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Acre

Obra da ferrovia Bioceânica Brasil-Peru dependerá da vontade do governo brasileiro

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O deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB), representante do Acre no seminário sobre a ferrovia Bioceânica Brasil-Peru que acontece na China, usou a rede social facebook para falar do andamento do evento e do modo como os chineses olham para o futuro. O seminário está sendo realizado pela BJTU (Beijing Jiaotong University), em Pequim (capital), sendo custeado pelo Ministério do Comércio da República Popular da China. A programação terá duração de quinze dias.

 Jenilson Leite enfatizou que a construção da obra dependerá das ações políticas em âmbito nacional, porque o governo de Pequim tem enorme interesse em executar a obra. “Estou muito entusiasmado com a forma que os Chineses olham para o futuro. A estrada de ferro Bioceânica ( BRASIL – PERU) um dia será uma realidade, o seu momento de ser construída vai depender de decisões políticas no âmbito nacional, no entanto, a macha e as demandas da humanidade requerem vias de transportes rápidas e eficientes urgente, e a Bioceânica é uma alternativa”. Ponderou o parlamentar na rede social.

Participam do evento 25 representantes dos países sul-americanos, mais os membros do governo da China. Nestes quatro primeiros dias que estão na China, brasileiros e peruanos fizeram um curso de formação sobre infraestrutura ferroviária, sistema de gestão ferroviária na capital chinesa. Já no domingo (24), serão levados à cidade de Xangai Qingdao e outros lugares no país asiático para conhecer a cultura e a história das grandes mudanças desde o início da reforma e da abertura da China para o capital.

O deputado ainda argumentou ainda, que ligação do Brasil com mercado asiático pelo pacífico é garantia de estabilidade econômica para o país, porque é um mercado grande e comportará as demandas dos produtos brasileiros. “O mercado oriental é um mercado grande, que tem demanda e que certamente, nosso país uma vez chegando até ele terá garantia para os nossos produtos”.

O acordo para a construção da Ferrovia Bioceânica ou Transconinental (Brasil-Peru) foi assinado em 2008, sendo que o estudo de viabilidade técnica custou cinquenta milhões de dólares custeados pela China, que propôs o ambicioso projeto. A projeção de gasto para tirar o projeto do papel é de 200 bilhões de reais.

A ferrovia terá 4,9 mil km de distancia. A extensão do trecho peruano será de 1,6 mil km e o brasileiro, quase 3,3 mil km. Ela se inicia em Campinorte (GO), passando pelo Mato Grosso, Rondônia e Acre, até chegar à fronteira peruana, cruzando a Amazônia e os Andes até o porto, na costa do Pacífico .

Segundo o projeto, no Acre, a ferrovia ligará Rio Branco (capital) à cidade de Cruzeiro do Sul. Caso a ideia se concretize, o mapa econômico do país no tocante a saída e entrada de produto mudarão completamente. Isso, porque, a maioria das cargas que saem e entram no Brasil são a partir do Porto de Santos (SP) e Porto Paraguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu (PR), gerando grande fluxo de capital oriundos dos impostos. A mudança não será apenas na movimentação das exportações e importações, mas também na economia para os estados da Amazônia, principalmente para o Acre que sai da condição de isolado.

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Acre

Prefeitura de Assis Brasil inicia atividades do SCFV com momento de acolhimento e alegria

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A Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou no dia 17 de março de 2026 o início das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), reunindo crianças e adolescentes em um momento especial de acolhimento, integração e muita alegria.

A programação foi marcada por diversas atividades recreativas, garantindo diversão e interação entre os participantes. Durante o dia, as crianças e adolescentes aproveitaram brinquedos, participaram de um animado banho de piscina e saborearam um delicioso lanche preparado com muito carinho pela equipe organizadora.

Cada detalhe foi pensado para oferecer um ambiente acolhedor, seguro e repleto de boas energias, promovendo não apenas o lazer, mas também o fortalecimento dos vínculos sociais e familiares.

Mais do que um momento de diversão, o início das atividades do SCFV reafirma o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento social, emocional e pessoal de cada participante. A iniciativa contribui diretamente para a construção de valores, convivência em grupo e formação cidadã.

