Conecte-se conosco

Brasil

Polícia Militar do Amazonas apreende mais de uma tonelada de entorpecentes em micro-ônibus na AM-010

Publicado

em

O entorpecente foi apresentado na 36ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Rio Preto e posteriormente encaminhado para Manaus

No total, foi apreendido 1,164 tonelada de entorpecentes, sendo 312 quilos de cocaína e 852 quilos de maconha skunk. Foto: captada 

Com Israel Amorim e Vicente Silva / PMAM

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), apreendeu 1,1 tonelada de entorpecentes em um micro-ônibus na Rodovia AM-010, nas proximidades de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus).

A equipe policial estava em patrulhamento na rodovia e se deparou com um micro-ônibus trafegando na via com velocidade abaixo do comum. Os policiais militares decidiram abordar o veículo e realizaram sinais sonoros de ordem de parada, o que não foi obedecido.

O veículo entrou em um ramal e os ocupantes abandonaram o micro-ônibus e fugiram em direção a uma área de mata. A equipe da 3ª CIPM solicitou apoio e no local encontraram 46 sacos de fibra com os tabletes de entorpecentes.

O comandante-geral da PMAM, coronel PM Klinger Paiva, destacou que uma abordagem de rotina resultou em mais uma ocorrência exitosa da corporação no combate ao tráfico de drogas.

“Ao abordarem o veículo, os policiais militares se depararam com um pouco mais de 1,1 tonelada de maconha skunk e cocaína, trazendo um prejuízo de mais de R$ 40 milhões para o crime. Mais uma operação exitosa dos nossos policiais civis e militares que estão unidos para levar mais segurança para a população”, disse o coronel Klinger.

No total, foi apreendido 1,164 tonelada de entorpecentes, sendo 312 quilos de cocaína e 852 quilos de maconha skunk. O comandante da 3ª CIPM de Rio Preto da Eva, capitão PM Gelberth Mateus, destacou que as equipes da unidade estavam em patrulhamento em várias áreas do município, incluindo na rodovia, momento em que o veículo foi flagrado.

“Estávamos em operação quando a equipe se deparou com a situação. Por volta de 4h, esse veículo passou em atitude suspeita. A equipe tentou realizar a abordagem e ele se evadiu no primeiro ramal que encontrou adjacente à rodovia. Durante a tentativa de abordagem, o veículo parou no início do ramal e três indivíduos suspeitos fugiram”, disse o comandante da 3ª CIPM.

O entorpecente foi apresentado na 36ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Rio Preto da Eva no sábado e posteriormente encaminhado para Manaus, com o apoio logístico de uma equipe do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).

Integração com a Polícia Civil

O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, ressaltou a parceria das duas instituições policiais, em especial no interior do estado, para garantir a segurança da população amazonense.

“Parabenizar toda a equipe da Polícia Militar e da Polícia Civil que trabalha no nosso interior. Essa foi uma abordagem feita pelo policiamento convencional para que a gente consiga ter mais segurança na capital, porque sabemos que essa droga seria escoada para a cidade de Manaus. Agora o procedimento investigado vai seguir pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com o apoio da 36ª DIP de Rio Preto da Eva”, explicou o delegado-geral.

O delegado titular da 36ª DIP, Antônio Rondon, afirmou que nos últimos dois anos o município de Rio Preto da Eva não registrou uma ocorrência expressiva de apreensão de entorpecentes como essa no último final de semana.

“É um prejuízo muito alto para a criminalidade. Iniciamos as investigações tão logo se deu essa apreensão. Já conseguimos identificar o proprietário do veículo que está sendo ouvido na delegacia de Rio Preto da Eva e também conseguimos monitorar a rota desse micro-ônibus, que estava de passagem por Rio Preto da Eva”, destacou.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Brasil

Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

Publicado

em

Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

Publicado

em

Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

Comentários

Continue lendo

Brasil

Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

Publicado

em

Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

Comentários

Continue lendo