villa Busch tinha capacidade para 350 detentos, com a super lotação ao longo dos anos foram feitos outros pavilhões, como o ‘Titanic’ para 150 detentos.

Como também foi construído o pavilhão ‘Los Olivos’ com capacidade para 24 dependentes de drogas, além disso ainda estão sendo feitos ampliações de celas, considerando que a única Penitenciária do Departamento de Pando está com capacidade superior, hoje está com superlotação neste começo de 2025.

“Com estas novas ampliações procuramos melhorar a questão da infraestrutura prisional de Pando, queremos que os detentos também se sintam mais confortáveis e como diretora departamental apoiamos a criação de novos espaços, sempre lutamos para melhorar os espaços. Do total de reclusos hoje contamos com 50 mulheres”. frisou a diretora do regime penitenciário da unidade, Perla Galindo

Os índices em Pando/Cobija tem-se registrado em sua maioria em graves, especialmente como estupros e abusos sexuais, e o impacto disso na segurança e bem-estar da população. A situação de crimes contra a propriedade, como roubo, invasão e furto agravado, também é alarmante, já que isso pode gerar um ciclo de insegurança ainda mais forte.

O fato de mais de 80% da população prisional já ter uma sentença executória é outro dado importante, pois indica uma alta taxa de criminalidade, mas também pode revelar problemas no sistema de justiça ou na capacidade de reabilitação e reintegração dos infratores.

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Renda per capita no Acre é a 2ª pior do Brasil em 2025, aponta IBGE; estado registra R$ 1.392

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Média nacional ficou em R$ 2.316; Acre supera apenas Maranhão (R$ 1.219) e Ceará (R$ 1.390) no ranking das 27 unidades da federação

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: art 

O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínuadivulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com dados do IBGE, a renda per capita no Acre foi de R$ 1.392,00 em 2025, uma das piores do Brasil. O estado aparece à frente apenas do Maranhão (R$ 1.219) e do Ceará (R$ 1.390). A pesquisa mostra que as menores médias estão concentradas nas regiões Nordeste e Norte. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com R$ 4.538, enquanto São Paulo aparece em segundo lugar com R$ 2.956.

Critérios da pesquisa

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes, inclusive pensionistas e empregados domésticos.

Os números divulgados resultam da soma dos rendimentos brutos recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas primeiras entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.

A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Renda Domiciliar per Capita – Brasil (2022–2025)
Ano Renda Média (Brasil)
2022 R$ 1.625
2023 R$ 1.893
2024 R$ 2.069
2025 R$ 2.316
  • O país registrou crescimento contínuo no período, com alta de R$ 691 (42,5%) entre 2022 e 2025.

  • Nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.

Renda Domiciliar per Capita – Acre (2025)
Indicador Valor
Renda per capita no Acre R$ 1.392
Posição no ranking nacional 26º lugar (entre 27 UFs)
Comparativo com a média nacional R$ 924 abaixo da média (R$ 2.316)
Estados com menor renda Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.316) e Acre (R$ 1.392)
Maiores e Menores Rendas por UF (2025)
Posição Unidade da Federação Renda per capita
Distrito Federal R$ 4.538
São Paulo R$ 2.956
Rio Grande do Sul R$ 2.839
Santa Catarina R$ 2.809
Rio de Janeiro R$ 2.794
25º Ceará R$ 1.316
26º Acre R$ 1.392
27º Maranhão R$ 1.219
Análise dos Dados
  • Crescimento nacional consistente: A renda per capita brasileira apresentou evolução real nos últimos quatro anos, refletindo recuperação econômica e políticas de transferência de renda.

  • Acre abaixo da média nacional: Com R$ 1.392, o estado está 42% abaixo da média do país (R$ 924 de diferença).

  • Concentração regional: As maiores rendas permanecem no Centro-Sul (DF, SP, Sul e Sudeste), enquanto as menores se concentram no Norte e Nordeste.

  • Posição no ranking: O Acre ocupa a 26ª posição, à frente apenas do Maranhão, mas atrás do Ceará e de todos os demais estados das regiões Norte e Nordeste com dados disponíveis.

Fonte dos Dados
  • Pesquisa: PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes

  • Órgão: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

  • Ano-base: 2025

  • Divulgação: 27 de fevereiro de 2026

Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego, formalização do trabalho e transferência de renda no Acre, especialmente para reduzir as desigualdades regionais persistentes.

