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Órgãos de cidade no AC são alvos de operação da PF que investiga lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

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Operação investiga ONG contratada para tornar a cidade autossuficiente em energia por meio do aproveitamento do lixo, que recebeu R$ 27 milhões e ainda não fez o serviço.

Órgãos da prefeitura de Cruzeiro do Sul são alvos de operação da PF que investiga lavagem de dinheiro — Foto: Divulgação/PF-AC

Por G1 AC

Após mais de um ano de investigação, a Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (14), a Operação Presságio em Cruzeiro do Sul, Rio Branco e em outros cinco estados. Os mandados judiciais foram cumpridos nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Minas Gerais, Sergipe e no Distrito Federal.

Ao todo foram cumpridos sete mandados de prisão, 38 mandados de busca e apreensão de mídias eletrônicas, processos licitatórios, notas fiscais e documentos diversos relacionados a investigação. A polícia informou ainda que a Justiça decretou o bloqueio de mais de R$ 3,8 milhões dos investigados.

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A operação investigava os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, quadrilha ou bando, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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Os crimes teriam sido cometidos por agentes políticos, servidores da prefeitura de Cruzeiro do Sul e por gestores da ONG CBCN, responsável pela coleta e tratamento dos resíduos sólidos de lixo da cidade. A reportagem não conseguiu contato com o coordenador da área de Resíduos Sólidos da CBCN até a última atualização desta reportagem.

O prefeito Ilderlei Cordeiro, que não está na cidade, afirmou que a polícia foi até a prefeitura, secretarias de Educação, Saúde, na CBCN e na casa de alguns servidores. Ele negou as acusações e afirmou que as denúncias partiram de um grupo que é contra a gestão dele.

“Infelizmente eu não estou em Cruzeiro do Sul, queria poder estar aí para acompanhar de perto essa situação, porque eu estou em paz, não tenho nada a temer. Minha gestão, até onde eu sei, tem dado sempre o melhor e feito tudo que é possível com transparência. Sempre buscando economias em vários setores para sobrar mais recurso e investir mais na cidade”, disse o prefeito.

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A ONG foi contratada com dispensa de licitação pela prefeitura, porém, segundo a PF, nunca prestou os serviços que foram acordados nos termos de colaboração com a gestão.

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A investigação apontou que foram firmados cinco termos com diversas secretarias da prefeitura no valor de mais de R$ 52 milhões. Até o fim do exercício de 2019, a ONG já tinha recebido cerca de R$ 27 milhões.

Apesar de ter recebido já mais da metade do contrato, a polícia apurou que os serviços licitados pela prefeitura não foram efetivamente cumpridos, e sequer existe a possibilidade de que venham a ser até o fim da vigência dos contratos.

Conforme o acordo, a ONG deveria, até 2021, tornar a cidade de Cruzeiro do Sul autossuficiente na produção de energia por meio do aproveitamento do lixo produzido no município. Porém, segundo a Polícia Federal, o serviço de coleta de lixo prestado na cidade do interior do Acre está distante disso.

Operação investigou ONG contratada para tornar cidade do AC autossuficiente em energia por meio do aproveitamento do lixo — Foto: Divulgação/PF-AC

Como funcionava

A polícia levantou que o modus operandi da suposta organização criminosa era complexo e envolvia diversas pessoas, tanto físicas quanto jurídicas. A investigação apontou que os pagamentos que ela recebia da prefeitura eram utilizados para o pagamento de uma empresa contratada pela própria ONG.

Essa empresa, que foi criada especificamente para prestar serviços à ONG em Cruzeiro do Sul, repassava os valores para diversas empresas de fachadas. Essas empresas, por sua vez, distribuíam o dinheiro entre os membros da organização criminosa.

A ação foi batizada como “Operação Presságio” porque a equipe de investigação detectou que os integrantes da suposta organização criminosa pressentiam e temiam que logo o esquema seria descoberto e eles presos.

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Deracre trabalha em obras da passarela do Ramal do Adolar e mantém equipes em campo em Sena Madureira

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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), continua avançando com as obras da passarela de pedestres do Ramal do Adolar, em Sena Madureira. As equipes seguem trabalhando no local, com serviços concentrados na concretagem da estrutura que vai garantir mais segurança para quem passa diariamente pelo trecho.

Deracre avança nas obras da passarela do Ramal do Adolar em Sena Madureira. Foto: Ascom/Deracre

A passarela está sendo construída para atender moradores que utilizam o ramal, principalmente em períodos de maior movimento. Nesta fase, o trabalho avança sobre a estrutura de concreto, etapa que define a base e a resistência da passagem.

