Conecte-se conosco

Geral

Pesquisa Fecomércio-AC: ao menos 66,8% da população rio-branquense está endividada

Publicado

em

Da população com dívidas, 42,3% comprometem mais ou menos 30% da renda mensal

Ao menos 66,8% da população economicamente ativa de Rio Branco tem dívidas a pagar nos próximos, segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac) no último dia 6 de outubro junto a 400 pessoas. Da população com dívidas, 42,3% comprometem mais ou menos 30% da renda mensal.

De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados estão empregados; 38,8% trabalham de forma autônoma e; 4,5% é prestadora de serviços; 19,3% afirmam não trabalhar e; 1,5%, dizem trabalhar como empresários. Além disso, ainda da parcela endividada, 28,8% comprometem aproximadamente 50% do orçamento total; 21,4% comprometem entre 70% e 80% da renda mensal e, por fim, 7,5% comprometem 100% da renda mensal com o pagamento de dívidas.

A pesquisa demonstra também que 63,5% da população endividada na capital acreana tem dificuldade em manter a melhor condição de consumo doméstico. Entretanto, outros 34,3% admitem conseguir equilíbrio entre essas exigências (dívidas x orçamento doméstico). Para efeito de análise, apenas 24,0% da população endividada desembolsou neste mês – outubro -, valor menor com o pagamento de parcelas de dívidas que no mês passado. Outros 50,9%, afirmam desembolso em valor igual ao mês anterior e 24,3%, valor maior.

Em relação a tempo médio para regularização de eventual pendência nos pagamentos de parcelas de dívidas, 75,3% geralmente precisam de até 30 dias; e outros 13,0%, de tempo entre 31 e 45 dias. Logo 88,3% da população endividada em Rio Branco demandam até 45 dias para regularização de atrasos nos pagamentos de dívidas pendentes. Outros 5,8% têm dívidas pendentes a mais de 90 dias, situação classificada como de inadimplência financeira junto a credores.

O estudo avalia também que, da população que eventualmente se depara com dificuldade para o pagamento de dívidas, de modo que 24,3% procuram serviços extras para suprir tal deficiência financeira. Outros 24% resolvem sobre o pagamento das dívidas essenciais enquanto consegue recursos extras para pagamento das demais e 22,8%, recorre a empréstimos (mais endividamento). Apenas 17,3% admitem a redução de itens de consumo doméstico e 11,6% recorrem a providências diversas.

Os dados da pesquisa apontam que 60% da população economicamente ativa de Rio Branco planeja sobre o uso das respectivas finanças. Enquanto 32,3% não expressam essa preocupação; outros 8,8% informam que, às vezes, planejam os gastos domésticos.

O estudo avalia ainda 36,5% da população economicamente ocupada da capital acreana, que contabiliza sobras de ganhos ao final do mês; uma parcela maior, de 61,8%, não consegue contar com qualquer economia ao final de cada mês.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Geral

Rio Branco registra chuva 124% acima da média em janeiro, com 645 mm e 12 mil pessoas afetadas pela cheia

Publicado

em

Defesa Civil alerta que nível do Rio Acre pode chegar a 15,5 m em fevereiro; janeiro de 2026 já é o mais chuvoso dos últimos seis anos

O dia com maior volume de precipitação foi 13 de janeiro, quando choveu 84,40 mm ao longo de aproximadamente nove horas. O segundo maior registro ocorreu no dia 5, com 74,60 mm. Foto: captada

Rio Branco encerrou janeiro com 644,9 milímetros de chuva, volume 124,3% superior à média histórica para o mês, que é de 287,5 mm. De acordo com a Defesa Civil Municipal, este foi o maior acumulado para janeiro nos últimos seis anos, superando até mesmo o registrado em janeiro de 2025 – quando choveu 210 mm – em 207,1%.

A intensidade das precipitações contribuiu para agravar a cheia que já atinge mais de 12 mil pessoas na capital acreana. Apenas nos primeiros 12 dias de janeiro foram registrados cerca de 220 mm, ultrapassando 76,6% do total esperado para o mês ainda no dia 14. Os dias de maior volume foram 13 de janeiro, com 84,40 mm em nove horas, e 5 de janeiro, com 74,60 mm.

Para fevereiro, a previsão é de 300,1 mm de chuva. O coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, alertou que os altos volumes podem manter os níveis do Rio Acre e dos igarapés elevados nas próximas semanas. “Estamos no começo de fevereiro e ainda temos todo o mês e também março pela frente. O rio pode chegar perto de 15,5 metros, baixar um pouco e voltar a subir. Existe, sim, a possibilidade de outros transbordamentos, que podem ser mais fortes do que os atuais”, afirmou.

Destaques do monitoramento:
  • Janeiro/2026: 644,9 mm (207,1% a mais que janeiro/2025, que teve 210 mm)

  • Dia mais chuvoso: 13 de janeiro (84,40 mm em nove horas)

  • Previsão para fevereiro: 300,1 mm (acima da média de 280 mm)

Alerta da Defesa Civil:

O coordenador Cláudio Falcão afirmou que o Rio Acre pode chegar a 15,5 metros em fevereiro – patamar próximo ao recorde histórico de 15,42 m de 2015 – e que novas cheias “podem ser mais fortes” que as atuais.