A Prefeitura de Assis Brasil segue investindo em ações que promovem inclusão, cuidado e oportunidades, desejando que esta seja uma jornada cheia de aprendizados, conquistas e momentos inesquecíveis para todas as crianças e adolescentes atendidos.

 

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Acre

Governo debate fortalecimento de políticas migratórias com organismo internacional

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O governo do Acre avançou nas tratativas para fortalecer as parcerias voltadas à política migratória durante reunião, nesta terça-feira, 17, com representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) que apoia a gestão de fluxos migratórios em 175 países.

Governo e OIM debateram novas cooperações voltadas às políticas migratórias no Acre. Foto: Wesley Moraes/Repac

O encontro reuniu o secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac), Fabio Rueda, a secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos, Amanda Vasconcelos, e representantes da OIM no Brasil.

A reunião teve como principal objetivo discutir novas formas de cooperações entre o governo e a OIM para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao acolhimento, à assistência e à integração de migrantes que chegam ao Acre.

Secretário Fabio Rueda destacou a relevância na discussão da temática migratória. Foto: Wesley Moraes/Repac

Desde 2010, o estado tem sido porta de entrada para diferentes correntes migratórias, incluindo haitianos, venezuelanos e cidadãos de outras nacionalidades que utilizam rotas terrestres para ingressar no Brasil. Neste período, o Acre estruturou respostas emergenciais e políticas de acolhimento. Atualmente, as cidades de Assis Brasil, Epitaciolândia e Rio Branco contam com abrigos temporários para receber os estrangeiros.

Durante o encontro, o secretário Fabio Rueda destacou a importância da articulação para o enfrentamento do tema. “O Acre tem uma experiência acumulada muito significativa na recepção de migrantes, mas é fundamental fortalecer parcerias com organismos internacionais como a OIM. Essa cooperação amplia nossa capacidade de resposta e garante mais dignidade no atendimento a essas pessoas”, afirmou.

Amanda Vasconcelos, secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos, explicou o trabalho realizado pelo Estado no acolhimento dos estrangeiros. Foto: Wesley Moraes/Repac

A secretária adjunta Amanda Vasconcelos reforçou o compromisso do Estado com ações voltadas a ajuda humanitária. “Estamos trabalhando para consolidar uma rede de atendimento que assegure direitos e promova a inclusão social dos migrantes. O apoio técnico e institucional da OIM é essencial para avançarmos nesse processo com mais eficiência e sensibilidade”, pontuou.

Eugênio Guimarães, representante da OIM, destacou que o organismo internacional atua no Acre desde 2024. Foto: Wesley Moraes/Repac

O oficial nacional de projetos da OIM, Eugênio Guimarães, destacou que o órgão atua no Acre desde 2024. “Queremos potencializar e agregar os serviços que já estão sendo realizados no estado. A parceria com o governo do Estado é de suma importância nesse processo e queremos trazer novas experiências exitosas que estão sendo aplicadas pelo mundo nesta área de mobilidade humana”, declarou.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Força-tarefa familiar garante aprovação de pais e filhos em concurso da Educação e vaga em curso de medicina

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Há conquistas que transformam o indivíduo. Outras, mais raras e silenciosas, reescrevem o destino de uma família inteira. Quando o governo do Acre publicou a lista de aprovados no último concurso público da Educação, a sala de estar de Telmo e Marlete Costa, em Rio Branco, virou o palco de um evento estatisticamente improvável: quatro membros da mesma unidade familiar viram seus nomes no Diário Oficial.

Família celebra aprovação em concurso público e do filho na faculdade de medicina. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Marlete atua como professora de Educação Especial, enquanto Telmo e o caçula, Kaique, garantiram vagas como apoio administrativo. O filho mais velho, Brenno, foi aprovado como professor de geografia. Além das posses no Estado, Kaique comemora a aprovação no curso de medicina em três universidades, incluindo a Federal do Acre (Ufac).

A rotina até as aprovações exigiu disciplina. Telmo e Marlete dividiam o cansaço do trabalho formal com a gestão da casa e os cadernos. “Chegávamos todos exaustos. Cada um ia para o seu quarto, trancava a porta e ia estudar”, relembra Marlete.

