Conecte-se conosco

Cotidiano

Por falta de investimento em saneamento, quase 35% dos municípios registram epidemias ou endemias

Publicado

em

A precariedade do setor reflete na saúde de adultos e crianças. MP que pode atrair investidores deve ser votada nesta terça-feira, no Congresso

Cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e quase metade da população não tem serviço de coleta de esgoto. A precariedade do setor no país reflete diretamente na saúde de adultos e crianças em 1.935 dos 5.570 municípios brasileiros, onde foram registradas epidemias ou endemias ligadas a falta de saneamento básico. Reflexo direto da falta de investimentos nos municípios, esse triste quadro estará em discussão no Congresso Nacional, nesta terça-feira (7).

A comissão especial que analisa a Medida Provisória nº 868, que atualiza o marco regulatório do saneamento básico, votará o relatório do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE), a partir das 14h. A principal mudança da MP na legislação é quanto ao modelo de exploração dos serviços. O saneamento básico é responsabilidade de cada município. Se o mesmo não tem capacidade de oferecer os serviços, a prefeitura pode firmar um contrato de gestão, por exemplo, com a companhia estadual de água e esgoto.

Este é o modelo mais comum, embora 325 municípios já tenham firmado contratos com a iniciativa privada. Com a MP, os serviços de água e esgotamento sanitário passando a ser tratados como concessões públicas, como já ocorre hoje com os aeroportos, que melhoraram significativamente a qualidade do atendimento após irem para a gestão da iniciativa privada.

De acordo com o parlamentar, a aprovação do texto é uma forma de estancar um problema crônico do país. “Para que essa imensa vergonha nacional, que é a falta de saneamento básico, seja finalmente um programa que obriga a se alcançar objetivos”, ressaltou.

Para a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), os números confirmam que os investimentos em saneamento são prioritários no Brasil e um dos caminhos seria avançar na regulação do setor com a ajuda do setor privado.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Abcon, Percy Soares Neto, a aprovação da Medida Provisória (MP) 868/2018, conhecida como MP do Saneamento, representa um passo importante por meio da abertura do mercado à competição.

“Quanto mais a gente puder, por meio de parceria com o setor privado, desonerar, desobrigar o recurso público de um serviço ou um investimento que pode ser feito com recurso privado, mais fácil será para acelerar investimento nesse setor por um lado, e para que o estado possa realocar esse recurso em outras áreas como saúde, como educação e como segurança”, afirma.

Epidemias e endemias 

Sem recursos para a ampliação das redes de água e esgoto, grande parte dos municípios brasileiros têm sua população exposta a riscos à saúde. Ao todo, 34,7% dos municípios têm ocorrências de doenças causadas pela falta de infraestrutura. São casos de diarreia, leptospirose, cólera, malária, hepatite.
Um dos entraves para a mudança desse quadro é o baixo índice de investimentos no setor.

Em 2017, foram desembolsados R$ 10,9 bilhões em saneamento, menor valor investido desde o ano de 2010. O custo para universalizar o acesso aos quatro serviços do saneamento (água, esgotos, resíduos e drenagem) é de R$ 400 bilhões até 2036, de acordo com o cruzamento de dados Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS); Instituto Trata Brasil; DataSUS e IBGE.

Alerta

No ritmo em que está, o Brasil deve atrasar pelo menos em 15 anos a meta do Plano Nacional de Saneamento básico, que é de atender 90% do território com o tratamento e destinação adequada do esgoto até 2033. Estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base no SNIS, estima que essa meta só seja cumprida após 2050.

Na média dos investimentos feitos pelo país entre 2014-2017, seria necessário aumentar a destinação de recursos em cerca de 70% no setor de saneamento básico. Entre 2015 e 2016, os investimentos em água e esgoto no país caíram de R$ 13,26 bilhões para R$ 11,51 bilhões. Vale lembrar que, a cada R$1 investido em saneamento, uma economia de R$ 4 é gerada na saúde, como também mostra o levantamento da CNI.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Cotidiano

CBF divulga grupos do Campeonato Brasileiro da Série D

Publicado

em

Foto Sueli Rodrigues: Independência e Galvez farão um dos duelos acreanos na primeira fase

O departamento de competições da CBF divulgou nesta sexta, 6, os grupos do Campeonato Brasileiro da Série D. As 96 equipes foram divididas em 16 grupos com 6 times cada em uma primeira fase regionalizada levando em consideração a logística.

