Acre
Prefeitura de Rio Branco abre créditos suplementares de R$ 8,3 milhões

Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Prefeitura de Rio Branco publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) de quarta-feira, 29, dois decretos assinados pelo prefeito Tião Bocalom que autorizam a abertura de créditos suplementares ao orçamento municipal de 2025. As medidas somam mais de R$ 8,3 milhões e destinam recursos para as áreas de saúde pública e infraestrutura urbana.
De acordo com o Decreto nº 3.023, o município abriu crédito no valor de R$ 2.380.932,87 para reforçar o orçamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra). Os recursos serão aplicados na manutenção de equipamentos públicos esportivos e de lazer da capital. O montante tem origem em superávit financeiro de exercícios anteriores, conforme previsto na Lei Federal nº 4.320/1964.
Já o Decreto nº 3.024 autoriza a abertura de crédito suplementar de R$ 6 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Fundo Municipal de Saúde. O valor será destinado à contribuição suplementar para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), prevista na Lei Municipal nº 1.965/2013
O decreto determina ainda que o crédito será compensado com a anulação de dotações orçamentárias originalmente destinadas ao atendimento assistencial básico, especificamente na rubrica de contratação por tempo determinado, também da Semsa.
Comentários
Acre
Moradores de Brasiléia pagam do próprio bolso para roçar ruas tomadas por mato e lama em bairro tradicional na fronteira
Prefeitura não tem enviado equipes para manutenção; servidor e vizinhos contratam roçadores particulares por falta de limpeza pública

Travessa Vila Rica, no bairro Raimundo Chaar, está tomada por mato e lama; moradores cobram serviços básicos de limpeza urbana. Foto: captada
Moradores da Travessa Vila Rica, no bairro Raimundo Chaar, em Brasiléia, estão custeando do próprio bolso a limpeza das ruas, que há meses não recebem manutenção da prefeitura. Com o período chuvoso, o mato e a lama tomaram conta das vias, dificultando a locomoção e aumentando o risco de aparecimento de animais peçonhentos, como serpentes.
O servidor público Igor Figueiredo, um dos moradores, relatou que tem contratado roçadores particulares para cortar a vegetação que cresce no meio da rua e impede o acesso às residências. Outros vizinhos também aderiram à prática por falta de ação do poder público.
A situação gera revolta na comunidade, que acusa a atual gestão de descaso com serviços básicos de limpeza urbana. Moradores pedem providências urgentes da prefeitura para garantir condições adequadas de higiene e segurança no local. Até o momento, não houve posicionamento oficial do município sobre o caso.
Imagens de rua tomada por mato em Brasiléia circulam em jornais do Acre e expõem falta de manutenção da prefeitura
Imagens da Travessa Vila Rica, no bairro Raimundo Chaar, em Brasiléia, tomada por mato alto e lama têm circulado em jornais de todo o Acre, inclusive na região do Juruá, evidenciando a falta de serviços públicos de limpeza urbana no município durante o inverno amazônico.
A repercussão nas outras regiões do estado aumenta a pressão sobre a gestão municipal, que ainda não se posicionou sobre a retomada dos serviços de limpeza. Moradores cobram uma resposta urgente e a regularização da manutenção das ruas do bairro.

Moradores da Travessa Vila Rica, no bairro Raimundo Chaar, pagam roçagem particular; situação tem repercutido até na região do Juruá. Foto: captada
Comentários
Acre
Acre registra 413 desaparecimentos em 2025, com aumento de casos entre mulheres, crianças e adolescentes
Números do Ministério da Justiça mostram queda entre homens adultos, mas crescimento entre menores de idade; novembro, outubro e dezembro foram os meses com mais ocorrências

O calendário de 2025 também expõe meses mais críticos. Novembro concentrou 35 registros, seguido por outubro, com 45, e dezembro, com 43. Foto: captada
O Acre registrou 413 desaparecimentos em 2025, número praticamente igual ao de 2024 (412), com variação de apenas 0,24%. A estabilidade geral, porém, esconde mudanças no perfil das vítimas: enquanto os casos entre homens adultos caíram, houve aumento expressivo entre mulheres (de 139 para 156) e entre crianças e adolescentes (de 122 para 145).
Os dados, compilados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram que os meses de novembro (45), outubro (45) e dezembro (43) concentraram o maior número de ocorrências no ano passado.
A taxa permanece em torno de 46 desaparecimentos por 100 mil habitantes. O crescimento entre jovens e mulheres sugere a necessidade de políticas específicas de prevenção e busca, especialmente considerando a vulnerabilidade desses grupos.

