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Três prefeitos com patrimônio milionário e quatro sem bens: veja declarações de prefeitos e vice-prefeitos do Acre ao TSE

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Além disto, sete vice-prefeitos também declararam não ter bens e outros dois vices têm patrimônio avaliado em mais de R$ 1 milhão. Dados ficam disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral.

Sete prefeitos do Acre têm patrimônio milionário, diz TSE. Foto: Arquivo pessoal

Das 22 cidades do Acre, quatro prefeitos eleitos em 2024 e empossados no último dia 1º de janeiro informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não ter bens ou patrimônio. Além disto, outros sete vices também alegaram não possuírem bens. Em contrapartida, ainda segundo as declarações, três prefeitos e dois vice-prefeitos do estado têm patrimônio milionário.

Os prefeitos das cidades de Bujari, Feijó , Plácido de Castro e Tarauacá foram os que informaram não ter bens. Os vice-prefeitos de Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Manoel Urbano, Porto Acre, Porto Walter, Santa Rosa do Purus e Senador Guiomard, também afirmaram que não têm patrimônio.

Entre os que declararam não ter bens, há um médico, um comerciante, dois servidores públicos estaduais, um vereador e cinco com a ocupação “outros”.

Prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno (PP); de Plácido de Castro, Camilo da Silva (PP); do Bujari, Padeiro (PDT); e de Feijó, Delegado Railson (REPUBLICANOS) declararam não ter bens. Foto: Arquivo pessoal

Já os gestores do Acrelândia, Rio Branco e Sena Madureira disseram possuir patrimônio milionário. Os vice-prefeitos de Acrelândia e Rio Branco também indicaram patrimônio acima de R$ 1 milhão.

Em geral, nas declarações ao TSE, os prefeitos informaram como ocupações: prefeito, mecânico de manutenção, empresário, comerciante, motorista de veículos de transporte coletivo, vereador, servidor público estadual, servidor público municipal, produtor agropecuário, agricultor, deputado, advogado, médico e “outros”.

Tião Bocalom (PL), Olavinho Boiadeiro (Republicanos) e Gerlen Diniz (PP) têm patrimônio milionário no Acre — Foto: Arquivo pessoal

Veja a lista completa da declaração dos prefeitos e vices por município:
Acrelândia
  • Olavinho Boiadeiro (REPUBLICANOS) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 2.525.151.
  • O vice, Graia (UNIÃO), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 2.096.000.
Assis Brasil
  • Jerry Correia (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 555 mil.
  • O vice, Reginaldo Martins (PT), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 500 mil.
Brasiléia
  • Carlinhos do Pelado (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de mecânico de manutenção e patrimônio de R$ 170.154.
  • O vice, Amaral do Gelo (PL), declarou ao TSE a ocupação de empresário e patrimônio de R$ 752 mil.
Bujari
  • Padeiro (PDT) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de comerciante e patrimônio de R$ 0.
  • A vice, Aparecida Rocha (PP), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 100 mil.
Capixaba
  • Manoel Maia (UNIÃO) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de motorista de veículos de transporte coletivo de passageiros e patrimônio de R$ 200 mil.
  • O vice, Amilton Costa (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de vereador e patrimônio de R$ 80 mil.
Cruzeiro do Sul
  • Zequinha Lima (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 752.673,16.
  • A vice, Delcimar Leite (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 0.
Epitaciolândia
  • Delegado Sérgio Lopes (PL) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de servidor público estadual e patrimônio de R$ 450 mil.
  • O vice, Sérgio Mesquita (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de servidor público estadual e patrimônio de R$ 0.
Feijó
  • Delegado Railson (REPUBLICANOS), declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de servidor público estadual e patrimônio de R$ 0.
  • O vice, Juarez Leitão (PSD), declarou ao TSE a ocupação de produtor agropecuário e patrimônio de R$ 400 mil.
Jordão
  • Naudo Ribeiro (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 931 mil.
  • O vice, Cléber Kaxinawá (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 74 mil.
Manoel Urbano
  • Toscano Velozo (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 170 mil.
  • O vice, Careca (MDB), declarou ao TSE a ocupação de vereador e patrimônio de R$ 0.
Marechal Thaumaturgo
  • Valdelio Furtado (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 300 mil.
  • O vice, Edesio Matos (PSD), declarou ao TSE a ocupação de vereador e patrimônio de R$ 215 mil.
Mâncio Lima
  • Zé Luiz (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de empresário e patrimônio de R$ 781.675,45.
  • O vice, Andinho (UNIÃO), declarou ao TSE a ocupação de empresário e patrimônio de R$ 922.170.
Plácido de Castro
  • Camilo da Silva (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeito e patrimônio de R$ 0.
  • O vice, Luiz Hasimoto (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de empresário e patrimônio de R$ 100 mil.
Senador Guiomard
  • Rosana Gomes (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de prefeita e patrimônio de R$ 539.345.
  • O vice, Ney do Miltão (REPUBLICANOS), declarou ao TSE a ocupação de “outros” e patrimônio de R$ 0.
Tarauacá
  • Rodrigo Damasceno (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de médico e patrimônio de R$ 0.
  • A vice, Marilete Vitorino (PP), declarou ao TSE a ocupação de advogada e patrimônio de R$ 41 mil.
Xapuri
  • Maxsuel Maia (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação de advogado e patrimônio de R$ 210 mil.
  • O vice, Vânio Miranda (PSDB), declarou ao TSE a ocupação de empresário e patrimônio de R$ 100 mil.

