Cotidiano
Precaução: Embarcações diminui o volume de carga na hidrovia do rio Madeira
Desde o dia 11 de julho último, a navegação noturna está restrita por recomendação da Marinha do Brasil, no trecho entre Porto Velho (RO) a Novo Aripuanã (AM)

Os comboios têm de ser desfeitos nos trechos críticos, por não haver condições de passagem de tantas barcaças de uma só vez, e remontados posteriormente após esses pontos difíceis. Foto: cedida
Com RHN
Durante esse período de seca intensa no rio Madeira, a Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH) está orientando os operadores de cargas para diminuir a intensidade para evitar acidentes. A formação de blocos de areia e o surgimento de pedrais são ameaças para a navegação segura. Nesta semana, o rio seguiu com baixa de nível começando a semana na segunda-feira (16) com a marca de 0,50m da cota e fechando a semana na sexta-feira (20) com 0,44m, conforme dados da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN).
O diretor-presidente da SOPH, Fernando Parente, esclareceu que o porto organizado de Porto Velho está trabalhando para manter as movimentações levando em conta as condições impostas pela baixado rio Madeira no momento. Ele destacou que é possível fazer navegação segura seguindo as normas e tendo todo o cuidado necessário.
Desde o dia 11 de julho último, a navegação noturna está restrita por recomendação da Marinha do Brasil, no trecho entre Porto Velho (RO) a Novo Aripuanã (AM). A portaria é por tempo indeterminado e segue valendo enquanto o rio Madeira estiver com a cota baixa diante do período de seca.
Estratégias
Em diálogo com os operadores portuários, foi relatada uma redução da quantidade de barcaças acopladas para navegação de cada comboio, que na época da cheia navegava, em média, com 20 barcaças juntas. Agora, essa quantidade diminuiu para 12. Ainda assim, os comboios têm de ser desfeitos nos trechos críticos, por não haver condições de passagem de tantas barcaças de uma só vez, e remontados posteriormente após esses pontos difíceis.
Além disso, houve a necessidade de limitar o calado das embarcações de aproximadamente 4 m para cerca de 2 m, e substituir os empurradores para opções com tamanhos menores. As mudanças se refletiram no volume de cargas que podem ser transportadas. Houve uma baixa de 30% no total de carga geral e 50% dos grãos exportados.
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Preço da carne sobe em Rio Branco: acém, picanha e fígado lideram altas, aponta pesquisa da Ufac
Levantamento do PET Economia mostra aumento em todos os 14 cortes analisados; ovos também registraram variação de 8,55%

Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado. Foto: captada
O preço da carne registrou aumento em Rio Branco, segundo levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), que acompanha semanalmente os valores praticados em supermercados e açougues da capital acreana. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16).
A pesquisa considerou preços coletados entre sábado (8) e sexta-feira (14) de março de 2026 e analisou 14 tipos de cortes de carne, identificando aumento no valor médio de todos os produtos pesquisados no período.
Principais altas
Entre as principais altas estão:
-
Acém: variação de 5,90%
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Picanha: aumento de 4,85%
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Fígado: alta de 4,61%
Açougues x supermercados
A pesquisa também comparou os preços praticados em açougues e supermercados da capital. Na maioria dos casos, os valores encontrados nos supermercados ficaram acima dos registrados nos açougues :
| Corte | Preço médio (açougues) | Preço médio (supermercados) |
|---|---|---|
| Picanha | R$ 66,63 | R$ 81,98 |
| Filé | R$ 66,01 | R$ 84,10 |
| Coxão mole | R$ 36,82 | R$ 46,98 |
| Fraldinha | R$ 36,50 | R$ 45,08 |
Outros produtos
Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado.
Impacto no orçamento familiar
De acordo com o PET Economia, a elevação dos preços impacta diretamente o orçamento das famílias acreanas, já que a carne possui peso relevante na alimentação da população.
Análise de especialista
O professor de economia da Ufac, Rubicleis Gomes, explica que o aumento tem relação com fatores ligados à produção e à demanda pelo produto:
“Nós vamos ter um conjunto de fatores que explicam esta situação. Espera-se que em 2026 tenhamos um aumento de aproximadamente 10%. Temos impactos do lado da oferta: com o aumento do preço dos bezerros, o pecuarista opta por reter as fêmeas no campo, em vez de abatê-las, na expectativa de que os bezerros nascidos no ano seguinte terão um valor elevado. E do lado da demanda: a demanda aquecida no mercado interno em função do aumento do rendimento das famílias e também o aumento da demanda internacional. Conclusão: aumento de preços”, afirmou.
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“Não estou aqui pra ser vice”: Bocalom reafirma candidatura ao governo e aguarda definição do PSDB
Prefeito de Rio Branco descarta compor chapa com Alan Rick e diz que conversa decisiva com os tucanos ocorre nesta terça (17)