Situação atual:

A capital já tem 27 bairros afetados, 631 famílias desabrigadas e um abrigo em funcionamento no Parque Wildy Viana. O nível do rio segue acima da cota de transbordamento (14 m).

O excesso de chuvas está associado ao fenômeno La Niña, que intensifica a estação úmida na Amazônia, e ao aquecimento global, que torna eventos extremos mais frequentes. A Defesa Civil mantém prontidão 24h e pode ativar novos abrigos. A prefeitura estuda reforçar a contenção de margens em pontos críticos como o igarapé São Francisco.

Se confirmada a previsão de cheia próxima a 15,5 m, Rio Branco viveria a maior inundação em 11 anos, com potencial de afetar áreas que não alagam desde 2015 – incluindo regiões mais centrais e comerciais da cidade.

O monitoramento pluviométrico também indicou que, somente nos primeiros 12 dias do mês, já haviam sido registrados cerca de 220 mm de chuvas. Foto: captada 

Comentários

Continue lendo

Geral

Mortes no trânsito no Acre dispararam mais de 50% em 2024 e superam médias nacional e da Região Norte

Publicado

em

Por

Dados de 2024 mostram aumento acentuado de óbitos no estado; especialistas alertam para urgência em políticas de fiscalização e educação no trânsito

O total representa crescimento frente a 2023 (34.881 mortes) e consolida o quinto ano consecutivo de alta desde 2019. Foto: captada 

O Acre figurou entre os estados com maior crescimento proporcional de mortes no trânsito em 2024, ao registrar alta de 52,69% em relação ao ano anterior. Os dados, do Ministério da Saúde, colocam o estado entre os piores desempenhos do país e ajudam a elevar a média da Região Norte, que fechou o ano com aumento de 15,71%, bem acima da média nacional de 6,5%.

No recorte nacional, 37.150 pessoas morreram em acidentes de trânsito em 2024, o que equivale a 102 óbitos por dia. O total representa crescimento frente a 2023 (34.881 mortes) e consolida o quinto ano consecutivo de alta desde 2019.

Na Região Norte, o avanço das mortes é associado a um conjunto de fatores estruturais e comportamentais. Pesam, sobretudo, a expansão recente da motorização, a precariedade da infraestrutura viária, com predominância de rodovias de pista simples, e vias urbanas planejadas para o transporte individual, além de baixa fiscalização de condutas de risco. Além do Acre, o Amazonas também apresentou crescimento expressivo, de 28,47%.

Motociclistas em maior risco

Em todo o país, motociclistas continuam como o grupo mais vulnerável. Em 2024, as mortes envolvendo motos cresceram 14,71%, com 1.982 vítimas a mais do que no ano anterior. Especialistas apontam que o aumento da frota, aliado à falta de fiscalização do uso de capacete e da habilitação adequada, contribui para a elevação dos óbitos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O número de vítimas fatais também subiu em outros meios de transporte. As mortes envolvendo caminhões aumentaram 30,22%, enquanto os ônibus registraram alta de 28,30%, cenário associado, em parte, às más condições das rodovias em diferentes estados.

O perfil dos óbitos permanece concentrado em homens, que responderam por 82% das mortes, com maior incidência na faixa etária de 20 a 24 anos.

Em nota, o Ministério dos Transportes informou que adota uma estratégia preventiva para reduzir a violência no trânsito, com ações de formação de condutores, fiscalização e melhoria da infraestrutura. Entre as iniciativas citadas estão o programa CNH do Brasil, voltado à ampliação do acesso à habilitação, e a elaboração do Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano, com orientações para adequação dos limites nas vias.

Segundo a pasta, mais de 20 milhões de pessoas ainda dirigem sem Carteira Nacional de Habilitação no país, o que reforça a necessidade de políticas de regularização de condutores e redução de sinistros.

Comentários

Continue lendo

Geral

Carreta bitrem tomba na rotatória da Havan e espalha carga de açúcar na BR-364, em Rio Branco

Publicado

em

Acidente não deixou feridos, mas causou danos ao asfalto e congestionamento na região do Portal da Amazônia

O segundo compartimento de uma carreta bitrem tombou na manhã desta terça-feira (3) na rotatória da Havan, localizada na BR-364, no bairro Portal da Amazônia, em Rio Branco. O veículo transportava uma carga de açúcar e seguia no sentido centro–bairro no momento do acidente.

Segundo informações repassadas pelo próprio condutor, ao acessar a rotatória, o segundo compartimento da carreta acabou tombando, provocando danos ao asfalto e o espalhamento de aproximadamente três toneladas do produto sobre a pista. Apesar do impacto e do susto, o motorista não sofreu ferimentos.

Após o ocorrido, o condutor acionou a empresa responsável pelo veículo para providenciar um reboque, que ficará encarregado do destombamento e da retirada da carreta do local.

O acidente comprometeu significativamente a fluidez do tráfego na região, já que apenas uma das faixas da rotatória permaneceu liberada. A situação provocou congestionamento nos dois sentidos: tanto na via que liga o Uninorte Shopping à Via Verde quanto na saída do bairro Calafate em direção ao Centro da capital.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada, realizou o isolamento parcial da área afetada e passou a controlar o trânsito no local até a completa normalização da situação.

Comentários

Continue lendo