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Cotidiano

Prefeito de Brasileia abre fase final da ‘Copa Bolpebra Master 2025’ em noite de integração internacional

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Cerimônia no Estádio José Guiomard dos Santos marca retorno do torneio que reúne Bolívia, Peru e Brasil; prefeito destaca legado esportivo e cultural como “ponte esportiva entre povos”

Mesmo já campeã 2025, selecionado master de Brasiléia, anfitrião, recebe com festa Peru e Bolívia no estádio José Guiomar. Foto: captada 

Em meio às celebrações dos 203 anos da Independência do Brasil, a cidade de Brasileia reviveu uma tradição de quatro décadas ao sediar a abertura da terceira e última fase da ‘Copa de Futebol Master Bolpebra 2025’ na noite desta quinta-feira (4).

O estádio José Guiomard dos Santos recebeu delegações de Cobija/Pando/Bolívia, Porto Maldonado/Peru e Brasiléia/Acre/Brasil para o pontapé inicial da terceira fase do torneio internacional de futebol de campo, iniciado em 1980 e retomado após anos de interrupção.

Selecionado Master de Brasiléia, fronteira da regional do Alto acre. Foto: cedida

A cerimônia contou com a presença do prefeito Carlinhos do Pelado (PP), que enfatizou o significado histórico do evento:

“É uma grande satisfação resgatar este campeonato que marcou gerações.

Ainda ressaltou que: “A COPA BOLPEBRA é mais do que uma competição esportiva. É um símbolo da irmandade entre Bolívia, Peru e Brasil. Celebramos nossa independência com orgulho e com os nossos vizinhos e amigos ao nosso lado”, disse o prefeito de Brasiléia.

A Copa Bolpebra une povos, valoriza o esporte e mostra que o futebol pode ser uma ponte de integração cultural e social”. Autoridades municipais e estaduais dos três países, incluindo a secretária de Cultura Arlete Amaral entre outras autoridades, acompanharam o evento junto com torcedores e atletas.

Selecionado Master de Porto Maldonado Perú. Foto: cedida 

O torneio internacional que envolve três regionais (regional do Alto acre, região Perla Del Acre e Região Madre de Dios), onde é disputado em três fases, coincidindo com datas festivas de cada nação. As etapas anteriores ocorreram em julho no Peru (aniversário de Puerto Maldonado) e em agosto na Bolívia (festividades nacionais).

Selecionado Master de Cobija Pando. Foto: cedida 

Clebson Venancio, gerente de esportes de Brasileia e coordenador da fase local, destacou o legado da competição: “Promovemos um campeonato de alto nível com arbitragem oficial, mas o maior resultado é o intercâmbio esportivo e a amizade entre os países”.

A cerimônia do torneio trinacional ocorre mesmo com a seleção master municipal anfritriões da fase 3 já garantida como ‘Campeã Master 2025’, após vencer as duas primeiras fases, primeira realizada em Porto Maldonado (Perú), e segunda em Cobija (Pando/Bolívia), onde conquistou o título em agosto durante as comemorações do bicentenário boliviano.

Com boa participação, arquibancadas em clima de festa e clima de confraternização, a ‘Copa Bolpebra Master 2025’ reafirmou seu papel como símbolo de união trinacional na fronteira da amazônica ocidental.

O torneio, que completa mais de 40 anos de história, reúne as delegações de Brasiléia (Acre/Brasil), Puerto Maldonado (Peru) e Cobija (Pando/Bolívia) em uma celebração que vai além do aspecto esportivo.

O evento mantém viva uma tradição que se consolidou como um dos principais símbolos de união entre Brasil, Bolívia e Peru.A Copa, que reúne atletas das três nações vizinhas, é considerada uma ferramenta diplomática e cultural esportiva de integração entre os países desde tríplice fronteira, promovendo o intercâmbio esportivo e fortalecendo os laços de amizade entre os povos da Amazonia ocidental.