Fórmula de disputa

As seis equipes de cada grupo irão se enfrentar entre si em dez rodadas. Os quatros primeiros colocados avançam à segunda fase. Os times acreanos estão no grupo A2 e em caso de classificação irão jogar contra as equipes da chave A1 na segunda fase.

Começa em abril

O Brasileiro da Série D começa no dia 5 de abril e será encerrado em 13 de setembro, são 24 datas, vinte e duas nos fins de semana e somente duas no meio da semana.

Vagas para 2027

Os times classificados para 3ª fase do Campeonato Brasileiro da Série D estarão garantidos na competição em 2027.

Grupo A2

Independência-AC

Galvez-AC

Humaitá-AC

Porto Velho-RO

Guaporé-RO

Araguaína-TO

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Humaitá e Rio Branco jogam por vantagem na semifinal do Estadual

Publicado

em

Foto Sueli Rodrigues: O Humaitá do meia Everthon (e) joga pelo empate para ter a vantagem na semifinal

Humaitá e Rio Branco se enfrentam neste sábado, 7, a partir das 15 horas, no Tonicão, pela última rodada da fase de classificação do Campeonato Estadual Sicredi de 2026. O Humaitá soma 14 pontos na 2ª colocação e o Rio Branco tem 12 na 3ª.

O Humaitá tem a vantagem do empate para garantir a vantagem de jogar por dois resultados iguais na semifinal. Se vencer, o Tourão terminará a 1ª fase como líder.

O Rio Branco para ter vantagem na semifinal precisa vencer o Humaitá.

Rio Branco

O técnico Ulisses Torres definiu os titulares do Rio Branco e a novidade da equipe será a reestreia do meia Thiago Dunha.

“Vamos manter a nossa maneira de jogar. Teremos um adversário de excelente nível e não podemos tentar ganhar de qualquer maneira”, comentou Ulisses Torres.

Humaitá

O Humaitá vai para o duelo contra o Rio Branco como favorito e invicto. O técnico Rogério Pina terá todo o elenco à disposição, mas a definição dos titulares vai ocorrer somente no Tonicão.

No comando

Jackson Rodrigues apita Humaitá e Rio Branco. Verônica Severino e Divanilson Martins serão os auxiliares.

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Santa Cruz e Adesg fecham fase de classificação no Tonicão

Publicado

em

Santa Cruz e Adesg fecham neste sábado, 7, a partir das 17h15, no Tonicão, a fase de classificação do Campeonato Estadual Sicredi de 2026. O Santa Cruz entra em campo classificado para semifinal e a Adesg precisa, no mínimo, de um empate para seguir na 1ª Divisão em 2027.

Santa Cruz

O Santa Cruz, classificado para semifinal, quer melhorar a pontuação. Se o Rio Branco perder para o Humaitá, a Capivara pode terminar em terceiro caso derrote a Adesg.

“Vamos com força máxima. Uma vitória significa muito antes de disputar a semifinal”, declarou o técnico Sandro Resende.

Adesg

A Adesg precisa vencer ou empatar com o Santa Cruz para não ser rebaixada. O Leão soma 5 pontos e tem um saldo de -4 na 6ª colocação. O Vasco é o 7º com 5 pontos e tem um saldo -5, por isso a Adesg precisa somar pontos.

Critérios de desempate

Os critérios de desempate para definir o rebaixamento são: número de vitórias, saldo de gols e gols marcados.

Trio de arbitragem

Julian Negreiros será o árbitro de Santa Cruz e Adesg. Os auxiliares serão Antônio Neilson e Douglas Renan.

Comentários

Continue lendo