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Polícia Civil do Acre conclui primeira fase de inquérito sobre morte do colunista Moisés Alencastro

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Dois suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado e furto; delegado afirma que, por enquanto, não há elementos para associar crime diretamente à homofobia

A próxima etapa da investigação terá prazo de até 30 dias para ser concluída e deve incluir, entre outras ações, a análise de aparelhos celulares e materiais apreendidos. Foto: captada 

A Polícia Civil do Acre concluiu a primeira fase do inquérito sobre a morte do colunista social e advogado Moisés Alencastro, encontrado morto em seu apartamento em Rio Branco no dia 22 de dezembro. Os dois suspeitos, Antônio de Sousa Moraes, 22 anos, e Natanael Oliveira de Lima, 23, presos no dia 25, foram indiciados por homicídio qualificado e furto qualificado.

Segundo o delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso, não há elementos até o momento que permitam associar diretamente o crime à orientação sexual da vítima, embora a possibilidade não esteja descartada. “Não conseguimos identificar, a princípio, o crime de homofobia, embora isso possa eventualmente aparecer como pano de fundo”, afirmou. O Ministério Público do Acre (MPAC) havia divulgado nota anterior sugerindo motivação por ódio e homofobia.

A Polícia Civil do Acre avançou nas investigações sobre a morte do colunista social e advogado Moisés Alencastro, encontrado morto em seu apartamento no dia 22 de dezembro, em Rio Branco. Foto: captada 

A próxima fase da investigação terá prazo de até 30 dias e incluirá a análise de celulares e outros materiais apreendidos, que podem trazer novas provas ao processo. O inquérito inicial foi concluído dentro do prazo legal de dez dias, necessário quando há investigados presos.

Os principais suspeitos, Antônio de Sousa Moraes, de 22 anos, e Natanael Oliveira de Lima, de 23 anos, foram presos no dia 25 de dezembro. Com a conclusão da etapa inicial do inquérito. foto: captada. Foto: captada 

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Apenas 21% dos pedidos de refúgio feitos pelo Acre foram aprovados em 2025

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Dados do Observatório das Migrações Internacionais mostram que maioria das solicitações terminou em extinção, apesar do aumento do fluxo migratório pela crise na Venezuela

Foto: Sérgio Vale

Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) revelam que apenas pouco mais de um quinto das solicitações de refúgio feitas por estrangeiros que ingressaram no Brasil pelo Acre em 2025 tiveram decisão favorável. Ao longo do ano, foram analisados 850 pedidos, dos quais 180 resultaram em deferimento, o equivalente a 21,2% do total.

Os números ganham ainda mais relevância diante do agravamento da crise política e humanitária na Venezuela ao longo de 2025, que intensificou os fluxos migratórios na região e reforçou o papel do Acre como uma das principais portas de entrada de estrangeiros no país em busca de proteção internacional.

Entre os municípios acreanos, Epitaciolândia concentrou a maior parte das entradas, com 488 solicitações, seguida por Assis Brasil, com 264. Rio Branco registrou 95 pedidos, enquanto Cruzeiro do Sul contabilizou apenas três solicitações no período analisado.

Quanto à nacionalidade, a Venezuela aparece de forma amplamente majoritária. Dos 850 pedidos que deram entrada pelo Acre, 487 foram feitos por venezuelanos, representando cerca de 57,3% do total. Em seguida aparecem Colômbia (85), Cuba (83) e Peru (57). Outros países, como Argentina, Chile, Equador, Haiti e Síria, tiveram números menores, além de um registro de pessoas apátridas.

No detalhamento das decisões, 154 pedidos foram deferidos e 26 tiveram extensão deferida, totalizando 180 decisões favoráveis. A maioria dos processos, entretanto, terminou em extinção, com 591 casos, além de 76 arquivamentos e apenas três indeferimentos formais.

Entre os solicitantes venezuelanos, o padrão se repete. Do total de pedidos apresentados por cidadãos daquele país, 154 foram deferidos, sete arquivados e 326 extintos, indicando que, embora os venezuelanos liderem amplamente as solicitações, apenas uma parcela consegue o reconhecimento oficial da condição de refugiado.

Quanto ao perfil dos solicitantes, 491 são homens e 359 mulheres, mantendo a predominância masculina nos pedidos registrados no estado.

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Defesa Civil identifica movimentação no solo sob ponte do Igarapé Redenção

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Foto: Marcos Araújo/SECOM

A Secretaria Municipal de Defesa Civil de Rio Branco identificou, durante vistoria técnica realizada neste sábado (3), movimentações no solo sob a ponte sobre o Igarapé Redenção, localizada no km 6 da estrada Jarbas Passarinho, no bairro Apolônio Sales. A estrutura foi inaugurada no dia 3 de outubro do ano passado, pela Prefeitura da capital.

 

A obra, construída em concreto e aço, recebeu investimento de R$ 4,5 milhões, com recursos do governo federal e contrapartida do município, e foi entregue com a promessa de pôr fim ao isolamento de mais de 3 mil famílias da zona rural da região. A ponte tem 70 metros de comprimento, 7 metros de largura, duas passarelas para pedestres e sistema de iluminação.

