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‘Presos’ na fronteira devido à pandemia, 40 peruanos dormem dentro de ônibus em posto fiscal entre o Acre e Rondônia
Ônibus saiu de São Paulo com destino ao Peru, mas fico retido na fronteira. Governo do Acre negocia com o governo peruano para permitir a entrada dos imigrantes.

‘Presos’ na divisa com Acre e Rondônia devido à pandemia, 40 peruanos dormem dentro de ônibus em posto fiscal no AC — Foto: Arquivo pessoal
Por Alcinete Gadelha
Um ônibus particular com 40 imigrantes peruanos foi impedido de entrar no Acre, na quinta-feira (7), devido à pandemia do coronavírus.
A informação foi confirmada pelo comandante da Polícia Militar, coronel Ulysses Araújo. Enquanto o governo acreano tenta resolver o impasse com o lado peruano, os imigrantes dormem no ônibus que ficou retido no posto fiscal do estado.
O ônibus foi parado no posto Fiscal da Tucandeira, no Km 115 da BR-364, em Rio Branco. A PM já conta com a barreira mantida 24 horas na região e mais duas guarnições do batalhão de Operações Especiais (Bope) foram encaminhadas para o local em apoio.
O grupo saiu de São Paulo e teria como destino Iñapari, no Peru. Só que eles não têm como entrar no país por conta da fronteira fechada, informou o comandante, o que faria com que eles ficassem em Assis Brasil, no interior do estado.
“A gente recebeu a informação que o ônibus estava vindo para Assis Brasil e o decreto não autoriza esse tipo de transporte, por enquanto. A gente já verificou e a maioria é de imigrantes ilegais e já houve um contato do gabinete do vice-governador com o gabinete de Madre de Dios e estão tentando uma autorização para que o Exército possa liberar a entrada deles lá”, informou.
Para tentar resolver o problema, Araújo disse que está sendo feito esse contato com as autoridades peruanas e se for liberada a entrada do grupo no Peru, a polícia do Acre vai fazer a escolta deles até que sejam entregues em Iñapari.
“Só podemos fazer isso quando tiver essa autorização porque se não a gente vai levar eles para onde? A responsabilidade não pode ser nossa. Como nós recebemos uma determinação da própria Secretaria de Segurança para que não fosse autorizada a entrada, com base no decreto governamental e a gente está executando”, concluiu o comandante.
Acompanhamento
O secretário de saúde do Acre, Alysson Bestene, informou que os peruanos estão sendo monitorados por uma equipe da Vigilância Sanitária que foi encaminhada para o local ainda na quinta.
“A equipe está lá desde ontem e eles estão sendo monitorados e quando tiver essa liberação a gente vai acompanhar até o destino”, informou Bestene.
Fronteira fechada
Desde final do mês de março que o município de Assis Brasil já decretou situação de emergência e acumula mais de 300 imigrantes que não conseguem entrar no Peru por conta do fechamento da fronteira.
A medida de impedir a entrada dos peruanos no Acre é para evitar o acúmulo de mais pessoas no município do interior, conforme informou o secretário de saúde.
“A gente tem conversado, tanto a vigilância sanitária do estado como do município tem acompanhado e eles estão lá no abrigo. O Estado ajuda na parte da alimentação e também estão sendo monitorados”, concluiu.
O Acre contabilizou 1.014 pessoas diagnosticadas com Covid-19 até a quinta-feira (7). As mortes foram para 36, conforme boletim da Secretaria de Saúde estadual (Sesacre).
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MDB no Acre: de protagonista a coadjuvante em 60 anos de história
Criado em 1966, partido completa seis décadas com trajetória histórica, mas enfrenta perda de influência diante do avanço de novas forças políticas no estado
Criado em 1966, o MDB completa 60 anos com uma trajetória central na redemocratização do país, mas com influência reduzida no cenário atual do Acre. A legenda, que já liderou movimentos históricos nacionais e teve papel decisivo na política local, hoje enfrenta perda de protagonismo diante do avanço de novas forças políticas no estado.

Ex-prefeito de Cruzeiro do Sul havia assumido cargo interinamente após a morte do ex-governador Flaviano Melo, é foi eleito por unanimidade como presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em janeiro de 2025. Foto: captada
Marcos históricos
A exposição realizada entre 17 e 27 de março relembra marcos como a anticandidatura de Ulysses Guimarães em 1974 e o crescimento eleitoral do partido ainda durante o regime militar. Nos anos 1980, já como PMDB, a sigla liderou a campanha das Diretas Já e foi protagonista na transição democrática com a eleição de Tancredo Neves e José Sarney, além de ter papel central na Constituição de 1988.
Presença no Acre
No Acre, o MDB teve presença relevante principalmente nas décadas de 1980 e 1990, acompanhando a força nacional do partido. A legenda participou de disputas majoritárias, integrou governos e teve influência na formação de quadros políticos locais. No entanto, a partir dos anos 2000, perdeu espaço com a consolidação de grupos mais organizados eleitoralmente, como PT e, mais recentemente, blocos ligados à direita.
Situação atual
Hoje, o MDB acreano atua de forma mais periférica no jogo político. Sem liderar o Executivo estadual e com bancada reduzida, o partido tem dificuldade de competir em um cenário dominado por nomes com maior capital eleitoral e estrutura partidária consolidada.

