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Acre

Papai Noel morre com tiro nas costas no Dia de Natal

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Mulher é morta com facadas pelo namoradoé encontrada por policiais em Cruzeiro do Sul

DCIM100SPORT

Dois homicídios marcaram o dia de Natal (25) em Cruzeiro do Sul. Os crimes aconteceram no Pólo do Macaxeiral e no bairro do Formoso, cometidos com arma de fogo e arma branca. As ocorrências foram atendidas por policiais do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar.

José Nilson Lima Ribeiro, vulgo Papai Noel, 29, residente no Pólo do Macaxeiral, morreu na manhã deste domingo (25), por volta das 07:30 horas, vítima de um tiro nas costas, desferido por Nazailson Vaz Barbosa, vulgo Bilóia, 26, residente ao lado da escola da comunidade.

Os policiais do Comando de Operações Especiais (COE) se deslocaram até o local, onde encontraram a vítima caída no chão com um tiro nas costas e acionaram o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp) que enviou um perito da Polícia Técnica ao local.

Depois de realizar os procedimentos necessários o perito removeu o corpo da vítima para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização do laudo cadavérico. A vítima foi atendida por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que foram acionados pelo Ciosp, mas ao chegarem ao local constataram que a mesma já estava morta.

Os policiais do COE fizeram buscas na área para localizar o acusado, mas não conseguiram prendê-lo porque tinha se evadido do local depois de efetuar o disparo. Segundo as informações o acusado, logo após o disparo, trocou o cartucho da arma, possivelmente uma escopeta de fabricação caseira e tomou rumo ignorado.

 

Na busca realizada na área os policiais encontraram Sebastião Lima da Costa, cunhado do acusado, que trafegava numa motocicleta de cor vermelha, placa MZO 353, de propriedade do autor do crime, pelo fato do mesmo ter sido acusado de ter ajudado o criminoso a fugir.

A motocicleta que estava com documentação irregular, junto com Sebastião que foi denunciado por vizinhos, foram encaminhados à Delegacia Geral de Polícia porque o mesmo por várias vezes caiu em contradições, faltando com a verdade.

Segundo os vizinhos Sebastião estava tentando esconder a motocicleta em uma das casas da vizinhança quando percebeu a chegada da presença dos policiais.

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No segundo crime, Sharliana de Oliveira Dutra, 27, morreu vítima de facadas desferidas pelo namorado Ernízio Souza Cunha, 25, dentro de sua residência, onde foi encontrada por policiais, bastante ensanguentada, por volta das 21:40 horas da noite deste domingo (25).

Segundo informações o crime aconteceu porque a mulher não queria mais reatar o relacionamento. Os atendentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas ao chegarem ao local já encontraram a vítima morta.

Uma tia da vítima afirmou que depois do crime o acusado evadiu-se do local, pela porta da cozinha, levando na mão a faca do crime e teria ido à sua residência localizada na Rua Alfredo Sales, 2550, no mesmo bairro.

Os policiais fizeram buscas na tentativa de prender o acusado, mas ainda não conseguiram êxito. O irmão da vítima, Rafael Nascimento, informou também que a porta da casa teve que ser arrombada para que os profissionais do Samu fizessem o atendimento.

www.vozdonorte.com.br – Elson Costa

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Acre

Produtores de castanha do Acre enfrentam barreiras para exportar para Bolívia e Peru por exigências fitossanitárias

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Legislação federal sobre certificação travou envio do produto; estoques acumulam e prejuízos atingem toda a cadeia extrativista no estado

Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação. Foto: captada 

Produtores de castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) no Acre estão com dificuldades para exportar o produto para países vizinhos, como Bolívia e Peru, devido a exigências de certificação fitossanitária previstas na legislação federal. A situação tem gerado acúmulo de estoques, redução na comercialização e prejuízos financeiros para comunidades extrativistas e cooperativas que dependem da venda internacional.

A falta de alinhamento entre os protocolos brasileiros e os requisitos dos países compradores tem sido apontada como principal entrave. Enquanto não há solução, produtores veem o produto perder valor de mercado e a safra ficar retida. O problema afeta especialmente a região do Alto Acre e regiões produtoras próximas à fronteira, onde a exportação para a Bolívia e o Peru e uma das principais rotas de escoamento.

Autoridades estaduais e representantes do setor buscam diálogo com o Ministério da Agricultura para flexibilizar ou adequar os trâmites, mas ainda não há previsão de normalização. A castanha é um dos produtos extrativistas mais importantes da economia acreana, gerando renda para milhares de famílias.

Diante do impasse, as comunidades extrativistas, os produtores foram recebidos pelo superintendente do MAPA no Acre, Paulo Felipe Teixeira Santos Trindade, em busca de diálogo e esclarecimentos. Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação.

