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Parentes de presos podem ser punidos por permanecer em presídio, diz secretário
Da Agência Brasil
Após passarem quase 20 horas no interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, os 32 parentes de um grupo de presos da maior unidade carcerária do Maranhão deixaram o local por volta do meio-dia de hoje (26). Três pessoas que também permaneceram no interior da maior unidade prisional do Maranhão após o fim do horário de visitas, às 17h desse domingo (25), já haviam deixado o local na noite de ontem.
Segundo o secretário de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), Sebastião Uchôa, as 35 pessoas ficaram no interior do presídio por vontade própria, em apoio a um grupo de presos que reivindicam a adoção de medidas como banho de sol coletivo (hoje feito por bloco, para garantir a segurança dos próprios detentos); liberação de visitas íntimas; entrega de novos colchões e a troca de monitores prisionais.
“Não havia reféns. Ao saírem, as próprias pessoas deram entrevistas e deixaram claro que resolveram ficar com os apenados em solidariedade às reivindicações que os presos iam apresentar. Era uma situação de comum acordo que entendemos que deveria ser tratada por meio da negociação”, afirmou o secretário à Agência Brasil.
De acordo com Uchôa, quem se negou a deixar o complexo por solidariedade aos presos infringiu normas de segurança do sistema prisional e, legalmente, pode ter que responder por “conscientemente, violar um preceito disciplinar penitenciário”.
“Tanto os apenados do bloco, quanto esses parentes infringiram normas disciplinares penitenciárias. Ainda estamos estudando as medidas que vamos aplicar, mas, com certeza, isso não vai ficar impune. Uma situação como essa coloca em risco essas pessoas, os presos e a sociedade como um todo”, disse o secretário.
“Não podemos trabalhar encurralados. O apenado sabe que se ele violar as normas penitenciárias, terá que ser punido na forma da lei. Impune isso não pode ficar. No mínimo, alguma medida administrativa penitenciária [contra os presos envolvidos] vai haver”, completou o secretário.
Perguntado sobre as punições legais a que estão sujeitos os visitantes caso fique comprovado que eles não foram forçados a permanecer no complexo, Uchôa sugeriu que, no mínimo, eles deverão ser impedidos de visitar seus parentes por um período a ser estabelecido. Já os presos envolvidos com o episódio podem, se necessário, ter o direito ao banho de sol suspenso por, no mínimo, uma semana.
Apesar da estratégia polêmica, parte das reivindicações dos presos foi atendida, por exemplo a exigência de que o tempo para banho de sol seja ampliado e as visitas íntimas, nas celas, sejam mantidas até que um espaço próprio para os encontros – já em construção – esteja pronto. “São coisas corriqueiras. Além disso, a negociação chamou nossa atenção para alguns pontos que precisávamos rever, como a instauração de sindicância contra alguns monitores acusados de desvios de conduta”, acrescentou Uchôa. Entre as exigências não atendidas está a saída da Polícia Militar (PM) do interior da unidade.
Integrantes da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos acompanharam parte das negociações para que os parentes dos presos deixassem o complexo penitenciário. Alegando não ter conversado com nenhuma das 35 pessoas, o advogado Igor Almeida disse não poder afirmar se as pessoas foram obrigadas a permanecer no local após o fim do horário de visita, as 17 horas de ontem, ou se ficaram em solidariedade aos presos.
“O que eu posso assegurar é que não houve um momento de tensão mais forte e que ninguém foi mal tratado. Durante todo o tempo, os próprios presos diziam que as pessoas não eram suas reféns e que essa foi a forma encontrada para conseguirem ser ouvidos pelas autoridades, a quem pedem coisas básicas, como o fornecimento regular de água devidamente tratada para o consumo”, disse. Ainda de acordo com Almeida, os presos pedem a saída do Batalhão de Choque da PM de Pedrinhas acusando os policiais de tortura e maus-tratos.
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Dupla é presa horas após assaltar loja no centro de Tarauacá; criminosos usaram simulacro e faca
Suspeitos levaram celulares e R$ 874 em dinheiro da loja D’Longui; polícia recuperou os objetos e apreendeu arma falsa e faca peixeira

Os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e R$ 874 em dinheiro, que haviam sido levados da loja. Foto: captada
Dois homens foram presos pela Polícia Militar após assaltarem uma loja no centro de Tarauacá, no interior do Acre. A prisão ocorreu poucas horas após o crime.
Segundo informações da polícia, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em seguida, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no local.
De acordo com a PM, os criminosos usaram um simulacro de arma de fogo e uma faca para intimidar as vítimas durante a ação.
Após receber o chamado, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas na região e localizaram os suspeitos pouco tempo depois. Eles foram identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.
Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e R$ 874 em dinheiro, que haviam sido levados da loja. Também foram apreendidos o simulacro de pistola e uma faca do tipo peixeira utilizados no crime.
Após a prisão, os dois homens foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Tarauacá, onde foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição da Justiça.

Os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Foto: captada
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PRF apreende caminhão com madeira irregular escondida embaixo de barco na BR-364, em Cruzeiro do Sul
Fiscalização flagrou carga de 2,7 m³ de madeira nativa sem documentação; veículo e material foram encaminhados ao Ibama

Os agentes desconfiaram da situação ao perceberem que o veículo carregava um barco sobre a carroceria, a cena chamou a atenção da equipe, que decidiu aprofundar a inspeção. Foto: captada
Durante uma operação de fiscalização realizada na BR-364, em Cruzeiro do Sul, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um caminhão que transportava madeira de forma irregular. O flagrante ocorreu após os agentes desconfiarem da situação ao perceberem que o veículo carregava um barco sobre a carroceria, com as portas traseiras abertas e ultrapassando o comprimento permitido.
A cena chamou a atenção da equipe, que decidiu aprofundar a inspeção. No compartimento de carga, foram encontrados aproximadamente 2,7 metros cúbicos de madeira serrada de espécie nativa, escondidos embaixo da embarcação, sem documentação fiscal ou comprovação de origem legal.
Diante da irregularidade, os policiais lavraram as autuações administrativas cabíveis. A ocorrência foi encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Cruzeiro do Sul, que realizou a apreensão tanto da madeira quanto do caminhão utilizado no transporte.
O motorista foi identificado e liberado, mas deverá comparecer em juízo quando intimado pelas autoridades para responder pelos procedimentos legais relacionados ao caso.
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"Pesso": erros de português no WhatsApp levam família a registrar sumiço de corretora

Uma, desde a última semana. A família registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (9/3), após mensagens enviadas pelo WhatsApp dela com erros de português.
Segundo o irmão, Matheus Estivalet Freitas, após um período sem conseguir qualquer tipo de comunicação com a irmã, a família começou a desconfiar se era realmente ela quem estava enviando os textos, diante dos erros de ortografia que Luciani não costuma cometer.

Na segunda, Matheus foi até o apartamento da irmã, no bairro do Santinho, acompanhado de policiais. Ao entrar no local, encontraram comida estragada e louça suja na pia. “Alimentos [estavam] em decomposição há dias”, relatou ele ao Metrópoles.
Última vez que Luciani foi vista
O boletim de desaparecimento foi registrado nesta semana, mas Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, no dia 4 de março.
O carro da corretora foi visto em São João Batista (SC) por uma câmera de monitoramento de rodovia. Além das movimentações do veículo, os cartões de crédito de Luciani também foram utilizados em compras on-line. A polícia identificou, ainda, um empréstimo de R$ 20 mil no nome da corretora.

A família segue em busca de informações sobre o paradeiro da corretora de imóveis e a Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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