Partido teve papel relevante nos anos 1980 e 1990, mas perdeu espaço com avanço do PT e de blocos da direita no estado. Foto: captada
Cenário nacional
No plano nacional, a sigla ainda mantém presença relevante no Congresso e em governos estaduais, mas distante do protagonismo absoluto que exerceu no período da redemocratização. Iniciativas recentes, como o documento “Ponte para o Futuro”, em 2015, e a ampliação de cursos de formação política, tentam reposicionar o partido.
Desafio
Aos 60 anos, o MDB carrega o peso de sua história, mas enfrenta o desafio de se reinventar — especialmente em estados como o Acre, onde o eleitorado tem migrado para projetos mais polarizados e lideranças com maior visibilidade.

A legenda participou de disputas majoritárias, integrou governos e teve influência na formação de quadros políticos no Acre.
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Governo anuncia medidas para melhorar condições de entregadores e motoristas por aplicativo
Após diálogo com trabalhadores por meio do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Interministerial, o Governo Federal anunciou nesta terça-feira (24) um pacote de medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho de entregadores e motoristas por aplicativo em todo o país.
Entre as principais mudanças está a exigência de maior transparência nos valores cobrados pelas plataformas. Uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública vai obrigar os aplicativos a informarem ao consumidor quanto do valor pago fica com a empresa e quanto é repassado ao trabalhador. A medida também garantirá que entregadores, motoristas e estabelecimentos tenham acesso a essas informações. As empresas terão prazo de 30 dias para se adequar.
Outra iniciativa prevista é a criação de pontos de apoio com estrutura básica, incluindo banheiro, água, área de descanso, alimentação e acesso à internet. A ação será realizada em parceria com a Fundação Banco do Brasil, com previsão inicial de instalação de até 100 unidades em cidades com maior concentração desses profissionais.
O governo também instituiu o Comitê Interministerial de Monitoramento e Implementação das Ações para Trabalhadores por Aplicativos, que terá a função de acompanhar e propor políticas públicas para a categoria. O grupo contará com a participação de ministérios como Trabalho e Emprego, Previdência Social, Saúde e Justiça.
No campo da saúde e segurança, o relatório prevê a inclusão da categoria no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, além da participação na Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Também estão previstas campanhas de prevenção de acidentes, como ações específicas dentro do “Abril Verde”.
Em relação à remuneração, o documento propõe o aumento do valor mínimo pago por corrida, de R$ 7,50 para R$ 10, além da elevação do valor por quilômetro rodado após os primeiros quatro quilômetros. Outra sugestão é o fim das chamadas entregas agrupadas, prática que, segundo trabalhadores, reduz os ganhos.
Criado em dezembro de 2025, o GTT reúne diferentes órgãos, incluindo o Tribunal Superior do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, com o objetivo de construir soluções que impactem diretamente o dia a dia dos profissionais que atuam por meio de plataformas digitais.
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Motorista morre após ônibus com universitários bater em carreta em MG
O ônibus levava estudantes de Governador Valadares para Conselheiro Pena quando saiu da pista e caiu em ribanceira após a batida
Belo Horizonte — Um acidente entre um ônibus que transportava 40 estudantes universitários e uma carreta deixou um morto e vários feridos na BR-259, em Galileia, no Vale do Rio Doce, na noite dessa segunda-feira (23/3). O veículo levava alunos de Governador Valadares com destino a Conselheiro Pena.
O motorista do ônibus, identificado como Paulo José Pires, de 61 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Segundo as informações iniciais, a colisão aconteceu na altura do km 119, nas proximidades do distrito de Santa Cruz de Galileia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o impacto entre os veículos foi lateral e ocorreu em uma curva da rodovia. Após a batida, o ônibus saiu da pista e caiu em uma ribanceira às margens da estrada.
A carreta envolvida no acidente transportava carga de papel higiênico, que ficou espalhada pela pista.
Equipes do Samu, dos bombeiros e ambulâncias de cidades da região foram mobilizadas para socorrer as vítimas. Pelo menos três passageiros foram levados em estado grave para unidades de saúde, segundo levantamentos iniciais divulgados nas primeiras horas após o acidente.
Outros ocupantes receberam atendimento no local, e parte deles, com ferimentos leves ou sem lesões aparentes, recusou atendimento e seguiu por meios próprios.
Ainda conforme os bombeiros, a vítima que morreu ficou presa ao cinto de segurança e precisou ser retirada do veículo após a liberação da perícia da Polícia Civil. As circunstâncias da batida ainda serão investigadas.

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