Equipes seguem em campo com obras da passarela do Ramal do Adolar, em Sena Madureira. Foto: Ascom/Deracre

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, destacou que a obra segue em ritmo constante e atende a uma demanda antiga da comunidade. “Essa passarela é pensada para quem usa o ramal todos os dias. Nosso foco é garantir uma estrutura segura, bem-feita e que realmente facilite a vida das pessoas. As equipes estão em campo e o trabalho continua avançando”, afirmou.

Presidente do Deracre, Sula Ximenes, acompanha desde o início as obras da passarela do Ramal do Adolar, em Sena MadureiraFoto: Thauã Conde/Deracre

A intervenção faz parte de um conjunto de melhorias executadas no Ramal do Adolar, com recursos de emenda parlamentar e contrapartida do Estado, com apoio do governador Gladson Cameli e do senador Márcio Bittar. A obra reforça o compromisso do governo do Acre com a infraestrutura urbana e com a segurança da população de Sena Madureira.









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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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PM recupera embarcação furtada em ação fluvial na zona ribeirinha de Marechal Thaumaturgo

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Proprietário foi alertado por morador; após diligência, polícia encontrou voadeira com motor abandonada às margens do Rio Juruá. Autor do crime não foi localizado

Após a restituição, a Polícia Militar acompanhou a vítima com segurança até a comunidade Foz do Arara e realizou rondas ao longo do trajeto, reforçando a segurança nas comunidades ribeirinhas. Foto: captada 

A Polícia Militar de Marechal Thaumaturgo recuperou, na manhã desta sexta-feira (23), uma embarcação furtada na região da Foz do rio Arara, área ribeirinha do município. A vítima, Francisco Charles Nobre dos Santos, foi informada por um amigo que um homem desconhecido estava conduzindo sua voadeira equipada com motor Honda 6hp.

Com o apoio dos sargentos França e Aldecir, a guarnição partiu em diligência fluvial e localizou a embarcação abandonada por volta das 09h30, às margens do Rio Juruá, próximo à comunidade Tapaúna. O suspeito não foi encontrado, mas o veículo e o motor foram restituídos ao proprietário ainda no local.

A PM reforçou que furtos de embarcações comprometem a subsistência e a mobilidade de comunidades ribeirinhas, e pediu que a população comunique imediatamente qualquer movimentação suspeita. A ação integra o reforço da segurança na região, que tem registrado aumento de casos semelhantes.

Francisco Charles Nobre dos Santos, tomou conhecimento do furto após ser avisado por um morador da Foz do rio Tejo. Foto: captada 

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MPF recomenda fim da retenção de cartões de benefícios por comerciantes em Jordão após apreensão de cerca de 700 documentos

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O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia

O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor. Foto: captada 

A apreensão de aproximadamente 700 cartões de benefícios sociais e previdenciários em posse de comerciantes no município de Jordão, no interior do Acre, levou o Ministério Público Federal (MPF) a expedir uma recomendação para a interrupção imediata da prática na cidade. A orientação alcança cartões pertencentes a indígenas e não indígenas e foi motivada por investigação que identificou a retenção como forma de garantia de dívidas e de acesso a dinheiro em espécie.

As apurações apontam que os cartões eram retidos, principalmente, em compras de mercadorias feitas a prazo no comércio local. Em outros casos, os beneficiários entregavam os cartões em troca da liberação imediata de dinheiro, situação associada à precariedade da rede bancária existente no município. Para o MPF, no entanto, a ausência de serviços financeiros não justifica a exploração da vulnerabilidade social da população.

No documento, o órgão destaca que Jordão não possui agência da Caixa Econômica Federal, instituição responsável pelo pagamento de benefícios sociais e previdenciários. O atendimento bancário no município sofreu sucessivos retrocessos nos últimos anos: a casa lotérica foi fechada em 2023 e o sistema “Caixa Aqui” teve as atividades suspensas no final de 2025, após suspeitas de envolvimento em irregularidades investigadas pela polícia.

O procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos, autor da recomendação, afirma que a retenção de cartões é ilícita e pode configurar crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto da Pessoa Idosa e no Código Penal, como o crime de apropriação indébita.

Segundo o procurador, a prática compromete diretamente a autonomia financeira dos beneficiários. “A posse e retenção de cartões magnéticos ou quaisquer documentos retira a liberdade financeira dos consumidores, sejam indígenas ou não, e atenta contra o princípio da dignidade da pessoa humana”, destacou.

Orientações e encaminhamentos

Na recomendação, o MPF orienta que os comerciantes deixem de aceitar cartões magnéticos como garantia de dívidas ou como condição para qualquer tipo de transação comercial. O descumprimento da medida pode resultar no ajuizamento de ações civis e criminais contra os responsáveis.

O documento também foi encaminhado à Prefeitura de Jordão, à Secretaria Municipal de Assistência Social e à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, para a promoção de campanhas educativas voltadas à população. A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também foram notificadas para auxiliar na conscientização das comunidades afetadas.

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