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Bocalom revela conversa com Valdemar da Costa Neto e diz que permanência no PL depende de reunião com Márcio Bittar

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Prefeito afirma que presidente nacional do partido “ficou perplexo” com carta da direção estadual que o excluiu da disputa ao governo; decisão deve sair nesta semana

Bocalom informou que a conversa com o Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), revelou à imprensa acreana que conversou pessoalmente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre a possibilidade de disputar o governo do Acre pelo partido, mesmo após resistência por parte do senador Márcio Bittar e de boa parte da direção da sigla no estado.

De acordo com Bocalom, a permanência no PL não está definida e dependerá de uma conversa que deve ocorrer nesta semana entre Valdemar e o senador Márcio Bittar (PL), um dos maiores interessados no assunto, já que o parlamentar sonha em contar com o apoio do governo Gladson na disputa ao Senado.

Conversa com Valdemar

Bocalom informou que a conversa com Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido:

“Eu realmente não tinha conversado com o nosso presidente Valdemar em momento nenhum sobre essa situação. Tudo isso estava sendo coordenado lá pelo senador Márcio Bittar. Aí eu fui a Brasília e tivemos uma conversa muito boa, de mais de uma hora. Foi uma conversa muito sincera. Estávamos eu e o João Marcos. Eu vi nele o nosso presidente como um paizão, nos recebeu muito bem. Fiquei muito feliz e ele nos deixou aberta a conversa de que vai falar com o senador Márcio Bittar a respeito dessa situação na semana que vem”, declarou.

Desejo de permanência

Bocalom garantiu que deseja permanecer no PL e afirmou que faz parte da “verdadeira direita” no Acre:

“Então eu estou tranquilo. Podemos, até com certeza, ficar no PL, que é o lugar onde eu quero estar. Eu gostaria muito de estar no PL, todo mundo junto, porque nós somos direita para valer e de verdade neste estado. Juntamente com o senador Márcio Bittar, conseguiríamos formar uma bela chapa de deputado federal e, com certeza, Brasília e o Acre vão ganhar com isso”, comentou .

Carta da direção estadual

Por fim, o prefeito disse que Valdemar não estava ciente da carta que o PL do Acre divulgou com a intenção de priorizar apenas a disputa ao Senado no estado:

“Eu mostrei a carta para o presidente e ele ficou perplexo. Ele não sabia da carta. Então vamos ver agora qual será a posição. A carta foi dada aqui pelo presidente regional, Edson Bittar. Diziam que tinha anuência da nacional, mas o que deu para ver lá em Brasília é que o presidente não sabia disso. Até semana que vem ele vai dar a definição. O João estava junto comigo e viu tudo o que aconteceu”, concluiu.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Tião Bocalom, teve encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: captada 

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Guerra entre EUA e Irã deve elevar preço da gasolina e do diesel no Acre

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Presidente da CDL afirma que combustíveis já começaram a subir e alerta para novos reajustes durante o conflito

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã deve provocar aumento no preço da gasolina e do diesel no Acre. A afirmação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcelo Moura, que informou nesta segunda-feira (2) ter recebido comunicado indicando reajustes frequentes nos combustíveis durante o período de conflito.

Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz impacta diretamente o mercado internacional de petróleo.

“A guerra entre os Estados Unidos e o Irã acabou, por consequência, fechando o estreito de Ormuz. Essa parte do oceano por onde trafegam cerca de 20% do petróleo do mundo agora está fechada, causando um grande congestionamento e uma redução drástica na circulação de barris. O aumento dos preços é consequência imediata. Já fomos avisados aqui que a gasolina e o diesel estão subindo R$ 0,03 apenas pelos efeitos iniciais. Não acredito que fique só nesse aumento, mas esse já é o imediato”, pontuou o dirigente.

Analistas e autoridades do setor citam que um bloqueio na região pode reter entre 20% e 25% do petróleo exportado mundialmente. O volume afetado ultrapassaria 20 milhões de barris por dia, com destino principalmente a países da Ásia, como China, Japão, Índia e Filipinas.

O impacto tende a ser maior no continente asiático, que concentra grande parte da demanda por petróleo do Oriente Médio. Metade do fornecimento da China, maior importadora global, e cerca de 90% do petróleo consumido pelo Japão vêm da região.

Empresas de navegação e grandes companhias petrolíferas passaram a suspender embarques e operações no entorno do estreito. Os envios pela rota foram paralisados após armadores receberem aviso do governo iraniano informando que a área estava fechada para navegação.

Especialistas avaliam que, diante da instabilidade internacional, os reflexos no mercado brasileiro podem continuar sendo sentidos nas próximas semanas, especialmente em estados mais distantes dos grandes centros de distribuição, como o Acre.

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