A situação tem provocado acúmulo de estoques e prejuízos financeiros, impactando diretamente toda a cadeia produtiva ligada ao extrativismo no estado. Foto: captada 

O extrativista e produtor Said Fahrat, em entrevista à jornalista Anne Nascimento, explicou que, apenas em sua propriedade, há aproximadamente 15 mil latas de castanha estocadas, sem possibilidade de comercialização na fronteira do acre com Bolívia e Peru. O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal, conforme estabelece a Portaria nº 177/2021, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A norma define procedimentos rigorosos para garantir a segurança fitossanitária dos produtos exportados, incluindo inspeções visuais e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo país importador. Na prática, porém, produtores afirmam que essas exigências têm dificultado o envio da castanha, que é um produto in natura e possui casca de origem vegetal.

“Já faz cerca de dois anos que estão exigindo que não tenha nem uma formiga. Castanha é madeira, a casca é madeira, e sempre aparece formiga. Isso acaba travando tudo”, relata o produtor, que atua no setor há mais de 40 anos.

Segundo ele, os países compradores não demonstram a mesma preocupação. “A Bolívia e o Peru aceitam o produto. Eles fazem a limpeza lá, tiram a sujeira, e isso não causa problema nenhum. Mesmo assim, a gente não consegue exportar”, afirma.

Disse mais.“A gente precisa vender. Tem muita gente com castanha parada, e toda a cadeia produtiva do Acre está sendo afetada”, destaca Farhat. Ele também alerta para os riscos econômicos da manutenção do cenário atual. “Se não for legalmente, há o risco de contrabando, e ninguém quer isso”, finaliza Said.

O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal. Foto: captada 

A produção de castanha-do-brasil é um dos destaques do extrativismo do Acre.

Os cinco principais municípios produtores de castanha são:
  • Xapuri (21%);
  • Brasiléia (17%);
  • Rio Branco (17%);
  • Sena Madureira (15%);
  • Epitaciolândia (11%).

A região do Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.

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Acre

Polícia Civil prende em Rio Branco acusado de ser “executor” de facção criminosa que se escondia em obra de influenciadora digital

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Homem atuava como operário em construção no bairro Bom Sucesso; é suspeito de tortura por encomenda e violência a mando de organização criminosa
    O Disfarce no Canteiro de Obras, foi descoberto após investigação da Polícia Civil. A prisão ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Foto: captada

Um homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado como executor de alta periculosidade de uma organização criminosa que atua no Acre, foi preso na tarde desta terça-feira (27) no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Ele estava trabalhando como operário na construção da casa de uma influenciadora digital local, tentando se esconder sob a identidade de trabalhador comum.

A operação foi realizada pela Delegacia-Geral de Manoel Urbano com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, G. S. S. é suspeito de cometer tortura por encomenda e atos violentos a mando da facção, além de integrar esquemas de execução e intimidação em Rio Branco e no interior.

A influenciadora, cujo nome não foi divulgado, não teria conhecimento do histórico do operário. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais.

O criminoso se passava por um trabalhador comum sob a supervisão de um mestre de obras, tentando evitar qualquer comportamento que levantasse suspeitas entre os colegas de trabalho. Foto: captada 

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Justiça do Acre aceita denúncia contra dois homens por assassinato de ativista cultural Moisés Ferreira

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Moisés Alencastro, 59 anos, colunista social foi morto a facadas em dezembro; réus respondem por homicídio qualificado e furto de veículo e celular

Os dois confessaram o crime, segundo o delegado. Eles passaram por audiência de custódia no dia 26 de dezembro, tiveram as prisões mantidas pela Justiça e foram levados para o Complexo Prisional de Rio Branco. Foto: captada 

A Justiça do Acre aceitou a denúncia do Ministério Público contra Antônio de Sousa Morais, 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, 23, acusados de matar o ativista cultural, advogado e servidor do MP-AC Moisés Ferreira Alencastro, de 59 anos, em dezembro de 2025. Com a decisão do juiz Alesson Braz, da 2ª Vara do Júri, os dois passam a réus no processo.

Moisés foi encontrado morto com quatro facadas no dia 22 de dezembro, e seu carro foi localizado abandonado na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco. Os suspeitos foram presos no dia 25. A denúncia aponta homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e furto do veículo e celular da vítima.

O carro foi achado abandonado na Estrada do Quixadá, zona rural de Rio Branco. Os suspeitos envolvidos no assassinato foram presos no dia 25 de dezembro na capital. Foto: captada 

O caso agora segue para a fase de instrução processual e, posteriormente, será julgado pelo Tribunal do Júri. O advogado de Antônio, David Santos, informou que a defesa será apresentada no prazo legal e que seu cliente mantinha relacionamento com Moisés há mais de dois anos. O caso seguirá para instrução e depois será julgado pelo Tribunal do Júri.

O laudo cadavérico, anexado aos autos, apontou que Moisés morreu após sofrer cerca de quatro golpes de faca. Foto: captada 

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