Acre
“Preservar e produzir” – Ministro Blairo Maggi cumpre agenda oficial na capital acreana
Para o deputado federal Alan Rick (PRB), existe no Acre uma cultura que está propícia para o desenvolvimento, o cultivo de soja
A sede da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) recebeu nesta segunda-feira (13) o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi. No auditório da instituição foi celebrado o Encontro da Agricultura no Acre, que, além dos representantes políticos, também trouxe à Capital acreana inúmeros produtores que atuam em diversas áreas, incluindo agricultura, pecuária, pesca, suinocultura e fruticultura. Maggi veio ao Acre a convite do senador Gladson Cameli (PP).

Ministro veio a Rio Branco a convite do senador Gladson Cameli e foi recepcionado por autoridades acreanas – Foto: Alexandre Lima
Eduardo Ribeiro, superintendente regional do Incra, destacou a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento do Estado. “É o que gera o sustento de vários produtores. Cerca de 70% dos alimentos produzidos no Acre vem da agricultura familiar, que beneficia mais de 30 mil famílias”, disse Eduardo.
Para o deputado federal Alan Rick (PRB), existe no Acre uma cultura que está propícia para o desenvolvimento, o cultivo de soja. “São necessários os investimentos, pois de Acrelândia até Porto Acre possuímos áreas para o cultivo da soja, que auxiliaria na geração de empregos”, destacou o deputado.
O senador Gladson Cameli , que fez o convite para o ministro Blairo Maggi vir ao Acre, não se estendeu muito durante sua fala para as mais de 200 pessoas presentes no auditório da Fieac.
“Queremos ouvir nossos produtores, e também queremos que eles falem. É preciso aproveitar essa oportunidade. Passem para o ministro a realidade do nosso Estado. Nós temos que olhar para o amanhã para resolver os problemas que o Acre enfrenta”, disse Cameli.
Assuero Veronez, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), enfatizou que a pecuária acreana é de extrema qualidade, mas que o crescimento precisa de intensificação para prosperar e atingir novos mercados, incluindo a produção de grãos: “Os pequenos e médios produtores precisam de apoio para alcançar as tecnologias dos grandes. A vez dos grãos está chegando e precisamos de uma infraestrutura para que os produtores acreditem nesse tipo de cultivo”.
Entre vários pontos debatidos durante o evento, que vão dos investimentos para a produção acreana até questões envolvendo a Ferrovia Transoceânica e a exportação de carne, Blairo Maggi afirmou veemente: “A lei tem que ser para os dois lados: para preservar e para produzir. Queremos que o Brasil seja reconhecido pelos seus investimentos nos próprios recursos, que geram benefícios apenas quando há um projeto de governo com visão”.
Ao falar sobre a construção de uma ferrovia ligando vários estado do Brasil, inclusive o Acre com o Peru, Maggi disse que uma obra desse porte custaria muito caro, e que não sabe se o Brasil estaria preparado, neste momento, para assumir tal despesa. “Se a China bancar a obra, ai é outra coisa”, ponderou.
Presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), José Adriano Ribeiro da Silva agradeceu o ministro pelo tempo dedicado ao evento. “Ao unir os representantes políticos com os representantes da produção estadual, traçamos uma nova forma de diálogo para que as melhoras e os investimentos cheguem ao Estado”, afirmou Adriano.
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Acre
Deracre inicia retirada de balseiros acumulados nos pilares de pontes em Rio Branco
Com a elevação do nível do Rio Acre, o governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), iniciou nesta sexta-feira, 16, a retirada de balseiros acumulados nos pilares de pontes em Rio Branco.
Segundo a presidente do órgão, Sula Ximenes, “a ação tem caráter preventivo e visa preservar a estrutura das pontes, para evitar a obstrução do fluxo da água e reduzir riscos à estrutura das pontes durante o período de cheia”.

Os balseiros são formados por troncos e galhos de árvores arrastados pela correnteza durante o período de cheia, que ficam presos às estruturas das pontes. O acúmulo desse material pode comprometer o fluxo da água e sobrecarregar os pilares de sustentação.