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Operação “De Olho no Combustível” flagra irregularidades em postos de Epitaciolândia, Brasiléia e outros sete municípios do Acre

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Procon autuou 20 estabelecimentos; Ipem reprovou 14 bicos de abastecimento; ANP coletou amostras para análise laboratorial; ação conjunta envolveu órgãos estaduais e federais

Das 26 fiscalizações realizadas pelo Procon, 20 resultaram na lavratura de autos de constatação por irregularidades

Fiscalização em 59 postos encontra falhas em equipamentos e práticas comerciais no estado

Uma operação de fiscalização no setor de combustíveis no Acre identificou irregularidades em postos e equipamentos após inspeções realizadas em nove municípios do estado. O balanço da ação “De Olho no Combustível” foi divulgado nesta quarta-feira (1º) por órgãos estaduais e federais.

Ao todo, 59 postos foram fiscalizados, com verificação de 356 bicos de abastecimento. As equipes encontraram problemas em diferentes frentes, desde práticas comerciais até falhas em equipamentos utilizados no abastecimento.

Irregularidades e autuações

Das 26 fiscalizações realizadas pelo Procon, 20 resultaram na lavratura de autos de constatação por irregularidades. As demais tiveram caráter educativo, com orientação aos estabelecimentos. Entre os pontos analisados estavam a transparência na divulgação de preços, o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor e as práticas comerciais adotadas pelos postos.

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) reprovou 14 dos 356 bicos inspecionados, indicando inconformidades que podem prejudicar o consumidor no momento do abastecimento. As falhas foram detectadas tanto na capital quanto nos municípios do interior, incluindo as duas cidades da fronteira. Brasiléia e Epitaciolândia.

Qualidade do combustível e próximos passos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizou 13 fiscalizações, com duas autuações e três notificações. Amostras de combustíveis foram coletadas para análise laboratorial a fim de verificar se os produtos atendem às especificações exigidas.

A operação contou com atuação conjunta do Procon, Sejusp, PRF, ANP, Inmetro e Senacon. Os estabelecimentos autuados poderão responder a processos administrativos e estarão sujeitos a sanções previstas em lei, garantido o direito à ampla defesa.

Abrangência da operação

A ação ocorreu em Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Brasileia e Epitaciolândia. A capital concentrou o maior número de fiscalizações, seguida por Cruzeiro do Sul.

A operação contou com atuação conjunta de órgãos como Procon, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Rodoviária Federal (PRF), ANP, Inmetro e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

De acordo com o Procon, os estabelecimentos que apresentaram irregularidades poderão responder a processos administrativos, com aplicação de sanções previstas na legislação, respeitando o direito à defesa.

20 postos no Acre apresentam irregularidades durante operação de vistoria em combustíveis. Foto: cedida 

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Acre

PRF prende 22 pessoas e apreende armas, munições e produtos ilegais na Operação Vertens no Acre

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Ofensiva de cinco dias desarticulou esquemas de tráfico e contrabando nas rodovias federais; foram retirados de circulação fuzil, pistola, 152 munições, 7 mil maços de cigarros e 770 litros de leite adulterado

No âmbito da recuperação de bens, três veículos com registros de roubo ou adulteração foram interceptados e recuperados

Forças de segurança reforçam cerco na fronteira e cumprem nove mandados de prisão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou, neste quinta-feira, dia 2, o balanço final da Operação Vertens, uma ofensiva estratégica de cinco dias voltada ao combate de crimes transfronteiriços no Acre. A ação, finalizada no último sábado (28), resultou na detenção de 22 pessoas e na desarticulação de esquemas de tráfico e contrabando que utilizam as rodovias federais como rota.

