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Pai que não permitiu aborto de filha grávida aos dez anos é achado morto em Tarauacá

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Pai era um dos investigados e já tinha sido ouvido duas vezes pela polícia, segundo o delegado Valdinei Soares. Caso ocorreu no município de Tarauacá.

A vereadora de Tarauacá pelo PP, Janaína Furtado, usou as redes sociais para denunciar, na quinta-feira (19), um abuso sexual infantil naquela cidade. No caso denunciado pela parlamentar além de abusada a garota de 10 anos ficou grávida. 

Pai que não permitiu aborto de filha grávida aos dez anos é achado morto com carta no AC — Foto: Divulgação/Google Street View

Por Alcinete Gadelha, G1 AC

O pai da menina que engravidou aos dez anos foi encontrado morto dentro de casa, na manhã quinta-feira (16), no município de Tarauacá, no interior do Acre. O delegado Valdinei Soares, que investiga o caso, disse que foi suicídio.

De acordo Soares, o pai era um dos investigados no caso e já tinha sido ouvido duas vezes pela polícia. “Ele negou os fatos e disse que estava disposto a fazer o exame de DNA e estava esperando essa questão. Para mim, foi uma surpresa ele aparecer morto”, afirmou.

A menina chegou a ser levada pelo pai à maternidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, para fazer um aborto, mas ele não autorizou a interrupção da gravidez.

O caso está sob segredo de Justiça e, por isso, a polícia não revelou quem são os parentes investigados. Desde que o caso foi descoberto, no dia 19 de dezembro do ano passado, a criança está em Rio Branco fazendo acompanhamento da gravidez e psicológico, segundo informou o delegado.

A história veio à tona depois de uma postagem da vereadora de Tarauacá Janaína Furtado (Rede). “Estarei acompanhando o desfecho desse caso que só nos entristece”, escreveu ela.

Um vizinho da família está preso, desde o dia 20 de dezembro, suspeito de abusar da menina. Ele foi ouvido pela polícia e negou o crime. O delegado pediu a revogação da prisão do homem, no início de janeiro, mas a Justiça ainda não concedeu.

O caso surpreendeu os médicos e está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar, Tribunal de Justiça e Ministério Público do Acre (MP-AC). A investigação é da Polícia Civil de Tarauacá, cidade onde a menina vivia com o pai e uma irmã. A mãe da criança vive em um seringal na cidade de Jordão.

Várias pessoas já foram ouvidas sobre o caso, entre familiares, a criança, e conhecidos. Com o morte do pai, o delegado disse que vai aguardar o nascimento da criança.

“Foi recolhido o sangue desse senhor para fazer o DNA e vai ser encaminhado ao IML e do homem que está preso. A providência é esperar a criança nascer para fazer o exame de DNA e ver se um dos dois suspeitos foi ou não o autor do estupro”, explicou.

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MDB Mulher prepara recurso para barrar Dado Dolabella no partido

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Reprodução
Montagem com as imagens do presidente do MDB Mulher, Kátia Lôbo, e o ator Dado Dolabella.

A presidente nacional do MDB Mulher, Kátia Lôbo, afirmou nesta quinta-feira (5/3) que pretende apresentar um recurso contra a filiação do ator Dado Dolabella ao partido. Segundo ela, o pedido de impugnação deverá ser protocolado em breve.

Kátia disse ao Metrópoles que o recurso deverá ser analisado pela direção estadual do partido no Rio de Janeiro. A dirigente avaliou que a filiação do ator não está de acordo com o estatuto da legenda.

O documento que rege o funcionamento do partido estabelece que filiações podem ser indeferidas em algumas hipóteses, como conduta pessoal indecorosa ou incompatibilidade com os “postulados e a orientação política” do MDB.

Dado Dolabella acumula condenações por agressões contra mulheres. A primeira ocorreu em 2010, quando foi condenado por lesão corporal contra uma ex-namorada e uma camareira. Ele admitiu ter cometido as agressões.

No ano passado, em outro caso, o ator foi condenado por tapas e socos contra o rosto de outra ex-namorada. A pena fixada foi de dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto. A defesa de Dolabella recorreu.

“Equilíbrio da família”

O ator se filiou ao MDB na última terça-feira (3/3) com a promessa de disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026 pelo Rio de Janeiro. Ao lado do presidente estadual do partido, Washington Reis, ele afirmou que pretende “restabelecer o equilíbrio na família”. Pouco depois, em suas redes sociais, Dolabella se classificou como um “injustiçado” e vítima do “sistema”.

A presidente do MDB Mulher afirmou que a filiação do ator é uma notícia que “revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer transmitir às mulheres”.

“Estamos trabalhando para isso [barrar a entrada de Dado no partido]. É um clamor de mulheres e homens. Há manifestações de todos os lados, dentro e fora do partido, e em todo o país”, declarou Kátia Lôbo ao Metrópoles.

Segundo a dirigente, os setores contrários à filiação de Dado Dolabella estão “amparados pelo estatuto do partido”.

O Metrópoles procurou o presidente do MDB do Rio de Janeiro, Washington Reis, mas ele não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Polícia investiga morte de menina de 9 anos em UPA de Campo Grande

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UPA em Campo Grande

A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de 9 anos que deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, na tarde dessa quarta-feira (4/3), em Campo Grande (MS).

As autoridades foram acionadas para atender a ocorrência na unidade de saúde, onde a equipe médica informou que a criança não apresentava indícios de violência nem sinais de maus-tratos.

Materia em atualização

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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CNJ mantém pena de juiz que omitiu relação com advogado de facção

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Juiz juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto - Metrópoles

O juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), apresentou recurso contra a decisão que o aposentou compulsoriamente, em 2024, ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que rejeitou o pedido e manteve a punição, nesta semana.

O conselho considerou que o magistrado não declarou suspeição ao julgar processo de advogado com quem manteve relacionamento. A defesa, por sua vez, alegou que ele estaria sendo vítima de homofobia na análise do caso.

Entretanto, ao apresentar divergência do relator — conselheiro Ulisses Rabaneda, que considerou parcialmente procedente o pedido de revisão disciplinar —, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, destacou que não vislumbrou conduta homofóbica do TJPB.

Ele enfatizou que o fato de o juiz manter proximidade com o profissional configurava violação ao Código de Ética da Magistratura e defendeu que as infrações cometidas pelo juiz comprometem de forma grave a imagem da magistratura.

“A clientela do advogado estava envolvida em organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio. A independência e a imparcialidade não são privilégios do juiz, e sim garantias que o magistrado tem o dever de observar, preservar e guardar em favor do jurisdicionado, afastando-se de qualquer causa que potencialize a alteração da sua posição equidistante”, afirmou Campbell Marques.

Relembre o caso

O reú era da 2ª Vara da Comarca de Itaporanga (PB). A condenação teve como base acusações formuladas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apontou desvios funcionais do magistrado, incluindo a parcialidade em suas decisões judiciais, subversão da ordem processual e o favorecimento de um advogado amigo íntimo.

O advogado, investigado por sua proximidade com uma facção criminosa, foi citado em diálogos interceptados que indicavam seu poder de influência junto ao juiz para desmanchar processos criminais. O magistrado também foi acusado de compartilhar informações sigilosas das investigações com o advogado, que repassaria esses dados para os criminosos.

A decisão unânime pela aposentadoria compulsória, que garantiu ao magistrado vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, foi tomada devido à violação dos princípios de imparcialidade, decoro e moralidade pública por parte do juiz.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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