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No Panorama, produtores de macaxeira recebem incentivo da prefeitura

Leandro Medeiros produz todos os produtos derivados da macaxeira (Foto: Marcos Araújo / Assecom)
A farinha do Acre é considerada uma das melhores do Brasil e já faz parte da identificação da população do estado e não pode faltar na mesa dos acreanos, gerando renda e aquecendo a economia de Rio Branco. O que vem ao encontro do que a gestão municipal defende: campo rico, cidade rica.
Uma agroindústria localizada no Panorama, zona rural de Rio Branco é assistida pela prefeitura e está dentro dos padrões técnicos para a produção de farinha, goma, beiju e outros derivados da macaxeira. A cadeia de produção começa pelo plantio do tubérculo que é a matéria prima para a produção da farinha.
O produtor rural Osias Ferreira é proprietário de uma área de 8 hectares onde ele plantou mandioca com auxílio técnico da prefeitura. Hoje, ele entende que é possível plantar sem o auxílio do fogo.
“Antigamente eu achava que sem queimar a gente não produzia, mas aí foi indo com a ajuda dos técnicos, das pessoas desenvolvendo, a prefeitura, os apoios que a gente precisa aqui na zona rural, a gente tem sim como manter as plantações sem fogo, tendo os maquinários, as mecanizações, a gente produz com os adubos, com a ajuda do calcário para tirar a acidez da terra. Eu tô vendo já o resultado.”
Osias vendeu toda produção para o produtor rural Leandro Medeiros, dono da agroindústria. Ele produz todos os produtos derivados da macaxeira.
“Essa parceria de prefeitura e produtor é muito importante para nós como produtor, porque hoje tem a garantia da venda do produto e com o incentivo da prefeitura a gente está conseguindo produzir em mais quantidade por hectare a macaxeira. Essa parceria que está dando certo, a prefeitura entrou com calcário, adubo, o arado e continua dando esse apoio para nós, o transporte. Então esse conjunto está fazendo que a cadeia produtiva da macaxeira aumente”, disse Leandro.
“Os produtores estão animados e está aumentando a capacidade produtiva de cada regional. Sabendo que os solos estavam degradados, com assistência técnica, com mecanização, com a adubação a gente consegue maior produtividade por área plantada. Então, com isso a gente diminui a queima, que o produtor mesmo já vem falando que não precisa queimar pra produzir. E com assistência técnica consegue fazer toda a produtividade aumentar em Rio Branco e todo mundo ganha”, explicou o coordenador técnico da secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro), Gleison Aguiar.
Na agroindústria o processo de produção da farinha, também passou por todo o auxílio técnico da Seagro. O que é produzido aqui, abastece boa parte dos comércios da cidade.
“Hoje a gente está levando, só para o comércio local, uma capacidade em média de 1.500 de goma semanal, 1.200 litros de tucupi. Além também do aproveitamento da massa para a fábrica de colorau”, destacou Leandro.
A cadeia produtiva gera centenas de empregos. A agroindústria do Leandro é moderna e atente todas as exigências técnicas de produção.
“O produtor arranca a mandioca, a indústria paga por quilo.Então a gente tem essa parceria do caminhão da secretaria que está cedido para a associação trazer até a água para a indústria. Ela chega, passa pelo processo da área suja, pelo processo do descascamento, vem pro servador e aí passa para área limpa que é destinado ou pra tirar a goma ou fazer a farinha”, concluiu Leandro.
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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco
Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada
Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.
Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.
O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.
Veja vídeo:
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida





















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