A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana. Foto: captada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou durante agenda da abertura do ano letivo municipal, nesta segunda-feira (16), que não pretende disputar as eleições como candidato a vice-governador e reforçou que seu objetivo é concorrer ao governo do Acre nas eleições de 2026.
A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana.
Questionado sobre uma eventual composição como vice em uma chapa encabeçada pelo senador Alan Rick (Republicanos), o prefeito foi direto ao responder.
“Eu não tô aqui pra ser vice”, afirmou.
Negociações com o PSDB
Bocalom também comentou sobre as negociações partidárias em andamento e disse que mantém diálogo com a direção nacional do PSDB para definir seu futuro político. O movimento ocorre após o Partido Liberal (PL) ter comunicado ao prefeito que não apoiaria sua pré-candidatura ao governo.
“Já é a terceira conversa que temos com o PSDB nacional. Amanhã deverá ser uma conversa definitiva, porque precisamos definir logo. Temos que formar chapa para deputado federal e deputado estadual”, disse.
O prefeito relembrou que já teve uma longa trajetória no partido e destacou que foi no PSDB que construiu boa parte de sua carreira política.
“Aquele partido me acolheu em seis eleições. Ganhamos duas eleições no Acre e quatro aqui em Rio Branco”, afirmou.
Alinhamento político
Apesar das negociações, Bocalom afirmou que segue alinhado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora tenha enfrentado dificuldades para permanecer no Partido Liberal, legenda ligada ao ex-chefe do Executivo federal.
O prefeito já havia manifestado publicamente, em declarações anteriores, que recebeu com tristeza a decisão do PL, mas que respeita a posição do partido e compreende a estratégia adotada.
Caso a filiação ao PSDB se confirme, Bocalom retornaria a uma sigla pela qual já disputou eleições anteriores, onde obteve vitórias em Acrelândia e outras disputas importantes no estado. A reunião definitiva com as lideranças nacionais do PSDB deve selar o destino do prefeito, que busca consolidar sua pré-candidatura ao governo estadual.
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Acre tem 82,3% das famílias endividadas, aponta pesquisa da Fecomércio
Percentual é superior à média nacional de 80,2%; comprometimento da renda atinge 31,7% e é maior entre famílias com até 5 salários mínimos

Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não terem condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente. Foto: captada
A Pesquisa sobre o Endividamento e Inadimplência com Consumidor (PEIC), divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio, traz resultados preocupantes sobre o endividamento em todo o País. Os dados revelam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas em fevereiro — o maior valor em toda a série histórica.
Dessas, 29,6% estão com dívidas atrasadas há mais de 30 dias, e 12,6% afirmam não ter condições de pagá-las no momento, tornando-se inadimplentes . Por outro lado, o percentual de famílias que fazem tal afirmação foi menor do que o observado em janeiro, indicando que as famílias consumidoras estão mais dispostas a manter as contas em dia ou com pouco atraso.
Cenário no Acre
No Acre, as análises da Federação do Comércio (Fecomércio-AC) mostram situação semelhante, com 109.059 famílias endividadas, ou seja, 82,3% delas — percentual superior à média nacional.
O número de famílias com contas em atraso há mais de 30 dias chegou a 38,4%, atingindo 50.915 famílias.
Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente, saindo de 15.392 famílias em janeiro para 14.662 em fevereiro — uma redução de 4,98%, indicando que as famílias do estado estão preocupadas em manter as contas em dia.
Comprometimento da renda
As famílias endividadas comprometem 31,7% da renda, o mesmo percentual percebido em janeiro, mas maior do que o observado ao longo de 2025.
Tal comprometimento atinge com mais intensidade famílias com renda de até 10 salários mínimos, com forte concentração nas famílias com renda de até 5 salários. Enquanto isso, o comprometimento das famílias com renda superior a 10 salários mínimos é de 28,1%.
Análise da Fecomércio
Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre, analisa o cenário:
“O consumo está sob a influência da pouca oferta do crédito e da alta taxa Selic, que deve permanecer elevada até o final do ano, segundo projeções. Mesmo com tais dificuldades, as famílias estão consumindo mais do que necessário. Se por um lado há a melhoria do poder aquisitivo, que leva ao consumo, por outro, muitas famílias, notadamente de renda de até 5 salários, utilizam com demasia o crédito nas compras de produtos não duráveis e as fazem parceladamente. Esse último fator dificulta o planejamento doméstico e, consequentemente, levará as famílias a um endividamento ainda maior”.
Com Fecomércio Acre

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