Levantamento mostra mudanças no perfil das vítimas, com aumento de casos entre mulheres e menores de idade. Foto: captada
Já o Brasil registrou 232 desaparecimentos por dia em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça. No total, 84.760 pessoas desapareceram no ano, alta de 4,12% em relação a 2024. Crianças e adolescentes representam cerca de 30% dos casos.
São Paulo lidera o ranking, com mais de 20 mil registros, o equivalente a quase 50 casos por dia, aumento de cerca de 3% em relação ao ano anterior. Em seguida aparecem Minas Gerais (9.139), Rio Grande do Sul (7.611), Paraná (6.455) e Rio de Janeiro (6.331).
Em 2025, o governo recriou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas para integrar informações e facilitar a cooperação entre autoridades. Até agora, apenas 12 estados aderiram ao sistema. A base poderia ser usada também por serviços de saúde e assistência social para ajudar na identificação de pessoas.
Do total de desaparecidos, 54.102 são homens e 30.050 mulheres. Março foi o mês com mais registros (7.536). A taxa nacional é de 40 desaparecimentos a cada 100 mil habitantes.

A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base nos dados enviados pelas secretarias estaduais ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Foto: captada
Comentários
Acre
Da zona rural para a sala de aula, professor do Estado relata história de superação
Entre os aprovados do concurso da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o maior da história com 3 mil vagas, está o professor Edimar do Santos Passamani. Ele foi aprovado para lecionar a disciplina de física e já foi devidamente lotado no Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF).
A história do professor Edimar dos Santos é de superação. Nascido na zona rural do município de Plácido de Castro, ele iniciou os estudos na Escola Santa Rita de Cássia, localizada no km 65 da rodovia AC-040, km 13 do ramal Eletra. Quando finalizou a 3ª série do ensino fundamental, anos iniciais, foi o único a avançar para a etapa seguinte.
“Quando comecei a estudar, em 1998, não tinha energia elétrica e sempre foi difícil, até para ter professor na zona rural, tanto que fiquei dois anos sem estudar porque não havia professor”, faz questão de lembrar.

Nesse período, ele acabou ajudando o pai na roça. O tempo passou e ele conheceu um programa de aprendizagem rural que hoje é o Caminho da Educação do Campo. “Foi uma experiência diferente de tudo o que havíamos vivenciado, a metodologia era inovadora”, recordou.
Já adulto, ele realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e na primeira vez não obteve êxito. Em 2012 fez novamente a prova e, em 2013, ingressou no curso de licenciatura em física na Universidade Federal do Acre (Ufac). Já na instituição, ele decidiu novamente fazer o Enem, dessa vez para Direito, momento em que conseguiu 940 pontos na redação.
Por toda esta trajetória, ao assumir o cargo de professor efetivo diz que o sentimento é de muita alegria. “Era o meu sonho quando estava no ensino médio, porque a vida na roça era muito pesada e eu acabei me inspirando nos meus ex-professores e todo o dia, quando acordo, eu penso que realizei um sonho. Então é muito gratificante”, enfatiza.
Amor pela educação
O professor Edimar faz questão de dizer que ama estar em sala de aula. Ele leciona desde 2017. “Lecionar não é simplesmente ensinar o que aprendi, o que está lá no currículo, mas poder transformar vidas e influenciar outros estudantes a buscarem o melhor para suas vidas”, afirma.
Ele foi incentivado por um ex-professor de matemática a fazer a licenciatura em física. Por um tempo ele lecionou matemática. “Me sentia um peixe fora d’água, porque eu não sabia muito de física, mas aos poucos eu fui estudando, me superando, me dedicando”, explicou.

Algumas vezes ele foi reprovado em concursos até ser aprovado em um processo seletivo. Lotado no IELF, onde já foi professor provisório. “Após sete anos atuando como professor temporário, agora em 2026 tomei posse como professor efetivo”, destacou.
“Foram 14 anos desde a conclusão do ensino médio até a efetivação no serviço público. Sair da zona rural com apenas algumas mudas de roupa e enfrentar o desconhecido em busca de um sonho foi uma verdadeira caminhada marcada por desafios, lutas e muita perseverança”, afirmou.
The post Da zona rural para a sala de aula, professor do Estado relata história de superação appeared first on Noticias do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

Você precisa fazer login para comentar.