Para a execução dos serviços, o Deracre mobilizou três equipes, cada uma composta por três trabalhadores, que atuam de forma alternada na remoção dos entulhos. As equipes utilizam equipamentos de proteção individual, como coletes salva-vidas e luvas, devido às condições do rio e ao volume de material retirado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Acre
Acre padroniza critérios para registro de mortes violentas e busca maior transparência em dados de segurança
Resolução publicada no Diário Oficial busca uniformizar informações de homicídios, mortes por intervenção do Estado e causas indeterminadas entre órgãos de segurança

A medida envolve os órgãos que integram o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e busca ampliar a transparência. Foto: captada
O Governo do Acre publicou nesta sexta-feira (16) uma resolução que estabelece critérios padronizados para tratamento, monitoramento e divulgação de dados relacionados à violência letal no estado. A medida envolve todos os órgãos do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) — Polícia Militar, Civil, Bombeiros, Iapen, Instituto Socioeducativo e Detran — e tem como objetivo ampliar a transparência e a confiabilidade das informações.
O documento define parâmetros uniformes para a contabilização de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE) e Mortes por Causa Indeterminada (MCI). Segundo o governo, a padronização permitirá maior comparabilidade dos dados ao longo do tempo e subsidiará a formulação e avaliação de políticas públicas de segurança.
A resolução é assinada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia, junto com os dirigentes das forças de segurança. A medida já está em vigor e deverá ser adotada por todos os órgãos do Sisp para registro, análise e divulgação de dados oficiais.
O que será padronizado:
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Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI): Homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte;
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Mortes por Intervenção Legal de Agente do Estado (MILAE): Óbitos decorrentes de ação policial;
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Mortes por Causa Indeterminada (MCI): Casos em que a causa da morte ainda não foi esclarecida.
Objetivos da medida:
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Ampliar a transparência e a confiabilidade das estatísticas oficiais;
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Evitar divergências entre números divulgados por diferentes instituições;
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Subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência com dados mais precisos.
Impacto prático:
A padronização permitirá comparações temporais mais consistentes e um diagnóstico mais realista da criminalidade no estado, além de fortalecer o controle social sobre as ações de segurança.
A divergência de dados entre polícias Civil e Militar, por exemplo, era uma crítica recorrente de especialistas, que apontavam a dificuldade de planejamento com bases desencontradas.
Os órgãos terão prazo de 60 dias para adaptar seus sistemas de registro. A Secretaria de Justiça e Segurança passará a publicar boletins unificados trimestralmente, a partir de abril de 2026.
A uniformização dos critérios é um avanço para que o Acre possa comparar seus índices com outros estados que já adotam metodologias semelhantes, como Rio de Janeiro e São Paulo, seguindo recomendações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A resolução é assinada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo de Souza Gaia. Foto: captada
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Acre
Energisa aciona plano de contingência e reforça alerta sobre riscos elétricos durante enchentes no Acre
Concessionária monitora áreas alagadas em articulação com a Defesa Civil e orienta população a redobrar cuidados com a rede elétrica

Diante do transbordamento de igarapés e rios em diversas regiões do Acre, a Energisa colocou em prática seu Plano de Contingência e mantém monitoramento contínuo das áreas afetadas, em articulação permanente com a Defesa Civil. A medida tem como foco a prevenção de acidentes e a segurança da população durante o período de cheias.
Segundo a concessionária, até a manhã desta sexta-feira (16), não havia residências sem energia elétrica por motivo de segurança relacionado a alagações. No entanto, a empresa alerta que, caso o nível das águas continue subindo, poderá ser necessária a suspensão temporária do fornecimento em pontos específicos, como medida preventiva. O restabelecimento ocorre assim que as condições de segurança forem garantidas.
Equipes técnicas seguem realizando inspeções nas áreas atingidas, enquanto a Energisa reforça os riscos envolvendo energia elétrica durante enchentes. O coordenador da Energisa Acre, Jhony Poças, destaca que é essencial evitar qualquer contato com instalações elétricas em situações de alagamento e desligar o disjuntor geral quando a água atingir residências, desde que seja seguro.
A empresa orienta ainda que a população mantenha distância de fios caídos, postes, medidores, árvores e estruturas altas, evite manusear equipamentos elétricos molhados e não tente religar a energia por conta própria após a enchente. Em situações de risco, a recomendação é acionar imediatamente a Energisa pelos canais oficiais de atendimento.

















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