Veja galeria de fotos da abertura do evento internacional:

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Vídeo de criança indígena comendo tanajura encanta redes e valoriza tradição alimentar amazônica

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Na gravação, a pequena Yandra Mawe aparece segurando o inseto e explica que “é uma delícia”; tanajura é iguaria típica de comunidades tradicionais do Norte e Nordeste

Nas imagens, a pequena aparece segurando o inseto e afirma que considera a iguaria “uma delícia”. Foto: captada 

Um vídeo publicado no perfil de Yandra Mawe chamou atenção e repercutiu nas redes sociais ao mostrar uma criança indígena comentando, de forma espontânea, sobre o consumo de tanajura — formiga tradicionalmente apreciada em diversas regiões do Brasil, principalmente na Amazônia .

Nas imagens, a pequena criança indígena aparece segurando o inseto e afirma que considera a iguaria “uma delícia” . Com naturalidade, ela ainda orienta que não se deve comer a cabeça da formiga, explicando que apenas a parte inferior pode ser consumida .

Valor cultural e nutricional

A tanajura, também conhecida em algumas regiões como içá ou saúva, é consumida principalmente durante o período de revoada e faz parte da cultura alimentar de comunidades indígenas e de populações do Norte e Nordeste do país. Rica em proteínas, a formiga é geralmente torrada antes de ser ingerida .

O vídeo repercutiu pela espontaneidade da criança e também por valorizar um costume tradicional que, para muitos, ainda desperta curiosidade .

Veja vídeo:

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Professores da EJA ameaçam acionar a Justiça contra prefeitura por não pagamento de gratificação

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Os professores da EJA ficaram de fora do abono natalino. Após procurarem a Secretaria Municipal de Educação, os profissionais participaram de reunião no último dia 10, quando teriam recebido a garantia de que o valor seria quitado até o dia 20 de fevereiro

O parecer ressalta que a antecipação do pagamento das verbas rescisórias não exclui o direito à gratificação, uma vez que o vínculo permaneceu ativo até o fim do mês. Foto: captada 

Professores que atuaram na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município de Tarauacá tornaram pública a insatisfação com a administração municipal após o não pagamento do abono natalino que, segundo a categoria, havia sido prometido para esta sexta-feira, 20.

De acordo com os educadores, cerca de 40 profissionais tiveram os contratos rescindidos em dezembro do ano passado e afirmam que só tomaram conhecimento do encerramento por meio do contracheque. A professora Enieide Monteiro relatou que o contrato foi interrompido antes do prazo previsto.

“Somos 40 professores da EJA. Ano passado, em dezembro, tivemos nossos contratos rescindidos. Só ficamos sabendo pelo contracheque. O município quebrou nosso contrato faltando ainda seis meses, que no caso terminaria agora no meio do ano. Foi um processo seletivo e até o momento nenhuma publicação no Diário Oficial fizeram”, afirmou.

Segundo a docente, como o pagamento de dezembro foi antecipado pelo município, os professores da EJA ficaram de fora do abono natalino. Após procurarem a Secretaria Municipal de Educação, os profissionais participaram de reunião no último dia 10, quando teriam recebido a garantia de que o valor seria quitado até o dia 20 de fevereiro. Um vídeo gravado no encontro registraria a confirmação do prazo por parte de representante da pasta.

“Como o pagamento de dezembro eles anteciparam, nós professores da EJA ficamos de fora do abono natalino. Fomos atrás, tivemos reunião, eles prometeram que iriam pagar até o dia 20 desse mês. Quando foi ontem, fomos novamente atrás e falaram que talvez daqui uns quatro meses. Falta de respeito com nós professores, pois além de rescindirem nosso contrato por meio do holerite, nada oficial, ainda não cumpriram com o prometido”, declarou.

Além do acordo informado na reunião, os professores sustentam que há respaldo jurídico para o pagamento. O Parecer Jurídico nº 041/2026, emitido pela Procuradoria Geral do Município de Tarauacá em 29 de janeiro de 2026, conclui que é devido o pagamento da gratificação natalina extraordinária aos professores temporários da EJA cujos contratos foram encerrados após a sanção da Lei Municipal nº 1.177/2025.