Em entrevista, o secretário municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, esclareceu que, apesar da movimentação identificada no terreno, não há, até o momento, qualquer comprometimento da estrutura da ponte.

“Não foi identificada complicação na estrutura da ponte. O que existe é uma movimentação no terreno. Estamos acompanhando tudo. Terá que ser tomada alguma medida de contenção, após avaliação de engenharia”, afirmou o secretário.

Foto: Defesa Civil de Rio Branco/Cedida

Segundo a Defesa Civil, o acompanhamento será contínuo e novas vistorias devem ser realizadas para avaliar a necessidade de intervenções no solo, com o objetivo de garantir a segurança da obra e da população que utiliza a via.

A situação chama atenção por envolver uma estrutura recém-inaugurada, apresentada pela gestão municipal como moderna, duradoura e preparada para resistir a inundações. A Prefeitura ainda não informou quando a avaliação técnica de engenharia será concluída nem quais medidas de contenção poderão ser adotadas.

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Guerra de facções foi a causa de quase metade dos homicídios no Acre em 2025

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Municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital. Foto: captada 

Geovany Calegário

A violência que nasce nas disputas entre facções criminosas continua deixando marcas profundas no Acre. Em becos, ruas e periferias, conflitos que se arrastam silenciosamente ao longo dos anos seguem transformando estatísticas em histórias interrompidas. Em 2025, esse cenário voltou a se refletir nos números oficiais da segurança pública do estado.

Dados do Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, por meio da Coordenação de Dados Estatísticos, apontam que, dos 134 homicídios registrados no estado ao longo de 2025, 62 tiveram origem em conflitos entre facções criminosas. Embora o número represente uma redução em relação aos anos anteriores, a presença constante desse tipo de crime evidencia que a disputa por território e poder ainda ocupa um lugar central na dinâmica da violência letal no estado.

Dados mostram redução entre 2023 e 2025, mas violência permanece concentrada na capital/Foto: Reprodução

A análise comparativa com 2024 e 2023 mostra uma queda gradual nas mortes associadas a esses confrontos, mas também revela a permanência de um padrão: a concentração dos casos em áreas urbanas estratégicas, sobretudo na capital, e o impacto contínuo sobre comunidades já vulneráveis, onde o conflito armado entre grupos criminosos se impõe como uma realidade cotidiana.

Entre as vítimas de homicídios relacionados a conflitos de facção em 2025, 60 eram homens e duas mulheres. A capital Rio Branco concentrou a maior parte desses crimes, com 38 casos. No interior, Cruzeiro do Sul apareceu em seguida, com nove registros, enquanto Epitaciolândia contabilizou cinco casos. Outros municípios como Mâncio Lima, com dois homicídios, além de registros isolados em Feijó, Brasiléia, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves, demonstram a dispersão territorial da violência ligada a esses confrontos.

Os dados também revelam o acesso dessas organizações a armamentos, pois faz parte do modos operandi do crime, já que das 62 mortes relacionadas a conflitos de facção, 49 foram provocadas por disparos de arma de fogo.

Dados de 2025 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução

O comparativo com 2024 mostra que, naquele ano, o Acre contabilizou 156 homicídios, sendo 66 ligados a disputas entre facções criminosas. Na ocasião, todas as vítimas desse tipo de crime eram homens, o que evidencia a predominância masculina nesse recorte da violência.

Ainda em 2024, Rio Branco voltou a concentrar a maior parte dos casos, com 42 homicídios relacionados a facções. Brasiléia teve seis registros, enquanto Feijó e Cruzeiro do Sul contabilizaram quatro cada. Também houve ocorrências em Assis Brasil, Tarauacá, Bujari, Sena Madureira, Mâncio Lima e Porto Acre.

Assim como no ano seguinte, as armas de fogo foram o principal meio utilizado nos homicídios ligados a facções em 2024. Das 66 mortes registradas naquele ano, 53 ocorreram em decorrência de disparos, segundo o levantamento da Polícia Civil.

Dados de 2024 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução

O ano de 2023 apresentou o cenário mais grave do período analisado. Naquele ano, o Acre registrou 179 homicídios, dos quais 88 foram classificados como decorrentes de conflitos entre facções criminosas, o maior número da série histórica.

Desse total, 74 mortes foram causadas por armas de fogo. As vítimas eram majoritariamente homens, somando 85 casos, além de três mulheres. Mais uma vez, Rio Branco concentrou a maior parte das ocorrências, com 68 dessas mortes, seguida por Cruzeiro do Sul e outros municípios do interior.

A leitura dos dados de 2023 a 2025 aponta uma redução gradual das mortes associadas a conflitos de facção no Acre. Ainda assim, os números evidenciam que a violência ligada a disputas criminosas permanece como um desafio estrutural, sobretudo em territórios onde o poder das armas segue impondo medo, silêncio e perdas constantes à população.

Dados de 2023 segundo a Polícia Civil/Foto: Reprodução

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