As ausências em festas de família e os fins de semana dedicados aos livros moldaram o padrão de trabalho absorvido por Kaique, que cursou todo o ensino médio na rede estadual, incorporou a rotina dos pais e chegou a manter dez horas diárias de resolução de questões. “Eu chegava em casa e via meu pai e minha mãe estudando. O que eu ia fazer? Eu tinha que estudar também”, relata o jovem.

O redesenho do mapa familiar

A dinâmica de estudos, segundo o filho mais velho, transformou o que poderia ser pressão em propósito coletivo. “A nossa união foi o gás para conquistarmos nossos objetivos”, resume. Fruto do ensino público, Brenno agora retorna às salas de aula da rede estadual para retribuir o investimento. “O que me levou a escolher a docência foi a vontade de contribuir na formação de outras pessoas, assim como os meus professores fizeram comigo”, afirma.

Brenno Costa tomou posse na primeira convocação do concurso público da Educação. “Redesenhou o mapa socioeconômico da nossa família”, avaliou o professor. Foto: cedida

Para o novo professor de geografia, a mudança de vida da família ilustra, na prática, o conceito de transformação do espaço e da sociedade. “A geografia não é estática, é o resultado das relações sociais, econômicas e culturais que se transformam com o tempo. A educação pública abriu portas, porque redesenhou o mapa socioeconômico da nossa família. Hoje, temos mais oportunidades e uma visão de futuro ampliada. A rede e as políticas públicas nos ajudaram a chegar ao nosso objetivo”, avalia.

Equidade na educação especial

Também para Marlete, a aprovação tem um significado direto na prestação de serviço à população, agora que atua na linha de frente da Educação Especial, área prioritária da gestão pública. Para atender os mais de 142 mil estudantes matriculados na rede estadual, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) opera em 598 escolas e garantir que esses espaços sejam acessíveis para alunos com deficiência exige investimento contínuo.

Atualmente, mais de 11 mil alunos são assistidos na Educação Especial em todo o estado. Para fortalecer esse atendimento, o governo do Acre, na gestão de Gladson Camelí e Mailza Assis, realizou o primeiro concurso público para professores efetivos da área. “A educação transforma vidas e realiza sonhos. Educamos pelo exemplo. Quando somos o exemplo, não precisamos dizer muita coisa; eles simplesmente se espelham”, afirma a professora.

Base na rede pública

“Via meu pai e minha mãe estudando e tinha que estudar também”, relata o jovem aprovado em medicina. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A jornada de Kaique evidencia o papel do ensino público do estado. Lotado na Escola Terezinha Miguéis enquanto aguarda o início do curso superior, credita sua formação à escola estadual.

“A educação pública do Acre vem melhorando cada vez mais. Criei uma base muito grande na rede pública, o que me permitiu aprofundar os conhecimentos depois. O segredo era me envolver de fato com o conteúdo e ter um objetivo muito específico”, analisa.

O titular da SEE, Aberson Carvalho, destaca que a trajetória da família referenda as diretrizes do planejamento da gestão. “A presença das ações da pasta no chão da escola se dá exatamente por meio de histórias assim. Quando vemos uma família inteira ingressar no serviço público por meio de concurso e simultaneamente celebrar a aprovação de um aluno oriundo da nossa rede em medicina, temos a consolidação do nosso objetivo. É o resultado concreto das ações estruturantes que estamos realizando”, explica o gestor.

Com a estabilidade alcançada e o caçula encaminhado para um dos cursos mais concorridos do país, a família agora recalcula a rota. Os planos de trocar de carro ou comprar uma casa nova já estão na mesa, mas o foco imediato é dar suporte ao futuro médico.

“O conhecimento é o caminho e isso ninguém tira do seu filho”, recomenda Telmo, ao lado de Marlete. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A experiência deixou lições práticas sobre o acompanhamento escolar. Telmo resume a vivência com um recado direto para os pais da nova geração: “O conhecimento é o caminho e isso ninguém tira do seu filho. Aproxime-se dele, oriente, instrua. Seja parceiro da escola, e a boa colheita vem”.

 

 

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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