O documento aponta que a lei que instituiu a gratificação foi sancionada em 18 de dezembro de 2025 e que, embora as verbas rescisórias tenham sido antecipadas para o dia 19 de dezembro, o encerramento contratual ocorreu apenas em 31 de dezembro de 2025. O parecer ressalta que a antecipação do pagamento das verbas rescisórias não exclui o direito à gratificação, uma vez que o vínculo permaneceu ativo até o fim do mês, concluindo que o pagamento é devido aos servidores temporários da EJA nessa condição.

A reportagem procurou a Prefeitura de Tarauacá para se manifestar sobre as reivindicações apresentadas pelos profissionais da EJA, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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Agro no Acre enfrenta ano eleitoral decisivo: produtor rural precisa ficar atento às propostas dos candidatos

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Em 2026, eleições para presidente, governador, Senado, Câmara e Assembleia Legislativa serão a oportunidade de cobrar compromissos reais com o setor produtivo

O produtor acreano paga impostos, enfrenta estrada ruim, custo alto, logística complicada, clima imprevisível e burocracia que parece criada para punir quem produz. Foto: captada 

Por Acre Mais – Wanglézio Braga

O ano de 2026 de fato começou com a agitada passagem da semana carnavalesca que se encerrou na última terça-feira, dia 17, e não será comum para quem vive o agro no Acre. Produtor rural que acha que política não chega na porteira precisa repensar urgente. Teremos eleições para Presidente da República, Governador, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. É o momento de separar quem trabalha pelo agro de verdade de quem só lembra do produtor na época da campanha, tirando foto com chapéu emprestado e botina novinha.

Mas não é só isso. O alerta mais sério recai sobre dentro de casa: a eleição da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC), prevista para ocorrer na segunda quinzena de março com abril, os quatro primeiros meses do ano. E aqui não dá para ter meias palavras: a FAEAC precisa ser oxigenada, renovada, sacudida. Hoje, a federação vive um silêncio sepulcral para as reais necessidades do produtor, diga-se “distante do dia a dia do produtor”. Enquanto tudo muda — mercado, legislação, crédito, exportações, sanidade animal, regularização fundiária — a entidade que deveria defender o produtor permanece muito passiva e irrelevante. É como se vivesse em um bunker isolado da realidade. Uma federação que não dá voz ao produtor não o representa — ela apenas ocupa espaço. O agro acreano não merece isso!

A eleição da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, prevista para ocorrer entre os quatro primeiros meses do ano. E aqui não dá para ter meias palavras: a FAEAC precisa ser oxigenada, renovada, sacudida. Foto: captada 

O produtor acreano paga impostos, enfrenta estrada ruim, custo alto, logística complicada, clima imprevisível e burocracia que parece criada para punir quem produz. E quem deveria puxar o coro da indignação? Quem deveria pressionar governos? Quem deveria defender o setor nos debates estratégicos? A FAEAC. Mas, enquanto isso não acontece, atravessadores seguem ganhando espaço, governos legislam sem diálogo com a base e o produtor continua sozinho.

Outro ponto que exige atenção é a Assembleia Legislativa do Acre, que entra na reta final desta legislatura. Agora é a hora de o produtor pegar a lupa e perguntar: o que cada deputado fez pelo agro? Quem defendeu os ramais? Quem brigou por regularização fundiária? Quem buscou linhas de crédito, apoio à pecuária, agricultura familiar, assistência técnica, defesa sanitária, políticas de escoamento? E mais importante: quem só fez discurso vazio? A urna tem memória curta, mas o produtor não pode ter.

A Assembleia Legislativa do Acre, que entra na reta final desta legislatura. Agora é a hora de o produtor pegar a lupa e perguntar: o que cada deputado fez pelo agro? Foto: captada

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