Durante o período operacional, as equipes conseguiram retirar das ruas um fuzil/carabina, uma pistola e 152 munições de diversos calibres. Além do armamento, a fiscalização rigorosa permitiu o cumprimento de nove mandados de prisão, capturando foragidos da justiça que circulavam livremente pelo estado. No âmbito da recuperação de bens, três veículos com registros de roubo ou adulteração foram interceptados e recuperados.

Proteção à saúde e ao meio ambiente

A operação também teve um forte viés de proteção à saúde e ao meio ambiente. Em conjunto com órgãos sanitários e o Ministério da Agricultura (MAPA), os policiais apreenderam e descartaram 770 litros de leite adulterado, além de 716 kg de pescado ilegal e 220 kg de agrotóxicos proibidos. No combate ao mercado ilegal, foram confiscados 7.000 maços de cigarros e mais de duas mil unidades de cosméticos sem procedência legal.

Força integrada

O sucesso da Operação Vertens é fruto da integração entre 23 policiais rodoviários federais e unidades especializadas como a Draco, Denarc, Gefron, Receita Federal e o Bope. As equipes foram divididas em quatro áreas geográficas estratégicas para cobrir pontos críticos em diversos municípios acreanos, fortalecendo a presença do Estado na região de fronteira.

Com o encerramento desta etapa, a PRF reafirma que manterá o policiamento intensivo e as ações de inteligência para garantir a segurança dos usuários das rodovias e a proteção da sociedade contra o crime organizado.

A PRF reafirma que manterá o policiamento intensivo e as ações de inteligência para garantir a segurança dos usuários das rodovias e a proteção da sociedade contra o crime organizado. Foto: captada 

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Gefron descapitaliza o crime organizado em R$ 14 milhões no primeiro trimestre de 2026

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Balanço da Sejusp aponta apreensão de 1,44 tonelada de drogas, 7 armas de fogo e 5.700 maços de cigarros; 14 mandados de prisão foram cumpridos e 11 veículos recuperados

No período, foram registradas 36 ocorrências principais, que culminaram na execução de 14 mandados de prisão e na condução de 51 suspeitos às delegacias. Foto: cedida 

Força de fronteira do Acre bate recorde e retira R$ 14 milhões de facções criminosas

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apresentou, nesta quarta-feira (1º), o balanço operacional do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) referente ao primeiro trimestre de 2026. Os números consolidam um novo marco histórico para a unidade, com um impacto direto na estrutura financeira das organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira do Acre.

De acordo com o relatório oficial, as ações estratégicas realizadas entre janeiro e março resultaram em uma descapitalização estimada de R$ 14.151.955,00 para o crime organizado. O montante reflete a eficiência do investimento em inteligência e o fortalecimento da presença estatal em áreas críticas, superando índices de anos anteriores.

Volume de apreensões e prisões

O balanço detalha que aproximadamente 1,44 tonelada de entorpecentes foi retirada de circulação nos primeiros três meses do ano. Além das drogas, as equipes apreenderam sete armas de fogo e 5.700 maços de cigarros fruto de descaminho. No período, foram registradas 36 ocorrências principais, que culminaram na execução de 14 mandados de prisão e na condução de 51 suspeitos às delegacias. O grupo também conseguiu recuperar 11 veículos que haviam sido subtraídos ou utilizados em práticas ilícitas.

Armas, veículos e mais de uma tonelada de entorpecentes foram retirados de circulação pelo Gefron. Foto: cedida 

Evolução estratégica

O secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, enfatizou que o prejuízo causado às facções é fruto de um trabalho firme. “Estamos no caminho certo, investindo em integração entre as forças e presença efetiva na fronteira”, afirmou.

O coordenador do Gefron, coronel Assis Martins dos Santos, atribui os recordes ao uso de tecnologia e ao planejamento contínuo das equipes. O crescimento operacional já era observado desde 2025, quando o grupo registrou uma alta de 128% no número de operações em comparação ao ano anterior.

Com foco na cooperação entre instituições, o Gefron amplia sua capacidade de resposta nas regiões mais sensíveis, garantindo que o combate ao tráfico e ao contrabando siga como prioridade absoluta no planejamento estratégico da segurança pública acreana.

Balanço do primeiro trimestre de 2026 aponta recorde de apreensões de drogas na fronteira do Acre. Foto: cedida 

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